Wednesday, 29 October 2008

Alecrim (Rosmarinus officinalis)



O alecrim (Rosmarinus officinalis) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo dos 0 a 1500 m de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.

Como qualquer outro nome vernáculo, o nome alecrim é por vezes usado para referir outras espécies, nomeadamente o rosmaninho, que possui exactamente o étimo rosmarinus No entanto estas espécies de plantas, alecrim e rosmaninho, pertencem a dois géneros distintos, Rosmarinus e Lavandula, respectivamente, e as suas morfologias denotam diferenças entre as duas espécies, em particular, a forma, coloração e inserção da flor.

Descrição
Arbusto muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas, opostas, lanceoladas. A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a superior é quase prateada. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. O fruto é um aquênio. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins.

Toda a planta exala um aroma forte e agradável. Utilizada com fins culinários, medicinais, religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colónia, pois contém tanino, óleo essencial, pinemo, cânfora e outros princípios activos que lhe conferem propriedades excitantes, tónicas e estimulantes.
A sua flor é muita apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel.

Utilização culinária
Fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça carne de porco, salsichas, linguiças e batatas assadas. Na Itália é utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela Em churrascos, recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas do carvão aceso, perfumando a carne e difundindo um agradável odor no ambiente. Pode ser utilizado ainda em sopas e molhos.

Aplicações medicinais
A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante para todas as pessoas atacadas de debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide.
Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, que também se recomendam a todas as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir.
Também apresenta propriedades carminativas, emenagogas, desinfectantes e aromáticas.
Uma infusão de alecrim faz-se com 4 gramas de folhas por uma chávena de água a ferver. Toma-se depois das refeições.

Utilização religiosa
Em templos e igrejas, o alecrim é queimado como incenso desde a antiguidade. Na Igreja Ortodoxa grega, o seu óleo é utilizado até aos nossos dias, para unção. Nos cultos de religiões afro, como umbanda e candomblé, é utilizado em banhos e como incenso.

Um cheirinho a Alecrim


Há dias em que se tem a impressão de se estar dentro dum espesso nevoeiro.
Tudo parece monótono e difícil e o coração fica triste.
É a noite escura da alma. Era justamente um destes dias estranhos, quando uma voz interior me disse: “Precisa tomar chá de alecrim!”

Fui ao jardim e lá estava nosso viçoso pé de alecrim.
Interessante é que quase todos que visitam os nossos jardins demonstram afeição e respeito pelo alecrim.
Confesso que nunca liguei muito para ele. Mas, naquele dia, com toda a reverência, colhi alguns ramos, preparei um chá e servi-o numa linda chávena.

O aroma era muito agradável e, a cada gole que bebia, senti a mente ir clareando.
Uma sensação de bem-estar e alegria foi se espalhando pelo corpo e senti uma enorme felicidade no coração.
Fiquei muito impressionada com a capacidade dessa planta transmitir alegria.

Aliás, o nome alecrim já lembra alegria. Resolvi pesquisar a respeito e - vejam só que maravilha!


O alecrim - Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea - foi muito apreciado na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive a “Água da Rainha da Hungria”, famosa solução rejuvenescedora.

Elizabeth da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado, recobrou a saúde, a beleza e a alegria.
O rei da Polónia chegou a pedi-la em casamento!

Madame de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza, para recuperar a alegria. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima de tudo, uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo o organismo. Além disso, equilibra a temperatura do sangue e, através dele, de todo o corpo.
Por isso é recomendado contra anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sanguínea.

Também actua no fígado.

E uma melhor irrigação dos órgãos estimula o metabolismo.

Um ex-viciado em drogas revelou que tivera uma visão de Jesus que o tornou capaz de livrar-se do vício. Jesus lhe sugeria que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco-íris.

O alecrim é digestivo e sudorífero. Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa actividade intelectual

É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para curar constipações e bronquites, para cansaço mental e stress; ainda para a perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado.


Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim:
Quando Maria fugiu para o Egipto, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas.

O lilás ergueu os seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu o seu cálice.

O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar ao menino. Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou as suas roupinhas.

Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las. “O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais.”

Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e sustentou-as ao Sol durante toda a manhã. “Obrigada, gentil alecrim!” - disse Maria. Daqui por diante, ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençoo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria”'


Bom chá de alecrim !!!

Algo mais sobre o Alecrim


O Alecrim tem aplicações muito vastas, que vão desde as afecções dos rins, cálculos biliares e renais, vómitos, indigestões, vertigens e tonturas, reumatismo, anemia, sistema imunitário, diarreia, epilepsia, etc.;

É anti-séptico; usa-se, em lavagens, para problemas de pele (juntamente com outras plantas) e usa-se também como tónico capilar e, juntamente com a salva, para combater a caspa;

Tal como o ginseng, é estimulante, favorece a actividade mental (memória), tónico cardíaco, mas também se usa para os nervos.Nos melhores tratamentos para os nervos e o stress usam-se estimulantes, de manhã e calmantes, ao fim da tarde…

O uso popular consagra o ALECRIM como remédio infalível para curar anemias, assim:

Receita:
colher um galho de Alecrim, juntar a um copo de água (cerca de 200 ml) e deixar ferver durante 5 a 10 minutos, em lume brando. Deixar descansar por 10 minuto, coar e beber meio cálice, todas as manhãs, em jejum, mantendo no frigorífico (geladeira).
"Dizem" que, repetindo este tratamento 5 vezes (cerca de 1 litro de chá) se consegue curar qualquer anemia, por mais rebelde que seja.

Tratamento (testado) para Tonturas e Sequelas de Derrames
Preparar um chá com:
· Uma colher de chá de erva-doce
· Uma colher de chá de alecrim
· Três cravos da Índia, sem cabeça
Tomar à noite antes de dormir.

Pode ser usado como tónico capilar e para a caspa: fazer um chá bem forte com Alecrim e Salva e juntar ao champô, na proporção de um quarto de chá para um frasco de champô. Ou então preparar uma tintura de Alecrim e juntar 10 ou 15 ml ao champô.

O Alecrim parece ter a particularidade de "sintonizar" o nosso sistema imunológico, adequando as resposta às "solicitações" do organismo, pelo que tem excelentes resultados nas doenças auto-imunes.

Nota: para tornar o chá de Alecrim menos desagradável pode-se juntar, sempre, um pouco de erva doce… O chá com estas duas plantas é óptimo também para combater o mau hálito, mas não aconselhável a hipertensos…

Os Benefícios da Água Oxigenada


A água oxigenada foi desenvolvida na década de 1920 por cientistas, para conter problemas de infecções e gangrena em soldados na frente de batalha.

Numa solução a 3%, é um dos mais potentes desinfectantes que existem.

Isso é pouco divulgado e pode-se entender por quê.
Um produto barato e simples de usar concorre com outros desenvolvidos por laboratórios farmacêuticos e indústrias de desinfectantes domésticos e hospitalares.
Portanto, não tem interesse comercial no seu uso em larga escala.

O que se pode fazer com água oxigenada:

- Uma colher de sobremesa de água oxigenada 10 vol., usada para bochechos e mantido na boca por alguns segundos, mata todos os germes bucais, branqueando os dentes! Cuspir após o bochecho.

- Manter escovas de dentes numa solução de água oxigenada conserva as escovas livres de germes que causam gengivite e outros problemas bucais.

- Um pouco de água oxigenada num pano desinfecta superfí­cies melhor do que qualquer outro produto. Excelente para usar em cozinhas e casas de banho (banheiros).

- Passada nos pés, à noite, evita problemas de frieiras e outros fungos que causam os principais problemas nos pés, inclusive o mau cheiro.

- Passada em ferimentos (várias vezes ao dia) evita infecções e ajuda na cicatrização. Os casos de gangrena regrediram com o seu uso.

- Numa mistura meio-a-meio com água pura, pode ser pingada no nariz em resfriados (constipações) e sinusites. Esperar alguns instantes e assoar o nariz. Mata os germes e outros microorganismos nocivos.

A água oxigenada também é útil para remover o tártaro dos dentes: escovam-se os dentes, de vez em quando (há quem o faça todos os dias) com a escova molhada em água oxigenada e o tártaro vai desaparecendo.

Nota: água oxigenada a 3% (de peróxido de hidrogénio) e água oxigenada a 10 volumes, são nomenclaturas usadas para designar a água oxigenada que se encontra geralmente no mercado, que se compra em farmácias, super-mercados, etc.

Sunday, 26 October 2008

Estudos comprovam que o leite ajuda a provocar osteoporose e outras doenças graves


Introdução:

O ser Humano é o único animal no planeta que continua a ingerir leite depois de se tornar um adulto. No entanto, o organismo adulto humano já não está preparado para ingerir leite, muito menos o leite de outras espécies que não está adaptado para o corpo humano, mas sim para o organismo da sua espécie.

Ao contrário do que a indústria dos lacticínios dá a indicar nos seus anúncios mediáticos (televisão, jornais, revistas, rádio, etc) e, através de alguns médicos e nutricionistas enganados (por desinformação) ou "comprados" (por corrupção) pela propaganda dessa mesma indústria, o leite de origem animal não só não é um bom "alimento" para humanos, como não ajuda a evitar a osteoporose e, pelo contrário, ajuda a provocar a mesma, para além de outras doenças graves como alguns tipos de cancros.

Para saber porque o leite provoca problemas de saúde, leia os artigos científicos abaixo indicados e conheça a verdadeira realidade deste "alimento" e os profundos interesses económicos por detrás do mesmo.


http://www.hsus.org/web-files/Cow/540x360_cows_vealrow_fs.jpg


Ética - A extrema crueldade feita para com os animais para a produção de leite

Saiba mais vendo estes vídeos:
http://video.google.com/videoplay?docid=195777870900147944
http://video.google.com/videoplay?docid=-239204330856039070


Não beba leite, pela sua saúde!

Tem-se verificado que existe uma relação estreita entre o consumo de produtos lácteos (leite, manteiga, queijo, etc.) e vários tipos de cancro, diabetes, osteoporose, doença coronária e outros problemas relacionados com intolerâncias e alergias graves. Tanto o cancro da mama como o da próstata estão relacionados com o consumo deste produto.

http://i.ivillage.com/green/slideshows/milk_325.jpg

Esta íntima relação explica-se através de um aumento da quantidade, no organismo humano, de uma substância designada de factor de crescimento semelhante à insulina-I (IGF-I) encontrada no leite de vaca. Esta substância pode também ser encontrada, em elevadas quantidades, na corrente sanguínea de indivíduos consumidores regulares deste tipo de leite. Estudos recentes comprovam que homens com elevadas concentrações sanguíneas de IGF-I, apresentam quatro vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro da próstata do que outros indivíduos com concentrações sanguíneas de IGF-I mais baixas. Também o cancro do ovário está relacionado com o consumo de produtos lácteos: o açúcar do leite, quando desdobrado no organismo humano, dá origem a outro açúcar mais simples, designado por galactose, que, por sua vez, é também desdobrado por várias enzimas. Quando o consumo destes produtos excede a capacidade destas enzimas para desdobrarem a galactose, esta pode circular na corrente sanguínea, o que poderá, a longo prazo, afectar os ovários. Mulheres consumidoras de leite de origem animal apresentam três vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro nos ovários.

A diabetes insulino-dependente está também relacionada com o consumo de leite e produtos lácteos. Pesquisadores encontraram uma proteína característica dos produtos lácteos que provoca uma reacção auto-imune, que, por sua vez, afecta as células do pâncreas, afectando, por isso, também, a capacidade do organismo de produzir insulina.

O leite e seus equivalentes e derivados são frequentemente recomendados para prevenir a osteoporose. Contudo, pesquisas e estudos demonstram que o risco de fractura óssea é igual em consumidores de leite de origem animal e em não consumidores deste produto. Assim, ficou provado por vários estudos que, na prevenção da osteoporose, é fundamental reduzir os factores descalcificantes, tais como o consumo de sal e de proteína animal – em vez de manter ou aumentar o consumo de cálcio através de lacticínios (que contêm proteína animal).

