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Monday, 23 November 2009
Aipo - Contra a artrite reumatóide

Faça um sumo com ramas de um aipo, duas cenouras e meio pepino. Devido à acção anti - inflamatória, este preparado melhora o estado das articulações, bem como do tecido que as rodeia, pelo que contribui para o alivio do incómodo provocado pela artrite reumatóide.
Fonte:
in revista "Maria" nº 1423
Sunday, 30 August 2009
Aipo (Apium graveolens var.dulce)

Remineralizante, diurético e anti-cancerígeno
Nome científico: O nome científico do aipo, Apium, é uma palavra latina que significa “abelha”, em alusão ao facto das abelhas serem muito atraídas pelo intenso aroma exalado pela planta na época da floração. A palavra graveolens significa “forte”. Entre os gregos, o aipo era considerado uma planta sagrada, sendo utilizado em muitas cerimónias fúnebres.
História: Em 1720, um vendedor de sementes e estudioso das plantas, Stephen Switzer, introduziu o aipo na Grã-Bretanha. Ele teria conseguido as sementes em Alexandria e foi o primeiro a colocar o aipo no “Livro de Verduras Comestíveis Estrangeiras”. A partir daí, o aipo espalhou-se pela Europa, sendo levado posteriormente às Américas, com o início das navegações.
Outros Nomes Populares: aipo-rábano.
Outros Nomes Populares: aipo-rábano.
Outros Idiomas: echter sellerie (alemão), céleri (francês), celery (inglês), sedano (italiano).
Descrição Botânica: o aipo é uma planta de porte herbáceo e de ciclo bianual. A raiz é fibrosa e forte. O talo é muito ramificado e estriado. As folhas são penadas. As flores têm coloração esbranquiçada e são agrupadas em inflorescências do tipo umbela. O fruto é pequeno e arredondado.
Composição Química: compostos nitrogenados, óleo essencial e oleorresinas. O óleo essencial é dominado por terpenos, especialmente o limoneno.
Partes Usadas: Folhas, Raízes, Talos.
Propriedades Medicinais: Carminativa, Digestiva, Estomáquica, Refrescante, Tónica.
Culinária: As folhas e os talos são usados em saladas frescas, maioneses e sumos. É usado para condimentar molhos de tomate, ensopados e preparados de vegetais cozidos.
Saúde: Por ter um alto teor de sódio, o aipo alivia a fadiga causada pelo trabalho e pela prática de desportos. Ajuda ainda a aliviar dores de cabeça. O sumo feito com maçã elimina o excesso de dióxido de carbono do organismo. Elimina a vontade de comer doces.
Contra-Indicações: não foram encontradas na literatura consultada.
Efeitos Colaterais: não foram encontradas na literatura consultada.
Clima: temperado.
Exposição solar: Plena.
Propagação: sementes.
Espaçamento: 90 centímetros entre linhas e 30 centímetros entre plantas.
Espaçamento: 90 centímetros entre linhas e 30 centímetros entre plantas.
Tipo de solo: prefere solos argilosos, com pH próximo ao neutro e com alto teor de cloreto de sódio.
Adubação e correcção: esterco curtido de animal, húmus ou matéria orgânica, incorporados a 30 centímetros de profundidade.
Necessidade de água: Plena (gosta de solos encharcados).
Colheita de Folhas, Talos e Raízes: após 4 meses do plantio.
Saudável e refrescante o aipo é actualmente muito valorizado pelas suas propriedades culinárias mas também pelas suas propriedades terapêuticas graças ao seu alto conteúdo em água biológica, vitaminas, minerais e bioflavonóides.
Considerado um dos melhores diuréticos vegetais que existem reconhece-se a sua capacidade para remineralizar o organismo, desintoxica-lo, depurar o sangue, melhorar a digestão, diminuir a pressão arterial, regular o peristaltismo intestinal, abrir o apetite e aliviar as dores articulares além de prevenir e combater o cancro.
Sem esquecer que tem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, expectorantes e sedantes. É um daqueles alimentos que não devem faltar na mesa
Colheita de Folhas, Talos e Raízes: após 4 meses do plantio.
Saudável e refrescante o aipo é actualmente muito valorizado pelas suas propriedades culinárias mas também pelas suas propriedades terapêuticas graças ao seu alto conteúdo em água biológica, vitaminas, minerais e bioflavonóides.
Considerado um dos melhores diuréticos vegetais que existem reconhece-se a sua capacidade para remineralizar o organismo, desintoxica-lo, depurar o sangue, melhorar a digestão, diminuir a pressão arterial, regular o peristaltismo intestinal, abrir o apetite e aliviar as dores articulares além de prevenir e combater o cancro.
Sem esquecer que tem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, expectorantes e sedantes. É um daqueles alimentos que não devem faltar na mesa
O Aipo já era usado como alimento medicinal pelos egípcios, gregos e romanos. De facto, Hipócrates usava-o no século V a.C. como diurético. Também se constatou que 10 séculos depois os médicos chineses o empregaram para tratar distintas afecções.
No entanto, não seria até á Idade Média quando na Europa cresceu o interesse pelas suas propriedades. Hoje cultiva-se em praticamente todas as regiões temperadas do mundo e cada vez mais pessoas a levam á sua mesas sabedoras das suas mais que interessantes propriedades nutricionais e terapêuticas.
No entanto, não seria até á Idade Média quando na Europa cresceu o interesse pelas suas propriedades. Hoje cultiva-se em praticamente todas as regiões temperadas do mundo e cada vez mais pessoas a levam á sua mesas sabedoras das suas mais que interessantes propriedades nutricionais e terapêuticas.
UM BOM REMINERALIZANTE
Primo da salsa e do funcho o aipo pertence á família das umbelíferas. Os tratados de Botânica dizem que se trata de uma planta bienal de raiz e caules estriados comestíveis que se distinguem 15 variedades sendo a mais importante e consumida o Apium graveolens var.dulce.
Em todo o caso dois são as variedades mais cultivadas na Europa: o aipo em rama -que forma uma grossa penca com folhas cunhadas e que é a mais comum na Espanha - e o chamado aipo-rábano – um bolbo rugoso em forma de batata que apenas se consume em Espanha mas faz parte de muitos pratos dos países do norte da Europa.
A diferença entre ambas é que de a primeira consome-se o talo e as folhas e a segunda só a base do talo.
Portanto, o aipo mais fácil de encontrar nos supermercados é o de talho grosso, oco, estriado e alongado que se compõe de pencas verdes de forma cilíndrica longitudinalmente recorridas por um profundo sulco e de onde brotam folhas com aspecto parecido á salsa.
Primo da salsa e do funcho o aipo pertence á família das umbelíferas. Os tratados de Botânica dizem que se trata de uma planta bienal de raiz e caules estriados comestíveis que se distinguem 15 variedades sendo a mais importante e consumida o Apium graveolens var.dulce.
Em todo o caso dois são as variedades mais cultivadas na Europa: o aipo em rama -que forma uma grossa penca com folhas cunhadas e que é a mais comum na Espanha - e o chamado aipo-rábano – um bolbo rugoso em forma de batata que apenas se consume em Espanha mas faz parte de muitos pratos dos países do norte da Europa.
