
Saturday, 6 February 2010
50 dicas de emagrecimento

Sunday, 31 January 2010
Garcinia cambogia: a planta que acaba com a fome
Esta planta está se tornando uma nova (e forte) aliada na guerra contra a balança. Trata-se da Garcinia cambogia - uma planta originária das florestas do Camboja, sul da África e Polinésia, cujo fruto apresenta um componente capaz de reduzir a fome e a vontade de comer doces.
É o ácido hidroxicítrico (AHC), o principal ácido encontrado na pele do fruto.
A Garcinia cambogia é uma planta muito comum em países como Singapura, Vietname e Tailândia. Pertencente à família das Gutiferáceas (Clusiáceas), ela é parente do mangostão (Garcinia mangostana L.) - outra fruta do mesmo género, que se encontre mais facilmente (foto em baixo)
A família Clusiáceas engloba 47 gêneros reunindo cerca de 1.000 espécies distribuídas em várias regiões tropicais e subtropicais no mundo. São da mesma família o bacuri (Platonia insignis Mart.), o abricot (Mammea americana L.) e o falso-mangostão (Garcinia cochinchinensis C.). Este último, como o próprio nome indica, é geralmente confundido com o mangostão e é comumente encontrado no Brasil, especialmente em pomares domésticos.
Cultivada em países do extremo oriente e na Índia, a Garcinia cambogia é uma pequena árvore sempre-verde, de copa circular e ramos horizontais. As folhas são simples, opostas, ovaladas, brilhantes e de coloração verde-escura. As flores são carnosas, podendo ser masculinas, femininas ou hermafroditas na mesma planta. Os frutos são amarelos e avermelhados quando maduros, têm o tamanho aproximado de uma laranja e possuem de 6 a 8 gomos, com sementes em arilo.
Na Índia, onde é utilizada há centenas de anos, ela conhecida como tamarindo de Malabar. A Garcinia cambogia é muito aplicada na Medicina Ayurvédica e, por não apresentar nenhuma toxicidade, é amplamente usada na culinária tradicional, especialmente na conservação de alimentos, além de entrar na composição do caril ou curry, uma mistura de especiarias (que varia conforme a região em que é produzida), indicada para condimentar pratos típicos. Na medicina popular, é usada para combater o escorbuto, como digestiva e estimulante da produção da bìlis.
A partir dos relatos de pessoas que consumiam os frutos da Garcinia cambogia e observaram perdas substanciais de peso, muitos estudos botânicos e farmacêuticos começaram a ser realizados, principalmente a partir da década de 60. O extrato da Garcínia cambogia começou a ser usado comercialmente como auxiliar na redução do peso e combate à obesidade por volta de 1991. Um dos primeiros estudos realizados nos Estados Unidos, reuniu 50 pessoas que foram distribuídas em dois grupos. Os dois grupos receberam uma dieta controlada, sendo que o primeiro passou a usar também o extrato da Garcinia cambogia, enquanto o segundo recebeu placebo. Ao final de dois meses, o grupo que utilizou o extrato de garcínia apresentou redução de 5,2 Kg, já o grupo que recebeu placebo apresentou redução de 1,6 kg.
Estudos indicam que o componente presente na Garcinia cambogia, responsável pela redução da gorduras e pelas propriedades saciantes, é o ácido hidroxicitrato – AHC - (semelhante ao ácido encontrado no limão e na laranja), principal ácido encontrado na pele do fruto.
O AHC apresenta três mecanismos de acção:
- * Como agente bloqueador de gorduras – o excesso de carboidratos ingeridos são transformados e armazenados como gordura. Neste processo é necessária a participação de uma enzima chamada ATP-citrato liase. O AHC liga-se a esta enzima bloqueando-a e, por conseqüência, inibindo o armazenamento de gorduras;
- * Direcciona as calorias para outro destino. Ao bloquear a ATP-citrato liase, o AHC acaba por transferir as calorias para a formação do glicogênio (um tipo de açúcar armazenado nos músculos e no fígado). Com o fígado armazenando mais açúcar na forma de glicogênio, ocorre a inibição da vontade de comer doces;
- * Como redutor do apetite – o AHC controla o apetite ao promover uma maior síntese de glicogênio, ou seja, quando as reservas de glicogênio estão altas, os receptores do açúcar no fígado são estimulados e enviam um sinal de saciedade ao cérebro (tudo isso sem estimular o sistema nervoso central). De outro lado, o AHC também tem a capacidade de estimular a liberação da serotonina, um neurotransmissor diretamente envolvido no controle do apetite.
Todas essas propriedades têm feito da Garcinia cambogia um óptimo recurso natural para alterar a fisiologia do organismo no sentido de promover a perda de peso. É claro que a planta não é milagrosa. Não basta usar a garcínia e passar a comer qualquer alimento em qualquer quantidade e achar que não vai ganhar peso. É necessário aliar o seu uso a uma actividade física para estimular a queima de gordura, além de adoptar uma dieta saudável, com poucas gorduras e calorias.
Esta planta asiática ainda não é cultivada comercialmente no Brasil, por isso, a Garcinia cambogia só pode ser encontrada na forma de extrato seco para o preparo do chá e em cápsulas. Mesmo não apresentando nenhum princípio tóxico, por inexistirem estudos suficientes, o uso não é recomendado para crianças, mulheres grávidas ou que estejam amamentando.
Ficha da Planta
Garcinia cambogia
Sin.: G. gummi (Linn)
Nomes populares: tamarindo do malabar, gamboge tree ou hattan yellow (inglês), Vrkshaamla, charaka ou kokam (Ayurvedica)
Família: Gutiferáceas (Clusiáceas)
Origem: florestas do Camboja, sul da África e Polinésia
Solo para cultivo: Os solos mais indicados para o cultivo são os argilo-arenosos, profundos, ricos em matérias orgânicas e bem drenados
Clima: quente-úmido com chuvas bem distribuídas no ano
Partes mais utilizadas: casca seca e polpa do fruto
Constituintes: Ácido hidroxicítrico (cerca de 30%), lactonas hidroxicítricas, antocianósidos, compostos fenólicos (biflavonóides, xantonas, benzofenonas), sais minerais (na casca) e pectinas predominantemente na polpa
As qualidades da fruta:
- * Diurética, facilita a eliminação de líquido pela urina;
- * Rica em fibras, auxilia no funcionamento o intestino;
- * Inibe a acção da enzima liase, responsável pela formação da gordura pelo fígado;
- * Ajuda a absorver a gordura no sangue, melhorando os níveis de colesterol;
- * Inibe o apetite, pela redução da hormona orexina,
- * A planta actua no centro da fome, diminuindo o apetite, sem agir no sistema nervoso central
- * A Garcinia cambogia acelera a queima de calorias (processo chamado de termogênese) e previne o acúmulo de gordura no sangue na forma de triglicéridos;
Em tempo: O mangostão (Garcinia mangostana L.), que pertence ao mesmo género e família da Garcinia cambogia, também apresenta propriedades medicinais. O seu extracto é usado como auxiliar anti-inflamatório no tratamento das articulações, tendinites, reumatismo e artrose. Pesquisas recentes indicam o uso do extracto da polpa no tratamento da asma e alergias respiratórias.
Referências:
Heymsfield SB, Allison DB, Vasseli Jr et al – Garcinia cambogia (hydroxycitric acid) as a potential antiobesity agent: a randomized controlles trial. JAMA 18:1956-1600,1998.Muzzarelli RAA – Human enzymatic activies related to the therapeutic administration of chitrin
* Rose Aielo Blanco é jornalista, escritora e editora do site:
Dicas saudáveis

- Descubra o seu peso saudável. É actualmente definido com o índice de massa corporal (IMC), calculado com base na proporção peso/altura (IMC = Peso/Altura2).
- Faça contas às calorias. O excesso de peso resulta de um desequilíbrio calórico, ou seja, quando se consomem mais calorias do que as que se despendem. Se quer perder peso, terá que ingerir menos calorias do que aquelas que gasta.
- Habitue-se a ler os rótulos dos alimentos. Evite os mais calóricos, com colesterol mais elevado, mais açúcar, sódio e maior teor de gordura. A gordura, por exemplo, vem indicada em gramas. Um alimento é “meio-gordo” se contiver menos de 3 g de gordura por dose ou “magro” se esse valor for abaixo dos 1,5 g.
- Faça uma lista antes de ir às compras. Evite distrair-se nas prateleiras menos saudáveis dos supermercados
- Não vá ao supermercado com fome. Terá tendência para comprar mais do que aquilo que precisa: chocolates, bolachas, etc.
- Longe da vista… longe do prato. Em ocasiões festivas, afaste-se das mesas mais perigosas, com os alimentos menos saudáveis.
- Proteínas versus Hidratos de Carbono. Dê prioridade às primeiras (com preferência para as do soro do leite). Os estudos mostram que a termogénese (produção de calor resultante do aumento do metabolismo que queima gordura) após uma refeição hiperproteica aumenta 100% quando comparada com uma dieta rica em hidratos de carbono.
- Prefira os hidratos de carbono complexos, pois fornecem níveis de energia por mais tempo, e são lentamente transformados em glicose (maçãs, pêras, morangos, espargosbrócolos, espinafres, alho francês, couve)
- Mantenha o seu sistema digestivo saudável, o que contribui para a absorção de nutrientes, podendo ainda ajudar a reduzir o desejo por alimentos e bebidas doces. O tipo de dieta e o estilo de vida podem enfraquecê-lo.
- Opte pelos alimentos de baixo índice glicémico. Os alimentos que rapidamente se transformam em glicose (de alto índice glicémico) estimulam a produção de insulina e aumentam as suas reservas de gordura.
- Cozinhe a vapor. É uma forma de conservar os nutrientes e o teor de fibra (essencial para manter o sistema digestivo saudável) dos alimentos frescos.
- Fritos… nem vê-los. Os alimentos absorvem muita da gordura em que são fritos. Para além desta, quando frita a altas temperaturas, aumentar os níveis de radicais livres – substâncias nocivas à saúde.
- Grelhe ou asse os alimentos (em vez de guisados e refogados) a temperaturas brandas, de forma a não empobrecer as suas gorduras essenciais e fibras.
- Peixe, sempre que possível. Não só é uma boa fonte de proteínas, como é rico em gorduras essenciais Ómega 3, que, ao contrário de outras gorduras, são indicadas pelos estudos como benéficas na perda de peso.
- Prefira as carnes brancas, como as de aves, sem pele. A carne vermelha, embora seja uma fonte de proteínas, contém uma proporção de gorduras saturadas mais alta, não aconselhada à saúde. Restrinja o consumo de carne vermelha apenas a 2 a 3 vezes por semana.
- Álcool… é melhor esquecer. É certo que um copo de vinho (tinto) por dia apresenta benefícios a nível cardiovascular. Mas não se esqueça que o álcool é um produto fermentado, podendo também aumentar rapidamente os níveis de glucose.
