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Friday, 10 July 2009

RECEITA ANTI-GRIPE A

(Cogumelo Shiitake)

O melhor que pode fazer é reforçar o seu sistema imunológico através de uma alimentação correcta e saudável, no sentido de manipular a sua imunidade, preparando as células brancas do sangue (neutrófilos) e os linfócitos (células T) as células B e células matadoras naturais. Essas células B produzem anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus, bactérias e células de tumores.
As células T controlam inúmeras actividades imunológicas e produzem duas substâncias químicas chamadas Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e de tumores.

Bem vamos ao que interessa, ou seja quais os alimentos que são importantes (estimulam a acção do sistema imunológico e potencializam o seu funcionamento).
Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter as suas vias aéreas húmidas desestimulam os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.

Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.
Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.

Coloque bastante cebola na sua alimentação.
Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.
Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e sementes de abóbora - pevides).

Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).
Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico.

O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.

Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.
Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetais poli-insaturados.

Nota: Sugeria só uma pequena alteração em relação ao Iogurte, porque pode causar mucosidades.
Fazer antes um lassi de preferência salgado.
Receita:1 parte de Iogurte, para 2 partes de agua 1pitada de sal marinho (preferência por sal de rocha) .Bate-se tudo bem batido e serve-se, melhor antes do almoço.

Importante: mantenha as suas mãos sempre bem limpas e use o fio dental para limpar os dentes, antes da escovagem.

Com esses cuidados acima e essa alimentação... os vírus nem chegarão perto!
Abraços
6 de Maio de 2009
(uma pequena contribuição para enfrentar essa e qualquer gripe que porventura apareça no seu caminho).
Se achar útil por favor repasse aos seus amigos...
--
Prof. Dr. Odair Alfredo Gomes
Laboratório Morfofuncional
Faculdade de Medicina - Unaerp
Fone: 36036744 ou 36036795

Saturday, 16 August 2008

Zhu ling (Polyporus umbelatus ou Grifola umbellata)


Zhu ling -
Polyporus umbelatus ou Grifola umbellata

Família: Poyporaceae

Nomes vulgares:
Fungo de poros umbeliformes

Nome chinês:
Zhuling significa: Fungos de porcos (chamado assim porque é negro como estrume de porcos e cresce nas árvores como um fungo.

Habitat e distribuição: Cresce em agrupamentos em cotocos de árvore em algumas partes do centro-norte e nordeste dos EUA e na China.

Partes utilizadas:
Núcleo do fungo. As partes medicinais do cogumelo crescem abaixo do solo em massas duras e semelhantes a tubérculos, que não são comestíveis.

Energia:
Neutra

Classe.
Ervas para reduzir a humidade do corpo (M.T.C.)

Meridianos:
Rins e Vesícula Biliar

Acções:
Filtrar e beneficiar a humidade

Propriedades Terapêuticas:
Na medicina chinesa tradicional, Zhu ling é usado como um tónico, é um ingrediente em muitas fórmulas de ervas. Estudos recentes indicam que Zhu ling pode aumentar a imunidade e pesquisadores em Beijing descobriram que extractos de Zhu ling reduzem o crescimento de tumores no cancro do pulmão. É interessante que esses extractos não agiram contra células cancerosas em tubos de ensaio, o que sugere que Zhu ling estimulou uma resposta imunológica contra o tumor. Actualmente, os chineses estão a usar extractos de Zhu ling no tratamento de pelo menos 8 tipos de cancro.

Principais indicações:
Micção diminuída, edema, beribéri, pressões urinárias e corrimento vaginal.

Observações.
As experiências indicam que este cogumelo pode promover a micção.

Onde encontrá-lo:
As raízes secas de Zhu ling podem ser comprados em mercados chineses (sob o nome Polyporus) e algumas lojas de produtos naturais. As raízes podem ser cortadas e cozidas durante 20 a 30 minutos para fazer um chá de gosto agradável. Zhu ling também se encontra disponível em extractos de pó e tinturas.