A diferença entre ambas é que de a primeira consome-se o talo e as folhas e a segunda só a base do talo.
Portanto, o aipo mais fácil de encontrar nos supermercados é o de talho grosso, oco, estriado e alongado que se compõe de pencas verdes de forma cilíndrica longitudinalmente recorridas por um profundo sulco e de onde brotam folhas com aspecto parecido á salsa.
Quanto á ingestão, pode ser consumido cru sem abusar – nesse caso o sabor das suas folhas é ligeiramente amargo e muito agradável.
Além disso, para guisar pode-se utilizar inclusive as sementes pulverizadas como se fossem sal. Podem ser consumidos crus, fritos, cozidos, recheados ou liquefeito.
Além disso, para guisar pode-se utilizar inclusive as sementes pulverizadas como se fossem sal. Podem ser consumidos crus, fritos, cozidos, recheados ou liquefeito.
Quanto às suas propriedades nutricionais cabe destacar que embora o seu componente maioritário seja a água – entre 92 e 95% - esta hortaliça é generosa em vitaminas e fibras mas especialmente em minerais e compostos vegetais que além do seu odor, cor e sabor característicos, proporcionam algumas das suas propriedades terapêuticas mais interessantes.
O aipo, por exemplo, aporta uma boa dose de vitaminas B 1 (tiamina), B 2 (riboflavina), B 6 (piridoxina), B 9 (ácido fólico), betacaroteno (provitamina A), vitamina E e quantidades discretas - sem se comparar com outras hortaliças - de vitamina C.
O mesmo se aplica á fibra: o aipo contém mas outras hortaliças são mais generosas a esse respeito. No entanto, o que aporta é suficiente para que contribua para melhorar o trânsito digestivo e intestinal, prevenir a dispepsia e a obstipação, ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue e favorecer o controlo da glicemia nos diabéticos.
Mas se realmente algo o destaca, é, na verdade a sua capacidade para remineralizar o organismo pois contem abundante potássio, sódio – considera-se a hortaliça que mais contribui - e doses consideráveis de cálcio, zinco, magnésio, ferro, enxofre, fósforo, manganês, cobre, alumínio e silício.
Mas se realmente algo o destaca, é, na verdade a sua capacidade para remineralizar o organismo pois contem abundante potássio, sódio – considera-se a hortaliça que mais contribui - e doses consideráveis de cálcio, zinco, magnésio, ferro, enxofre, fósforo, manganês, cobre, alumínio e silício.
Deve-se recordar, que o equilíbrio entre potássio e sódio é imprescindível para a correcta função nervosa e muscular além de participar no sistema bioeléctrico de todas as células do corpo através do qual é conhecido “bomba de sódio-potássio”. E mais, no caso concreto do aipo diferentes estudos revelaram que o seu conteúdo em sódio satisfaz as necessidades deste mineral naquelas pessoas que mantêm dietas baixas em sal enquanto os seus altos valores em potássio tornam-se adequados para quem esteja a tomar diuréticos.
Os especialistas assinalaram também que no corpo a relação entre potássio e sódio é de 2 para 1 e no aipo existem 3 partes de potássio por cada uma de sódio e, por tanto, trata-se de uma proporção excelente para quem padece de hipertensão ou toma diuréticos sintéticos porque a diferencia de estes em relação ao aipo é que este ultimo ajuda a eliminar o excesso de líquido sem desequilibrar a relação adequada de ambos minerais.
Deve-se acrescentar que muitas das suas propriedades devem-se ao óleo essencial que contem - composto por apiol, limoneno, psoralenos e apiína assim como a sua riqueza em terpenos - entre eles os flavonóides como a apigenina e a luteolina - que são os que lhe proporcionam a sua capacidade antioxidante, anticancerígena, antibacteriano e antimicótica (sendo especialmente útil em casos de infecção das mucosas das vias urinarias).
Os especialistas assinalaram também que no corpo a relação entre potássio e sódio é de 2 para 1 e no aipo existem 3 partes de potássio por cada uma de sódio e, por tanto, trata-se de uma proporção excelente para quem padece de hipertensão ou toma diuréticos sintéticos porque a diferencia de estes em relação ao aipo é que este ultimo ajuda a eliminar o excesso de líquido sem desequilibrar a relação adequada de ambos minerais.
Deve-se acrescentar que muitas das suas propriedades devem-se ao óleo essencial que contem - composto por apiol, limoneno, psoralenos e apiína assim como a sua riqueza em terpenos - entre eles os flavonóides como a apigenina e a luteolina - que são os que lhe proporcionam a sua capacidade antioxidante, anticancerígena, antibacteriano e antimicótica (sendo especialmente útil em casos de infecção das mucosas das vias urinarias).
DIURÉTICO, SIM, MAS NÃO SÓ
O aipo, em suma, aumenta a micção e dilata os vasos renais favorecendo com isso a eliminação de líquidos retidos no corpo e uma expulsão mais rápida e efectiva das substâncias tóxicas ou de resíduos.
Também contribui para eliminar os cálculos renais e biliares assim como as areias que acabam pode se formar, depura o sangue, ajuda a limpar tanto o intestino como os rins e a bexiga, a prevenir doenças que derivam da acumulação de impurezas para ajudar o trabalho do fígado (que não deve esforçar-se tanto para depurar o sangue). Razões que, sem dúvida, justificam o seu consumo como depurativo e desintoxicante além de ser eficaz em casos de hiperuricémia, gota, doenças articulares e reumatismo. Noutras palavras, o aipo é anti-hipertensivo e cardioprotector.
Obviamente o maior volume de urina que se expulsa graças ao aipo ajuda a baixar a tensão arterial mas estudos levados a cabo por William Elliot - professor de Medicina e Farmacologia na Universidade de Chicago (E.U.A.) - indicam que pode preveni-la graças a um dos seus compostos, o ftalido – substancia que lhe confere o seu peculiar aroma -, e esta substancia relaxa os músculos lisos dos vasos sanguíneos ampliando o seu diâmetro.
Ao que parece, o seu mecanismo de acção consiste em bloquear a actividade da enzima produtora das catecolaminas – consideradas as “hormonas da tensão ou do stress” - que provocam a contracção dos vasos sanguíneos elevando com isso a pressão arterial.
Ou seja, o aipo reduz a pressão ao suprimir a produção de hormonas que causam a sua elevação. Algo que o professor Elliot constatou mediante uma experiencia com animais que demonstrou que aqueles a que se alimentou com 2 talos de aipo tiveram no dia seguinte uma pressão sanguínea 14 vezes menor que aqueles a que não se deu.
O aipo, em suma, aumenta a micção e dilata os vasos renais favorecendo com isso a eliminação de líquidos retidos no corpo e uma expulsão mais rápida e efectiva das substâncias tóxicas ou de resíduos.