- Mantenha-se hidratado. A água é muito importante num programa de perda de peso. Não tem valor calórico e melhora a eficiência do metabolismo. Beba 1,5 l de água por dia. Mas não conte com a ajuda de bebidas de lata ou sumos de pacote – contêm açúcar. O mesmo não se aplica ao chá e café, que têm um ligeiro efeito diurético, sendo por isso aconselhados.
- Coma muitas vezes ao dia. Ao comer pequenas e frequentes refeições ao longo do dia (6 a 7 p/dia), vai obrigar o organismo a despender mais energia, uma vez que o processo de digestão, absorção e metabolização dos alimentos requer energia. E, consequentemente, também perde gordura.
- Controle o apetite. Recorra à ajuda das medicinas alternativas. Quer a técnica da acupunctura (através da aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo), quer a fitoterapia (plantas como a Griffonia simplicifolia e Garcinia cambogia) podem ajudar a inibir o apetite por doces.
- Satisfaça correctamente o seu desejo por doces. Com frutas frescas da época ou iogurtes. Por exemplo, sabia que uma peça de fruta de 100g tem a mesma quantidade de hidratos de carbono que uma colher de sopa de açúcar? A grande diferença está nos açúcares da fruta: são de absorção mais lenta, têm vitaminas, fibras e antioxidantes, enquanto que o açúcar tem somente calorias vazias.
- Elimine o açúcar refinado da sua dieta. Opte por adoçantes naturais, como geleia de milho, malte de cevada e frutas frescas.
- Não cozinhe com maionese, manteigas e margarinas. Substitua por azeite, iogurtes light e leite magro.
- Em vez do sal, tempere os alimentos com ervas aromáticas frescas, especiarias ou molho de soja - uma colher de sopa de soja contém menos sódio (1g sódio = 2,5 g de sal).
- Evite cereais refinados, como arroz ou massas. Prefira os integrais, pois contêm hidratos de carbono de absorção lenta.
- Saladas e sopas no início da refeição. Os seus legumes verdes e hortaliças, ricos em fibras e água, vão, desta forma, promover uma sensação precoce de saciedade.
- Não tome o pequeno-almoço fora de casa: será maior a tendência para cair em exageros.
- Faça um treino cardiovascular 3 vezes por semana. Bicicleta, corrida ou natação. De preferência, em dias alternados para possibilitar uma recuperação adequada.
- Duração mínima de 20 minutos. De acordo com o American College of Sports Medicine, os programas de actividade física desenvolvidos 3 vezes por semana, com uma duração mínima de 20 minutos, são apontados como o mínimo para que ocorra uma redução de peso e massa gorda.
- Tome opções a pensar nos quilos que pretende despender: para perder apenas 1 kg de gordura são necessárias aproximadamente 4 ou 6 semas de corrida ou marcha na passadeira, 3 vezes por semana, durante 40 minutos.
- Bons exercícios aeróbios, fáceis de fazer ao longo do dia, e que não requerem equipamento específico nem horário no ginásio, são andar, correr, nadar, dançar, saltar à corda, etc.
- Uma hora de treino contínuo, sobretudo em marcha ou corrida, é mais eficaz do que dois períodos de 30 minutos ou três de 20 minutos, embora a quantidade seja a mesma. Em média perdem-se mais 60 kcal por sessão de treino.
- Não esqueça o treino de força. Se tiver tempo, experimente combinar o exercício aeróbio com o levantamento de pesos (2 a 3 vezes por semana), para optimizar o seu treino semanal. Um corpo musculado queima mais calorias ao longo do dia.Para conseguir que a duração da sessão de treino seja pequena (inferior a uma hora), o número de sessões semanais deve ser maior (todos os dias ou na maior parte dos dias da semana).Saiba que um programa de exercício para a perda de peso deve promover um dispêndio energético diário (ou na maioria dos dias da semana) de mais de 300 kcal.
- Actividade depois de comer. Pois perde mais peso. Faça uma caminhada após o jantar ou o almoço, por exemplo, de preferência diária.
- Regularidade física. O exercício físico regular não violento disciplina o apetite e gasta energia, ou seja, calorias de gordura armazenada no tecido adiposo. Para além de beneficiar a relação entre massa magra e gorda, tonificar a pele e modelar o corpo.
- Recorra a uma ajuda suplementar natural. Os melhores suplementos para queimar gordura também preservam a massa muscular magra. Procure nas lojas dietéticas produtos naturais à base de CLA, chá verde (rico em cafeína e polifenóis), Ácidos Gordos Essenciais (o nome engana: este tipo de gorduras essenciais combate a gordura corporal), e batidos de proteínas (com preferência para as do soro do leite).Esteja a par dos novos estudos. A novidade mais recente do mercado de controlo de peso chama-se CLA, um ácido gordo saudável, obtido da planta cártamo, usado em suplementos para queimar gordura.
- Acredite em si. O primeiro passo para alcançar algo que deseja é acreditar que vai conseguir e não criar obstáculos.
- Não crie falsas expectativas. Estabeleça objectivos realistas para o seu emagrecimento. Lembre-se que não existe um peso ideal. O peso ideal é aquele com que se sente bem.Peça ajuda aos familiares que vivem consigo na mudança dos hábitos alimentares. Para que não levem tentações para a mesa.
- Sem stress. Um pequeno deslize não significa que deitou tudo a perder. Além disso, o stress pode vir a reflectir-se nos “pneus” da sua barriga. O cortisol, hormona libertada em situações de stress, pode acumular gordura na região abdominal. As alterações hormonais não são bem-vindas à escultura corporal.
- Complete a dieta e exercício com tratamentos que podem ajudar a firmar a pele. Como a algoterapia (a espirulina é uma das algas que mais ajuda a combater a celulite), a endermologia (tipo de ginástica cutânea) e a mesoterapia (com recurso a ampolas homeopática especificas para a gordura localizada).
- Marque umas sessões de massagem. A pressão e as técnicas dos dedos sobre o corpo ajudam a desfazer os nódulos de gordura, activando, desta forma, a circulação a nível dos tecidos.
Fonte:
http://femulher.blogspot.com/2010/01/dicas-saudaveis-para-2010.html
Saturday, 27 December 2008
"Dieta do Tipo Sanguíneo"

Por: Dra. Berenice Wilke
A "Dieta do Tipo Sanguíneo" iniciou com os estudos do médico Naturopata Dr. James D'Adamo que publicou seu primeiro livro em 1982.
Esta dieta teve um grande impulso com a publicação, pelo seu filho, também médico Naturopata, Dr. Peter J. D'Adamo, em 1996 do livro "Eat Right For Your Type" onde o autor mostrou algumas correlações históricas, antropológicas e fisiológicas dos tipos de sangue A, B, AB e O com os alimentos, com a personalidade e com o estilo de vida.
Posteriormente, novas descobertas levaram a um aperfeiçoamento maior das recomendações, levando em conta o fato do indivíduo secretar, ou não, os antígenos do seu tipo de sangue nas secreções do corpo (saliva, muco, secreções intestinais, urina, etc..). Diversos autores, principalmente no Japão e USA, tem escrito livros sobre a influência do tipo de sangue na personalidade.
Saúde é o resultado da inter-relação entre os factores ambientais, alimentares, modo de vida, stress, actividades físicas, actividades de relaxamento, alimentação com a carga genética de cada indivíduo. Cada ser humano é único, tem um código genético próprio e diferente de todos os outros, por isso, não existe uma única dieta ou um estilo de vida que sirva a todos. As directrizes que a dieta do tipo sanguíneo fornece levam em conta as características genéticas de cada um, auxiliando na compreensão tanto dos alimentos, quanto da forma de viver que propicia uma vida mais longa e saudável.
A chave para o entendimento das relações entre dieta e estilo de vida com o tipo de sangue se encontram na história da humanidade. O tipo O foi o tipo de sangue encontrado nos primeiros humanóides, os Neandertalenses, que parecem ter vivido há 130.000 anos atrás na África. É provável que ingerissem uma dieta crua a base de plantas silvestres, insectos e restos de animais mortos por seus predadores. Tinham uma actividade física e uma secreção ácida gástrica intensa, o que propiciava uma dieta rica em proteínas de origem animal. No período de 25.000 a.C. a 15.000 a.C. o homem passou de caçador colector para um modo de vida mais agrário-domesticador, passando a ingerir grãos e a viver de forma mais estável em colectividades.
Neste período houve uma mutação genética para propiciar uma melhor adaptação do homem ao seu novo meio ambiente, com o aparecimento do sangue de tipo A, que veio associada a mudanças no metabolismo de diversos órgãos, na personalidade, no perfil de stress, na capacidade física, no sistema imunológico e nas enzimas digestivas com redução da acidez gástrica. Essas mudanças no sistema digestivo capacitaram o homem do tipo A a digerir melhor os grãos e outros alimentos consumidos na época.
O homem de tipo A tem uma capacidade de defesa contra infecções maior que o tipo O propiciando uma maior chance de sobrevivência em agrupamentos densamente povoados.
O tipo B surgiu após a fusão e migração das raças da África para a região do Himalaia, hoje Paquistão e Índia, provavelmente entre o ano 15.000 a.C e 10.000 a.C. A mutação surgiu provavelmente para uma melhor adaptação ao clima e a volta de uma alimentação carnívora com a introdução na dieta do leite e seus derivados, própria dos Mongóis.
A moderna miscigenação de grupos diferentes entre 500 a.C e 900 d.C deu origem ao tipo de sangue AB, que é o mais raro. Cada tipo sanguíneo constitui uma mensagem genética dos comportamentos e dietas de seus ancestrais, ou seja, o ser humano carrega no seu sangue uma parte da memória da história da humanidade.
O estudo do tipo de sangue nos ajuda a compreender qual a melhor forma de viver em harmonia com o nosso genoma, para desfrutarmos de mais saúde e longevidade.
Grupo Sanguíneos - ABO
O sistema ABO é composto de 4 tipos básicos de sangue: A, B, AB e o O. Cada tipo de sangue produz um antígeno que é a característica do sangue e um anti-corpo contra os outros tipos de sangue.
Sangue Antígeno Anticorpo
O H Anti A e anti B
A A Anti B
B B Anti A
AB AB nenhum
ABO - Secretor ou Não Secretor
Embora todas as pessoas tenham o antígeno do sistema ABO no sangue, 80% das pessoas têm também este antígeno nas suas secreções (saliva, urina, espermatozóides e mucos) e são chamados de secretores em contrapartida com os não secretores que não apresentam o antígeno do sistema ABO nas secreções do corpo. Existem diferenças substanciais entre pessoas secretoras e não secretoras nos tipos de alimentos que podem ser consumidos e nas doenças mais frequentemente associadas a cada tipo sanguíneo.
Os não secretores tem uma incidência maior de doenças cárdio-vasculares, diabetes, hipoglicemia, doenças infecciosas, cáries e doenças auto imunes. 80% dos casos de Fibromialgia ocorrem em não secretores.