A doença cardiovascular é uma das doenças que está mais relacionada com o consumo de produtos lácteos, pois têm elevadas quantidades de gordura saturada e colesterol, aumentando imenso as probabilidades de quem consome estes produtos vir a sofrer de doença coronária.

Os sintomas da intolerância à lactose são diarreia, flatulência e distúrbios gastrointestinais, e surgem devido à ausência, no organismo humano, de enzimas capazes de actuar na digestão do açúcar do leite. Esta ausência é um processo natural que ocorre no organismo, pois os humanos são mamíferos e os mamíferos não necessitam de consumir leite durante a vida adulta (menos ainda de outras espécies). Humanos que insistem em consumir leite após o seu desmame forçam o organismo a continuar a produzir estas enzimas, daí ser tão comum encontrar pessoas intolerantes à lactose.

O consumo de lacticínios não está só relacionado com doenças e alergias – os agentes contaminantes encontrados em várias amostras de leite são um grave problema para a saúde humana. A indução artificial da produção de leite conduz a inflamações graves nas glândulas mamárias dos animais, que requerem tratamento à base de antibióticos. Vestígios destes antibióticos, bem como de pesticidas e outros medicamentos, são encontrados em leites e outros produtos derivados.

Uma dieta alimentar diária livre de produtos lácteos contribui para a redução da perda de cálcio, diminuindo o risco de osteoporose. A alimentação vegetariana oferece todo o cálcio necessário, a partir de alimentos ricos em antioxidantes, fibra, ácido fólico, hidratos de carbono complexos, ferro e outras vitaminas e minerais importantes, que não são encontrados em lacticínios.

Fontes: http://www.sejavegetariano.org/index.php?option=com_content&task=view&id=31


Leite de vaca - Um perigo de saúde

O leite de vaca é um fluído insalubre, que contém uma gama ampla de substâncias inconvenientes. O seu consumo prolongado tem um efeito comulativo prejudicial. Com 59 hormonas activas, vários alérgenos, gordura e colesterol, a maior parte produzida mostra ainda quantidades mensuráveis de herbicidas, pesticidas, dioxinas (até 2.200 vezes o nível aceitável), até 52 antibióticos poderosos, sangue, pus, fezes, bactérias e vírus. Pode conter resíduos de tudo o que a vaca come. Inclusive coisas como restos radioactivos de testes nucleares.
Combustível do cancro
Das 59 hormonas do leite, uma é um poderoso auxiliar do crescimento, de seu nome IGF-1 (Insulin-like Growth Factor One - Factor de Crescimento similar à Insulina). Por uma curiosidade da natureza ele é idêntico entre vacas e seres humanos. Segundo especialistas em medicina, é concensual que o IGF-1 é um factor-chave na aceleração do crescimento e na proliferação dos cancros da mama, da próstata e do cólon. Provavelmente actua também como catalisador no desenvolvimento de outras formas de cancro.

O IGF-1 é um constituinte de todo o leite de vaca, visto que se é desejável que o recém-nascido cresça com rapidez. Evidentemente que, se entrarmos em linha de conta que uma percentagem significativa da população (50% nos USA) se debate com problemas de obesidade, a presença de IGF-1 no leite pode já não ser vista com tão bons olhos.

Um caso flagrante sobre este assunto é o da indústria química Monsanto, fabricante de produtos como DDT, agente laranja, Roundup e outros. Esta empresa gastou cerca de meio bilião de dólares para inventar uma injeção que fizesse as vacas produzir mais leite.
Infelizmente o produto final (Posilac, rbGH, injectável) revelou cinco erros que levaram à proibição do uso de rbGH no Canadá. Ainda assim, o relatório que os descrevia (Richard, Odaglia & Deslex, 1989) foi oculto pela lei de Segredo Comercial de Clinton. Os canadenses puderam, em bom tempo, ler deste relatório o bastante para proibir o rbGH no seu país. O Posilac da Monsanto leva a um acréscimo de IGF-1 no leite até 80%.

A FDA (Food and Drugs Administration - Departamento de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos) insiste que o IGF-1 é destruído no estômago. Por outro lado, estudiosos da questão insistem que nesse caso a amamentação não faria sentido, por não ter qualquer eficácia. A afirmação da FDA é ridícula, porque é o IGF-1 que faz o bezerro crescer a uma taxa tão elevada nas primeiras semanas de vida.


Aumento do IGF-1

A fim de se entender melhor o papel deste químico, foi realizado um estudo com dois tipos de consumidores: um bebendo 360g de leite por dia, outro a porção recomendada pela USDA (recomendação nutricional diária dos Estados Unidos) de 720g (três chávenas).
Neste estudo observou-se que os participantes que consumiam 360g de leite pro dia tiveram um aumento de 10% no nível de IGF-1.


Quantidade:

Todos os lacticínios em geral, por derivarem do leite, podem ser fonte do mesmo problema. O queijo, por exemplo, contém os mesmos constituintes do leite numa proporção de 10 para um. São necessários 10 quilos de leite para fazer um quilo de queijo. E quanto à manteiga, conta com cerca de 21 vezes o que estiver contido nas moléculas de gordura da mesma quantidade de leite.


Gordura:

Muita gente suspeita que a manteiga é só gordura, mas não tem idéia de quanta gordura existe no leite e no resto dos laticínios.
Os produtos que usam derivados do leite (caseína, soro, lactose) são provavelmente uma causa importante de problemas de peso e saúde.

Leite integral: 49% das calorias vêm da gordura.
Leite meio-gordo (2%): 35% das calorias vêm da gordura.
Queijo cheddar: 74% das calorias vêm da gordura.
Manteiga: 100% das calorias vêm da gordura.


Cálcio:

Uma pergunta que deve ser feita é: onde é que as vacas arranjam cálcio para terem ossos tão grandes? A resposta é simples: sim, das plantas! E as mesmas plantas fornecem-lhes ainda uma boa quantidade de magnésio, necessário para a absorção e o uso do cálcio.

O cálcio do leite de vaca é basicamente inútil. O leite tem conteúdo insuficiente de magnésio (11% do que seria necessário para a mesma quantidade de cálcio). Igualmente, para a boa absorção de cálcio é importante a presença da vitamina D, que nós, humanos, produzimos pela simples exposição à luz solar. As nações com mais alto nível de consumo de leite e laticínios também têm o maior nível de osteoporose, como atestado por um estudo desenvolvido por 78.000 enfermeiras num período de 12 anos.

Segundo a USDA, 240g (uma xícara) de leite contém:
Cálcio (Ca) - 291,336 mg
Magnésio (Mg) - 32,794 mg

A USDA recomenda 1200 mg de cálcio por dia. As três xícaras de leite diárias recomendadas pela USDA só contêm 900mg de cálcio. Alguns argumentam que só se precisa de 1/3 do magnésio. A mãe natureza parece indicar que a proporção deveria ser 1:1. Se a proporção para a absorção adequada fosse de 1/3 de magnésio para 1 de cálcio, então apenas 300mg daqueles 900mg de cálcio seria utilizável. Se, na verdade, a proporção for de 1:1... só 98,38mg do cálcio é aproveitável.


Proteínas:

O leite pode ser considerado "carne líquida", pelo seu alto conteúdo de proteína. Na realidade, o excesso de proteínas pode que, em conjunto com outras proteínas, pode provocar a perda de cálcio do corpo. Países que consomem dietas ricas em proteínas (carne, leite e laticínios) têm as taxas mais altas de osteoporose.

80% da proteína do leite é caseína. A caseína é um aglutinante poderoso. Um polímero usado para fazer plásticos e uma cola óptima para mobílias resistentes ou rótulos de cerveja. É usada como aglutinante em milhares de alimentos industrializados, como "caseinato de _qualquer_ coisa_".


Bactérias:

Permite-se que haja fezes no leite de vaca. Esta é uma grande fonte de bactérias, como não poderia deixar de ser. Normalmente o leite é pasteurizado mais de uma vez antes de chegar à tua mesa - cada vez durante 15 segundos à temperatura de 72°C. Por contraposição, para esterilizar a água exige-se que ela seja fervida (100°C) por vários minutos. Por outro lado, à temperatura ambiente o número de bactérias no leite duplica a cada 20 minutos.


Pus:

Um centímetro cúbico de leite de vaca comercial pode ter até 750.000 células somáticas (mais conhecidas como pus) e 20.000 bactérias vivas, antes de ser retirado do mercado.
Isso chega a espantosos 20 milhões de bactérias bem vivinhas e a 750 milhões de células por litro.

1 chávena = 236,5882 cm3 (centímetros cúbicos) ~ 177.441.150 células de pus e 4.731.600 bactérias
A ingestão diária "recomendada" para um adulto é de três vezes esta quantidade.

A Comunidade Europeia e o Canadá só permitem 400.000.000 (quatrocentos milhões de) células de pus por litro. Em geral esses níveis são mais baixos, mas PODEM chegar a este nível e ainda assim chegar à tua mesa.


Colesterol:

O conteúdo de colesterol de três chávenas de leite é igual ao de 53 fatias de bacon. Não muito dietético, concerteza!


Vitamina D:

A vitamina D (essencial à fixação do cálcio nos ossos) é geralmente derivada de um animal. A reacção à luz do sol que converte 7-dehidroicolesterol em vitamina D-3 é uma reacção química "pura" que acontece em determinadas células da pele. (Daqui a importância acrescida para os veganos da exposição ao sol).
A vitamina D-3 vem, tipicamente, de quatro fontes diferentes: pele de porco, pele de ovelha, fígado de peixe cru e cérebro de porcos. Na maior parte dos casos a vitamina D-3 é extraída da pele de porcos e vendida a fábricas de laticínios.
Existe também vitamina D-2, produzida em laboratório, que pode ser ou não de origem animal.


Constituição do leite:

água: 87%
gordura: 3,25% (se for leite completo, ou gordo)
caseína: 4%
outras proteínas: 1%
outras substâncias: 4,75%


Referências:

http://www.notmilk.com
http://www.notmilk.com/igf1time.txt (Sobre IGF-1)
http://www.notmilk.com/deb/030799.html (Artigo sobre o estudo das 78,000 enfermeiras)
http://www.notmilk.com/deb/092098.html (Sobre cálcio e doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/badbones.html (Sobre doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/bonehead.txt (Sobre doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/calcium/index.html
Marian Herbert, da Workshop de Vitamina D da Universidade da Califórnia



Leite e Osteoporose: os ossos da controvérsia

Contrariamente à onda publicitária do meio médico, na verdade as hormonas sintéticas, os laticínios e a maioria dos suplementos de cálcio enfraquecem os ossos e têm outras influências negativas sobre a saúde.

Extraído de Nexus Magazine, volume 5, número #6 (outubro-novembro de 2000). PO Box 30, Mapleton Qld 4560 Australia. nexus@peg.apc.orgEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Telefone: +61 (0)7 5442 9280; Fax: +61 (0)7 5442 9381 De nossa página na internet: http://www.nexusmagazine.com

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UMA NOVA DOENÇA, UMA NOVA OPORTUNIDADE COMERCIAL


Hoje em dia, a osteoporose é notícia - e negócio. Como doença, saiu da obscuridade há apenas duas décadas para tornar-se uma preocupação das mulheres de todo o mundo industrializado. Campanhas publicitárias nos meios de comunicação e folhetos nas salas de espera dos médicos e nas farmácias alertam as mulheres para o perigo da perda da massa óssea.