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Fonte
:"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
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Sunday, 20 July 2008

Shimeji e Hiratake (Pleurotus)



Shimeji e Hiratake
Pleurotus


Nomes vulgares:
Pleurotus

Várias espécies:
Os cogumelos Shimeji pertencem ao género Pleurotus, e também são conhecidos por suas variedades Pleurotus ostreatus ou "oyster" (cinza e branco), Pleurotus eryngii (Caetetuba ou Cardoncello), Pleurotus sajor-caju, Pleurotus ostreatus ou "oyster" (cinza e branco) e também Hiratake são muito populares no mundo todo por causa do seu sabor, o seu alto valor nutricional e a sua versatilidade na composição dos mais variados pratos, das mais diversas cozinhas.

Habitat e distribuição: Ásia, Europa Central, América do Sul

Partes utilizadas: Corpos frutíferos (carpóforos)

Constituintes:
Contém lovastatina que é um redutor do colesterol e Pleuromutilina

Propriedades Terapêuticas:
As propriedades medicinais de Pleurotus são conhecidas na Ásia, Europa Central, América do Sul. Estudos mostram que o género possui a capacidade de modular o sistema imunológico, possui actividade hipoglicémica e antitrombótica, diminui a pressão arterial e o colesterol sanguíneo, possui acção antitumoral, anti-inflamatória e anti-microbiana.

Actividade cardiovascular e redução do colesterol: O melhor e mais conhecido agente farmacológico redutor de colesterol é a lovastatina. Estudos apontam que espécies de Pleurotus são, entre os basidiomicetos, as de maior potencial produtor de lovastatina. Entre as espécies produtoras o Pleurotus ostreatus, é o maior produtor, sendo a lovastatina, encontrada nos seus corpos frutíferos nas diferentes fases do seu desenvolvimento. Muitos cientistas, verificaram a redução de colesterol a partir de uma dieta com corpos frutíferos de Pleurotus ostreatus em pó.

Actividade anti-inflamatória e anti-viral:
Efeitos imunológicos de glucanos, produzidos pelos Pleurotus, foram observados, não apenas contra células cancerígenas, mas também contra infecções virais, por produzirem o agente antiviral pleuromutilina, activa contra o vírus da gripe. Os cogumelos Pleurotus eryngii e Pleutotus ostreatus, são recomendados pela Medicina Tradicional Chinesa para problemas nas articulações e para relaxamento muscular. O pó desses cogumelos é efectivo no tratamento de lumbago, problemas com tendões e má circulação sanguínea.

Actividade anti-microbiana:
Na década de 40, foram estudadas actividades antimicrobianas de várias espécies de fungos. As substâncias antimicrobianas sintetizadas pelos cogumelos do género Pleurotus podem ser divididas em: polissacáridos de baixo peso molecular, que em alguns casos também apresentam acção anticancerígena e antiviral, em resposta à estimulação do sistema imunológico; metabólicos secundários, derivados de compostos terpenóides e; em diferentes derivados de proteínas. Pesquisas científicas mostraram que extractos derivados de corpos frutíferos de várias espécies de Pleurotus produzem actividade antibiótica, especialmente contra Staphylococcus aureus.

Actividade anti-tumoral:
As maiorias das pesquisas sobre efeitos antitumorais de cogumelos foram conduzidas no Japão, onde foram estudados os potenciais anti-carcinogénicos de diversos basidiomicetos, incluindo espécies do género Pleurotus. De acordo com uma dessas pesquisas o extracto de Pleurotus ostreatus inibiu 75,3 % do tumor Sarcoma 180, transplantado em ratos, após 10 dias de tratamento. Após cinco semanas o tumor desapareceu completamente.

Sazonalidade:
Disponível o ano todo.

Armazenamento:
Armazenar em ambiente fresco e seco, por 2 anos, a partir da data da produção.

Rehidratação:
Para rehidráta-los, mergulhe-os em água quente por 2 a 5 minutos, em água fria, vinho ou caldos por 30 minutos e guarde o líquido para adiciona-lo como flavorizante aos pratos a serem preparados. Uma porção de 10g, rehidratados corresponde a 100g de cogumelos frescos.