Como o Tipo de Sangue Interfere com Características Diversas como: Alimentação, Actividade Física e Personalidade???
A resposta a essa pergunta se encontra em diversos sistemas metabólicos que muitas vezes são ligados diretamente ao tipo de sangue e outras vezes sofrem a influencia do mesmo:
1. Gene linkage
2. Lectinas
3. Reação dos Alimentos com os Anticorpos do Sistema ABO
Gene Linkage
Foi descoberto que alguns genes que ficam no mesmo cromossomo que o do tipo de sangue vem mais freqüentemente associados a um determinado tipo de sangue. Além disso, o gene de cada tipo de sangue pode interferir com a maior ou menor expressão de um gene vizinho. Por exemplo, o gene do câncer de mama tem maior incidência e maior letalidade no grupo A. O gene da acidez estomacal interage com o gene da acidez estomacal promovendo um pH mais acido no grupo O, o que permite uma melhor digestão da carne e ao mesmo tempo uma maior frequência de úlceras e gastrites neste grupo. Diversas enzimas que actuam no sistema neurológico, como por exemplo a dopamina B hidroxilase, que modula a síntese de norarenalina está aumentada no grupo O, propiciando maior stress adrenérgico.
Essa interferência entre o gene do tipo de sangue com os diversos genes do mesmo cromossoma influencia em características diversas do indivíduo como:
1. sistema digestivo,
2. personalidade,
3. actividades físicas e de relaxamento mais propícias,
4. doenças mais frequentes.
Lectinas
As lectinas são proteínas presentes nos alimentos que reagem com os antígenos do sistema ABO causando aglutinação das células do sangue, ou seja, um alimento pode ser nocivo às células de um tipo de sangue e benéfico a outro. Em termos simples, quando você come um alimento que contém lectinas incompatíveis com o seu tipo sanguíneo, ocorre aglutinação do sangue com lesão do órgão onde a aglutinação ocorre: tiróide, rins, fígado, pâncreas, cérebro, etc.
As lectinas causam reacções fortíssimas no sistema digestivo com inflamação da mucosa intestinal semelhante à encontrada nas alergias alimentares. Por exemplo, a farinha de trigo causa uma irritação importante na mucosa intestinal principalmente nas pessoas de tipo O.
O sistema nervoso é muito sensível aos efeitos da aglutinação do sangue causada pelas lectinas. Isto explica porque a alimentação sem os produtos nocivos pode auxiliar no tratamento de doenças do sistema nervoso como por exemplo: depressão, síndrome do pânico, distúrbio obsessivo compulsivo, doença bipolar e em particular da hiperatividade.
Reacção dos Alimentos com os Anticorpos do Sistema ABO
O tipo de sangue ABO tem um papel importante no controle do sistema imune. Ele interfere na defesa do organismo contra vírus, bactérias, fungos, estresse, toxinas e ainda interfere no reconhecimento do organismo de quais substâncias pertencem a ele e devem ser protegidas e quais não fazem parte do corpo e devem ser combatidas. Os anticorpos "anti-outro tipo de sangue" ou seja "anti A e anti B" são os anti-corpos mais fortes do nosso organismo, e sua capacidade de aglutinar as células sanguíneas de um tipo de sangue incompatível é tão forte que uma transfusão de sangue incompatível causa a morte.
Quando um anticorpo encontra um antígeno de um micróbio intruso, ele compara esse micróbio com os antígenos do sangue, e após chegar a conclusão que o micróbio é diferente do antígeno do sangue, avisa o sistema imunológico que vai sintetizar anticorpos de combate, que vão aglutinar o micróbio em questão tornando mais fácil o processo de expulsão e morte do invasor. Entretanto, alguns micróbios tem características semelhantes a um dos tipos de sangue, tornando difícil o seu reconhecimento como inimigo pelo sistema imune.
Isso explica porque alguns tipos de infecção são mais frequentes em um determinado tipo de sangue, como por exemplo, as doenças associadas a vírus lentos, como Síndrome da Fadiga Crônica e Esclerose Múltipla são mais frequentes no grupo B.
Alguns alimentos têm características semelhantes ao antígeno de um tipo de sangue e provocam uma reacção de anticorpos causando uma aglutinação do alimento com o antígeno do sangue e lesão de diversos órgãos (processo semelhante ao que ocorre na rejeição de órgãos). Isso explica porque existem alimentos benéficos a um tipo de sangue e nocivo a outro tipo.
Esses mecanismos acima descritos explicam porque o sistema imunológico e digestivo dá preferência aos mesmos alimentos ingeridos pelos seus ancestrais de mesmo tipo sanguíneo.
Características do Grupo O - Genoma de pedra na era atómica
O tipo O foi único tipo de sangue encontrado no homem das cavernas, e por milhares de anos foi o único tipo de sangue existente. É o mais freqüente ainda hoje. Nessa época, os homens tinham uma dieta baseada em carne, frutas, verduras e raízes e tinham um sistema digestivo próprio para digerir e metabolizar corretamente a carne. Tinham um pH do estômago muito ácido e maior secreção de enzimas digestivas. Esse pH muito ácido propicia o aparecimento de úlceras e gastrites. As pessoas do tipo O são mais intolerantes a introdução de alimentos impróprios ao seu sistema digestivo e imunológico como as farinhas e açúcares, como também a adoçantes, corantes, aditivos, agrotóxicos e a poluição.
O sistema imune do tipo O é muito forte, hiperativo, tendo dificuldade em distinguir o que é "self" (próprio do indivíduo) do que não é "self" propiciando o aparecimento de doenças de auto agressão (auto imunes) como Lupus e Artrite reumatóide assim como processos inflamatórios mais fortes e reacções alérgicas. Como o sistema imunológico reage de forma muito agressiva ele confere uma protecção maior contra o câncer.
Nessa época, o homem era nômade e percorria grandes extensões rotineiramente e tinha uma atividade física intensa. Ele era pragmático, esperto, um predador agressivo, com instinto de sobrevivência forte, deixando o mais fraco para trás para o benefício do grupo. Essas características trazidas à sociedade atual fazem do tipo O um líder, extrovertido, com muita energia, individualistas, ousados, otimistas, auto confiantes e produtivos. Entretanto, quando submetidos a estresse podem ter reações excessivamente agressivas e desequilibradas com acessos de raiva e fúria. Na infância a hiperactividade é muito comum.
Em situações de stress a glândula supra renal do tipo O libera uma quantidade muito grande de adrenalina e noradrenalina. Essas substâncias causam no organismo todas as reações físicas necessárias para lutar ou fugir: batimento cardíaco acelerado, aumento da pressão arterial, respiração ofegante e maior atividade e irrigação de sangue nos músculos e em diversos órgãos para sustentar o seu maior funcionamento. No tipo O, a enzima dopamina hidroxilase, necessária a eliminação da adrenalina e da noradrenalina, é sintetizada em menor quantidade o que faz com que essas 2 substâncias permaneçam por mais tempo na circulação. O homem das cavernas reagia sempre com actividade física intensa à liberação dessas substâncias o que trazia os efeitos produzidos por elas a condições normais novamente. Actualmente além do stress ser mais constante, na maioria das vezes ele não é associado a uma actividade física o que faz com que as reacções como batimentos cardíacos acelerados, hipertensão arterial, funcionamento excessivo de alguns órgãos se tornem uma constante causando um desgaste acentuado do organismo, com desencadeamento de diversas doenças e de desequilíbrios emocionais. Para combater o estresse as pessoas do tipo O precisam de uma actividade física aeróbica intensa e constante (no mínimo 60 minutos de actividade aeróbica, 3 vezes por semana).
Para se manter em equilíbrio físico e mental o homem do tipo O necessita seguir as orientações dietéticas e praticar uma actividade física constante e intensa.
As pessoas do tipo O são mais propensas a vícios como jogo, cigarro, bebidas e drogas provavelmente devido a variações da enzima dopamina hidroxilase.
O tipo O é actualmente o mais frequente nos USA.
Características do Grupo A
O grupo sanguíneo A surgiu por volta de 25.000 a 15.000 a.C. quando houve a mudança da condição de caçador coletor para um modo de vida mais agrário-domesticador. Nesse período, devido à escassez de carne, o homem passou a desenvolver e a viver da agricultura. Tornou-se o primeiro vegetariano. Para que ele se adaptasse as novas condições alimentares o seu sistema digestivo sofreu diversas mudanças que o tornaram mais apropriado à digestão dos grãos, como por exemplo, ouve uma diminuição do pH do estômago e um aumento das enzimas responsáveis pela digestão dos hidratos de carbono.
O Sistema imune tornou-se mais tolerante, característica necessária para maiores concentrações populacionais: sobrevivem melhor até hoje a epidemias como a cólera e a varíola. Entretanto, devido a maior tolerância do sistema imune, defendem-se menos de doenças como o câncer.
A vida em comunidades estáveis e sociedades cooperativas fez do homem de tipo A um ser com maior facilidade para relacionamentos sociais, ordeiros e cooperativos. Tinham um refinamento intelectual maior, uma conecção entre corpo e mente mais desenvolvida. O do tipo A é geralmente mais introvertido, perfeccionista, sensível e criativo. Quando submetidos a estresse crônico podem apresentar introversão excessiva, preocupação excessiva com detalhes e Distúrbio obsessivo compulsivo.
As pessoas do tipo A tem uma reação excessiva ao menor sinal de estresse: liberam quantidades maiores que os outros grupos de cortisol e de adrenalina. Embora eliminem com facilidade a adrenalina produzida tem maior dificuldade de normalizar o cortisol após o fim da situação de estresse, ou seja, as pessoas do tipo A sofrem muito mais os efeitos negativos do estresse e tem muito mais dificuldade de "acalmar o sistema nervoso". O excesso de cortisol causa insônia, irritabilidade, pensamentos negativos repetitivos, perda de massa muscular, aumento da gordura, inchaço e inibe o sistema imune, necessário as defesas do organismo. O cortisol é sintetizado nas supra-renais. Quando elas estão produzindo muito cortisol, secretam menos o DHEA, que é um precursor dos hormônios femininos e masculinos associado a longevidade, a jovialidade e a disposição de viver. As taxas elevadas cronicamente de cortisol são associadas a muitas doenças como: câncer, doenças cardíacas, derrame, hipertensão arterial, resistência a insulina, obesidade, distúrbios da memória, senilidade e Alzheimer.
As pessoas do tipo A reagem melhor ao estresse com atividades relaxantes como Yoga, Meditação, Tai Chi Chuan e exercícios isotônicos como caminhar, nadar, dançar e andar de bicicleta, que diminuem as taxas de cortisol. O sono é extremamente importante na redução do cortisol: durma no mínimo 8 horas por noite. Não deite após as 23 horas e procure receber a luz do sol ao acordar.