A onda de propaganda anuncia que uma em cada duas mulheres com mais de 60 anos vai provavelmente esfarelar-se com uma fratura osteoporótica (mas um homem de cada três também terá osteoporose); que a incidência de fraturas de quadril excede a do cancro de mama, colo e útero combinados; e que 16% das pacientes que sofrem fraturas de quadril morrerão dentro de seis meses, enquanto 50% exigirão cuidados constantes a longo prazo.

As estatísticas também dizem que, nos Estados Unidos, mais de 20 milhões de pessoas têm osteoporose e cerca de 1,3 milhão por ano sofrerão fractura óssea em decorrência da doença. Em 1993 os Estados Unidos sofreram a perda estimada de 10 bilhões de dólares devido à perda de produtividade e ao custo do tratamento de saúde relativos à osteoporose. Contudo, é importante examinar estas estatísticas dentro do seu contexto. Embora seja verdade que ocorram mortes de homens e mulheres que sofreram fracturas de quadril, em geral essas pessoas são muito idosas e fracas. As pessoas que morrem de fracturas de quadril não só são as mais fracas como também sofrem de outros problemas.

As mulheres são bombardeadas o tempo todo com a mensagem de que a guerra à perda óssea deve incluir suplementos de cálcio e o consumo diário de alimentos ricos neste mineral, principalmente lacticínios. Os médicos recomendam insistentemente às mulheres que passaram pela menopausa o uso a longo prazo de estrogénio (sintético) e, se mais ajuda é necessária, indicam o uso de drogas que estimulam a formação óssea, como o Fosamax. Assim, asseguram à mulher que, armada com este arsenal poderoso, ela poderá andar erecta, sem risco de fracturas, até ao fim da sua vida. Infelizmente, isto está longe da verdade.

Na verdade, os tratamentos mais populares para a osteoporose são perigosos para a saúde da mulher. Sabe-se que o estrogénio sintético é uma droga carcinogénica. A maioria dos suplementos de cálcio é não só ineficaz na reconstrução óssea como podem levar realmente a deficiências minerais, à calcificação das articulações e a pedras nos rins. E, ao contrário da crença popular, já se provou que os lacticínios são uma das causas principais de perda óssea.


A INDÚSTRIA DA OSTEOPOROSE: UMA ALIANÇA IMORAL


A osteoporose fez nascer uma indústria de crescimento fenomenal. A venda de um único remédio à base de estrogénio, o Premarin, atingiu 940 milhões de dólares em 1963. A indústria americana de laticínios floresce com a sua receita anual de 20 biliões de dólares. E a venda de suplementos de cálcio está numa espiral ascendente rumo às centenas de milhões de dólares.

A indústria da osteoporose criou não só um imenso mercado para os seus produtos; foi também especificamente projectada para atingir as mulheres. É óbvio que a amedrontadora campanha publicitária da osteoporose como "ladrão silencioso" que ataca os ossos das mulheres já se pagou. Infelizmente, as mulheres, inocentes, não sabem que, na verdade, estão a ser atacadas por uma aliança imoral das empresas farmacêuticas, dos profissionais da medicina e da indústria de laticínios, que orquestraram uma das manobras propagandísticas mais bem sucedidas e planejadas da história.

Ao distorcer os factos, manipular as estatísticas e ocultar pesquisas científicas na busca do lucro, mais uma vez esta poderosa aliança pôs vidas em perigo ao expor as mulheres à incidência crescente de doenças como cancro da mama e ovário, derrames, males do fígado e da bexiga, doenças coronárias, alergias, pedras nos rins e artrite.


AS RAÍZES DO EMBUSTE


A Segunda Guerra Mundial anunciou um importante ponto de virada na medicina. Antes da guerra, as empresas farmacêuticas eram, na sua maioria, pequenos negócios envolvidos principalmente na fabricação de fórmulas à base de ervas. O surgimento de uma ciência mais sofisticada depois da guerra mudaria para sempre a face da medicina. Segundo Sandra Coney, autora de "The Menopause Industry" (A indústria da menopausa): "Utilizando o poder e o prestígio da ciência, a medicina entrou numa nova era 'moderna', tornando obsoleta a abordagem das 'mãos que curam'. A medicina poderia desenvolver uma tecnocracia na qual os especialistas estivessem armados com a química e a maquinaria."

O desenvolvimento de hormonas sintéticas acompanha o crescimento da indústria farmacêutica. A criação do primeiro estrogénio sintético, o dietil-estilbestrol (mais conhecido como DES), seguida de perto pela descoberta de um processo para sintetizar hormonas esteróides a partir da urina de éguas grávidas (o remédio é conhecido nos Estados Unidos como Premarin), trouxe finalmente ao mercado uma fonte barata de estrogénio.

A introdução de anticoncepcionais orais em 1960 deu início ao primeiro uso disseminado dessas drogas por mulheres. Poucos anos depois, em 1966, as mulheres em menopausa tornaram-se o foco da indústria que não parava de crescer. O mito infeliz de que todas as mulheres na menopausa sofreriam destruição e ruína totais dos seus corpos e mentes sem suplementação de estrogénio espalhou-se como fogo de palha nos países industrializados. Foi o paraíso para a indústria farmacêutica, pois as mulheres acorreram a tomar esta suposta pílula da "fonte da juventude".

Embora tenha havido alertas esporádicos a respeito do estrogénio durante quase 30 anos, na prática a corrida ao lucro ignorou-os. Sabia-se, em especial, que a estrona, forma de estrogénio contida no Premarin, podia ser associada ao desenvolvimento de cancro do endométrio (revestimento do útero).

Sandra Coney escreve: "Já em 1947, um jovem pesquisador da Columbia University, dr. Saul Gusberg, relatou que havia um fluxo constante de usuárias de estrogénio a fazer curetagem para diagnóstico de sangramentos anormais. Os resultados patológicos das curetagens mostraram superestimulação do endométrio."

A bolha explodiu em 1975 com a publicação de um estudo importante na prestigiosa revista New England Journal of Medicine que demonstrava que o risco de cancro do endométrio aumentava 7,6 vezes em mulheres que usavam estrogénio. Usuárias de longo prazo corriam risco ainda maior. As mulheres que usavam estrogénio há sete ou mais anos tinham probabilidade de desenvolver cancro do endométrio 14 vezes maior do que as que nunca usavam a hormona.

Naquele mesmo mês, dados do registro de cancro da Califórnia confirmaram a descoberta. Entre as mulheres brancas com 50 anos ou mais, houvera um aumento de mais de 80% do cancro de endométrio entre 1969 e 1974.

Cresciam as provas dos perigos do estrogénio. Além do cancro do endométrio, o estrogénio foi ligado também ao cancro da mama e de ovário, aos males do fígado e da bexiga e ao diabetes. Surgiram mais questões a respeito de outros possíveis efeitos colaterais.

O Premarin, estrela em ascensão da fábrica Ayerst, começou a sofrer um sério declínio, assim como o lucro da empresa. Houve uma queda dramática das indicações de uso de hormonas no mundo todo. O uso de estrogénio caiu 18% de 1975 a 1976 e mais 10% de 1976 a 1977.


A ARTE DE MANIPULAR A PERCEPÇÃO


Algo tinha de ser feito para salvar um mercado tão lucrativo. Como o estrogénio isolado era acusado de causar cancro do endométrio, as empresas farmacêuticas, reconhecendo o erro da recomendação de estrogénio isolado às mulheres com úteros intactos, tentaram consertar o fiasco adicionando-lhe uma progesterona sintética, a progestina. Argumentou-se que a progestina protegeria o útero dos efeitos proliferativos do estrogênio (como acontece na natureza), embora não tenham sido realizados estudos de longo prazo para provar a segurança da combinação de progestina e estrogénio. Assim, surgiu a terapia de reposição hormonal (TRH) - terapia de estrogénio numa nova embalagem.

Contudo, as mulheres começavam a questionar a sério o problema do uso de hormonas sintéticas, e assim a indústria farmacêutica precisou de encontrar uma razão irresistível para atraí-las de volta ás hormonas. A osteoporose, doença de que 77% das mulheres da época jamais tinham ouvido falar, estava à espera nos bastidores. Como explica Sandra Coney: "Com o objectivo de reabilitar a TRH, as mulheres foram sido submetidas a uma 'campanha cuidadosamente orquestrada' para advogar o estrogénio como forma de prevenção da osteoporose."

Para alterar a percepção das hormonas pelo público e exonerar os seus efeitos ameaçadores sobre a vida, foi preciso criar algumas pré-condições: a gravidade da osteoporose tinha de ser imposta; as mulheres precisavam compreender que ela era a "sua" doença; a menopausa tinha de ser definida como causa principal; e as mulheres tinham de considerar trivial o risco de cancro, quando comparado aos benefícios.

Na literatura médica, a osteoporose era originalmente considerada um problema dos ossos, e não das mulheres. Examinando-se as fraturas de quadril em termos de efeitos sobre o indivíduo e custos para o país, os homens têm metade das fraturas das mulheres e maior probabilidade do que as mulheres de morrer em decorrência delas. Mas pouco se fala sobre homens e osteoporose. O "factor masculino" foi intencionalmente deixado de lado porque não se ajustava à redefinição do mal como doença feminina causada por falta de estrogénio. Esta estratégia foi necessária para promover a TRH.

Para conseguir isso, a Ayerst contratou uma grande empresa de relações públicas para vender a osteoporose. Eles tinham muito trabalho a fazer. Foi lançada uma grande campanha publicitária dirigida às revistas femininas. Médicos especialistas foram enviados para pregar o evangelho da TRH e da osteoporose em programas de rádio e televisão. Trabalhadores da saúde foram alistados para passar a mensagem a médicos e consumidores. Uma velha desfigurada, corcunda e curvada, foi o símbolo da tática de choque da campanha, e conseguiu instilar o medo no coração das mulheres. Comentários como "A invalidez que a osteoporose pode causar é muito mais grave que o suposto risco de cancro do endométrio" e "Mesmo que tome estrogénio sem progesterona, tem 15 vezes mais hipóteses de morrer de fractura do quadril do que de cancro do endométrio" foram usadas para seduzir as mulheres a voltar ás hormonas.

A campanha inspirada pela indústria farmacêutica para revender o estrogénio com uma imagem mais limpa foi espantosamente bem sucedida. Sandra Coney observa: "Na década de 90, é total a reorientação da osteoporose como doença feminina. Hoje é obrigatório incluir a osteoporose como "sintoma" importante em qualquer discussão da menopausa. Ao convencer o público e os médicos de que a osteoporose é um distúrbio incapacitante e 'assassino' e que o estrogénio é a única cura, a TRH imbuiu-se de um tipo de santidade. A TRH oferece a salvação onde ela não existe, resgatando as mulheres de um destino impensável de velhas caducas e deformadas. Em vista disso, como alguém seria ingrato a ponto de levantar a questão do risco?"

O bom senso foi jogado pela janela no caso da terapia hormonal. Não houve discussão da sabedoria ou da ética de medicar um número imenso de mulheres saudáveis e assintomáticas com drogas à base de estrogénio, reconhecidas entre "as drogas mais potentes da farmacopeia". O facto de que este enfoque jamais fora recomendado para nenhum outro remédio ou para a prevenção de nenhuma outra doença não tinha importância. A passagem da TRH de tratamento a terapia preventiva de longo prazo aconteceu sem debate ou justificativa.

A osteoporose tornou-se um tema de alto nível porque vende coisas. Além de ressuscitar a TRH e garantir a sua posição de frente no conjunto de tratamentos, a indústria dos lacticínios e as empresas farmacêuticas que produzem suplementos de cálcio apanharam boleia no comboio da osteoporose. A osteoporose atendia a vários interesses. Veio em socorro da indústria dos lacticínios numa época em que as vendas caíam por causa da ansiedade das pessoas quanto ao consumo de alimentos que contivessem gorduras saturadas. Foi adicionado cálcio ao leite desnatado, transformando assim o leite num produto que poderia ser vendido como saudável - como prevenção da osteoporose. Alertaram às mulheres que os seus ossos ficariam frágeis e descalcificados caso não consumissem cálcio a mais com os novos laticínios fortificados.