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Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
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Saturday, 19 July 2008

Reishi (Ganoderma lucidum)



Reishi
Ganoderma lucidum



Família: Ganodermatáceas

Nomes vulgares: Reishi (em japonês), Ling zhi (em chinês).

Habitat e distribuição: Cogumelo anual originário das regiões tropicais do Oriente. Cresce preferentemente sobre madeira viva ou morta de árvores caducas, em florestas de carvalho (Quercus do sul e bosques de ácer do nordeste, hoje, também, obtido por cultura.

Partes utilizadas: Corpos frutíferos (carpóforos).

Constituintes: Poli-holósidos (45%) de elevado peso molecular (glucosanas, arabinogalactanas, ganoderanas), triterpenos derivados do ácido ganodérico e lanostanóico, esteróides, ácidos gordos insaturados, aminoácidos, proteínas, glicoproteínas (lectinas) e sais minerais.

Farmacologia e Actividade Biológica: Os poli-holósidos e as glicoproteínas apresentam uma actividade Imunoestimulante, anticancerígena (aumenta a produção de citocinas pelos macrófagos e linfócitos T e os níveis de interleucina) e antiviral. Os triterpenos são responsáveis pela acção anti-inflamatória, hipolipemiante e hepatoprotectora ao normalizarem a estrutura hepática alterada. Tem actividade antiagregante plaquetária, relaxante muscular e anti-hipertensora. Acção antialérgica e anti-radicalar.

Propriedades Terapêuticas: É um incrementador do sistema imunológico a é usado contra uma grande variedade de doenças. O Reishi é dos melhores “medicamentos” para o tratamento de asma, é excelente para aliviar alergias, problemas digestivos, insónia e pressão sanguínea alta. O Reishi apresenta outros benefícios cardiovasculares também; há alguma evidência de que reduz os níveis de colesterol e reduz a aderência plaquetária, um dos factores que contribuem para os ataques cardíacos).

Usos Etnomédicos e Médicos: Foi comprovado ser útil na cirrose hepática, hepatites agudas e crónicas. Como protector celular durante os tratamentos oncológicos. Em situação de imunodeficiência e processos alérgégico. Na hipertensão, diabetes e hiperlipidémias como antitrombótico e antiarteriosclerose. Artralgias e mialgias. Insónia e nervosismo.

Principais indicações: Doenças crónicas como imunoestimulante, hepatoprotector, anti-viral e anti-tumoral. Coadjuvante do tratamento na diabetes mellitus.

Contra indicações: Não são conhecidas.

Efeitos Secundários e Toxicidade: Inicialmente pode produzir-se uma descompensação nos níveis de glicose, que nos doentes com diabetes deverá a glicémia ser controlada.

Precauções: Nas gastralgias, associar uma planta emoliente, como a alteia e tomar após as refeições.

História: Na China, por mais de 2000 anos, foi chamado de "Erva de Deus". Também conhecido por seu nome chinês "Ling Zhi", a sua reputação tem crescido por ser efectivo no tratamento de uma extensa gama de doenças. Os Imperadores chineses, ao longo de várias dinastias ordenavam aos seus criados que procurassem cogumelos Reishi selvagens, encontrados nas montanhas, em regiões distantes, acreditando que o seu consumo lhes traria a eterna juventude e muita saúde. Os seus milagrosos poderes de cura apesar de terem sido empregados pelas culturas Orientais há muitos séculos, somente nos últimos 30 anos foram apresentadas ao mundo Ocidental. Os efeitos do Reishi são legendários por causa de sua eficácia médica, pela ausência de toxinas e efeitos colaterais desfavoráveis. Como é um cogumelo raro na natureza (não nasce espontaneamente), até o final do século XX, o Reishi era reservado principalmente para uso da realeza asiática ou indivíduos ricos. Actualmente, ele é cultivado no Japão e disponível para a população em geral.

Lendas e Mitos: Celebrado na arte e literatura chinesa como o "cogumelo da imortalidade", Reishi tem sido usado há muito tempo na Ásia como um tónico para promover a longevidade, incrementar a saúde em geral e acelerar a recuperação de doenças. Existe uma fórmula na China que pode ser traduzida como "proteger um académico de seu próprio cérebro" ou seja, a pessoa tem um cérebro que lhe escapa ao controle, como um cão correndo atrás do próprio rabo. Reishi é bom para esse tipo de situação, ele actua como um relaxante para fortalecer pessoas ansiosas e desgastadas.