Atualmente, o tipo de sangue A, é mais encontrado entre os Europeus Ocidentais e Japoneses.
Características do Grupo B
O homem do tipo B nasceu entre 10.000 - 15.000 anos a.C. na cordilheira do Himalaia. Como ele era originário da África, a primeira grande adaptação foi ao clima.
Dois grandes grupos do tipo B se formaram: uma sociedade nômade e guerreira, que utilizava o cavalo tanto nos seus deslocamentos quanto na guerra, que conquistou o norte e o oeste da Ásia e que avançou até o leste europeu e um grupo sedentário e agrário que colonizou a China e o sudeste da Ásia, utilizando técnicas sofisticadas de irrigação e de cultivo que mostraram muita criatividade, inteligência e engenho.
Atualmente o tipo B é encontrado desde o Japão, Mongólia e China até os Montes Urais, indo para oeste até atingir o mínimo no extremo oeste da Europa. Os alemães e austríacos apresentam uma grande porcentagem de indivíduos de tipo B. Os judeus também apresentam uma grande incidência de tipo B.
O tipo B foi o primeiro adaptar-se ao convívio com os animais domesticados, tendo um sistema digestivo capacitado para digerir e absorver os laticínios.
O sistema imune do tipo B tem uma certa dificuldade para combater vírus de ação lenta porque eles tem um antígeno parecido com o do tipo B (B-like). Esses vírus de ação lenta tem sido responsabilizados por causar doenças neurológicas raras como Lupus, Esclerose Múltipla, Esclerose Lateral Amiotrófica e Síndrome da Fadiga Crônica. A dificuldade no combate aos vírus de ação lenta é agravada pela presença de lectinas nocivas principalmente do frango e milho. As pessoas do tipo B têm uma tendência maior ao desenvolvimento de doenças auto imunes.
As pessoas do tipo B quando submetidas ao estresse liberam grandes quantidades de cortisol, taxa inferior apenas ao grupo A. O excesso de cortisol causa insônia, irritabilidade, pensamentos negativos repetitivos, perda de massa muscular, aumento da gordura, inchaço e inibe o sistema imune, necessário as defesas do organismo. O cortisol é sintetizado nas supra-renais. Quando elas estão produzindo muito cortisol, secretam menos o DHEA, que é um precursor dos hormônios femininos e masculinos associado a longevidade, a jovialidade e a disposição de viver. As taxas elevadas cronicamente de cortisol são associadas a muitas doenças como: câncer, doenças cardíacas, derrame, hipertensão arterial, resistência a insulina, obesidade, distúrbios da memória, senilidade e Alzheimer.
Além da liberação excessiva de cortisol ao estresse, as pessoas de tipo B degradam mais rapidamente o óxido nítrico. O óxido nítrico é uma das moléculas mais estudadas na atualidade. Ele interfere em diversas vias metabólicas do organismo, contribuindo para a saúde cardiovascular, imunológica e emocional. A degradação mais rápida do óxido nítrico permite uma recuperação mais rápida nas situações de estresse. O tipo B responde muito bem a técnicas de visualização e meditação no combate ao estresse, a ansiedade e a depressão.
O tipo B reage melhor ao estresse que o tipo A e o O. Durante o processo evolutivo, o tipo B conviveu com situações mais diversas, ou seja, precisou da força física para conquistar novas terras e paciência e habilidade para desenvolver sua cultura nestas terras. As pessoas do tipo B reagem melhor ao estresse com atividades relaxantes mescladas com atividades físicas mais intensas que envolvam grupos de preferência, embora não se dê muito bem com esportes muito competitivos.
As actividades relaxantes como: Yoga, Meditação, Tai Chi Chuan e, exercícios isotônicos como: caminhar, nadar, dançar e andar de bicicleta. Essas atividades relaxantes diminuem as taxas de cortisol e regulam o metabolismo do óxido nítrico. Intercale as atividades acima com atividades aeróbicas como ciclismo, artes marciais menos agressivas, tênis, aeróbica, dança e musculação.
Para regular a liberação de cortisol:
" Mantenha o ritmo circadiano ajustado, ou seja: deite antes das 23 horas e durma no mínimo 8 horas por noite. Procure receber a luz solar entre 6 e 8 horas da manhã,
" Dedique ao menos 20 minutos ao dia a uma tarefa criativa que concentre toda a sua atenção;
" Siga as recomendações quanto a exercícios físicos e atividades relaxantes como meditação e visualização.
As pessoas do tipo B geralmente tem uma vida longa e saudável seguindo as recomendações acima associadas à dieta.
Características do Grupo AB
O tipo de sangue AB é raro e é o mais recente tipo de sangue da humanidade. Nasceu da fusão do tipo A caucasiano com o tipo B dos mongóis. Raramente se encontra sangue tipo AB antes de 900 d.C. É um tipo de sangue mais raro: apenas 2-5% da população tem sangue do tipo AB. As suas características são uma mescla entre as características de todos os grupos anteriores.
O tipo AB apresenta um perfil digestivo semelhante ao tipo A, ou seja, tem acidez estomacal menos intensa, mas seu metabolismo necessita de mais proteína animal do que o tipo A. O tipo AB tem uma menor quantidade da enzima fosfatase alcalina no intestino o que dificulta a metabolização protéica. Tanto a menor acidez do estômago, quanto a menor quantidade de fosfatase alcalina, causam uma dificuldade digestiva maior, que pode ser combatida com refeições maiores e mais freqüentes e procurando não misturar carboidratos com proteínas.
O sistema imunológico do tipo AB é semelhante ao do tipo A. Os 2 tem maior risco de desenvolvimento de câncer.
As pessoas do tipo AB são sensíveis, intuitivas, espiritualizadas, independentes, mesclando introversão com extroversão. Quando submetidas ao estresse reagem de forma semelhante ao tipo O, com grande produção de adrenalina e noradrenalina e dificuldade para a degradação das mesmas devido a deficiência da enzima Mono Amino Oxidase. Além disso, as pessoas de tipo AB degradam mais rapidamente o óxido nítrico, de forma semelhante ao grupo B. O óxido nítrico é uma das moléculas mais estudadas na atualidade. Ele interfere em diversas vias metabólicas do organismo, contribuindo para a saúde cardiovascular, imunológica e emocional. A degradação mais rápida do óxido nítrico permite uma recuperação mais rápida nas situações de estresse. O tipo AB responde muito bem a técnicas de visualização e meditação no combate ao estresse, a ansiedade e a depressão.
Assim como as pessoas do tipo O, os indivíduos do tipo AB são mais propensos a vícios como jogo, cigarro, bebidas e drogas provavelmente devido aa variações da enzima dopamina hidroxilase.
Os indivíduos do tipo AB necessitam para o seu equilíbrio de actividades físicas relaxantes mescladas com actividades físicas aeróbicas. Devem evitar actividades físicas competitivas.
Bibliografia
1. Eat Right For Your Type. Dr. Peter J. D'Adamo.
2. Live Right For Your Type. Dr. Peter J. D'Adamo.
3. Eat Right For Your Type. Complete Blood Type Encyclopedia. Dr. Peter J. D'Adamo. Riverhead Books. 2001.Armas, Germes e Aço. Jared Diamond. Ed Record
5. You are your blood type. Nomi, T and A. Besher. Nova York: St Martin's Press 1983.
6. What's your type? Constantine, P. Nova York: Plume Books, 1997.
7. A Dieta do Tipo Sanguíneo" de Dr. Peter J. Adamo. Editora Campus. Este livro é a tradução do 1º livro do Dr. D'Adamo, e embora seja muito interessante do ponto de vista histórico, a classificação dos alimentos já foi profundamente modificada tanto pelas pesquisas atuais quanto por uma "errata" publicada após o lançamento do livro que corrige a classificação de cerca de 50 alimentos.
8. Viva melhor com a A Dieta do Tipo Sanguíneo" de Dr. Peter J. Adamo. Editora Campus.
Dra. Berenice Wilke
Fonte: http://www.medicinacomplementar.com.br/
Sunday, 26 October 2008
Estudos comprovam que o leite ajuda a provocar osteoporose e outras doenças graves

Introdução:
O ser Humano é o único animal no planeta que continua a ingerir leite depois de se tornar um adulto. No entanto, o organismo adulto humano já não está preparado para ingerir leite, muito menos o leite de outras espécies que não está adaptado para o corpo humano, mas sim para o organismo da sua espécie.
Ao contrário do que a indústria dos lacticínios dá a indicar nos seus anúncios mediáticos (televisão, jornais, revistas, rádio, etc) e, através de alguns médicos e nutricionistas enganados (por desinformação) ou "comprados" (por corrupção) pela propaganda dessa mesma indústria, o leite de origem animal não só não é um bom "alimento" para humanos, como não ajuda a evitar a osteoporose e, pelo contrário, ajuda a provocar a mesma, para além de outras doenças graves como alguns tipos de cancros.
Para saber porque o leite provoca problemas de saúde, leia os artigos científicos abaixo indicados e conheça a verdadeira realidade deste "alimento" e os profundos interesses económicos por detrás do mesmo.
http://www.hsus.org/web-files/Cow/540x360_cows_vealrow_fs.jpg
Ética - A extrema crueldade feita para com os animais para a produção de leite
Saiba mais vendo estes vídeos:
http://video.google.com/videoplay?docid=195777870900147944
http://video.google.com/videoplay?docid=-239204330856039070
Não beba leite, pela sua saúde!
Tem-se verificado que existe uma relação estreita entre o consumo de produtos lácteos (leite, manteiga, queijo, etc.) e vários tipos de cancro, diabetes, osteoporose, doença coronária e outros problemas relacionados com intolerâncias e alergias graves. Tanto o cancro da mama como o da próstata estão relacionados com o consumo deste produto.
http://i.ivillage.com/green/slideshows/milk_325.jpg
Esta íntima relação explica-se através de um aumento da quantidade, no organismo humano, de uma substância designada de factor de crescimento semelhante à insulina-I (IGF-I) encontrada no leite de vaca. Esta substância pode também ser encontrada, em elevadas quantidades, na corrente sanguínea de indivíduos consumidores regulares deste tipo de leite. Estudos recentes comprovam que homens com elevadas concentrações sanguíneas de IGF-I, apresentam quatro vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro da próstata do que outros indivíduos com concentrações sanguíneas de IGF-I mais baixas. Também o cancro do ovário está relacionado com o consumo de produtos lácteos: o açúcar do leite, quando desdobrado no organismo humano, dá origem a outro açúcar mais simples, designado por galactose, que, por sua vez, é também desdobrado por várias enzimas. Quando o consumo destes produtos excede a capacidade destas enzimas para desdobrarem a galactose, esta pode circular na corrente sanguínea, o que poderá, a longo prazo, afectar os ovários. Mulheres consumidoras de leite de origem animal apresentam três vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro nos ovários.