Os fabricantes de suplementos de cálcio também alegaram que os seus produtos poderiam impedir a perda óssea, apesar do facto de não existir provas absolutas de que isto seja verdade. Em 1986, os consumidores americanos gastaram 166 milhões de dólares com suplementos de cálcio. Antes da mania do cálcio, e contribuindo para ela, o National Institute of Health (Instituto Nacional da Saúde, ou NIH) dos Estados Unidos recomendou, em 1985, que as mulheres aumentassem a sua ingestão diária de cálcio. Em 1989, o NIH avisava que os promotores do cálcio "prometem mais cálcio do que vendem".


OSSOS A OLHO NU


Para compreender os muitos mitos sobre a osteoporose e os tratamentos recomendados, é vital entender a natureza dos ossos. O osso é um tecido vivo que sofre transformações constantes. Pode parecer estático, mas os seus componentes básicos renovam-se continuamente. A qualquer momento, em todos nós, há de 1 a 10 milhões de pontos onde pequenos segmentos de osso velho se dissolve e cria-se osso novo para substituí-los. O tecido ósseo é nutrido e desintoxicado por vasos sanguíneos em trocas constantes com o corpo todo. Um corpo saudável garante ossos saudáveis. As células que formam os ossos são de dois tipos: osteoclastos e osteoblastos. A tarefa dos osteoclastos é viajar pelo osso em busca de osso velho que precise ser renovado. Os osteoclastos dissolvem o osso e deixam para trás minúsculos espaços vazios. Então, os osteoblastos vão ocupar estes espaços para construir novo osso. Desta forma, o osso cura-se e renova-se a si mesmo num processo chamado de "remodelamento". Esta capacidade de consertar-se é extremamente importante. O desequilíbrio do remodelamento ósseo contribui para a osteoporose.

Quando se destrói mais osso velho do que se constrói osso novo, acontece a perda óssea. A troca dos ossos nunca pára completamente. Na verdade, depois dos 50 anos a taxa aumenta, embora não seja bem coordenada. As células que fabricam osso, os osteoblastos, tornam-se cada vez menos capazes de preencher completamente os espaços abertos pelos osteoclastos. A quantidade máxima inicial de osso e a taxa de perdas determinam a densidade dos nossos ossos. A densidade varia muito entre os indivíduos, culturas, raças e sexos.Como explica a dra. Susan Love, autora de Dr Susan Love's Hormone Book (O livro das hormonas da dra. Susan Love): "... o termo correcto para a baixa densidade óssea é 'osteopénia'. É apenas um dos factores da osteoporose e das fracturas dela resultantes. Outro factor é a micro-arquitetura do osso. Quando os osteoclastos absorvem mais osso do que se refaz, a micro-arquitetura torna-se frágil. Com o enfraquecimento, o pulso e o quadril tornam-se mais vulneráveis a fracturas. Na verdade, as suas vértebras não são fracturadas ou partidas,mas sim desfeitas, causando perda de altura e, caso se esmaguem vértebras suficientes, surge uma corcunda."

Até que ponto é real a "síndrome da corcunda"? Segundo o dr. Bruce Ettinger, endocrinologista e professor assistente de clínica médica na Universidade da Califórnia: "... as mulheres não deveriam preocupar-se com a osteoporose. A osteoporose que causa dor e invalidez é uma doença muito rara. Só 5% a 7% das pessoas de 70 anos apresentam colapso vertebral; só metade dessas terão duas vértebras envolvidas; e talvez um quinto ou um sexto apresentarão sintomas. Tenho uma longa prática e pouquíssimos pacientes curvados. Tem havido muito bla-bla-blá ultimamente, muitas mulheres preocupadas e um excesso de exames e de medicamentos." A definição médica de osteoporose costumava ser "fracturas causadas por ossos pouco densos".

Mais recentemente ela foi redefinida como "doença caracterizada por reduzida massa óssea e deterioração micro-arquitetónica do tecido ósseo que leva á fragilidade óssea crescente e consequente aumento do risco de fraturas". Contudo, há um problema na definição de osteoporose como doença e não como fractura. A massa óssea reduzida é apenas um factor de risco da osteoporose, e não a osteoporose propriamente dita. É um sinal de alerta que pode ser útil para que você comece a pensar em maneiras de impedir a ocorrência da doença. A dra. Love apresenta uma anologia notável: "É como definir a doença coronariana como o nível elevado de colesterol em vez de enfarte do miocárdio. Não é preciso dizer que esta nova definição aumentou o número de mulheres e homens que sofrem de osteoporose."

Embora a nova doença tenha dois componentes, a massa óssea e a micro-arquitetura, esta última é praticamente ignorada. O problema é que, hoje em dia, somente a densidade óssea pode ser medida. Além disso, nem todas as pessoas com baixa densidade óssea sofrerão fracturas. Por exemplo, as mulheres asiáticas têm baixa densidade óssea, mas taxas baixíssimas de fracturas. A suposição generalizada tem sido que, quando o osso chega a um certo nível de porosidade, torna-se mais sujeito a fracturas. Agora que se conhece melhor a fisiologia óssea, fica claro que isso não é tudo. O osso não se parte somente por causa da porosidade. Especialista importante em ossos e autora de "Better Bones, Better Body" (Ossos melhores, corpo melhor), Susan E. Brown, PhD, afirma: "A osteoporose sozinha não causa fracturas ósseas. Isso é documentado pelo simples facto de que metade da população com ossos osteoporóticos nunca sofreu fracturas."

Lawrence Melton, da Clínica Mayo, observou já em 1988: "A osteoporose sozinha pode não ser suficiente para produzir tais fracturas osteoporóticas, já que muitos indivíduos nunca sofrem fracturas mesmo nos subgrupos de densidade óssea mais baixa. A maioria das mulheres com mais de 65 anos e dos homens com mais de 75 perderam osso suficiente para colocá-los sob risco significativo de osteoporose, mas ainda assim muitos nunca vem a sofrer de fracturas. Aos 80 anos, praticamente todas as mulheres dos Estados Unidos são osteoporóticas segundo a densidade óssea do quadril, mas por ano apenas um pequeno percentual delas sofre fracturas do quadril."


AS CAUSAS MÍTICAS DA OSTEOPOROSE

Há muitas culturas no mundo em que as mulheres, depois da menopausa, têm boas condições físicas e são activas e saudáveis até ao fim da vida. Também é verdade que as mulheres destas culturas não sofrem de osteoporose. Se a menopausa sozinha fosse na verdade uma das causas da osteoporose, todas as mulheres do mundo estariam inválidas por causa de fracturas. É claro que este não é o caso. As mulheres maias vivem 30 anos depois da menopausa mas não contraem osteoporose, não perdem altura, não desenvolvem corcundas e os seus ossos não partem.

Uma equipa de pesquisadores analisou os seus níveis hormonais e densidade óssea e descobriu que o seu nível de estrogénio não era mais alto do que o das mulheres americanas brancas - e em alguns casos era ainda mais baixo. Os testes de densidade óssea mostraram que a perda óssea ocorria nestas mulheres ao mesmo ritmo que as suas colegas americanas. Costumava-se pensar que todas as mulheres sofriam um decréscimo considerável dos ossos por causa do baixo nível de estrogénio na menopausa, e assim se disse que a deficiência de estrogénio era a causa da osteoporose. O prosseguimento das pesquisas desautorizou esta idéia. Os estudos que acompanharam a densidade óssea de mulheres no decorrer do tempo mostraram que, embora algumas mulheres percam muito osso na menopausa, outras perdem pouco; e também, que algumas perdas começam mais cedo.

Um dos estudos, que usou exames de urina para medir a perda de cálcio, descobriu que algumas mulheres são "eliminadoras rápidas" enquanto outras são "eliminadoras normais". Se a osteoporose deve-se à deficiência de estrogénio, deveríamos encontrar níveis de estrogénio mais baixos nas mulheres com osteoporose do que nas que não apresentam a doença. No entanto, os estudos mostraram que o nível da hormona sexual depois da menopausa é semelhante em mulheres com ou sem osteoporose. A dra. Susan Brown comenta: "Mesmo nos Estados Unidos, onde a osteoporose é comum, muitas mulheres mais velhas mantêm-se livres da doença. Além disso, as taxas mais altas de osteoporose entre os homens e mais baixas entre as mulheres de algumas culturas não sustenta a noção de que a perda óssea excessiva se deva ao declínio da produção ovariana de estrogénio. E para acrescentar mais uma dimensão, descobrimos que as mulheres vegetarianas tem um nível sérico mais baixo de estrogénio mas uma densidade óssea mais elevada que as mulheres carnívoras."

Obviamente, dizer que a osteoporose é uma doença isolada e inevitável que ocorre em todas as mulheres na menopausa é uma simplificação grosseira. A mulher que remove os ovários cirurgicamente tem o dobro de perda óssea da mulher que passa pela menopausa natural. Como os ovários continuam a produzir outras hormonas que não o estrogénio depois da menopausa, é óbvio que o estrogénio é apenas um dos factores relacionados à perda óssea. A dra. Jerilynn Prior, professora de endocrinologia da Universidade da Colúmbia Britânica, realizou pesquisas que contradizem seriamente o papel-chave do estrogénio na prevenção da perda óssea. A sua pesquisa confirma que o papel do estrogénio no combate à osteoporose é muito pequeno. No seu estudo com mulheres atletas, ela descobriu que a osteoporose acontecia quando as atletas tornavam-se deficientes em progesterona, ainda que o seu nível de estrogénio continuasse normal. A dra. Prior continuou a pesquisa com mulheres não atletas, e obteve o mesmo resultado.

Embora ambos os grupos de mulheres menstruassem, tinham ciclos anovulatórios (não ovulavam), e, assim, deficiência de progesterona. Como resultado da sua extensa pesquisa, ela confirmou que não é o estrogénio, mas a progesterona que constitui a hormona chave da construção óssea. Tais estudos questionam seriamente o vínculo entre a deficiência de estrogénio e a osteoporose. O dr. John Lee, médico, pesquisador e importante autoridade nos tratamentos com hormonas naturais, realizou um estudo de três anos em que tratou com progesterona natural 63 mulheres já na menopausa. Elas mostraram um aumento de 7% a 8% da densidade óssea no primeiro ano, de 4% a 5% no segundo ano e de 3% a 4% no terceiro ano. A descoberta foi reforçada pelo dr. William Regelson, outro especialista em hormonas."Dado o facto de que 25% de todas as mulheres correm o risco de desenvolver osteoporose, penso ser inconcebível que o papel da progesterona nesta doença tenha sido negligenciado."

Embora o estrogénio tenha um papel importante e complexo na manutenção da saúde dos ossos, a osteoporose não pode simplesmente ser atribuída ao nível baixo de estrogénio que ocorre na menopausa. Numerosos factores dietéticos, quotidianos e endócrinos contribuem para o desenvolvimento da perda excessiva de tecido ósseo. A osteoporose não é produzida simplesmente pela falta de uma única hormona. A intenção de transformar a menopausa e a deficiência de estrogénio nas principais causas da osteoporose deu à TRH uma nova legitimidade como tratamento preventivo de longo prazo desta doença. Ainda que se tenha provado que o estrogénio tem alguma eficácia no retardamento da taxa de perda óssea por reduzir o ritmo em que as céluas ósseas são reabsorvidas, ele não pode reconstruir o osso.

Infelizmente, este benefício não atinge todas as mulheres. Para ter alguma eficácia nas mulheres em maior risco após a menopausa - as que têm 70 anos ou mais - elas deveriam tomar estrogénio continuamente durante décadas. Este, então, torna-se um dilema bastante sério. Sabe-se hoje que a TRH aumenta o risco de cancro da mama em 10% ao ano para cada ano de uso. Dez anos de TRH aumentam o risco em 100%. É óbvio que os numerosos riscos da TRH ultrapassam em muito os efeitos benéficos bastante limitados para os ossos, principalmente quanto há tantas alternativas mais seguras e eficazes.