Também contribui para eliminar os cálculos renais e biliares assim como as areias que acabam pode se formar, depura o sangue, ajuda a limpar tanto o intestino como os rins e a bexiga, a prevenir doenças que derivam da acumulação de impurezas para ajudar o trabalho do fígado (que não deve esforçar-se tanto para depurar o sangue). Razões que, sem dúvida, justificam o seu consumo como depurativo e desintoxicante além de ser eficaz em casos de hiperuricémia, gota, doenças articulares e reumatismo. Noutras palavras, o aipo é anti-hipertensivo e cardioprotector.
Obviamente o maior volume de urina que se expulsa graças ao aipo ajuda a baixar a tensão arterial mas estudos levados a cabo por William Elliot - professor de Medicina e Farmacologia na Universidade de Chicago (E.U.A.) - indicam que pode preveni-la graças a um dos seus compostos, o ftalido – substancia que lhe confere o seu peculiar aroma -, e esta substancia relaxa os músculos lisos dos vasos sanguíneos ampliando o seu diâmetro.
Ao que parece, o seu mecanismo de acção consiste em bloquear a actividade da enzima produtora das catecolaminas – consideradas as “hormonas da tensão ou do stress” - que provocam a contracção dos vasos sanguíneos elevando com isso a pressão arterial.
Ou seja, o aipo reduz a pressão ao suprimir a produção de hormonas que causam a sua elevação. Algo que o professor Elliot constatou mediante uma experiencia com animais que demonstrou que aqueles a que se alimentou com 2 talos de aipo tiveram no dia seguinte uma pressão sanguínea 14 vezes menor que aqueles a que não se deu.
Outras investigações revelaram logo que além do ftalido há outra substancia no aipo com essa mesma capacidade para dilatar os vasos sanguíneos: o flavonóide apigenina. Para concluir, recordemos que o conteúdo em fibra desta hortaliça também ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue e que o aumento da diurese elimina do organismo substâncias que poderiam dar lugar a complicações cardiovasculares. O que explica a sua actividade cardioprotectora.
Está estudada também a capacidade de alguns dos componentes do aipo para prevenir e tratar o cancro. Assim, sabe-se que além dos ftalidos e dos poliacetilenos - reconhecidos antioxidantes - esta hortaliça contem outras seis famílias distintas de compostos que contribuem para eliminar do organismo diversos agentes carcinógenicos, especialmente os que contem no fumo dos cigarros.
Está estudada também a capacidade de alguns dos componentes do aipo para prevenir e tratar o cancro. Assim, sabe-se que além dos ftalidos e dos poliacetilenos - reconhecidos antioxidantes - esta hortaliça contem outras seis famílias distintas de compostos que contribuem para eliminar do organismo diversos agentes carcinógenicos, especialmente os que contem no fumo dos cigarros.
Contém por exemplo um flavonóide – a apigenina - que além de anti-espasmódico, anti-inflamatório, antioxidante e inibidor da formação de ácido úrico parece ter também propriedades anti-cancerígenas. Esta substancia – que por certo encontra-se em grandes quantidades tanto na camomila como nos pimentos verdes - está de facto considerada “ a de maior acção anti-proliferativa no cancro da mama” num estudo realizado para comparar a incidência de 21 flavonóides diferentes sobre o crescimento de células cancerosas mamárias inoculadas em ratos. Ao que parece a apigenina une-se aos receptores de estrogénio das membranas celulares prevenindo a proliferação celular em casos de tumores hormonodependentes.
Estudos posteriores revelaram logo também a sua forte capacidade inibitória sobre as células cancerosas da glândula tiróide que carecem de receptores estrogénicos assim como que bloqueia a actividade da enzima tirosinakinasa impedindo igualmente a proliferação de células cancerosas na próstata.
De facto especialistas espanhóis da Faculdade de Medicina da Universidade de Múrcia e da Unidade de Oncologia Radioterápica da Cidade Sanitaria Virgen de Arrixaca estudaram a actividade anticancerígena da apigenina em células murinas de adenocarcinoma de próstata e de melanoma com diferentes doses e em distintos períodos de tempo observando-se a viabilidade e citotoxicidade celular, a indução de apoptose e as modificações estruturais e ultraestructurais induzidas por ela nas células cancerosas.
Os resultados obtidos demonstraram, segundo os especialistas, que sobre a línea tumoral do adenocarcinoma prostático a apigenina “produz uma inibição progressiva da proliferação celular que varia desde 30% em 24 horas até 90% em 72 horas, todos eles com uma apoptose inferior a 10%” menor que sobre o melanoma mostrava “uma inibição de 100% no crescimento celular a doses de 25 mm sendo a inibição da proliferação de 60% em 24 horas e de 35% em 48 horas respectivamente a cultivos de controlo.
Com doses menores observa-se uma inibição do desenvolvimento celular mas não são estatisticamente significativos”.
Resumindo, os especialistas concluíram que a apigenina inibe a proliferação celular em ambas líneas tumorais murinas embora de forma mais intensa no caso do melanoma.
De facto especialistas espanhóis da Faculdade de Medicina da Universidade de Múrcia e da Unidade de Oncologia Radioterápica da Cidade Sanitaria Virgen de Arrixaca estudaram a actividade anticancerígena da apigenina em células murinas de adenocarcinoma de próstata e de melanoma com diferentes doses e em distintos períodos de tempo observando-se a viabilidade e citotoxicidade celular, a indução de apoptose e as modificações estruturais e ultraestructurais induzidas por ela nas células cancerosas.
Os resultados obtidos demonstraram, segundo os especialistas, que sobre a línea tumoral do adenocarcinoma prostático a apigenina “produz uma inibição progressiva da proliferação celular que varia desde 30% em 24 horas até 90% em 72 horas, todos eles com uma apoptose inferior a 10%” menor que sobre o melanoma mostrava “uma inibição de 100% no crescimento celular a doses de 25 mm sendo a inibição da proliferação de 60% em 24 horas e de 35% em 48 horas respectivamente a cultivos de controlo.
Com doses menores observa-se uma inibição do desenvolvimento celular mas não são estatisticamente significativos”.
Resumindo, os especialistas concluíram que a apigenina inibe a proliferação celular em ambas líneas tumorais murinas embora de forma mais intensa no caso do melanoma.
Outras investigações revelaram posteriormente que o aipo contem outro flavonóide que não só possui muitas das propriedades da apigenina frente ao cancro mas também possui as suas próprias qualidades específicas: a luteolina. Capacidade que deve a que também inibe a enzima tirosinakinasa.
Foi constatado que possui uma potente actividade anti-proliferativa sobre 27 líneas de células cancerosas e diminui a toxicidade da quimioterapia no coração e na medula espinal. Também inibe a enzima aromatase e previne a formação excessiva de estrogénio evitando a ligação de estas com células cancerosas da mama. Tem propriedades anti-inflamatórias.
Foi constatado que possui uma potente actividade anti-proliferativa sobre 27 líneas de células cancerosas e diminui a toxicidade da quimioterapia no coração e na medula espinal. Também inibe a enzima aromatase e previne a formação excessiva de estrogénio evitando a ligação de estas com células cancerosas da mama. Tem propriedades anti-inflamatórias.