A diabetes insulino-dependente está também relacionada com o consumo de leite e produtos lácteos. Pesquisadores encontraram uma proteína característica dos produtos lácteos que provoca uma reacção auto-imune, que, por sua vez, afecta as células do pâncreas, afectando, por isso, também, a capacidade do organismo de produzir insulina.
O leite e seus equivalentes e derivados são frequentemente recomendados para prevenir a osteoporose. Contudo, pesquisas e estudos demonstram que o risco de fractura óssea é igual em consumidores de leite de origem animal e em não consumidores deste produto. Assim, ficou provado por vários estudos que, na prevenção da osteoporose, é fundamental reduzir os factores descalcificantes, tais como o consumo de sal e de proteína animal – em vez de manter ou aumentar o consumo de cálcio através de lacticínios (que contêm proteína animal).
A doença cardiovascular é uma das doenças que está mais relacionada com o consumo de produtos lácteos, pois têm elevadas quantidades de gordura saturada e colesterol, aumentando imenso as probabilidades de quem consome estes produtos vir a sofrer de doença coronária.
Os sintomas da intolerância à lactose são diarreia, flatulência e distúrbios gastrointestinais, e surgem devido à ausência, no organismo humano, de enzimas capazes de actuar na digestão do açúcar do leite. Esta ausência é um processo natural que ocorre no organismo, pois os humanos são mamíferos e os mamíferos não necessitam de consumir leite durante a vida adulta (menos ainda de outras espécies). Humanos que insistem em consumir leite após o seu desmame forçam o organismo a continuar a produzir estas enzimas, daí ser tão comum encontrar pessoas intolerantes à lactose.
O consumo de lacticínios não está só relacionado com doenças e alergias – os agentes contaminantes encontrados em várias amostras de leite são um grave problema para a saúde humana. A indução artificial da produção de leite conduz a inflamações graves nas glândulas mamárias dos animais, que requerem tratamento à base de antibióticos. Vestígios destes antibióticos, bem como de pesticidas e outros medicamentos, são encontrados em leites e outros produtos derivados.
Uma dieta alimentar diária livre de produtos lácteos contribui para a redução da perda de cálcio, diminuindo o risco de osteoporose. A alimentação vegetariana oferece todo o cálcio necessário, a partir de alimentos ricos em antioxidantes, fibra, ácido fólico, hidratos de carbono complexos, ferro e outras vitaminas e minerais importantes, que não são encontrados em lacticínios.
Fontes: http://www.sejavegetariano.org/index.php?option=com_content&task=view&id=31
Leite de vaca - Um perigo de saúde
O leite de vaca é um fluído insalubre, que contém uma gama ampla de substâncias inconvenientes. O seu consumo prolongado tem um efeito comulativo prejudicial. Com 59 hormonas activas, vários alérgenos, gordura e colesterol, a maior parte produzida mostra ainda quantidades mensuráveis de herbicidas, pesticidas, dioxinas (até 2.200 vezes o nível aceitável), até 52 antibióticos poderosos, sangue, pus, fezes, bactérias e vírus. Pode conter resíduos de tudo o que a vaca come. Inclusive coisas como restos radioactivos de testes nucleares.
Combustível do cancro
Das 59 hormonas do leite, uma é um poderoso auxiliar do crescimento, de seu nome IGF-1 (Insulin-like Growth Factor One - Factor de Crescimento similar à Insulina). Por uma curiosidade da natureza ele é idêntico entre vacas e seres humanos. Segundo especialistas em medicina, é concensual que o IGF-1 é um factor-chave na aceleração do crescimento e na proliferação dos cancros da mama, da próstata e do cólon. Provavelmente actua também como catalisador no desenvolvimento de outras formas de cancro.
O IGF-1 é um constituinte de todo o leite de vaca, visto que se é desejável que o recém-nascido cresça com rapidez. Evidentemente que, se entrarmos em linha de conta que uma percentagem significativa da população (50% nos USA) se debate com problemas de obesidade, a presença de IGF-1 no leite pode já não ser vista com tão bons olhos.
Um caso flagrante sobre este assunto é o da indústria química Monsanto, fabricante de produtos como DDT, agente laranja, Roundup e outros. Esta empresa gastou cerca de meio bilião de dólares para inventar uma injeção que fizesse as vacas produzir mais leite.
Infelizmente o produto final (Posilac, rbGH, injectável) revelou cinco erros que levaram à proibição do uso de rbGH no Canadá. Ainda assim, o relatório que os descrevia (Richard, Odaglia & Deslex, 1989) foi oculto pela lei de Segredo Comercial de Clinton. Os canadenses puderam, em bom tempo, ler deste relatório o bastante para proibir o rbGH no seu país. O Posilac da Monsanto leva a um acréscimo de IGF-1 no leite até 80%.
A FDA (Food and Drugs Administration - Departamento de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos) insiste que o IGF-1 é destruído no estômago. Por outro lado, estudiosos da questão insistem que nesse caso a amamentação não faria sentido, por não ter qualquer eficácia. A afirmação da FDA é ridícula, porque é o IGF-1 que faz o bezerro crescer a uma taxa tão elevada nas primeiras semanas de vida.
Aumento do IGF-1
A fim de se entender melhor o papel deste químico, foi realizado um estudo com dois tipos de consumidores: um bebendo 360g de leite por dia, outro a porção recomendada pela USDA (recomendação nutricional diária dos Estados Unidos) de 720g (três chávenas).
Neste estudo observou-se que os participantes que consumiam 360g de leite pro dia tiveram um aumento de 10% no nível de IGF-1.
Quantidade:
Todos os lacticínios em geral, por derivarem do leite, podem ser fonte do mesmo problema. O queijo, por exemplo, contém os mesmos constituintes do leite numa proporção de 10 para um. São necessários 10 quilos de leite para fazer um quilo de queijo. E quanto à manteiga, conta com cerca de 21 vezes o que estiver contido nas moléculas de gordura da mesma quantidade de leite.
Gordura:
Muita gente suspeita que a manteiga é só gordura, mas não tem idéia de quanta gordura existe no leite e no resto dos laticínios.
Os produtos que usam derivados do leite (caseína, soro, lactose) são provavelmente uma causa importante de problemas de peso e saúde.
Leite integral: 49% das calorias vêm da gordura.
Leite meio-gordo (2%): 35% das calorias vêm da gordura.
Queijo cheddar: 74% das calorias vêm da gordura.
Manteiga: 100% das calorias vêm da gordura.
Cálcio:
Uma pergunta que deve ser feita é: onde é que as vacas arranjam cálcio para terem ossos tão grandes? A resposta é simples: sim, das plantas! E as mesmas plantas fornecem-lhes ainda uma boa quantidade de magnésio, necessário para a absorção e o uso do cálcio.
O cálcio do leite de vaca é basicamente inútil. O leite tem conteúdo insuficiente de magnésio (11% do que seria necessário para a mesma quantidade de cálcio). Igualmente, para a boa absorção de cálcio é importante a presença da vitamina D, que nós, humanos, produzimos pela simples exposição à luz solar. As nações com mais alto nível de consumo de leite e laticínios também têm o maior nível de osteoporose, como atestado por um estudo desenvolvido por 78.000 enfermeiras num período de 12 anos.
Segundo a USDA, 240g (uma xícara) de leite contém:
Cálcio (Ca) - 291,336 mg
Magnésio (Mg) - 32,794 mg
A USDA recomenda 1200 mg de cálcio por dia. As três xícaras de leite diárias recomendadas pela USDA só contêm 900mg de cálcio. Alguns argumentam que só se precisa de 1/3 do magnésio. A mãe natureza parece indicar que a proporção deveria ser 1:1. Se a proporção para a absorção adequada fosse de 1/3 de magnésio para 1 de cálcio, então apenas 300mg daqueles 900mg de cálcio seria utilizável. Se, na verdade, a proporção for de 1:1... só 98,38mg do cálcio é aproveitável.
Proteínas:
O leite pode ser considerado "carne líquida", pelo seu alto conteúdo de proteína. Na realidade, o excesso de proteínas pode que, em conjunto com outras proteínas, pode provocar a perda de cálcio do corpo. Países que consomem dietas ricas em proteínas (carne, leite e laticínios) têm as taxas mais altas de osteoporose.
80% da proteína do leite é caseína. A caseína é um aglutinante poderoso. Um polímero usado para fazer plásticos e uma cola óptima para mobílias resistentes ou rótulos de cerveja. É usada como aglutinante em milhares de alimentos industrializados, como "caseinato de _qualquer_ coisa_".
Bactérias:
Permite-se que haja fezes no leite de vaca. Esta é uma grande fonte de bactérias, como não poderia deixar de ser. Normalmente o leite é pasteurizado mais de uma vez antes de chegar à tua mesa - cada vez durante 15 segundos à temperatura de 72°C. Por contraposição, para esterilizar a água exige-se que ela seja fervida (100°C) por vários minutos. Por outro lado, à temperatura ambiente o número de bactérias no leite duplica a cada 20 minutos.
Pus:
Um centímetro cúbico de leite de vaca comercial pode ter até 750.000 células somáticas (mais conhecidas como pus) e 20.000 bactérias vivas, antes de ser retirado do mercado.
Isso chega a espantosos 20 milhões de bactérias bem vivinhas e a 750 milhões de células por litro.
1 chávena = 236,5882 cm3 (centímetros cúbicos) ~ 177.441.150 células de pus e 4.731.600 bactérias
A ingestão diária "recomendada" para um adulto é de três vezes esta quantidade.
A Comunidade Europeia e o Canadá só permitem 400.000.000 (quatrocentos milhões de) células de pus por litro. Em geral esses níveis são mais baixos, mas PODEM chegar a este nível e ainda assim chegar à tua mesa.
Colesterol:
O conteúdo de colesterol de três chávenas de leite é igual ao de 53 fatias de bacon. Não muito dietético, concerteza!
Vitamina D:
A vitamina D (essencial à fixação do cálcio nos ossos) é geralmente derivada de um animal. A reacção à luz do sol que converte 7-dehidroicolesterol em vitamina D-3 é uma reacção química "pura" que acontece em determinadas células da pele. (Daqui a importância acrescida para os veganos da exposição ao sol).
A vitamina D-3 vem, tipicamente, de quatro fontes diferentes: pele de porco, pele de ovelha, fígado de peixe cru e cérebro de porcos. Na maior parte dos casos a vitamina D-3 é extraída da pele de porcos e vendida a fábricas de laticínios.
Existe também vitamina D-2, produzida em laboratório, que pode ser ou não de origem animal.
Constituição do leite:
água: 87%
gordura: 3,25% (se for leite completo, ou gordo)
caseína: 4%
outras proteínas: 1%
outras substâncias: 4,75%
Referências:
http://www.notmilk.com
http://www.notmilk.com/igf1time.txt (Sobre IGF-1)
http://www.notmilk.com/deb/030799.html (Artigo sobre o estudo das 78,000 enfermeiras)
http://www.notmilk.com/deb/092098.html (Sobre cálcio e doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/badbones.html (Sobre doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/bonehead.txt (Sobre doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/calcium/index.html
Marian Herbert, da Workshop de Vitamina D da Universidade da Califórnia
Leite e Osteoporose: os ossos da controvérsia
Contrariamente à onda publicitária do meio médico, na verdade as hormonas sintéticas, os laticínios e a maioria dos suplementos de cálcio enfraquecem os ossos e têm outras influências negativas sobre a saúde.