O MITO DA DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO


Quando perguntamos as causas da osteoporose, a maioria das pessoas repetirá: "falta de cálcio". Esta idéia é reforçada todos os dias quando se lembra às mulheres que bebam os seus três copos de leite por dia e os seus suplementos de cálcio. Mesmo mulheres jovens, saudáveis e não osteoporóticas andam paranóicas com a perda potencial de massa óssea e tomam precauções para aumentar a força dos seus ossos com bastante cálcio. O medo de cálcio insuficiente tornou-se obsessão mundial. Há mesmo um déficit nacional de cálcio? Como o osso é composto em grande parte por cálcio, parece lógico vincular a ingestão de cálcio à saúde dos ossos. As mulheres ocidentais são hoje encorajadas a consumir pelo menos 1.000 a 1.500mg de cálcio por dia. No entanto é curioso que os dados de outras culturas mostrem clarramente que, em países menos desenvolvidos, onde as pessoas consomem pouco ou nenhum lacticínio e ingerem menos cálcio no total, há taxas muito mais baixas de osteoporose. Os bantus da África têm a taxa mais baixa de osteoporose de todas as culturas, mas consomem apenas de 175mg a 476mg de cálcio por dia.

Os japoneses ingerem em média 540mg por dia, mas as fracturas vertebrais da pós-menopausa tão comuns no Ocidente são quase desconhecidas no Japão. No total, a sua taxa de fractura vertebral é metade da dos Estados Unidos. Tudo isso é verdade, embora os japoneses tenham uma das expectativas de vida mais longa dentre todos os povos. Estudos de populações da China, Gâmbia, Ceilão, Suriname, Perú e outras culturas apresentam descobertas semelhantes de baixa ingestão de cálcio e taxas reduzidas de osteoporose. O antropólogo Stanley Garn, que estudou a perda óssea durante um período de 50 anos em povos do norte e do centro da África, não conseguiu encontrar uma relação entre a ingestão de cálcio e a perda óssea. Embora todos concordem que a ingestão adequada de cálcio seja absolutamente necessária para o desenvolvimento e a manutenção de ossos saudáveis, não há padrão de ingestão ideal de cálcio. Também é óbvio em todos estes estudos que a ingestão elevada de cálcio não é necessária para se ter ossos saudáveis. Há, certamente, um problema com a saúde óssea nas culturas ocidentais. No entanto, outros factores vitais que determinam o processo complexo da saúde óssea devem ser compreendidos.

Os ossos são afectados pela ingestão de outros nutrientes constitutivos dos ossos, pelo consumo de substâncias potencialmente prejucidiais como o excesso de proteínas, o sal, a gordura saturada e o açúcar; pelo uso de algumas drogas, álcool, cafeína e tabaco; pelo nível de exercícios físicos; pela exposição ao sol e a toxinas ambientais; pelo impacto do stress; pela remoção dos ovários e do útero; e por muitos factores que limitam o funcionamento das glândulas endócrinas. Há pelo menos 18 nutrientes fundamentais na construção óssea, essenciais para a saúde óptima dos ossos. Se a dieta de alguém for deficiente em qualquer destes nutrientes, os ossos sofrerão. Entre eles, estão o fósforo, magnésio, manganês, zinco, cobre, boro, silício, flúor, vitaminas A, C, D, B6, B12, K, ácido fólico, ácidos gordos essenciais e proteínas.

O corpo só usa os sais minerais quando estão no equilíbrio correcto. Por exemplo, meninas que consomem dietas ricas em carne, refrigerantes e alimentos industrializados com alto teor de fósforo apresentam perda alarmante de massa óssea. A proporção elevada de fósforo em relação ao cálcio provocará a retirada do cálcio dos ossos para compensar. As provas científicas demonstram sem sombra de dúvida que, sozinhos, os suplementos de cálcio simplesmente não funcionam. E ao contrário do pensamento popular, a suplementação com cálcio não reduz o risco de fracturas. Há hoje provas de que um nível elevado de suplementação com cálcio está na verdade associado a um aumento de 50% do risco de fracturas.

Contudo, ainda assim, não há prova de que o aumento de ingestão de cálcio depois da menopausa, por meio de suplementos ou da dieta, impeça fracturas. Na verdade, vários estudos indicam que isso não parece reduzir de forma alguma a incidência de fracturas. No número de agosto de 1978 da revista Science afirmou-se que "o vínculo entre o cálcio e a osteoporose foi feito com bases insuficientes" e que os anunciantes estava muito à frente das provas científicas. Mas uma dieta rica em cálcio na primeira infância e os anos anteriores à menopausa realmente fortalece os ossos, reduzindo o risco da sua porosidade depois da menopausa. Os piores suplementos de cálcio são a farinha de osso, conchas e dolomita, porque não podem ser absorvidos com eficiência e talvez contenham chumbo. A ingestão excessiva de cálcio também causa prisão de ventre e, pior, pedras nos rins e calcificação das articulações.

A forma mais eficiente de suplementação é a hidroxiapatita (principalmente se for formulada com boro). Este é o suplemento de cálcio mais natural e um alimento completo para os ossos. E quanto aos lacticínios? O dr. Michael Colgan, conhecido pequisador da nutrição, escritor e fundador do Instituto Colgan nos Estados Unidos, disse: "O conselho médico de tomar leite para impedir a osteoporose é uma total perda de tempo." Depois de tudo o que nos ensinaram, é chocante descobrir que os laticínios contribuem para a perda óssea. Os países que consomem maior quantidade de lacticínios também apresentam as taxas mais altas de osteoporose; os países que não consomem lacticínios têm as taxas mais baixas de osteoporose.

Na sabedoria do corpo, a prioridade máxima é manter o equilíbrio apropriado entre ácidos e bases no sangue. Uma dieta rica em proteínas da carne e dos lacticínios apresenta um alto risco de osteoporose porque torna o sangue muito ácido. O cálcio, então, precisa de ser extraído dos ossos para restaurar o equilíbrio correcto. Como o cálcio do sangue é usado por todas as células do corpo para manter a sua integridade, o organismo sacrifica o cálcio dos ossos para manter a homeostase. Num estudo de um ano de duração com 22 mulheres que já haviam passado pela menopausa, não houve melhora significativa do nível de cálcio quando a sua dieta foi suplementada diaramente com três copos de 300ml de leite magro (equivalente a 1.500mg de cálcio). Os autores afirmaram que este resultado deveu-se ao "aumento médio de 30% da ingestão de proteínas durante a suplementação com leite." Como o leite magro contém quase o dobro de proteínas do leite integral, promove uma taxa ainda maior da eliminação de cálcio. Num estudo de doze anos recentemente publicado, com quase 78.000 mulheres, concluiu-se que o consumo de leite não protege das fracturas do quadril ou antebraço. Na verdade, as mulheres que bebem leite apresentaram um risco significativamente ampliado de fractura e o consumo de leite na adolescência não protegeu da osteoporose.

Ainda há outros problemas nos lacticínios. Eles contêm antibióticos,hormonas estrogénicas, insecticidas e uma enzima que é factor conhecido do cancro da mama. Além disso, outro estudo recente revelou que as mulheres com intolerância à lactose mas que bebiam leite apresentavam um risco maior de cancro do ovário e infertilidade.


O ENGODO DAS DROGAS QUE FORMAM OSSOS


As empresas farmacêuticas propagandeiam mais outra arma no seu arsenal contra a osteoporose: remédios que prometem deter a perda óssea. Uma das drogas preferidas é o Fosamax, único remédio não hormonal aprovado pela FDA norte-americana para o tratamento da osteoporose. Estudos sobre esta droga foram espertamente interrompidos depois de quatro a seis anos. É justamente este o ponto em que a taxa de fracturas de mulheres que consomem drogas semelhantes começa a crescer. Assim, embora o Fosamax pareça à primeira vista aumentar a densidade óssea, na verdade ele reduz a resistência dos ossos. O Fosamax é um veneno metabólico que, na verdade, mata os osteoclastos necessários para manter o equilíbrio dinâmico dos ossos.

Além disso, ele pode causar danos severos e permanentes no esófago e no estomago. Também sobrecarrega os rins e pode provocar diarreia, flatulência, urticária, dores de cabeça e dores musculares. Ratos que receberam dosagens elevadas desenvolveram tumores da tireóide e das supra-renais. O Fosamax também causa deficiências de cálcio, magnésio e vitamina D, essenciais para o processo de construção óssea.


PARA CONSTRUIR OSSOS SAUDÁVEIS


Está claro que os tratamentos mais recomendados às mulheres pelos médicos - TRH, suplementos de cálcio, lacticínios e remédios - com certeza beneficiaram principalmente a sociedade médica e a indústria farmacêutica. O benefício real a longo prazo para as mulheres é mínimo, na melhor das hipóteses, e, na pior, uma ameaça à vida. Por sorte há outras opções capazes não só de prevenir o crescimento da deterioração da densidade óssea e a má cicatrização óssea como também aumentar a massa óssea de mulheres de todas as idades.

Segundo a dra.Susan Brown, as seis áreas de intervenção que formam o programa mais vigoroso e confiável para a construção e manutenção dos ossos incluem: maximizar a ingestão de nutrientes, aumentar o vigor digestivo, minimizar a ingestão de antinutrientes, exercitar-se (principalmente com pesos), desenvolver uma dieta alcalina e promover a vitalidade endócrina. Ela acredita que "não importa onde se está na evolução da saúde óssea, não importa qual foi o estilo de vida; nunca é tarde demais para começar a reconstruir ossos saudáveis."

A tendência vitalícia da mulher a fazer uma dieta para emagrecer tem sido uma causa não reconhecida de perda óssea. Pelo menos sete estudos bem controlados demonstraram que, quando uma mulher faz uma dieta e perde peso, também perde osso. Um estudo recente descobriu que, em menos de 22 meses, mulheres que se exercitavam três vezes por semana aumentaram a sua densidade óssea em 5,2%, enquanto mulheres sedentárias perderam 1,2%. O treinamento eficaz inclui exercícios como subir ladeiras, pedalar em marcha pesada, subir escadas e exercitar-se com pesos. A osteoporose não é uma doença do envelhecimento nem uma deficiência de estrogénio ou cálcio, mas uma doença degenerativa da cultura ocidental. Nós é que a causamos por meio dos maus hábitos alimentares, do estilo de vida e da exposição a drogas farmacêuticas. Foi a nossa ignorância que nos deixou vulneráveis aos interesses ocultos que distorceram intencionalmente os factos e sacrificaram de bom grado a saúde de milhões de mulheres no altar do lucro e da ganância. Só com a nossa disposição de assumir a responsabilidade pelos nossos corpos e de nos dedicarmos a voltar a uma forma de vida saudável e equilibrada é que seremos capazes de andar erectos e fortes pelo resto da vida.