Diversos estudos revelaram que os flavonóides do aipo – compostos com acção antioxidante, anti-inflamatória, hipo-uricemiante e Inmunoestimulante como já havia sido indicado - ajudam na renovação das articulações e do tecido conjuntivo pelo que se considera de grande ajuda em casos de artrose e artrite reumatóide, reumatismo e gota em que também alivia a dor. Mas a maior esperança actual é que em Maio de 2008 – descobriu-se que a luteolina reduz a inflamação cerebral - pelo menos em ratos - e poderia ser útil no tratamento de pessoas afectadas por Alzheimer. Tal é a conclusão a que chegou um grupo de investigadores encabeçado pelo doutor Saebyeol Jang da Universidade de Illinois (E.U.A.) após administrar a ratos durante três semanas a substancia e comprovar como o iban reduzindo de forma considerável as inflamações cerebrais que previamente lhes haviam induzido.
Segundo o que se publica no Proceedings of the National Academy of Sciences os investigadores estudaram especificamente a forma em que actua a luteolina sobre as microglías, células que se originam na medula, chegam ao sistema nervoso através do sangue e o defendem devorando os agentes patogénicos que o atacam.
Ou seja, as microglías são as células responsáveis pela defensa imunitária do sistema nervoso central e do cérebro. Durante 21 dias os investigadores administraram aos ratos, agua com luteolina e logo lhes injectaram um lipossacárido de uma bactéria patogénica que põe em marcha nos ratos o mecanismo defensivo da inflamação.
Resultado: “A luteolina – pode ler-se no relatório publicado - reduz a inflamação induzida pelo lipossacárido dentro das quatro horas posteriores à injecção”. Os mecanismos de acção ainda estão a ser estudados mas pensa-se que o que a luteolina faz é deter a produção de moléculas inflamatórias e abrandar esta a nível cerebral pelo que poderia “ajudar a contrariar a demência causada pela inflamação no cérebro em enfermidades como o Alzheimer ou a variante humana deste, a doença das vacas locas”.
Ajuda a relaxar
O aipo também tem propriedades sedantes e tranquilizantes graças à sua riqueza em vitaminas do grupo B e daí a sua capacidade para aliviar notavelmente as moléstias ocasionadas por Contracturas, cãibras e cefaleias tencionais.
Embora estas propriedades relaxantes também se devam em parte ao flavonóide apigenina já mencionado que tem efeitos ansiolíticos mas sem chegar a provocar relaxação muscular nem sedação excessiva. Este flavonóide é capaz de unir-se aos receptores GABA-A cerebrais acalmando a ansiedade como fazem as benzodiacepinas -componentes principais de um bom número de ansiolíticos sintéticos - mas sem provocar a depressão do sistema nervoso central que provocam esses fármacos.
Facilita a digestão
Além de aumentar a produção de saliva e sucos gástricos, o aipo abre o apetite e facilita a digestão enquanto aumenta os movimentos naturais do intestino prevenindo gases e cólicas, além de neutralizar o excesso de bactérias responsáveis pelas fermentações e putrefacções intestinais. Assim actua como um laxante suave graças à sua fibra. No entanto, deve-se ter em conta, que consumido cru em grandes quantidades pode ser indigesto.
E se isso não bastasse aipo também:
Ou seja, as microglías são as células responsáveis pela defensa imunitária do sistema nervoso central e do cérebro. Durante 21 dias os investigadores administraram aos ratos, agua com luteolina e logo lhes injectaram um lipossacárido de uma bactéria patogénica que põe em marcha nos ratos o mecanismo defensivo da inflamação.
Resultado: “A luteolina – pode ler-se no relatório publicado - reduz a inflamação induzida pelo lipossacárido dentro das quatro horas posteriores à injecção”. Os mecanismos de acção ainda estão a ser estudados mas pensa-se que o que a luteolina faz é deter a produção de moléculas inflamatórias e abrandar esta a nível cerebral pelo que poderia “ajudar a contrariar a demência causada pela inflamação no cérebro em enfermidades como o Alzheimer ou a variante humana deste, a doença das vacas locas”.
Ajuda a relaxar
O aipo também tem propriedades sedantes e tranquilizantes graças à sua riqueza em vitaminas do grupo B e daí a sua capacidade para aliviar notavelmente as moléstias ocasionadas por Contracturas, cãibras e cefaleias tencionais.
Embora estas propriedades relaxantes também se devam em parte ao flavonóide apigenina já mencionado que tem efeitos ansiolíticos mas sem chegar a provocar relaxação muscular nem sedação excessiva. Este flavonóide é capaz de unir-se aos receptores GABA-A cerebrais acalmando a ansiedade como fazem as benzodiacepinas -componentes principais de um bom número de ansiolíticos sintéticos - mas sem provocar a depressão do sistema nervoso central que provocam esses fármacos.
Facilita a digestão
Além de aumentar a produção de saliva e sucos gástricos, o aipo abre o apetite e facilita a digestão enquanto aumenta os movimentos naturais do intestino prevenindo gases e cólicas, além de neutralizar o excesso de bactérias responsáveis pelas fermentações e putrefacções intestinais. Assim actua como um laxante suave graças à sua fibra. No entanto, deve-se ter em conta, que consumido cru em grandes quantidades pode ser indigesto.
E se isso não bastasse aipo também:
- Reforça o sistema imunitário devido ao seu conteúdo em substâncias antioxidantes.
- Melhora a acne ao favorecer a depuração do sangue e ter propriedades antibacterianas.
- Faz aumentar o desejo sexual - propriedade afrodisíaca conferida pela cumarina que contem - e facilita a erecção.
- Ajuda a limpar feridas e queimaduras facilitando a sua cicatrização quando usado de forma tópica. Devido às suas propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias pode-se empregá-lo para fazer bochechos em caso de infecção ou inflamações.
- Também tem propriedades benéficas para a pele, para os pêlos e os ossos devido às furanocumarinas e psoralenos que contem e que actuam como protectores da pele e estimulantes da repigmentação. Por isso está-se a utilizar hoje em dia o aipo em casos de psoríase e Vitíligo assim como em outros problemas da pele ou que se manifestam nela como a acne.
- Favorece a expectoração em caso de catarro, gripe, bronquite, etc.
- Ajuda a perder peso pois favorece a expulsão dos líquidos retidos e das substâncias de resíduos acumuladas. Devido à sua riqueza em minerais ajuda a quem sofre de fatiga crónica.
- Ajuda a regular os períodos menstruais.
- Usado como cataplasma reduz o inchaço dos olhos.
Resumindo, o aipo é uma excelente aposta natural para prevenir numerosas doenças e manter a saúde.
A melhor época para comprar aipo fresco é no inverno, embora hoje se encontre em qualquer estação do ano.
Não deve ser tomado muitas vezes ou em número significativo pois pode causar graves danos nos rins ou inflamação da bexiga. E, evidentemente, não deve ser ingerido durante a gravidez devido ao seu conteúdo em apiína que pode causar aborto.