Extraído de Nexus Magazine, volume 5, número #6 (outubro-novembro de 2000). PO Box 30, Mapleton Qld 4560 Australia. nexus@peg.apc.orgEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Telefone: +61 (0)7 5442 9280; Fax: +61 (0)7 5442 9381 De nossa página na internet: http://www.nexusmagazine.com
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UMA NOVA DOENÇA, UMA NOVA OPORTUNIDADE COMERCIAL
Hoje em dia, a osteoporose é notícia - e negócio. Como doença, saiu da obscuridade há apenas duas décadas para tornar-se uma preocupação das mulheres de todo o mundo industrializado. Campanhas publicitárias nos meios de comunicação e folhetos nas salas de espera dos médicos e nas farmácias alertam as mulheres para o perigo da perda da massa óssea.
A onda de propaganda anuncia que uma em cada duas mulheres com mais de 60 anos vai provavelmente esfarelar-se com uma fratura osteoporótica (mas um homem de cada três também terá osteoporose); que a incidência de fraturas de quadril excede a do cancro de mama, colo e útero combinados; e que 16% das pacientes que sofrem fraturas de quadril morrerão dentro de seis meses, enquanto 50% exigirão cuidados constantes a longo prazo.
As estatísticas também dizem que, nos Estados Unidos, mais de 20 milhões de pessoas têm osteoporose e cerca de 1,3 milhão por ano sofrerão fractura óssea em decorrência da doença. Em 1993 os Estados Unidos sofreram a perda estimada de 10 bilhões de dólares devido à perda de produtividade e ao custo do tratamento de saúde relativos à osteoporose. Contudo, é importante examinar estas estatísticas dentro do seu contexto. Embora seja verdade que ocorram mortes de homens e mulheres que sofreram fracturas de quadril, em geral essas pessoas são muito idosas e fracas. As pessoas que morrem de fracturas de quadril não só são as mais fracas como também sofrem de outros problemas.
As mulheres são bombardeadas o tempo todo com a mensagem de que a guerra à perda óssea deve incluir suplementos de cálcio e o consumo diário de alimentos ricos neste mineral, principalmente lacticínios. Os médicos recomendam insistentemente às mulheres que passaram pela menopausa o uso a longo prazo de estrogénio (sintético) e, se mais ajuda é necessária, indicam o uso de drogas que estimulam a formação óssea, como o Fosamax. Assim, asseguram à mulher que, armada com este arsenal poderoso, ela poderá andar erecta, sem risco de fracturas, até ao fim da sua vida. Infelizmente, isto está longe da verdade.
Na verdade, os tratamentos mais populares para a osteoporose são perigosos para a saúde da mulher. Sabe-se que o estrogénio sintético é uma droga carcinogénica. A maioria dos suplementos de cálcio é não só ineficaz na reconstrução óssea como podem levar realmente a deficiências minerais, à calcificação das articulações e a pedras nos rins. E, ao contrário da crença popular, já se provou que os lacticínios são uma das causas principais de perda óssea.
A INDÚSTRIA DA OSTEOPOROSE: UMA ALIANÇA IMORAL
A osteoporose fez nascer uma indústria de crescimento fenomenal. A venda de um único remédio à base de estrogénio, o Premarin, atingiu 940 milhões de dólares em 1963. A indústria americana de laticínios floresce com a sua receita anual de 20 biliões de dólares. E a venda de suplementos de cálcio está numa espiral ascendente rumo às centenas de milhões de dólares.
A indústria da osteoporose criou não só um imenso mercado para os seus produtos; foi também especificamente projectada para atingir as mulheres. É óbvio que a amedrontadora campanha publicitária da osteoporose como "ladrão silencioso" que ataca os ossos das mulheres já se pagou. Infelizmente, as mulheres, inocentes, não sabem que, na verdade, estão a ser atacadas por uma aliança imoral das empresas farmacêuticas, dos profissionais da medicina e da indústria de laticínios, que orquestraram uma das manobras propagandísticas mais bem sucedidas e planejadas da história.
Ao distorcer os factos, manipular as estatísticas e ocultar pesquisas científicas na busca do lucro, mais uma vez esta poderosa aliança pôs vidas em perigo ao expor as mulheres à incidência crescente de doenças como cancro da mama e ovário, derrames, males do fígado e da bexiga, doenças coronárias, alergias, pedras nos rins e artrite.
AS RAÍZES DO EMBUSTE
A Segunda Guerra Mundial anunciou um importante ponto de virada na medicina. Antes da guerra, as empresas farmacêuticas eram, na sua maioria, pequenos negócios envolvidos principalmente na fabricação de fórmulas à base de ervas. O surgimento de uma ciência mais sofisticada depois da guerra mudaria para sempre a face da medicina. Segundo Sandra Coney, autora de "The Menopause Industry" (A indústria da menopausa): "Utilizando o poder e o prestígio da ciência, a medicina entrou numa nova era 'moderna', tornando obsoleta a abordagem das 'mãos que curam'. A medicina poderia desenvolver uma tecnocracia na qual os especialistas estivessem armados com a química e a maquinaria."
O desenvolvimento de hormonas sintéticas acompanha o crescimento da indústria farmacêutica. A criação do primeiro estrogénio sintético, o dietil-estilbestrol (mais conhecido como DES), seguida de perto pela descoberta de um processo para sintetizar hormonas esteróides a partir da urina de éguas grávidas (o remédio é conhecido nos Estados Unidos como Premarin), trouxe finalmente ao mercado uma fonte barata de estrogénio.
A introdução de anticoncepcionais orais em 1960 deu início ao primeiro uso disseminado dessas drogas por mulheres. Poucos anos depois, em 1966, as mulheres em menopausa tornaram-se o foco da indústria que não parava de crescer. O mito infeliz de que todas as mulheres na menopausa sofreriam destruição e ruína totais dos seus corpos e mentes sem suplementação de estrogénio espalhou-se como fogo de palha nos países industrializados. Foi o paraíso para a indústria farmacêutica, pois as mulheres acorreram a tomar esta suposta pílula da "fonte da juventude".
Embora tenha havido alertas esporádicos a respeito do estrogénio durante quase 30 anos, na prática a corrida ao lucro ignorou-os. Sabia-se, em especial, que a estrona, forma de estrogénio contida no Premarin, podia ser associada ao desenvolvimento de cancro do endométrio (revestimento do útero).
Sandra Coney escreve: "Já em 1947, um jovem pesquisador da Columbia University, dr. Saul Gusberg, relatou que havia um fluxo constante de usuárias de estrogénio a fazer curetagem para diagnóstico de sangramentos anormais. Os resultados patológicos das curetagens mostraram superestimulação do endométrio."
A bolha explodiu em 1975 com a publicação de um estudo importante na prestigiosa revista New England Journal of Medicine que demonstrava que o risco de cancro do endométrio aumentava 7,6 vezes em mulheres que usavam estrogénio. Usuárias de longo prazo corriam risco ainda maior. As mulheres que usavam estrogénio há sete ou mais anos tinham probabilidade de desenvolver cancro do endométrio 14 vezes maior do que as que nunca usavam a hormona.
Naquele mesmo mês, dados do registro de cancro da Califórnia confirmaram a descoberta. Entre as mulheres brancas com 50 anos ou mais, houvera um aumento de mais de 80% do cancro de endométrio entre 1969 e 1974.
Cresciam as provas dos perigos do estrogénio. Além do cancro do endométrio, o estrogénio foi ligado também ao cancro da mama e de ovário, aos males do fígado e da bexiga e ao diabetes. Surgiram mais questões a respeito de outros possíveis efeitos colaterais.
O Premarin, estrela em ascensão da fábrica Ayerst, começou a sofrer um sério declínio, assim como o lucro da empresa. Houve uma queda dramática das indicações de uso de hormonas no mundo todo. O uso de estrogénio caiu 18% de 1975 a 1976 e mais 10% de 1976 a 1977.
A ARTE DE MANIPULAR A PERCEPÇÃO
Algo tinha de ser feito para salvar um mercado tão lucrativo. Como o estrogénio isolado era acusado de causar cancro do endométrio, as empresas farmacêuticas, reconhecendo o erro da recomendação de estrogénio isolado às mulheres com úteros intactos, tentaram consertar o fiasco adicionando-lhe uma progesterona sintética, a progestina. Argumentou-se que a progestina protegeria o útero dos efeitos proliferativos do estrogênio (como acontece na natureza), embora não tenham sido realizados estudos de longo prazo para provar a segurança da combinação de progestina e estrogénio. Assim, surgiu a terapia de reposição hormonal (TRH) - terapia de estrogénio numa nova embalagem.
Contudo, as mulheres começavam a questionar a sério o problema do uso de hormonas sintéticas, e assim a indústria farmacêutica precisou de encontrar uma razão irresistível para atraí-las de volta ás hormonas. A osteoporose, doença de que 77% das mulheres da época jamais tinham ouvido falar, estava à espera nos bastidores. Como explica Sandra Coney: "Com o objectivo de reabilitar a TRH, as mulheres foram sido submetidas a uma 'campanha cuidadosamente orquestrada' para advogar o estrogénio como forma de prevenção da osteoporose."
Para alterar a percepção das hormonas pelo público e exonerar os seus efeitos ameaçadores sobre a vida, foi preciso criar algumas pré-condições: a gravidade da osteoporose tinha de ser imposta; as mulheres precisavam compreender que ela era a "sua" doença; a menopausa tinha de ser definida como causa principal; e as mulheres tinham de considerar trivial o risco de cancro, quando comparado aos benefícios.
Na literatura médica, a osteoporose era originalmente considerada um problema dos ossos, e não das mulheres. Examinando-se as fraturas de quadril em termos de efeitos sobre o indivíduo e custos para o país, os homens têm metade das fraturas das mulheres e maior probabilidade do que as mulheres de morrer em decorrência delas. Mas pouco se fala sobre homens e osteoporose. O "factor masculino" foi intencionalmente deixado de lado porque não se ajustava à redefinição do mal como doença feminina causada por falta de estrogénio. Esta estratégia foi necessária para promover a TRH.