Espécies: Existem 6 espécies de cogumelo Reishi, a mais comum e extensamente estudada e cultivada é a Red Reishi (Reishi vermelho). Os cogumelos Reishi (vermelhos) são primariamente compostos por complexos hidratos de carbono denominados de polissacarídeos, triterpenóides, proteínas e aminoácidos. Estudos indicam que estes polissacarídeos, os princípios activos do Reishi, são responsáveis por fortalecer o sistema imunológico. Médicos chineses e japoneses há muito tempo usam ervas como ginseng, brasenia e astrágalo (combinadas com o Reishi) para reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia em pacientes com patologias oncológicas. Além disso, o ácido ganoderico do Reishi tem se mostrado excelente auxilio no tratamento de alergias comuns, pela inibição dos mediadores químicos da inflamação.

Uso Culinário: Devido a seu gosto amargo, o Reishi é pouco usado como alimento.

Onde encontrá-lo: O Reishi pode ser encontrado em lojas de produtos naturais e mercados orientais em várias formas: inteiro e seco e numa variedade de pós, pílulas, extractos, xaropes ou chás, isolado ou combinado com outras ervas. Ferver o cogumelo fibroso para fazer um chá calmante.

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Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
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Friday, 18 July 2008

Shiitake (Lentinus edodes)


Shiitake - Xitaque
Lentinus edodes (Berck) Sing. Basidiomicete


Nomes vulgares: Cogumelo-japonês, lentinus, mykofarina, shii-ta-ké e shitake.

Habitat e distribuição: Cogumelo originário da China, Japão e Coreia, que vegeta sobre árvores em decomposição, principalmente, do género Quercus e Carpinus. Hoje muito cultivado no Japão na Colômbia e nos Estados Unidos em toros de madeira.

Partes utilizadas: Micélios secos.

Constituintes: Aminoácidos livres (25 a 35%) e combinados sob a forma de proteínas, polissacáridos, dos quais o mais importante é um glucano (lentinan), vitaminas do complexo B, sais minerais, ácidos gordos livres e combinados, esteróides (ergosterol, sitosterol). O lentinan é um potente incrementador do sistema imunológico, é usado no Japão contra os efeitos adversos da quimioterapia do cancro e pesquisadores da Hungria descobriram que ele pode desencorajar a expansão das células de cancro do pulmão. Eritadenine, outro composto encontrado no Shiitaké, reduz o colesterol do sangue.

Propriedades Terapêuticas:
As propriedades medicinais do Shiitake são conhecidas há muito tempo. Pela milenar medicina oriental é conhecido como "elixir da vida" pelas suas qualidades no combate a inúmeras doenças, e um importante factor de longevidade. É considerado também um importante afrodisíaco. É um alimento rico em proteínas, possuindo de 10% a 29% do seu peso seco; aminoácidos essenciais; contém as vitaminas E, B, C e D; e os sais minerais cálcio, fósforo, ferro, potássio. Além de conter fibras dietéticas que auxiliam na digestão, contém baixo níveis de açúcar e gorduras

Farmacologia e Actividade Biológica: Reduz os lípidos no organismo nomeadamente o colesterol. Atribui-se aos polissacáridos propriedades imunoestimulantes, com aumento da actividade linfocitária e dos macrófagos, e da produção de interferão, pelo que tem actividade antiviral, antifúngica e antitumoral. Acção adaptogénica. Inibe a agregação plaquetária e tem acção protectora vascular.

Usos Etnomédicos e Médicos: Como hepatoprotector e adaptogénico. Protector da mucosa gástrica no caso de lesões ulcerosas. Na medicina oriental tradicional, o Shiitaké tem sido usado para aumentar a vitalidade, melhorar a circulação e tratar a constipações.

Principais indicações: Como revigorante, antiasténico imunoestimulante e regulador do colesterol sérico.