Enquanto a sua conservação ideal é mantê-lo no frigorífico envolto em papel húmido (três dias como máximo pois logo perde propriedades) também pode congela-lo após escaldá-lo previamente durante três minutos.
Propriedades
- Afrodisíaco
- Analgésico
- Anti-bacteriano
- Anticancerígeno
- Depurativo e Diurético
- Regulador intestinal
- Anti-inflamatório
- Cicatrizante (uso externo
- Remineralizante
- Antimicótico
- Expectorante
- Sedativo
- Antioxidante
- Hipotensor
- Tranquilizante
- Anti-séptico (uso tópico)
- Inmunoestimulante
- Vasodilatador.
- Cardioprotecto
- Laxante
- Purificador do sangue
Indicações
- Acne
- Gota
- Hipercolesterolémia
- Artrite reumatóide
- Constipação
- Dispepsia
- Artrose e Reumatismo
- Gripe
- Cistite
- Bronquite
- Fadiga
- Hipertensão
- Cancro
- Hiperuricémia
- Impotência sexual
- Inapetência
- Oligúria
- Problemas cardiovasculares
- Psoríase
- Retenção de líquidos
- Vitíligo
Fonte: Enviado por Vera Belchior
Sunday, 15 June 2008
Fitoterapia

A Fitoterapia é o recurso de prevenção e tratamento de doenças através das plantas medicinais, e a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra
Desde o surgimento dos animais na Terra, estes usam instintivamente determinadas plantas como alimento, cura ou mesmo para estimular o vómito e eliminação de substâncias nocivas.
Há mais de 6000 anos, o homem vem testando e escolhendo instintivamente as melhores plantas medicinais para curar as suas doenças. No último século, a medicina disseminou o emprego de antibióticos e remédios alopáticos, e a nossa medicina natural passada de geração em geração ficou esquecida.
Porém, a cada dia, as plantas ganham seu espaço como aliadas no reequilíbrio físico do ser humano: o predomínio da cor verde relaciona-se à saúde e equilíbrio, chaves para o homem saudável; as diversas nuances das flores complementam esta missão, trazendo alegria e optimismo (amarelo e vermelho), paz (branco), amor e fraternidade (rosa), espiritualidade (violeta) e harmonia (azul).
A fitoterapia é uma terapia com a propriedade de auxiliar na cura de males profunda e integralmente, de forma barata (os preços dos remédios estão "na lua" ) e não-agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo e reintegra o ser humano às suas raízes terrestres. Actualmente, diversos centros de pesquisa nacionais e estrangeiros dedicam-se ao estudo das substâncias presentes nas plantas medicinais.
A ciência começa então a render-se à força da natureza. Natureza presente junto a nós em todo o pedacinho de chão com terra, luz, ar e água.
Preparação
Você mesmo pode cultivar as suas plantas medicinais em casa, pequenos espaços também servem. O importante é a energia de cura que mentalizar. Seguem abaixo algumas dicas importantes na colecta e preparação das ervas medicinais: as plantas devem ser colhidas quando molhadas e de preferência, na lua cheia de madrugada molhadas pelo orvalho; secar as plantas à sombra; guardá-las então em lugar seco separadas por espécie; não usá-las caso apareça mofo ou humidade.
Após obtidas as ervas, mantenha-as armazenadas em recipientes de vidro ou cerâmica, longe do pó, humidade e calor. Caso as compre em algum lugar, esteja atento à qualidade e pureza das ervas, bem como se foram cultivadas longe de agrotóxicos.
Os mais conhecidos meios de se utilizar as plantas medicinais são:
Chá Tradicional: a erva é colocada na água a ferver e deixada por cerca de 1/2 minuto a ferver em recipiente tampado. Deixá-lo tampado por alguns minutos.
Infusão: a água fervente é despejada sobre as plantas, e o recipiente tapado durante 10 a 15 minutos. Ideal para flores e folhas.
Decocção: a planta é fervida por algum tempo em recipiente tampado. Depois deixá-la tampada por alguns minutos. Esta forma é mais apropriada para raízes, cascas e sementes, porém estas devem ser cortadas em pequenos pedaços ou esmagadas antes de serem utilizadas.
Maceração: a planta fica de molho em água fria até 24 horas, de acordo com a sua qualidade. Neste caso, as vitaminas e sais minerais não são alterados pela fervura.
As doses de ervas a serem utilizadas variam muito, porém, pode-se utilizar, em média.
Para folhas secas: 4 colheres de sopa por litro de água.
Para folhas frescas: 8 colheres de sopa por litro de água.
Para raízes e cascas: depende muito da qualidade da erva
Os chás devem ser tomados puros ou adoçados com mel puro, longe das refeições, e várias vezes ao dia.
Tente trocar o café e o chocolate por um chazinho de erva-cidreira, erva-doce, camomila ou hortelã, você vai se sentir muito melhor!
Sumos
Podem ser obtidos espremendo-se as folhas das ervas através de um tecido fino de algodão, batendo-as no liquidificador ou amassando-as num pilão. São então coadas e diluídas em água e, caso necessário, adoçadas com mel. Para adultos, indica-se 5 gotas por colher de sopa de água.
Saladas
As ervas também podem ser comidas cruas em forma de saladas ou preparadas junto com os alimentos, como temperos. Porém muito cuidado deve ser tomado quanto à qualidade e limpeza das ervas. Lave-as bem com água corrente e depois deixe-as de molho por algum tempo em água, sal marinho e vinagre.
O dente-de-leão, língua-de-boi, língua-de-vaca, tanchagem, hortelã, salsa e mil-folhas estão dentre as inúmeras ervas boas para saladas.
Banhos
Algumas plantas podem ser acrescidas à água morna da banheira, e o banho deve durar uns 20 minutos.
Cataplasmas
As ervas frescas podem ser aplicadas soltas directamente sobre a pele ou sustentadas por uma gaze.
Podem também ser esmagadas até ficarem em forma de pasta, colocada entre dois panos finos ou gaze, e aplicada sobre o local afectado.
Podem ser usados para tratar nevralgias, dores de ouvido, asma, cãibras, etc.
Compressas
Embebe-se panos com uma decocção forte concentrada e aplica-se na região afectada. Os chás quentes têm efeito sedativo sobre inchaços, nevralgias, contusões, reumatismo, gota, etc.
Gargarejos e Inalações
Gargarejar algumas vezes ao dia chá preparado por decocção. Este tratamento actua sobre a cavidade bucal e garganta.
Para fazer inalações, prepare um chá forte de ervas, retire-o do lume, coloque um funil de papelão invertido sobre o recipiente, cubra a cabeça com um pano e respire o ar evaporado. As inalações são óptimas para tratamento de gripes, sinusites, constipações, pneumonia, etc.
Lavagens
Os chás podem também ser usados para lavagens intestinais, no caso de distúrbios digestivos, e vaginais, por exemplo no caso de corrimentos.
Tinturas
É a maceração das plantas a frio, em álcool de cereais a 60º ou a 70º.
Unguentos
Preparados misturando-se ervas com uma substância gordurosa como vaselina.