Para conseguir isso, a Ayerst contratou uma grande empresa de relações públicas para vender a osteoporose. Eles tinham muito trabalho a fazer. Foi lançada uma grande campanha publicitária dirigida às revistas femininas. Médicos especialistas foram enviados para pregar o evangelho da TRH e da osteoporose em programas de rádio e televisão. Trabalhadores da saúde foram alistados para passar a mensagem a médicos e consumidores. Uma velha desfigurada, corcunda e curvada, foi o símbolo da tática de choque da campanha, e conseguiu instilar o medo no coração das mulheres. Comentários como "A invalidez que a osteoporose pode causar é muito mais grave que o suposto risco de cancro do endométrio" e "Mesmo que tome estrogénio sem progesterona, tem 15 vezes mais hipóteses de morrer de fractura do quadril do que de cancro do endométrio" foram usadas para seduzir as mulheres a voltar ás hormonas.
A campanha inspirada pela indústria farmacêutica para revender o estrogénio com uma imagem mais limpa foi espantosamente bem sucedida. Sandra Coney observa: "Na década de 90, é total a reorientação da osteoporose como doença feminina. Hoje é obrigatório incluir a osteoporose como "sintoma" importante em qualquer discussão da menopausa. Ao convencer o público e os médicos de que a osteoporose é um distúrbio incapacitante e 'assassino' e que o estrogénio é a única cura, a TRH imbuiu-se de um tipo de santidade. A TRH oferece a salvação onde ela não existe, resgatando as mulheres de um destino impensável de velhas caducas e deformadas. Em vista disso, como alguém seria ingrato a ponto de levantar a questão do risco?"
O bom senso foi jogado pela janela no caso da terapia hormonal. Não houve discussão da sabedoria ou da ética de medicar um número imenso de mulheres saudáveis e assintomáticas com drogas à base de estrogénio, reconhecidas entre "as drogas mais potentes da farmacopeia". O facto de que este enfoque jamais fora recomendado para nenhum outro remédio ou para a prevenção de nenhuma outra doença não tinha importância. A passagem da TRH de tratamento a terapia preventiva de longo prazo aconteceu sem debate ou justificativa.
A osteoporose tornou-se um tema de alto nível porque vende coisas. Além de ressuscitar a TRH e garantir a sua posição de frente no conjunto de tratamentos, a indústria dos lacticínios e as empresas farmacêuticas que produzem suplementos de cálcio apanharam boleia no comboio da osteoporose. A osteoporose atendia a vários interesses. Veio em socorro da indústria dos lacticínios numa época em que as vendas caíam por causa da ansiedade das pessoas quanto ao consumo de alimentos que contivessem gorduras saturadas. Foi adicionado cálcio ao leite desnatado, transformando assim o leite num produto que poderia ser vendido como saudável - como prevenção da osteoporose. Alertaram às mulheres que os seus ossos ficariam frágeis e descalcificados caso não consumissem cálcio a mais com os novos laticínios fortificados.
Os fabricantes de suplementos de cálcio também alegaram que os seus produtos poderiam impedir a perda óssea, apesar do facto de não existir provas absolutas de que isto seja verdade. Em 1986, os consumidores americanos gastaram 166 milhões de dólares com suplementos de cálcio. Antes da mania do cálcio, e contribuindo para ela, o National Institute of Health (Instituto Nacional da Saúde, ou NIH) dos Estados Unidos recomendou, em 1985, que as mulheres aumentassem a sua ingestão diária de cálcio. Em 1989, o NIH avisava que os promotores do cálcio "prometem mais cálcio do que vendem".
OSSOS A OLHO NU
Para compreender os muitos mitos sobre a osteoporose e os tratamentos recomendados, é vital entender a natureza dos ossos. O osso é um tecido vivo que sofre transformações constantes. Pode parecer estático, mas os seus componentes básicos renovam-se continuamente. A qualquer momento, em todos nós, há de 1 a 10 milhões de pontos onde pequenos segmentos de osso velho se dissolve e cria-se osso novo para substituí-los. O tecido ósseo é nutrido e desintoxicado por vasos sanguíneos em trocas constantes com o corpo todo. Um corpo saudável garante ossos saudáveis. As células que formam os ossos são de dois tipos: osteoclastos e osteoblastos. A tarefa dos osteoclastos é viajar pelo osso em busca de osso velho que precise ser renovado. Os osteoclastos dissolvem o osso e deixam para trás minúsculos espaços vazios. Então, os osteoblastos vão ocupar estes espaços para construir novo osso. Desta forma, o osso cura-se e renova-se a si mesmo num processo chamado de "remodelamento". Esta capacidade de consertar-se é extremamente importante. O desequilíbrio do remodelamento ósseo contribui para a osteoporose.
Quando se destrói mais osso velho do que se constrói osso novo, acontece a perda óssea. A troca dos ossos nunca pára completamente. Na verdade, depois dos 50 anos a taxa aumenta, embora não seja bem coordenada. As células que fabricam osso, os osteoblastos, tornam-se cada vez menos capazes de preencher completamente os espaços abertos pelos osteoclastos. A quantidade máxima inicial de osso e a taxa de perdas determinam a densidade dos nossos ossos. A densidade varia muito entre os indivíduos, culturas, raças e sexos.Como explica a dra. Susan Love, autora de Dr Susan Love's Hormone Book (O livro das hormonas da dra. Susan Love): "... o termo correcto para a baixa densidade óssea é 'osteopénia'. É apenas um dos factores da osteoporose e das fracturas dela resultantes. Outro factor é a micro-arquitetura do osso. Quando os osteoclastos absorvem mais osso do que se refaz, a micro-arquitetura torna-se frágil. Com o enfraquecimento, o pulso e o quadril tornam-se mais vulneráveis a fracturas. Na verdade, as suas vértebras não são fracturadas ou partidas,mas sim desfeitas, causando perda de altura e, caso se esmaguem vértebras suficientes, surge uma corcunda."
Até que ponto é real a "síndrome da corcunda"? Segundo o dr. Bruce Ettinger, endocrinologista e professor assistente de clínica médica na Universidade da Califórnia: "... as mulheres não deveriam preocupar-se com a osteoporose. A osteoporose que causa dor e invalidez é uma doença muito rara. Só 5% a 7% das pessoas de 70 anos apresentam colapso vertebral; só metade dessas terão duas vértebras envolvidas; e talvez um quinto ou um sexto apresentarão sintomas. Tenho uma longa prática e pouquíssimos pacientes curvados. Tem havido muito bla-bla-blá ultimamente, muitas mulheres preocupadas e um excesso de exames e de medicamentos." A definição médica de osteoporose costumava ser "fracturas causadas por ossos pouco densos".
Mais recentemente ela foi redefinida como "doença caracterizada por reduzida massa óssea e deterioração micro-arquitetónica do tecido ósseo que leva á fragilidade óssea crescente e consequente aumento do risco de fraturas". Contudo, há um problema na definição de osteoporose como doença e não como fractura. A massa óssea reduzida é apenas um factor de risco da osteoporose, e não a osteoporose propriamente dita. É um sinal de alerta que pode ser útil para que você comece a pensar em maneiras de impedir a ocorrência da doença. A dra. Love apresenta uma anologia notável: "É como definir a doença coronariana como o nível elevado de colesterol em vez de enfarte do miocárdio. Não é preciso dizer que esta nova definição aumentou o número de mulheres e homens que sofrem de osteoporose."
Embora a nova doença tenha dois componentes, a massa óssea e a micro-arquitetura, esta última é praticamente ignorada. O problema é que, hoje em dia, somente a densidade óssea pode ser medida. Além disso, nem todas as pessoas com baixa densidade óssea sofrerão fracturas. Por exemplo, as mulheres asiáticas têm baixa densidade óssea, mas taxas baixíssimas de fracturas. A suposição generalizada tem sido que, quando o osso chega a um certo nível de porosidade, torna-se mais sujeito a fracturas. Agora que se conhece melhor a fisiologia óssea, fica claro que isso não é tudo. O osso não se parte somente por causa da porosidade. Especialista importante em ossos e autora de "Better Bones, Better Body" (Ossos melhores, corpo melhor), Susan E. Brown, PhD, afirma: "A osteoporose sozinha não causa fracturas ósseas. Isso é documentado pelo simples facto de que metade da população com ossos osteoporóticos nunca sofreu fracturas."
Lawrence Melton, da Clínica Mayo, observou já em 1988: "A osteoporose sozinha pode não ser suficiente para produzir tais fracturas osteoporóticas, já que muitos indivíduos nunca sofrem fracturas mesmo nos subgrupos de densidade óssea mais baixa. A maioria das mulheres com mais de 65 anos e dos homens com mais de 75 perderam osso suficiente para colocá-los sob risco significativo de osteoporose, mas ainda assim muitos nunca vem a sofrer de fracturas. Aos 80 anos, praticamente todas as mulheres dos Estados Unidos são osteoporóticas segundo a densidade óssea do quadril, mas por ano apenas um pequeno percentual delas sofre fracturas do quadril."
AS CAUSAS MÍTICAS DA OSTEOPOROSE
Há muitas culturas no mundo em que as mulheres, depois da menopausa, têm boas condições físicas e são activas e saudáveis até ao fim da vida. Também é verdade que as mulheres destas culturas não sofrem de osteoporose. Se a menopausa sozinha fosse na verdade uma das causas da osteoporose, todas as mulheres do mundo estariam inválidas por causa de fracturas. É claro que este não é o caso. As mulheres maias vivem 30 anos depois da menopausa mas não contraem osteoporose, não perdem altura, não desenvolvem corcundas e os seus ossos não partem.
Uma equipa de pesquisadores analisou os seus níveis hormonais e densidade óssea e descobriu que o seu nível de estrogénio não era mais alto do que o das mulheres americanas brancas - e em alguns casos era ainda mais baixo. Os testes de densidade óssea mostraram que a perda óssea ocorria nestas mulheres ao mesmo ritmo que as suas colegas americanas. Costumava-se pensar que todas as mulheres sofriam um decréscimo considerável dos ossos por causa do baixo nível de estrogénio na menopausa, e assim se disse que a deficiência de estrogénio era a causa da osteoporose. O prosseguimento das pesquisas desautorizou esta idéia. Os estudos que acompanharam a densidade óssea de mulheres no decorrer do tempo mostraram que, embora algumas mulheres percam muito osso na menopausa, outras perdem pouco; e também, que algumas perdas começam mais cedo.
Um dos estudos, que usou exames de urina para medir a perda de cálcio, descobriu que algumas mulheres são "eliminadoras rápidas" enquanto outras são "eliminadoras normais". Se a osteoporose deve-se à deficiência de estrogénio, deveríamos encontrar níveis de estrogénio mais baixos nas mulheres com osteoporose do que nas que não apresentam a doença. No entanto, os estudos mostraram que o nível da hormona sexual depois da menopausa é semelhante em mulheres com ou sem osteoporose. A dra. Susan Brown comenta: "Mesmo nos Estados Unidos, onde a osteoporose é comum, muitas mulheres mais velhas mantêm-se livres da doença. Além disso, as taxas mais altas de osteoporose entre os homens e mais baixas entre as mulheres de algumas culturas não sustenta a noção de que a perda óssea excessiva se deva ao declínio da produção ovariana de estrogénio. E para acrescentar mais uma dimensão, descobrimos que as mulheres vegetarianas tem um nível sérico mais baixo de estrogénio mas uma densidade óssea mais elevada que as mulheres carnívoras."