Contra indicações: Não são conhecidas.

Efeitos Secundários e Toxicidade:
Não são conhecidos.

Observações: Existem duas variedades, a “koshin” “Donko”, caracterizando-se esta última por ter mais polpa e maior concentração em constituintes activos.

História:
Traços de cogumelos foram encontrados em materiais da idade da pedra. Para os egípcios, os cogumelos representavam a imortalidade. Os gregos atribuíam poderes mágicos aos cogumelos e os romanos viam-nos com "o alimento dos deuses". Hoje, são conhecidos mais de 10.000 espécies de cogumelos, mas o primeiro a ser cultivado foi provavelmente o Shiitake. Ele já era cultivado no Japão há mais de 2000 anos. Além de ser utilizado como alimento, o Shiitake já era usado na Ásia para melhorar o sistema circulatório e tratar constipações. Desde o século 14 o Shiitake tem sido utilizado para activar o Qi, energia da vida.

Pesquisas Médicas: O seu uso tem aumentado, é usado tanto no oriente quanto no ocidente para tratar inflamações provenientes de bronquites, dores de estômago, dores de cabeça, constipações, desmaios, e envenenamento por cogumelos. Na China, terapeutas prescrevem o Shiitake para o tratamento de diabetes, pressão alta e alergias. Mais de 30 anos de pesquisas sugerem que o Shiitake tem uma actividade antiviral e fungicida, e também pode ajudar o corpo a lutar contra problemas cardíacos. Estudos que ainda estão em andamento investigam os efeitos do Shiitake no tratamento de úlceras, hepatites, reumatismo e colesterol. Resultados apresentados desses estudos, sugerem um grande potencial no combate ao vírus HIV e tumores cancerígenos.

Shiitake e o Cancro:
Em 1969, um componente foi isolado pela primeira vez por Keneth Cochran, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A ele foi dado o nome de lentinan, e estudos demonstraram que o lentinan estimula as células de defesa a se livrarem das células tumorais, e também aumenta os efeitos da quimioterapia. No Japão, o lentinan é usado para prolongar a vida de pacientes com cancro no estômago. Para aqueles que não sofrem de doenças sérias e não necessitam de uma visita ao médico, os terapeutas indicam 5 gramas de Shiitake por dia como medida de prevenção.

Shiitake e a SIDA: Em estudos japoneses, o extracto do Shiitake, LEM (lentinus edodes mycelium) foi mais letal às células infectadas pelo HIV que o próprio AZT. O extracto bloqueou o HIV, assim como o herpes 1 e 2, de se reproduzirem e de destruírem células que são importantes para nosso sistema imunológico. Além do mais, ligninis, um tipo de composto químico encontrado em muitos extractos de plantas, incluindo o Shiitaké, mostraram-se muito úteis para a melhoria do sistema imunológico pelo aumento do número de células formadas pela medula óssea.

Shitake e a Nutrição:
Nutricionalmente falando, o Shiitake é uma excelente fonte de vitamina B, e também contém proteínas, enzimas e hidratos de carbono complexos. Embora 90% do peso do Shiitake é correspondente à água, o Shiitake é nutricionalmente superior à cenoura, milho, batatas e tomates devido à quantidade e qualidade de proteínas contidas nele.

Uso culinário: É um cogumelo comestível que apresenta as propriedades terapêuticas dum cogumelo medicinal. Destacado dos outros cogumelos devido ao seu alto teor em vitaminas e substâncias, que fortalecem o sistema imunológico. Com sabor característico e muito usado na culinária chinesa e japonesa, o Shiitake pode ser consumido de diversas formas. Risotos, saladas, pizzas, diversos tipos de molhos, sautés, sopas grelhados, strogonof são algumas das possibilidades de preparo com o cogumelo. Ele pode ser preparado inteiro ou somente com a parte de cima, por ser mais difícil de cozinhar, os talos podem ser usados em patês. A iguaria apresenta-se in natura (fresco) ou desidratado. O desidratado de sabor mais acentuado é usado em molhos, o fresco rende mais.