Cápsulas, pomadas, pastilhas e comprimidos
Preparadas por técnicas especiais incluindo esmagamento, prensagem, extracção e outras.
Observações:
Nunca use um chá por mais de 24 horas depois de preparado, pois este entra em fermentação; e não use o mesmo tipo de chá por mais de 30 dias seguidos, porque o seu organismo vai responder cada vez menos.
Evite preparar as ervas em utensílios de metal, pois podem causar alterações no efeito e sabor do chá devido a oxigenação. Prefira recipientes de barro, louça ou esmalte.
Desde o surgimento dos animais na Terra, estes usam instintivamente determinadas plantas como alimento, cura ou mesmo para estimular o vómito e eliminação de substâncias nocivas.
Há mais de 6000 anos, o homem vem testando e escolhendo instintivamente as melhores plantas medicinais para curar as suas doenças. No último século, a medicina disseminou o emprego de antibióticos e remédios alopáticos, e a nossa medicina natural passada de geração em geração ficou esquecida.
Porém, a cada dia, as plantas ganham seu espaço como aliadas no reequilíbrio físico do ser humano: o predomínio da cor verde relaciona-se à saúde e equilíbrio, chaves para o homem saudável; as diversas nuances das flores complementam esta missão, trazendo alegria e optimismo (amarelo e vermelho), paz (branco), amor e fraternidade (rosa), espiritualidade (violeta) e harmonia (azul).
A fitoterapia é uma terapia com a propriedade de auxiliar na cura de males profunda e integralmente, de forma barata (os preços dos remédios estão "na lua" ) e não-agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo e reintegra o ser humano às suas raízes terrestres. Actualmente, diversos centros de pesquisa nacionais e estrangeiros dedicam-se ao estudo das substâncias presentes nas plantas medicinais.
A ciência começa então a render-se à força da natureza. Natureza presente junto a nós em todo o pedacinho de chão com terra, luz, ar e água.
Preparação
Você mesmo pode cultivar as suas plantas medicinais em casa, pequenos espaços também servem. O importante é a energia de cura que mentalizar. Seguem abaixo algumas dicas importantes na colecta e preparação das ervas medicinais: as plantas devem ser colhidas quando molhadas e de preferência, na lua cheia de madrugada molhadas pelo orvalho; secar as plantas à sombra; guardá-las então em lugar seco separadas por espécie; não usá-las caso apareça mofo ou humidade.
Após obtidas as ervas, mantenha-as armazenadas em recipientes de vidro ou cerâmica, longe do pó, humidade e calor. Caso as compre em algum lugar, esteja atento à qualidade e pureza das ervas, bem como se foram cultivadas longe de agrotóxicos.
Os mais conhecidos meios de se utilizar as plantas medicinais são:Chá Tradicional: a erva é colocada na água a ferver e deixada por cerca de 1/2 minuto a ferver em recipiente tampado. Deixá-lo tampado por alguns minutos.
Infusão: a água fervente é despejada sobre as plantas, e o recipiente tapado durante 10 a 15 minutos. Ideal para flores e folhas.
Decocção: a planta é fervida por algum tempo em recipiente tampado. Depois deixá-la tampada por alguns minutos. Esta forma é mais apropriada para raízes, cascas e sementes, porém estas devem ser cortadas em pequenos pedaços ou esmagadas antes de serem utilizadas.
Maceração: a planta fica de molho em água fria até 24 horas, de acordo com a sua qualidade. Neste caso, as vitaminas e sais minerais não são alterados pela fervura.
As doses de ervas a serem utilizadas variam muito, porém, pode-se utilizar, em média.
Para folhas secas: 4 colheres de sopa por litro de água.
Para folhas frescas: 8 colheres de sopa por litro de água.
Para raízes e cascas: depende muito da qualidade da erva
Os chás devem ser tomados puros ou adoçados com mel puro, longe das refeições, e várias vezes ao dia.
Tente trocar o café e o chocolate por um chazinho de erva-cidreira, erva-doce, camomila ou hortelã, você vai se sentir muito melhor!
Sumos
Podem ser obtidos espremendo-se as folhas das ervas através de um tecido fino de algodão, batendo-as no liquidificador ou amassando-as num pilão. São então coadas e diluídas em água e, caso necessário, adoçadas com mel. Para adultos, indica-se 5 gotas por colher de sopa de água.
Saladas
As ervas também podem ser comidas cruas em forma de saladas ou preparadas junto com os alimentos, como temperos. Porém muito cuidado deve ser tomado quanto à qualidade e limpeza das ervas. Lave-as bem com água corrente e depois deixe-as de molho por algum tempo em água, sal marinho e vinagre.
O dente-de-leão, língua-de-boi, língua-de-vaca, tanchagem, hortelã, salsa e mil-folhas estão dentre as inúmeras ervas boas para saladas.
Banhos
Algumas plantas podem ser acrescidas à água morna da banheira, e o banho deve durar uns 20 minutos.
Cataplasmas
As ervas frescas podem ser aplicadas soltas directamente sobre a pele ou sustentadas por uma gaze.
Podem também ser esmagadas até ficarem em forma de pasta, colocada entre dois panos finos ou gaze, e aplicada sobre o local afectado.
Podem ser usados para tratar nevralgias, dores de ouvido, asma, cãibras, etc.
Compressas
Embebe-se panos com uma decocção forte concentrada e aplica-se na região afectada. Os chás quentes têm efeito sedativo sobre inchaços, nevralgias, contusões, reumatismo, gota, etc.
Gargarejos e Inalações
Gargarejar algumas vezes ao dia chá preparado por decocção. Este tratamento actua sobre a cavidade bucal e garganta.
Para fazer inalações, prepare um chá forte de ervas, retire-o do lume, coloque um funil de papelão invertido sobre o recipiente, cubra a cabeça com um pano e respire o ar evaporado. As inalações são óptimas para tratamento de gripes, sinusites, constipações, pneumonia, etc.
Lavagens
Os chás podem também ser usados para lavagens intestinais, no caso de distúrbios digestivos, e vaginais, por exemplo no caso de corrimentos.
Tinturas
É a maceração das plantas a frio, em álcool de cereais a 60º ou a 70º.
Unguentos
Preparados misturando-se ervas com uma substância gordurosa como vaselina.
Cápsulas, pomadas, pastilhas e comprimidos
Preparadas por técnicas especiais incluindo esmagamento, prensagem, extracção e outras.
Observações:
Nunca use um chá por mais de 24 horas depois de preparado, pois este entra em fermentação; e não use o mesmo tipo de chá por mais de 30 dias seguidos, porque o seu organismo vai responder cada vez menos.
Evite preparar as ervas em utensílios de metal, pois podem causar alterações no efeito e sabor do chá devido a oxigenação. Prefira recipientes de barro, louça ou esmalte.

PLANTAS MEDICINAIS
Abacateiro – Persea gratissima
Polpa, folhas, sementes e casca
Polpa do fruto: anti-raquitismo e afrodisíaco
Infusão das folhas: diurético, digestivo, rins e bexiga, dores de cabeça, febre, bronquite e tuberculose
Sementes em cataplasma: abscessos; raladas em álcool: reumatismo.