Notas:

1. Royal Australasian College of Physicians, Grupo de Trabalho sobreOsteoporose, relatório, 1991.
2. USA Health Facts, www.MedicineNet.com, p. 1.
3. Agência de notícias Reuters, 5 de novembro de 1996.
4. Transcrição de entrevista coletiva à imprensa de Robert Cohen, 10de junho de 1998, website .
5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex, Victoria,Austrália, 1993, p. 163.
6. op. cit., p. 164.7. Ziel, H. e W. Finkle (1975), "Increased risk of endometrialcarcinoma among users of conjugated estrogen", New England Journal ofMedicine 293:1167-70.8. Coney, op. cit., p. 165.9. Donaldson, Angela, "Oestrogen: the menopause miracle", Woman's Day,Nova Zelândia, 10 de fevereiro de 1991, pp. 28-29.10. Coney, op. cit., p. 169.11. Resnick, N. e S. Greenspan (1989), "Senile osteoporosisreconsidered", JAMA 261(7):1025-29.12. Hutchinson, T., S. Polansky e A. Feinstein (1979),"Post-menopausal estrogens protect against fractures of hip and distalradius: a case control study", Lancet 2:705-9.13. Coney, op. cit., p. 171.14. Salhanic, H. A. (1974), "Pros and cons of estrogen therapy forgynecologic conditions", in Controversy in Obstetrics and Gynecology(D. Reid e C. D. Christian, eds.), Saunders, Filadélfia, pp. 801-08.15. Bonn D., "HRT and the Media", palestra apresentada na Women'sHealth Concern Conference, Cardiff, 31 de maio de 1989.16. Stevenson, J., "Osteoporosis: the silent epidemic", Update, 1 deagosto de 1986, pp. 211-16.17. Frost, H. (1985), "The pathomechanics of osteoporosis", Clin.Orthop. 200:198-225.18. Love, Susan, MD, Dr Susan Love's Hormone Book, Random House, NovaYork, 1997, p. 77.19. ibid.20. Coney, op. cit., p. 107.21. Consensus Development Conference, "Prophylaxis and treatment ofosteoporosis", Conference Report, Am. J. Med. 1991:107-110.22. Love, op. cit., p. 79.23. Brown, Susan, PhD, Better Bones, Better Body, Keats Publishing,Connecticut, USA, 1996, p. 38.24. ibid.25. Love, op. cit., p. 83.26. op. cit., p. 85.27. ibid.28. Riggs, B. e L. Melton, "Involutional Osteoporosis" (1986), NewEngland Journal of Medicine 26:1676-86.29. Brown, op. cit., p. 66.30. Sellman, Sherrill, Hormone Heresy: What Women MUST Know AboutTheir Hormones, GetWell International, Havaí, 1998 (ed.norte-americana), p. 125.31. ibid.32. Colditz, G. A. (1998), "Relationships between estrogen levels, useof hormone replacement therapy and breast cancer", J. NCI90(11):814-823.33. Melton, L. e B. Riggs, "Epidemiology of Age-related Fractures", emThe Osteoporotic Syndrome: Detection, Prevention and Treatment (L.Avioli, ed.), Grune & Stratton, Nova York, 1983, pp. 43-72.34. Brown, op. cit., p. 62-63.35. Garn, S., "Nutrition and bone loss: introductory remarks", Fed.Proc., nov-dez 1976, p. 1716.36. Brown, op. cit., p. 126.37. Colgan, M., dr., The New Nutrition, Apple Publishing, Canadá,1995, p. 62.38. Website de Robert Cohen, .39. Beckham, Nancy, Natural Therapies for Menopause and Osteoporosis,publicado por Nancy Beckham, NSW, Austrália, 1997, p. 56.40. Cottrell, M. e N. Mead, "Osteoporosis and the Calcium Craze",Australian Wellbeing, nº. 57, 1994, pp. 70-75.41. Fesknanich, D., W. C. Willet, M. Stamfer e G. A. Colditz (1997),"Milk, dietary calcium and bone fractures in women: a 12-yearprospective study", Am. J. Public Health 87:992-997.42. Coney, op. cit., p. 60.43. Health News You Can Use, boletim, nº. 60, 2 de agosto de 1998;website .44. The John R. Lee, MD, Medical Letter, julho de 1998.45. Brown, op. cit., p. 219.46. Nelson, M., PhD, Strong Women Stay Slim, Lothian, Melbourne,Austrália, 1998, p. 10.


MAIS SITES PARA PESQUISAR INFORMAÇÃO:


http://www.centrovegetariano.org/Article-466-Excluir%2Bo%2Bleite%2Bde%2Bvaca%2Bvs%2BCar%25EAncia%2Bde%2Bc%25E1lcio.html
http://www.milksucks.com/index2.asp
www.MedicineNet.com
www.notmilk.com
www.DumpDairy.com
www.PCRM.org
www.StrongBones.org
www.drmcdougall.com

Tratamentos Naturais


Qualidade de Vida

Palestra ministrada pelo Sr. Diaulas do Hospital OASIS do Paraná

Tratamentos Naturais



• ENXAQUECA
• Enxaqueca Matinal: ferver a casca da laranja (+- 5cm) por 5 minutos e tomar o chá;
• Enxaqueca à tarde: geralmente é causada por problemas digestivos – tomar chá de boldo;
• Enxaqueca de ressaca e sonolência: pela manhã bater levemente uma fatia de malancia com semente, coar e tomar este suco;
• Dor de Cabeça: colocar os pés por 1 minuto imersos em água supergelada;


• STRESS
• Comer 1 maçã por dia – sempre no café da manhã ou no lanche da tarde, nunca após as refeições; (também combate a asma e a rouquidão)
• Fazer chá da casca da maçã e tomar antes de dormir;
• Caminhar de 5 a 15 minutos diariamente descalço na terra ou na grama;
• Nas dermatites seborreicas/caspas causadas pelo stress, esfregar por 2 minutos o couro cabeludo com sementes de tomate e lavar em seguida com água fria (ou o mais fria possível);


• GRIPES/PNEUMONIA
• Assar bananas em forno convencional, pulverizar com canela em pó e comer à vontade pela manhã;
• A casca da banana também é utilizada para remover verrugas, para cicatrizar queimaduras de até 3o. grau e para fissuras nos pés – raspar a parte interna da casca, colocar sobre o local e cobrir com band aid ou uma faixa;


• INFECÇÃO DE GARGANTA
• Fazer gargarejos com sumo de abacaxi com uma pitada de sal;
• Comer sempre que possível, rodelas de abacaxi à noite (como sobremesa do jantar)


• AFTA
• Mastigar folhas do olho da mangueira por alguns segundos e descartar;


• GASTRITE/ÚLCERA
• Liquidificar 1 batata grande (ou 2 médias) e tomar 1 copo pequeno deste “leite” 30 minutos antes do café da manhã e 30 minutos antes do jantar;
• Gastrite: tratar por 2 semanas;
• Úlcera: tratar por 1 mês;


• AZIA
• Mastigar pedaços de batata crua e engolir o suco;


• FURÚNCULOS/HEMORRAGIAS
• Colocar rodela de cebola crua sob o local do furúnculo e enfaixar/colocar uma ligadura – deixar de um dia para o outro. O furúnculo sairá completamente e vai ficar um buraco no local que fechará em alguns minutos após a remoção da ligadura;
• Nos cortes, esfregar pedaço de cebola crua no local várias vezes;
• Nas hemorragias nasais, cheirar profundamente um pedaço de cebola crua;


• COLESTEROL ELEVADO
• Cortar uma beringela grande em fatias finas (com casca) e colocar de molho em 1 litro de água – colocar na geladeira de um dia para o outro. No dia seguinte remova as rodelas de beringela e acrescente o suco de 2 limões e beba este litro ao longo do dia.
• Cuidado, esta receita usada por mais de 15 dias causa emagrecimento acelerado, não ultrapasse 60 dias de uso contínuo.


• DIABETES
• Fazer um chá de 80 gramas da raiz da urtiga em 1 litro de água por dia;


• ARTROSE
• Fazer chá das folhas do sabugueiro;


• SARAMPO
• Fazer chá das flores do sabugueiro;


• HIPERTENSÃO - TENSÃO ALTA
• Pegar 3 dentes de alho à noite, esmagar, colocar em uma chávena com água e com o sumo de 1 limão, tomar pela manhã e completar os mesmos dentes esmagados com água e limão novamente, tomar à noite e repetir a receita com outros 3 dentes de alho para o dia seguinte, ou seja cada 3 dentes são usados para tomar o remédio 2 vezes;


• HIPOTENSÃO -TENSÃO BAIXA
• Bater no liquidificador 1 pepino caipira, coar e tomar 1 cálice;


• MÁ CIRCULAÇÃO
• Imergir os pés em água quente por 4 minutos e em seguida colocar em água fria por 1 minuto e voltar para a água quente e fria sucessivamente.


• MARCAS DE ESPINHAS/RUGAS NO ROSTO
• Fazer uma mistura de argila, sumo de cenoura, mel e confrei e aplicar uma camada desta pasta de aproximadamente 1 cm no rosto por uns 40 minutos;

• METABOLISMO BAIXO
• Tomar cápsulas de pimenta caiena (farmácia de homeopatia); - ajuda no emagrecimento;


• FIBROMIALGIA/RELAXANTE MUSCULAR
• Mastigar a casca seca da laranja;


• DOR NO OMBRO
• Ralar o caroço de um abacate, colocar no álcool por uns 10 dias e massajar o local;


• DICAS GERAIS

• Tome no mínimo 3 litros de água por dia;

• Tome banhos, o mais frio possível;

• As receitas dadas devem sempre ser feitas com frutas/verduras/legumes etc., frescos, nunca de garrafa ou congelados;

• Não prepare as receitas em microondas;

• Não adicione açúcar em nenhuma das receitas e tente diminuir o consumo deste produto ao mínimo possível na dieta regular;

• A casca da laranja é um excelente analgésico;

Thursday, 23 October 2008

Meditação



Para nós, ocidentais, meditar significa reflectir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, explica-nos com simplicidade no seu livro "I am That":

"Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e acções mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objectivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objectivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."

Assim, através da meditação vamos prestar atenção e descobrir como funcionamos. Como agimos em determinadas situações, porque respondemos uma coisa quando gostaríamos de dizer outra, porque fugimos daquilo que mais queremos, porque vivemos mergulhados na ansiedade, na depressão e no cansaço quando queremos apenas a tranquilidade.

Grande parte dessa confusão é criada pela mente. Podemos dizer que ela é o instrumento de nossa consciência e contém a somatória de nossos condicionamentos, padrões de pensamento, nossa memória e nosso lado racional. A mente é como um lago agitado. Ao ver a lua reflectida nesse lago turbulento poderíamos supor que a própria lua é algo disforme e agitado, mas estaríamos totalmente enganados. Da mesma forma, quando olhamos para o reflexo do nosso Eu-Superior no lago inquieto de nossa mente, não conseguimos perceber sua verdadeira natureza. Meditar nada mais é do que aquietar os turbilhões dos pensamentos, serenar a mente para que possamos reconhecer com clareza nossa essência. Durante esse processo de aquietar a mente nos damos conta de nossos padrões de pensamento e de acção e, assim, podemos transformá-los.


DICAS PARA A PRÁTICA

A prática da meditação, embora simples, requer bastante disciplina e regularidade. Abaixo estão algumas dicas de como iniciar sua prática de meditação.

* Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável e com a coluna erecta. Pode ser numa cadeira ou no chão com as pernas cruzadas. Sentar-se sobre uma pequena almofada ajuda a manter as costas erectas. Use roupas que não apertem nem incomodem.
* Acender um incenso ou colocar uma música bem suave pode ajudar a criar um clima de tranquilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.
* Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária. Um bom horário para meditar é pela manhã, quando estamos mais tranquilos e descansados. Porém, isso também é individualizável. Se você sentir que consegue melhores resultados à noite, escolha esse horário.
* Comece com dez minutos diários. Coloque um relógio para despertar após esse tempo, assim sua mente não poderá sabotá-lo fazendo-o acreditar que já se passaram muito mais que dez minutos.
* Não se mova durante esse tempo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.
* A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente ao objeto escolhido.
* Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objecto sobre o qual está meditando.