Onde encontrá-lo:
O Shiitake, que pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, mercados orientais e alguns supermercados, pode ser cozido fresco ou reconstituído de cogumelos secos. O Shiitake também pode ser encontrado em extracto, cápsulas e pós.

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Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
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Wednesday, 16 July 2008

Maitake (Grifola frondosa)


Maitake
Grifola frondosa


Família: Lamiáceas (Labiadas)

Nomes vulgares: hen-of-the-woods (Estados Unidos)

Habitat e distribuição: É conhecido pelos caçadores de cogumelos americanos como "hen-of-the-woods" porque nasce nos cotocos de madeira, em agrupamentos em forma de leque, que podem chegar a pesar até 50 quilos. Apesar de ser comum nas florestas do leste da América do Norte, no Japão o Maitake natural é raro. Agora cultivado com sucesso, esse delicioso cogumelo é vendido por todo o Japão.

Partes utilizadas: Pode ser utilizado todo o cogumelo.

Constituintes: A ciência actual conseguiu isolar um dos constituintes activos para reforçar a actividade imunitária, resultante da ligação das proteínas beta – glucan (extracto de Maitake D-fraction).

Propriedades Terapêuticas: Tem sido premiado na tradicional fitoterapia japonesa como um adaptogénico, o que significa equilibrar os sistemas do organismo para valores normais. Pesquisadores chegaram à conclusão, que todo o Maitake tem propriedades fantásticas para regular a tensão arterial, a glucose, insulina e ambos os lípidos hepáticos, como o colesterol e triglicéridos e fosfolípidos, podendo eventualmente ser bom para a regulação do peso. Para obter aqueles benefícios adaptogénicos, o melhor seria recomendar todo o Maitake.

Usos Etnomédicos e Médicos:
Além das funções adaptogénicas, o Maitake é possuidor de efeitos estimuladores no sistema imunitário. É recomendado o uso de suplementos de Maitake para pessoas com cancro, SIDA e outras doenças do sistema imunológico, além dos que sofrem da síndrome da fadiga crónica, hepatite crónica e doenças do meio-ambiente que podem representar sobrecarrega tóxica.

Pesquisas actualizadas: O Maitake D-fraction tem sido utilizado por inúmeros profissionais de saúde por todo o mundo e foi alvo de vários estudos clínicos e não-clínicos.

Maitake e o cancro.
Tem sido bastante estudado no Japão, os investigadores afirmam: “Extracto de Maitake contém agentes que combatem o cancro e são incrementadores do sistema imunológico mais poderoso do que qualquer outro cogumelos medicinal testado até agora. Junto com a quimioterapia, aumentam a eficácia de doses mais baixas de drogas ocidentais, ao mesmo tempo que protegem o sistema imunológico contra danos tóxicos”.

Maitake e a SIDA: pode também ter aplicação no tratamento de SIDA: o pesquisador japonês Hiroaki Nanba testou um extracto de Maitake contra HIV in vitro e relatou que ele preveniu a destruição dos linfócitos auxiliares de T (que estimulam outros leucócitos a produzirem anticorpos) em até 97%.

Uso culinário:
Devido às suas propriedades tónicas (se conseguir encontrá-lo fresco), poderá ser acrescentado regularmente à dieta.

Onde encontrá-lo: Maitake seco, que pode ser reconstituído e usado na culinária, é encontrado em algumas lojas de produtos naturais. Chás de Maitake, extractos em pós e tinturas podem ser encontrados mais facilmente.

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Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
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Enokitake (Flammulina velutipes)


Enokitake
Flammulina Velutipes


Nomes vulgares: Cogumelo-japonês, lentinus, mykofarina.

Habitat e distribuição: Japão e China

Partes utilizadas:
Corpos frutíferos (carpóforos). São cogumelos tenros, delicados, com estipe (talos) brancos e longos e píleo (chapéu) pequeno e arredondado.

Constituintes: Possui vários tipos de aminoácidos, contém um polissacárido chamado flamulin que, segundo pesquisas, possui propriedades anti-tumoral em estudos animais.