Cascas: vermífugo
Abacaxi /Ananás - Ananas sativus
Polpa e casca
Suco, chá e casca: diurético, vermífugo, calmante da tosse e expectorante.
Polpa : digestivo; em aplicação externa: aftas
Abóbora - Cucurbita pepo
Polpa e sementes secas e tostadas com sal.
Decocção da polpa: diarreia e gases.
Sumo da polpa: prisão de ventre.
Cataplasma das folhas: queimaduras, inflamações e dores de ouvido.
Folhas cruas frescas, refogadas ou pó : anemia e avitaminose.
Sementes: vermífuga.
Flores: otite.
Agrião - Nasturtium officinale
Folhas e flores
Saladas cruas: excitante, combate o escorbuto, anemia, digestivo e diurético. Contra febre e dores de dentes.
Infusão: bronquite, depurativo, diurético, febre, icterícia.
Sumo: combate o fumo.
Aipo - Aipum graveolens
Caule, folhas e raiz
Decocção das folhas e raízes: diurético, depurativo e carminativo.
Artrite, reumatismo, cálculos biliares.
Infusão das sementes: gases, má digestão
Alcachofra - Cynara scolymus
Folhas e raiz.
Decocção e cápsulas: cálculos biliares e distúrbios hepáticos, diurético, combate a anemia, raquitismo, hemorróidas, varizes e reumatismo, auxiliar nos regimes de emagrecimento.
Alecrim de Jardim - Rosmarinus officinalis
Folhas e flores - aromática
Compressas: abcessos; compressa de alecrim + alfavaca: protege os seios durante a amamentação.
Fumaça de alecrim (vapor): tosse, bronquite, asma e gripe.
Óleo: queda de cabelo.
Vinho de alecrim: diurético, hidropisia, exaustão física e intelectual.
Decocção e tintura : digestivo, gases, febre, cansaço.
Banhos: reumatismo.
Pomada: sarnas, reumatismo.
Alface - Lactuca sativa
Folhas frescas
Cataplasma: contusões e inchaços.
Decocções : insónia, calmante e intestino.
Alfavaca - Ocimum basilicum - Manjericão
Folhas frescas ou secas
Infusão: mau-hálito, debilidade, cólicas e vômitos.
Folhas dentro do feijão: gases intestinais.
Decocção: boca e garganta.
Alfazema - Lavandula officinalis - Lavanda
Folhas secas:
Infusão: conjuntivite.
Flores secas:
Infusão: asma, bronquite, faringite, laringite, coqueluche, tosse, reumatismo, nervosismo, insónia, nevralgias, digestiva, queimaduras, enxaqueca.
Óleo para Massagem: cansaço, contusões, estômago, vertigens, hemicrania.
Alho - Allium sativum - Alho manso, alho comum e alho-hortense.
Bulbo e caule
Unguento: calos
Óleo e Infusão: insónia, hipertensão, tuberculose, resfriados, tosse, bronquite, feridas infecciosas, reduz o colesterol ruim.
Cataplasma: reumatismo
Decocção: vermes
Obs.: Em excesso, pode gerar dor de barriga e de cabeça.
Contra-indicado para mães amamentando e pessoas com tensão arterial baixa.
Ameixeira - Pronus domestica
Folhas frescas e frutos maduros
Licor de ameixa: digestivo
Polpa do fruto: laxante e digestivo
Infusão das folhas e frutos secos : resfriado, tosse, rouquidão
Cataplasma das folhas : vermífugo
Amoreira - Morus alba, Morus nigra
Frutos, folhas, casca e raiz
Gargarejo com infusão ou suco do fruto: aftas, amigdalite e dor-de-dentes
Decocção da casca e raízes: dor de dente, estômago, intestino, vermífugo
Infusão das folhas: diurético, hipertensão
Xarope: tosse, garganta
Cataplasma das folhas : eczemas, erupções cutâneas
Banho : revigorante.
Angelica - Angelica officinalis
Raiz, folhas, flores e sementes
Infusão: digestivo, diurético, depurativo, histeria
Decocção: diarreia
Cuidado: as folhas da angelica são muito semelhantes às da venenosíssima cicuta.
Arnica - Arnica montana - Tabacode Savóia
Raízes e flores
Pomada: acne, furúnculos
Infusão das flores: tónico estomacal
Tintura: contusões, quedas, distensões, hematomas, dores reumáticas musculares.
Atenção: A arnica é uma planta venenosa, assim a administração oral de medicamentos à base de arnica deve ser feita sob prescrição médica.
Aroeira - Schinus molle L - aroeira-salsa,
Casca e Folhas
Decocção: garganta, feridas, tumores, inflamações em geral.
Banho: sarnas e hemorróidas.
Arroz - Oryza sativa
Decocção para lavagens: hemorróidas
Decocção: colite, enterite, infecção intestinal
Arruda - Ruta graveolens - Ruta sativa - Arruda fedorenta, doméstica e de jardim.
Folhas frescas
Cataplasma das folhas: abscessos e otite
Infusão das folhas: gases, nevralgias, vermes (em azeite), enxaqueca, piolhos, sarnas, pulgas.
Decocção das folhas para lavagens: inflamação nos olhos
Obs.: Não usar na gravidez.
Artemísia - Artemisia vulgaris
Folhas, flores e raízes
Pó: convulsões infantis, epilepsia
Infusão das folhas e flores : menstruação dolorosa, dismenorreia, febre, gota, reumatismo, vermes
Folhas: "Moxa" utilizada no tratamento de acupunctura
Sumo: doenças femininas
Obs.: Não usar na gravidez e amamentação.
Assa-Peixe - Vernonia sp.
Folhas, flores e frutos
Infusão : gripe, bronquite, asma, tosse
Avenca - Adiantum capillus veneris - Cabelo-de-Vênus; Avenca Comum e
Avenca-do-Canadá
Folhas
Decocção e infusão: gripe, tosse, rouquidão, bronquite, regula a menstruação.
Uso externo : caspa e queda de cabelos
No álcool: verrugas.
Babosa - Aloe vera
Uso interno: estomáquico e laxante
Sumo - uso externo : anti-caspa, antifúngico, antibacteriano, cicatrizante, repelente, glaucoma
Supositório : hemorróidas
Beldroega - Portulaca oleracea
Folhas e sementes
Infusão das folhas: diurética, inflamação dos olhos
Saladas e sementes: vermífugo
Uso externo: feridas
Boldo-do-Chile - Peumus boldus
Folhas
Decocção : cálculos biliares, distúrbios estomacais e hepáticos
Chá : tranquilizante, insónia
Cabelo de Milho - Barba de Milho
Chá : diurético, cálculos renais, infecções urinárias, ácido úrico, albuminúria
Calêndula - Calendula officinalis - Mal-me-quer - Verrucária
Flores e folhas
Infusão: gripe, escorbuto, icterícia, inflamação dos olhos, artrite
Uso externo: inflamações cutâneas
Sabonetes: queimaduras
Folhas: calos e verrugas
Cambará - Lantana camará- camará
Flores e folhas
Chá: tosse, resfriados, gripes, bronquite, asma, coqueluche
Camomila comum - Matricaria chamomilla
Flores
Infusão : febre, insônia, nevralgias, cólicas, gases, indigestão, dispepsia, falta de apetite, infecções intestinais
Compressas e lavagens : conjuntivite, inflamações nos olhos e vista cansada
Camomila Romana - Anthemis nobilis
As mesmas propriedades da camomila comum, porém mais fortes.