EXERCÍCIOS DE MEDITAÇÃO

1. Um dos exercícios mais simples é observar a respiração. Sinta o ar entrando e saíndo pelas narinas. Acompanhe seu caminho por todo o corpo. Repare nos movimentos da barriga, do peito. Veja se há movimentos ou sensações na pelve, pernas, cabeça, etc. Esteja com o ar o tempo todo.
2. Quando estiver em contacto com a natureza, sente-se diante de uma paisagem e observe-a. Ouça os sons, veja as cores, sinta os aromas mas não fique dando nome às coisas ou analisando-as: "esse cheiro deve ser daquela flor", "como é bonita a forma daquela montanha", "o som desses passarinhos me deixa tão relaxado...". Apenas ouça, veja e sinta sem criar frases na sua mente, sem ficar tagarelando internamente.
3. Sente-se diante de uma janela e deixe que a claridade invada seu corpo. Sinta a luz penetrando pelo alto de sua cabeça e fluíndo por todo o corpo. Mantenha sua atenção nesse fluxo.
4. Repita o mantra OM durante todo o tempo da sua meditação. Mantras são sons que trazem uma determinada qualidade de energia para quem os vocaliza. O mantra OM é um dos mais antigos do hinduísmo e sua qualidade é o equilíbrio e a serenidade. Ele nos traz energia e ajuda a clarear a mente.
5. Olhe atentamente para um símbolo ou um objecto que lhe chame a atenção naturalmente. Pode ser um desenho, uma estatueta, um yantra (diagramas cósmicos do hinduísmo), etc. No Yoga, usamos o símbolo do OM para meditar (veja o desenho acima). Olhe para esse símbolo e envolva-se com ele. Observe-o atentamente até que você possa mantê-lo com clareza na sua mente, mesmo de olhos fechados.
6. Sente-se em silêncio e preste atenção a cada som que surgir ao seu redor. Ouça tudo ao mesmo tempo. Não se detenha em nenhum deles. Nenhum é mais importante do que os outros, nenhum é melhor ou mais agradável. Não julgue, apenas ouça. Evite relacioná-los com os objectos ou seres que os produzem. Permita-se ouvir o som puro e perceber sua qualidade intrínseca.
7. Você pode meditar com as cores também. Pergunte ao seu corpo de qual cor ele necessita para estar em harmonia. Aceite qualquer cor que lhe venha à mente. Imagine um grande jorro de luz dessa cor fluindo sobre você ou mergulhe num oceano tingido com a cor escolhida. Não se preocupe em "ver" a cor, você pode apenas sentí-la com seus sentidos interiores.
8. Observe seus pensamentos e tente perceber o espaço que existe entre um e outro. Mesmo numa mente completamente confusa, os pensamentos surgem e desaparecem deixando um breve espaço entre si. Descubra esse espaço, nem que seja apenas um segundo. Observe-o e você vai perceber que ele começará a se ampliar. Ao penetrar nesse espaço em branco, você estará além da mente.


O OBSERVADOR PASSIVO


Existem centenas, talvez milhares, de técnicas de meditação. Cada um deve descobrir a que melhor combina consigo e a que produz melhores resultados. Alguns preferem meditar com mantras, muitos gostam de observar a respiração e outros usam imagens ou símbolos. Porém, o que essas técnicas têm em comum é o fato de despertarem o observador passivo.

Eu chamo de observador passivo aquela parte nossa que se mantém distante da turbulência da nossa vida diária. Ele é como um sábio que olha o vilarejo do alto de uma colina. Ele vê as pessoas correndo de um lado para outro, as crianças brincando, um cachorro procurando comida, alguém morrendo, um bebê nascendo, a geada queimando a colheita e nada disso o afeta. Ele permanece sentado no alto de seu monte, eqüânime, pois sabe que a dor ou a alegria brotam da mesma fonte e nenhuma delas é permanente. O observador passivo sabe que a verdadeira felicidade pertence ao Eu-Superior e que quando estamos conscientes dele, nada mais nos afeta.

Mas ele também é um grande professor. Se você ficar com alguém 24 horas por dia observando como ele come, como se veste, como fala e age, como dorme, no final de uma semana você conhecerá muito dessa pessoa. Assim, se nos observarmos tempo suficiente, aprenderemos muito a nosso respeito. Aprenderemos como é que funcionamos, como agem nossos pensamentos e sentimentos, como eles influenciam nossas escolhas, etc. Quando desenvolvemos o observador passivo, podemos olhar de longe a paisagem de nossa vida e encarar os desafios que ela nos propõe com insenção de ânimos, sem deixar que o emocional nuble nossa percepção. É por isso que é tão fácil aconselhar um amigo com problemas. Como não estamos envolvidos emocionalmente, temos uma visão panorâmica da situação e podemos perceber as falhas e as possibilidades que ele não vê. Quando olhamos as coisas com uma certa distância, entendemos o contexto e os motivos por trás dos fatos. E, com essa compreensão, podemos encontrar saídas criativas, podemos ver portas onde antes parecia existir apenas muros.

A TÉCNICA

Sente-se confortavelmente e faça algumas respirações profundas.

Comece a observar os pensamentos que lhe chegam. Tome consciência deles e deixe que sumam em seguida. Não os evite nem os incentive.

Não dê continuidade a nenhum pensamento. A tendência da mente é fazer associações. Quando vem o pensamento "preciso pagar uma conta no banco" a mente dá continuidade: "será que tenho dinheiro suficiente? Se não tiver, posso pedir emprestado ao fulano. Caso ele não possa emprestar...". E assim vai. Portanto, corte o fio antes que toda a meada se desenrole.

Tente ver cada pensamento como um quadro estático, como uma cena de um grande video-clip que não merece muita atenção.

A mente está representando uma grande peça diante de você. Mas você não é o protagonista. Você é apenas o expectador. Portanto não se envolva.

Caso haja uma grande confusão de pensamentos fluindo, apenas "olhe" essa confusão. Não tente controlar seus pensamentos, deixe que eles venham da maneira que vierem.

Não espere nada de especial da sua meditação: fogos de artifício explodindo diante de você, deuses e iluminados desfilando, flores de lótus ou luzes maravilhosas. As imagens que surgem podem ser apenas produto da atividade mental, truques da mente para distraí-lo. Portanto, continue apenas observando como outro pensamento qualquer. Não se envolva com a beleza ou beatitude delas. Se elas forem mais que um produto da mente, você saberá.

Com a prática contínua você será capaz de manter a mente em branco e ouvir a voz de sua intuição que também é um atributo do observador passivo.

Wednesday, 22 October 2008

Aulas de Meditação - ALBA


A meditação é a técnica mais avançada para a auto-descoberta.

Todos nós sentimos que somos algo mais. Que podíamos ser mais felizes, mais realizados a todos os níveis na nossa vida. Muitas vezes sentimos que nos falta algo.

O corpo que nós vemos é apenas uma parte daquilo que nós somos realmente. Através dos sentidos deste corpo apreendemos a realidade que alcançamos. Mas existe muito mais Amor, Alegria, Paz; para além do corpo, para além da mente. Existe no nosso coração algo mais profundo, mais preenchedor.

A forma mais eficiente de trazer essas qualidades para as nossas acções é através da prática regular da meditação. Sozinhos, nem sempre temos a inspiração para ter uma prática regular.

E é isso que é proposto nestas sessões: meditando em grupo, somos mais fortes e as experiências são mais intensas, motivando-nos.


Através da utilização de variadas técnicas universais de respiração, visualização, entoação de mantras, concentração e meditação proponho a todos os que participam, experienciar o profundo mundo da meditação, trazendo para a vida de todos e de quem vos rodeia mais Harmonia, Paz e Amor.

Direcção: José Martins

Preço: donativo

Dias: Sextas-Feiras pelas 19 hs na sede da Associação Luso-Brasileira de Ayurvédica



Informações: Geral - Lisboa: 960448999 / 919075904

Local: Sede da Associação - Pr. da Alegria, 6 - 3º Esq.

info@ayurvedica.org

Sunday, 19 October 2008

A Melhor Explicação Animada que ja vi sobre Chakras!


parte I:
http://br.youtube.com/watch?v=gEFM6QT0vzU&feature=related

ParteII:

Parte III:
http://br.youtube.com/watch?v=6I0U-9fo1P0&feature=related

Abertura dos chacras:

Doença de Crohn

por Francisco Varatojo

A doença de Crohn é uma doença do sistema digestivo ainda relativamente desconhecida pela maioria da população portuguesa mas cuja incidência começa a aumentar gradualmente, particularmente nos centros urbanos.

Trata-se de uma doença crónica que pode provocar inflamação em qualquer parte do sistema digestivo mas que afecta maioritariamente a parte final do intestino delgado e o cólon.

Apesar dos sintomas serem semelhantes aos da colite ulcerosa, a doença de Crohn afecta todas as camadas da parede intestinal, enquanto que a colite ulcerosa afecta apenas a camada mais interna.

Os sintomas mais comuns deste problema são diarreia crónica, perda de peso e falta de apetite; outros sintomas podem incluir inflamações dos olhos, dores articulares, problemas de pele, fissuras e fístulas.

Uma vez que a absorção intestinal fica seriamente afectada, a doença de Crohn pode ser extraordinariamente debilitante e provocar deficiências nutricionais graves; em casos mais sérios pode conduzir à invalidez ou à morte.

Crohn afecta mais as mulheres, particularmente na faixa etária entre os 20 e os 40 anos (apesar de poder afectar pessoas de qualquer idade) e é um problema relativamente raro em pessoas de origem asiática ou africana.

De um ponto de vista médico não se conhecem as causas (existem várias teorias sobre a sua origem, sendo a mais comum actualmente de que se trata de uma doença auto-imune) e é considerada incurável. Os tratamentos médicos utilizados neste problema incluem principalmente cirurgia e/ou medicamentos anti-inflamatórios, conforme a gravidade de cada caso.

Neste artigo, escreverei sobre a abordagem macrobiótica à doença de Crohn, incluindo recomendações alimentares para a mesma. Gostaria de salientar que, na minha experiência pessoal com os pacientes de Crohn, se notam melhoras extraordinárias quando os pacientes começam a fazer uma alimentação macrobiótica e já testemunhei algumas pessoas recuperarem totalmente do problema, deixando de apresentar quaisquer sintomas.

Segundo os princípios macrobióticos a causa principal da Doença de Crohn, assim como de outras doenças inflamatórias do cólon, como a colite, é uma alimentação errada, particularmente com o consumo excessivo de lacticínios (em especial leite, iogurte, natas) e açúcar, assim como outros doces e adoçantes artificiais. Estimulantes, chocolate e especiarias podem também ser factores contribuintes importantes.

Para tratar e nalguns casos curar os sintomas da Doença de Crohn segundo os princípios macrobióticos é importante seguir a alimentação macrobiótica padrão (ver diagrama), tendo em atenção as seguintes considerações:



• Comer todos os dias a todas as refeições cereais integrais, particularmente arroz integral e millet.

• É muito importante que se consumam cereais em grão em vez de farinhas e deve-se evitar completamente o uso de farinhas no forno, como pão, bolachas, tostas, biscoitos, etc. (o pão e outras ?farinhas no forno? são muito mais difíceis de digerir e prejudicam imenso pessoas com problemas do foro intestinal).

• Para ajudar a absorção intestinal, creme de arroz e arroz cremoso com ameixa Umeboshi (ver receitas em livros de culinária macrobiótica) são receitas excelentes.

• Sopa de Miso deve ser comida diariamente para ajudar a digestão e a recriar uma boa flora intestinal; deve-se usar Miso de Soja (Hatcho Miso) ou de Cevada (Mugi Miso) não pasteurizados.

• Sopas de cereais, particularmente sopas à base de arroz integral ou de millet auxiliam a absorção intestinal e evitam que se perca muito peso.

• Na categoria dos vegetais devem-se evitar tomates, batatas, beringelas, espinafres, espargos. Todos os vegetais devem ser cozinhados até os sintomas melhorarem. A ideia de que pacientes com Crohn ou colite não devem comer ?vegetais de verdes? é errada; apesar de nos primeiros dias estes vegetais poderem criar algum desconforto, são importantes para um bom restabelecimento da parede intestinal.