Propriedades Terapêuticas: Segundo as pesquisas, quando consumido regularmente, os cogumelos Enokitake podem prevenir e auxiliar no processo de cura de doenças do fígado e úlceras gastroentéricas. Possui vários tipos de aminoácidos que podem inibir o crescimento de tumores de Ehrlich e sarcoma. Recomenda-se que pessoas com cancro ou um alto risco de cancro comam Enokitake regularmente.

Sazonalidade: Disponível durante todo o ano.

Armazenamento:
Armazene em ambiente fresco e seco, por 2 anos, a partir da data da produção.

Uso Culinário: Podem ser usados frescos em saladas japonesas. Quando estão secos para re-hidratá-los, mergulhe-os em água quente por 2 a 5 minutos, em água fria, vinho ou caldos por 30 minutos e guarde o líquido para adicioná-lo como flavorizante aos pratos a serem preparados. Uma porção de 10g, re-hidratados corresponde a 100g de cogumelos frescos.

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Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
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Tuesday, 15 July 2008

Cogumelos Orientais usados como remédio - Introdução


Os cogumelos comestíveis começaram a ser cultivados de forma primitiva pelos chineses há cerca de dois mil anos. Entre as aproximadamente 45 mil espécies descritas desses fungos, cerca de dois mil são conhecidas como comestíveis, 25 são cultivadas e aceites como alimentos, mas somente 10 são populares entre os países consumidores de cogumelos.

Esses fungos são importantes para a alimentação e a saúde humana, já que além de nutritivos, possuem mais proteína do que alimentos como o trigo e o arroz, e contêm os aminoácidos essenciais à dieta humana, vitaminas, hidratos de carbono, fibras nutricionais importantes, além de ácidos gordos insaturados – os cogumelos possuem propriedades medicinais e podem ser importantes aliados no tratamento complementar de doenças como cancro, lúpus, herpes, HPV (vírus do papiloma humano) e SIDA.

Por mais dum milénio, os cogumelos desempenharam um papel importante na Medicina Oriental, cuja farmacopeia recorre a 200 variedades de fungos. Entre os mais usados estão os “cogumelos tónicos”. Estes aumentam a resistência natural do organismo, além de aumentar a longevidade. Agem como imunomoduladores, incrementando a função e a actividade do sistema imunológico. São benéficos em problemas sérios do sistema imunológico, tais como Cancro e SIDA, também podem ser usados com segurança para afastar as mazelas quotidianas.

Os componentes dos cogumelos tónicos que incrementam o sistema imunológico são certos polissacáridos, que são cadeias complexas de açúcares simples. Eles parecem-se com moléculas encontradas nas bactérias, estimulando, dessa forma, as respostas imunes. Outro incrementador do sistema imunológico que contém certos polissacáridos inclui as ervas Astragalus e a Echinacea.

Os 4 seguintes cogumelos tónicos – Maitaké, Shiitaké, Reishi e Zhu ling – podem ser encontrados em várias formas nas lojas de comida natural e mercados orientais. É até possível criar os próprios cogumelos. Shiitaké e Maitaké são deliciosos e podem ser usados em qualquer prato onde figurem cogumelos. Zhu ling e Reishi, por outro lado, são melhores quando usados na forma de chá ou suplementos.

Esses cogumelos apenas tocam a superfície em termos de cogumelos medicinais. Enoki, o cogumelo branco, parecido com um broto, encontrado nas saladas japonesas, contém um polisacarido chamado flamulin que, segundo pesquisas, possui propriedades anti-tumoral em estudos animais. Recomenda-se que pessoas com cancro ou um alto risco de cancro comam Enoki regularmente. Wood ear, também conhecido como Mo-er ou Tree ear, contém compostos que ajudam a "afinar" o sangue.

Existe o caso dos corredores chineses, que de um passado sem brilho quebraram nove recordes mundiais após usarem uma fórmula tónica cujo principal ingrediente era Cordyceps, um cogumelo que cresce nos corpos de certas larvas de mariposa. Pessoas que são geralmente fracas ou carecem de vitalidade deviam experimentar estes cogumelos. Se quiser derrotar o próximo germe que aparecer, pense em consumi-los de vez em quando.

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Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
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