Cana-do-Brejo - Costus sp.
Cistite, infecção renal, pressão alta, circulação e enemas.
Capim-Limão - Cymbopogon citratus Stapf
Folhas
Infusão: ansiedade, histeria, calmante, gases, má digestão.
Infusão com mel e inalação: bronquites.
Carqueja - Baccharis trimera
Folhas
Infusão e cápsulas: fraqueza orgânica, fígado, indigestão, diarreia, falta de apetite, diabetes, reumatismo, gota, dietas para emagrecimento.
Cáscara Sagrada - Rhammus purshiana
Casca
Decocção e cápsulas : fígado, estômago, intestino, laxante, hemorróidas.
Chapéu-de-Couro - Echinodorus grandiflorus Mitch
Folhas
Decocção: reumatismo, infecções urinárias, dores, artrite, aterosclerose, diurético, sífilis, depurativo, gota
Uso externo e chá : dermatites
Chá Preto - Thea sinensis- Chá da Índia - Chá da China - Chá Pekoe
Folhas
Infusão : estomatites, má digestão, resfriado, excitante, diurético,
analgésico, sudorífico, estimulante nervoso.
Cebola - Allium cepa
Bulbos
Infusão de vinho: calos, diurético
Tintura: diurético
Unguento: hemorróidas, frieiras
Decocção: infecções intestinais, prisão de ventre
Bulbo : hemorragia nasal, picada de abelhas
Infusão: constipações, tosse, vermes
Cenoura - Daucus carota
Raízes e sementes
Cataplasma : queimaduras
Decocção : rouquidão, tosse
Confrey - Symphytum officinalis
Folhas, raiz
Chá : infecções, hemorragia, úlceras, leucemia, corte e feridas
Cataplasma : fraturas ósseas, varizes, cicatrizante, úlceras, feridas,
queimaduras, antiinflamatório, fraturas
Copaíba
Resina - óleo
Óleo: sífilis, bronquite, tosse, dermatite, urticária, cicatrizante, úlcera, feridas, antiséptico, leucorreia, infecções urinárias
Cravo-da-Índia - Eugenia caryophyllata
Flores
Chá e pó : excitante, dores de dente, digestivo, afrodisíaco, depurativo
Infusão de vinho : bronquite, gripe, tosse, resfriado
Dente-de-Leão - Taraxacum officinale
Flores, folhas e raiz
Salada : depurativo do sangue, fígado
Decocção e infusão : depurativo, hidropisia, afecções do fígado,
acidose, icterícia, diabetes
Sumo das folhas : cálculos renais e fígado.
Uso externo: vitiligo.
Erva Baleeira - Cordia verbenacea - Catinga de Mulata
Folhas
Infusão, Tintura e Pomada: anti-inflamatória, dores de coluna, reumatismo, limpeza e cicatrização de feridas.
Erva-Cidreira - Lippia sp.
Flores e folhas
Infusão e tintura: úlceras, digestiva, calmante, anti-inflamatório, vias respiratórias, gases, icterícia, tónico cardíaco.
Compressas: feridas
Banho: calmante
Erva-Doce - Pimpinella anisum -Funcho - Anis
Sementes
Infusão : intestino, gases, cólicas, obesidade, cãibra, reumatismo, diabetes, olhos, memória, depurativa, estimula a secreção láctea.
Azeite - uso externo: piolhos
Erva-de-Macaé - Leonurus sibiricus L.
Folhas
Infusão: Azia, infecção intestinal, poderoso antibiótico, verminoses, diabetes
Erva-Mate - Ilex paraguayensis / brasiliensis
Folhas
Infusão : excitante, tonificante, ativa a circulação, diurético,
digestivo, laxante, dispepsia, distúrbios estomacais e hepáticos
Erva de Passarinho - Struthanthus concinnus Mart.
Folhas e Flores
Infusão: diabete, hemorragias, lavagem de feridas, úlceras, doenças do útero, pneumonia, asmas, pressão alta.
Erva-de-Santa-Maria - Chenopodium ambrosioides- Vomiqueira – Erva formigueira
Folhas e sementes
Infusão e tintura : bronquite, tosse, diurético, calmante, tuberculose
Sumo : vermífuga
Obs.: Não utilizar na gravidez. Em grandes quantidades é venenosa.
Erva-de-São-João - Ageratum conysoides L. - Catinga de Bode
Folhas
Infusão : diarreia, desinteria, cólicas e gases, reumatismo e depressão.
Obs.: Após usar a infusão, nãos se expor ao sol (usar boné e óculos), pois pode causar cataratas.
Espinheira Santa - Maytenus hicifolia- Salva-vidas - Espinho de Deus
Folhas
Infusão e cápsulas : analgésica, desinfetante, cicatrizante, dores, gastrite, úlcera, laxante, diurética
Sumo : feridas, acne, eczemas
Obs.: Não utilizar durante a amamentação
Eucalipto - Eucalyptus globulus
Folhas
Inalação - óleo : asma, bronquite, cicatrizante, desinfectante
Infusão das Folhas: bronquite, febre, estomatite, faringite, gripe, constipações, tosse, sedativo, desinfectante, sudorífero, papeira,tuberculose.
Óleo para Massagem diluído em óleo de amêndoas ou semente de uva: dores reumáticas.
Gengibre - Zingiber officinalis
Raiz e casca
Infusão, raiz mascada e cristais : excitante, dispepsia, gases, diarreia, gripe, tosse, bronquite, resfriado, asma, cólera, gota, infecções, mau-hálito, tártaros, inflamações gengivais, reduz o colesterol, estimula a imunidade, afrodisíaco.
Compressa: bursite.
Ginseng - Panax quinquefolium
Raiz
Infusão e raiz mascada : tonificante, resfriado, tosse, estomatite, prisão de ventre, inflamações urinárias e pulmonares, distúrbios nervosos, fadiga, úlceras gástricas
Girassol - Helianthus annus
Folhas e sementes tostadas
Tintura das folhas : febre, malária, resfriado, estomatite, hematúria
Infusão das sementes : excitação nervosa
Uso externo tintura : chagas, contusões, feridas
Goiabeira - Psidium guajava
Folhas
Cataplasma: varizes.
Suco: estomatite.
Banho de Assento: corrimento vaginal.
Brotos
Infusão: diarreia e desinteria.
Guaco - Mikania glomerata Spreng - Cipó Catinga
Folhas
Infusão e Tintura: reumatismo, artrite, sífilis, gota
Decocção: doenças respiratórias e da garganta.
Xarope: tosse, gripe.
Cataplasma: mordedura de cobra e insectos venenosos.
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