Os métodos culinários para os vegetais devem ser variados e incluem:

• Saltear, cozinhar no vapor, cozer, estufar, nishime, entre outros.

• Algas como kombu, wakame, arame e nori devem ser usadas regularmente para ajudar os intestinos a recuperarem a sua elasticidade normal. Particularmente benéficos são condimentos produzidos a partir de algas, como shio kombu (alga kombu cozinhada com shoyu e água) e shio nori (alga nori cozinhada com shoyu e água).

• Condimentos como Gomásio (sementes de sésamo tostadas com sal), Tekka (raízes cozinhadas com Miso), e Umeboshi (pickles de ameixa) são também muito benéficos.

Um remédio por excelência para problemas inflamatórios intestinais é o Kuzu; Kuzu é uma raiz selvagem usada há séculos no Oriente com propriedades extraordinárias no que toca a problemas digestivos, particularmente diarreias.

No caso da Doença de Crohn pode tomar-se uma chávena de Kuzu com Umeboshi e Shoyu todos os dias durante 15 dias e depois cada dois dias durante mais 2 semanas (considere por favor que isto são recomendações gerais que não se aplicam exactamente da mesma forma a todos os casos).

Para preparar esta bebida – cujo verdadeiro nome é Ume-Sho-Kuzu – dilua uma colher de chá de kuzu num pouco de água fria; adicione um pouco mais de água (para perfazer uma chávena de kuzu) e leve ao lume, mexendo sempre até ficar transparente; no final adicione umas gotas de shoyu e ½ a 1 ameixa umeboshi.

Um aspecto final a considerar é que, em problemas deste tipo, se devem evitar completamente alimentos como leite de soja, iogurte de soja e outros tipos de ?lácteos não lácteos?, que tendem a criar mais irritação no tubo digestivo.

Espero que o leitor não fique assustado com tantos nomes estranhos e com umas recomendações alimentares que parecem ser dificílimas de seguir; na realidade, os pacientes de doença de Crohn sentem-se tão limitados nas suas escolhas alimentares que este tipo de recomendações lhes abre enormemente as possibilidades de escolha.

Importante mesmo é ler livros de culinária macrobiótica, se possível frequentar aulas, pedir ajuda a pessoas com mais experiência nestas lides.

E, mastigar muito, muito bem: mastigar muito bem os alimentos e tudo aquilo que se nos depara na vida é uma das técnicas mais importantes para absorver melhor e evitar indigestões.

Alimentação vegetariana e macrobiótica



As dietas vegetarianas são consideradas pelos seus adeptos mais saudáveis do que as dietas mistas com carne e peixe, e, também, protectoras (e não favorecedoras) contra as doenças cardiovasculares.
Os estudos recentes de nutrição e os estudos colaterais de ordem antropológica, arqueológica e de nutrição comparada levam a concluir, porém, que não há base científica nem prática que justifique este critério.

O homem foi desde sempre um animal omnívoro, nota-se devido a constituição do seu aparelho digestivo, e das cerca de 200 espécies de primatas existentes nenhuma tem alimentação exclusivamente vegetariana ou de produtos animais.
Mesmo no período da idade da pedra e dos grandes arrefecimentos glaciares, em que a alimentação passou a ser temporariamente de grande predomínio de produtos animais, como é hoje entre os esquimós, o homem continuou a ser omnívoro, procurando alimentos vegetais complementares.

Os grandes riscos da alimentação moderna nas suas relações com as doenças degenerativas, embora em parte relacionados com produtos animais (consumo excessivo de carne e gorduras saturadas), dependem muito mais da utilização de produtos vegetais refinados, como açúcar e farinhas brancas, e do baixo consumo de produtos vegetais ricos em amido e fibra. A alimentação exclusivamente vegetariana (dietas constituídas por 100 % de vegetais) pode ser perigosa sobretudo para a criança durante o desmame e, depois ao longo de todo o período de crescimento, porque nesta fase da vida há necessidade absoluta de um mínimo de proteínas e gorduras animais, para se poder atingir o nível óptimo de ácidos aminados e ácidos gordos adequados para o metabolismo durante o crescimento.

A falta de vitamina B12 nos produtos vegetais é um risco fundamental para a criança, o mesmo acontecendo para a grávida, a lactante e os idosos.

Os regimes alimentares vegetarianos utilizam alimentos vegetais, como o nome indica, e são fundamentalmente de três tipos:

- Baseados apenas no consumo de produtos de origem vegetal (vegetarianos totais ou veganistas);

- Baseados no consumo de produtos vegetais e de leite ou de derivados proteicos de leite (lacto-vegetarianos);

- Baseados no consumo de produtos vegetais, produtos leiteiros e ovos (lacto-ovo-vegetarianos).

O seu valor alimentar depende da natureza e quantidade dos produtos utilizados e torna-se cada vez menos restritivo, como fonte dos nutrientes indispensáveis, à medida que aumenta o número e a variedade dos produtos consumidos, e diminui nos indivíduos adultos, em relação à criança, a necessidade de alguns nutrientes de que estes produtos são pobres.

Quando são utilizados, com os vegetais, leite (alimentos do Grupo I) e ovos, o risco de carência ou de falta intermitente de nutrientes essenciais reduz-se grandemente ou desaparece, na proporção em que estes produtos de origem animal forem suficientes para complementarem as deficiências existentes.

Nas crianças e adolescentes que têm necessidades mais altas e instantes de vários nutrientes essenciais e particularmente de alguns ácidos aminados essenciais, pouca abundantes ou existindo em quantidade desequilibrada nos produtos alimentares de origem vegetal, de vitaminas A, B2 e B12, de cálcio e ferro, as regimes vegetarianos estritos oferecem riscas.
O mesmo quanto à mulher grávida e à lactante.

São especialmente de recear, quando usadas demoradamente, as dietas restritivas exageradas, da tipo dos regimes descontínuos, que utilizam um só produto vegetal (frutos ou outros) de cada vez, durante dias, ou de variantes da dieta macrobiótica, coma a de Zen, em que há consumo de poucos produtos seleccionados e de tisanas (diminuindo da dieta 1 à dieta 10), se não se tomam em conta as limitações nutritivas próprias da sua composição.

A não se corrigirem convenientemente, há perigo para a saúde dos utilizadores.
O principal motivo de preocupação a ter com os regimes vegetarianos é a quantidade das proteínas e a quantidade de vitamina B2 e B12 levadas pelos alimentos.
Sabe-se que as proteínas vegetais são de qualidade inferior às dos produtos animais, salvo raríssimas excepções (certos derivados da soja, folhas verdes de couve galega e agrião), e que no caso dos cereais a diferença é acentuada, baixando a seu valor biológico, ou graduação, de 100, para o leite e ovo, e de 90-95, para a carne e peixe, para menos de 80, no trigo, até 50, no milho, o que depende da quantidade e proporção dos 8 ácidos aminados essenciais, no conjunto dos 20 ácidos aminados que constituem as proteínas alimentares.

As proteínas dos cereais são particularmente pobres em lisina, enquanto as leguminosas secas, por exemplo, são ricas em lisina, sobretudo a soja, e pobres em metionina, que os cereais contêm em maior quantidade.

A mistura cereais-leguminosas, feita judiciosamente, leva a combinações alimentares. de valor semelhante à dos alimentos animais, no que se refere a proteínas de alta valor biológico, embora a quantidade de proteínas precise de ser maior, pelo que os regimes vegetarianas previamente calculados podem vir a satisfazer todas as necessidades de ácidos aminados essenciais do homem, sobretudo do adulto.

Mas conseguir tais equilíbrios não é nada fácil, na prática corrente, sobretudo no período de crescimento dos indivíduos, em que há ainda que atender ao baixo grau de digestibilidade e de absorção intestinal das proteínas dos alimentos vegetais correntes, em particular das leguminosas secas.
Outros nutrientes que existem em quantidade baixa em quase todos os alimentos provenientes das plantas são a vitamina B2, cálcio e ferro, ou que não existem, como a vitamina B12, têm que ser procurados noutras fontes alimentares ou por via medicamentosa, além da vitamina D, que tem grande importância nas crianças não expostas regularmente à luz do sol e também não se encontra nos vegetais.

Por isso, o leite e os ovos - fornecedores de todos estes nutrientes, bem como de proteínas de alto valor biológico - devem ser considerados indispensáveis nas dietas vegetarianas das crianças, desde o desmame e ao longo de todo o período de crescimento.

Estudos muito objectivos têm mostrado que o estado nutricional de algumas populações do Mundo que têm apenas alimentação vegetariana é excelente no que se refere à saúde geral dos adultos (nas crianças o problema é diferente, havendo muitas doenças e mortalidade infantil alta), o que parece mostrar que depois do crescimento e atingida a idade adulta o consumo de alimentos vegetais, apropriadamente seleccionados, pode manter um estado nutricional adequado.

Outros estudos conduzidos directamente em indivíduos utilizando qualquer dos três tipos de regimes vegetarianos indicados mostraram que o exame físico e os dados laboratoriais não traduzem deficiências, desde que os regimes assegurem a ingestão de todos os nutrientes necessários, e destes sabe-se que a vitamina B12 é inexistente ou muito baixa em todos os regimes vegetarianos «totais», o que explica a frequência de anemia macrocítica nos indivíduos exclusivamente vegetarianos.

Pode-se acrescentar que a observação do que se passa no Mundo mostra de fornia evidente, embora nada fácil de avaliar concretamente em termos científicos de explicação, que as populações com alimentação vegetariana, total são menos enérgicas e menos avançadas em termos de cultura técnico-científica, capacidade de civilização e espírito de iniciativa, do que as populações que adoptaram regimes mistos, com peixe e carne.

Mas a sua saúde é muito melhor, pelo menos no que diz respeito às novas doenças de tipo degenerativo e por falta de celulose, em particular as doenças do coração e vasos, do aparelho digestivo e tumores, estando praticamente livres delas.

A combinação dos alimentos vegetais adequados a uma alimentação vegetariana total, ou pobre em leite e ovos, precisa de tomar em conta o valor das proteínas dos cereais e leguminosas secas, que são boas fontes de hidratos de carbono, tiamina e alguns oligoelementos, das nozes e amêndoas, fontes de gorduras ricas em ácidos poli-insaturados, e vegetais escuros, fornecedores de caroteno, vitamina C, diversos minerais, incluindo cálcio, além de celulose tenra.

A forma correcta de como consumir cada um dos alimentos mais indicados para entrar nesta combinação fornecedora da quantidade desejável, com uma fonte de vitamina B12, que será constituída por alimentos de origem animal ou a própria vitamina comercial, aparece como altamente recomendável, em face dos conhecimentos que há a respeito da sua importância.

Os regimes vegetarianos, relativamente pobres em gordura natural e sempre pobres em gorduras saturadas, quando contiverem produtos ricos em amido, açúcar, gorduras refinadas, ou álcool, em quantidade excessiva, comportam-se como os regimes mistos correntes, levando à obesidade e a desequilíbrios metabólicos semelhantes aos da sobre alimentação.

Para as folhas verdes, excepto saladas, e para os legumes escuros, que são as principais fontes de caroteno, vitamina B2 e C e de cálcio, a cozedura, sob pressão, pelo vapor ou em pouca água, é a forma mais aconselhável de preparação culinária, por facilitar a abertura das bainhas celulósicas na digestão e a consequente absorção dos nutrientes, ao mesmo tempo que diminui a perda destes por dissolução e oxidação.

A água de cozedura em que estes possam dissolver-se deve ser sempre aproveitada.
Dentre os regimes vegetarianos com rótulos mais ou menos publicitários, a macrobiótica tem sido muito vulgarizada ultimamente entre nós.

Jacqueline Dias Fernandes - Nutricionista