Obviamente, dizer que a osteoporose é uma doença isolada e inevitável que ocorre em todas as mulheres na menopausa é uma simplificação grosseira. A mulher que remove os ovários cirurgicamente tem o dobro de perda óssea da mulher que passa pela menopausa natural. Como os ovários continuam a produzir outras hormonas que não o estrogénio depois da menopausa, é óbvio que o estrogénio é apenas um dos factores relacionados à perda óssea. A dra. Jerilynn Prior, professora de endocrinologia da Universidade da Colúmbia Britânica, realizou pesquisas que contradizem seriamente o papel-chave do estrogénio na prevenção da perda óssea. A sua pesquisa confirma que o papel do estrogénio no combate à osteoporose é muito pequeno. No seu estudo com mulheres atletas, ela descobriu que a osteoporose acontecia quando as atletas tornavam-se deficientes em progesterona, ainda que o seu nível de estrogénio continuasse normal. A dra. Prior continuou a pesquisa com mulheres não atletas, e obteve o mesmo resultado.
Embora ambos os grupos de mulheres menstruassem, tinham ciclos anovulatórios (não ovulavam), e, assim, deficiência de progesterona. Como resultado da sua extensa pesquisa, ela confirmou que não é o estrogénio, mas a progesterona que constitui a hormona chave da construção óssea. Tais estudos questionam seriamente o vínculo entre a deficiência de estrogénio e a osteoporose. O dr. John Lee, médico, pesquisador e importante autoridade nos tratamentos com hormonas naturais, realizou um estudo de três anos em que tratou com progesterona natural 63 mulheres já na menopausa. Elas mostraram um aumento de 7% a 8% da densidade óssea no primeiro ano, de 4% a 5% no segundo ano e de 3% a 4% no terceiro ano. A descoberta foi reforçada pelo dr. William Regelson, outro especialista em hormonas."Dado o facto de que 25% de todas as mulheres correm o risco de desenvolver osteoporose, penso ser inconcebível que o papel da progesterona nesta doença tenha sido negligenciado."
Embora o estrogénio tenha um papel importante e complexo na manutenção da saúde dos ossos, a osteoporose não pode simplesmente ser atribuída ao nível baixo de estrogénio que ocorre na menopausa. Numerosos factores dietéticos, quotidianos e endócrinos contribuem para o desenvolvimento da perda excessiva de tecido ósseo. A osteoporose não é produzida simplesmente pela falta de uma única hormona. A intenção de transformar a menopausa e a deficiência de estrogénio nas principais causas da osteoporose deu à TRH uma nova legitimidade como tratamento preventivo de longo prazo desta doença. Ainda que se tenha provado que o estrogénio tem alguma eficácia no retardamento da taxa de perda óssea por reduzir o ritmo em que as céluas ósseas são reabsorvidas, ele não pode reconstruir o osso.
Infelizmente, este benefício não atinge todas as mulheres. Para ter alguma eficácia nas mulheres em maior risco após a menopausa - as que têm 70 anos ou mais - elas deveriam tomar estrogénio continuamente durante décadas. Este, então, torna-se um dilema bastante sério. Sabe-se hoje que a TRH aumenta o risco de cancro da mama em 10% ao ano para cada ano de uso. Dez anos de TRH aumentam o risco em 100%. É óbvio que os numerosos riscos da TRH ultrapassam em muito os efeitos benéficos bastante limitados para os ossos, principalmente quanto há tantas alternativas mais seguras e eficazes.
O MITO DA DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO
Quando perguntamos as causas da osteoporose, a maioria das pessoas repetirá: "falta de cálcio". Esta idéia é reforçada todos os dias quando se lembra às mulheres que bebam os seus três copos de leite por dia e os seus suplementos de cálcio. Mesmo mulheres jovens, saudáveis e não osteoporóticas andam paranóicas com a perda potencial de massa óssea e tomam precauções para aumentar a força dos seus ossos com bastante cálcio. O medo de cálcio insuficiente tornou-se obsessão mundial. Há mesmo um déficit nacional de cálcio? Como o osso é composto em grande parte por cálcio, parece lógico vincular a ingestão de cálcio à saúde dos ossos. As mulheres ocidentais são hoje encorajadas a consumir pelo menos 1.000 a 1.500mg de cálcio por dia. No entanto é curioso que os dados de outras culturas mostrem clarramente que, em países menos desenvolvidos, onde as pessoas consomem pouco ou nenhum lacticínio e ingerem menos cálcio no total, há taxas muito mais baixas de osteoporose. Os bantus da África têm a taxa mais baixa de osteoporose de todas as culturas, mas consomem apenas de 175mg a 476mg de cálcio por dia.
Os japoneses ingerem em média 540mg por dia, mas as fracturas vertebrais da pós-menopausa tão comuns no Ocidente são quase desconhecidas no Japão. No total, a sua taxa de fractura vertebral é metade da dos Estados Unidos. Tudo isso é verdade, embora os japoneses tenham uma das expectativas de vida mais longa dentre todos os povos. Estudos de populações da China, Gâmbia, Ceilão, Suriname, Perú e outras culturas apresentam descobertas semelhantes de baixa ingestão de cálcio e taxas reduzidas de osteoporose. O antropólogo Stanley Garn, que estudou a perda óssea durante um período de 50 anos em povos do norte e do centro da África, não conseguiu encontrar uma relação entre a ingestão de cálcio e a perda óssea. Embora todos concordem que a ingestão adequada de cálcio seja absolutamente necessária para o desenvolvimento e a manutenção de ossos saudáveis, não há padrão de ingestão ideal de cálcio. Também é óbvio em todos estes estudos que a ingestão elevada de cálcio não é necessária para se ter ossos saudáveis. Há, certamente, um problema com a saúde óssea nas culturas ocidentais. No entanto, outros factores vitais que determinam o processo complexo da saúde óssea devem ser compreendidos.
Os ossos são afectados pela ingestão de outros nutrientes constitutivos dos ossos, pelo consumo de substâncias potencialmente prejucidiais como o excesso de proteínas, o sal, a gordura saturada e o açúcar; pelo uso de algumas drogas, álcool, cafeína e tabaco; pelo nível de exercícios físicos; pela exposição ao sol e a toxinas ambientais; pelo impacto do stress; pela remoção dos ovários e do útero; e por muitos factores que limitam o funcionamento das glândulas endócrinas. Há pelo menos 18 nutrientes fundamentais na construção óssea, essenciais para a saúde óptima dos ossos. Se a dieta de alguém for deficiente em qualquer destes nutrientes, os ossos sofrerão. Entre eles, estão o fósforo, magnésio, manganês, zinco, cobre, boro, silício, flúor, vitaminas A, C, D, B6, B12, K, ácido fólico, ácidos gordos essenciais e proteínas.
O corpo só usa os sais minerais quando estão no equilíbrio correcto. Por exemplo, meninas que consomem dietas ricas em carne, refrigerantes e alimentos industrializados com alto teor de fósforo apresentam perda alarmante de massa óssea. A proporção elevada de fósforo em relação ao cálcio provocará a retirada do cálcio dos ossos para compensar. As provas científicas demonstram sem sombra de dúvida que, sozinhos, os suplementos de cálcio simplesmente não funcionam. E ao contrário do pensamento popular, a suplementação com cálcio não reduz o risco de fracturas. Há hoje provas de que um nível elevado de suplementação com cálcio está na verdade associado a um aumento de 50% do risco de fracturas.
Contudo, ainda assim, não há prova de que o aumento de ingestão de cálcio depois da menopausa, por meio de suplementos ou da dieta, impeça fracturas. Na verdade, vários estudos indicam que isso não parece reduzir de forma alguma a incidência de fracturas. No número de agosto de 1978 da revista Science afirmou-se que "o vínculo entre o cálcio e a osteoporose foi feito com bases insuficientes" e que os anunciantes estava muito à frente das provas científicas. Mas uma dieta rica em cálcio na primeira infância e os anos anteriores à menopausa realmente fortalece os ossos, reduzindo o risco da sua porosidade depois da menopausa. Os piores suplementos de cálcio são a farinha de osso, conchas e dolomita, porque não podem ser absorvidos com eficiência e talvez contenham chumbo. A ingestão excessiva de cálcio também causa prisão de ventre e, pior, pedras nos rins e calcificação das articulações.
A forma mais eficiente de suplementação é a hidroxiapatita (principalmente se for formulada com boro). Este é o suplemento de cálcio mais natural e um alimento completo para os ossos. E quanto aos lacticínios? O dr. Michael Colgan, conhecido pequisador da nutrição, escritor e fundador do Instituto Colgan nos Estados Unidos, disse: "O conselho médico de tomar leite para impedir a osteoporose é uma total perda de tempo." Depois de tudo o que nos ensinaram, é chocante descobrir que os laticínios contribuem para a perda óssea. Os países que consomem maior quantidade de lacticínios também apresentam as taxas mais altas de osteoporose; os países que não consomem lacticínios têm as taxas mais baixas de osteoporose.
Na sabedoria do corpo, a prioridade máxima é manter o equilíbrio apropriado entre ácidos e bases no sangue. Uma dieta rica em proteínas da carne e dos lacticínios apresenta um alto risco de osteoporose porque torna o sangue muito ácido. O cálcio, então, precisa de ser extraído dos ossos para restaurar o equilíbrio correcto. Como o cálcio do sangue é usado por todas as células do corpo para manter a sua integridade, o organismo sacrifica o cálcio dos ossos para manter a homeostase. Num estudo de um ano de duração com 22 mulheres que já haviam passado pela menopausa, não houve melhora significativa do nível de cálcio quando a sua dieta foi suplementada diaramente com três copos de 300ml de leite magro (equivalente a 1.500mg de cálcio). Os autores afirmaram que este resultado deveu-se ao "aumento médio de 30% da ingestão de proteínas durante a suplementação com leite." Como o leite magro contém quase o dobro de proteínas do leite integral, promove uma taxa ainda maior da eliminação de cálcio. Num estudo de doze anos recentemente publicado, com quase 78.000 mulheres, concluiu-se que o consumo de leite não protege das fracturas do quadril ou antebraço. Na verdade, as mulheres que bebem leite apresentaram um risco significativamente ampliado de fractura e o consumo de leite na adolescência não protegeu da osteoporose.
Ainda há outros problemas nos lacticínios. Eles contêm antibióticos,hormonas estrogénicas, insecticidas e uma enzima que é factor conhecido do cancro da mama. Além disso, outro estudo recente revelou que as mulheres com intolerância à lactose mas que bebiam leite apresentavam um risco maior de cancro do ovário e infertilidade.
O ENGODO DAS DROGAS QUE FORMAM OSSOS
As empresas farmacêuticas propagandeiam mais outra arma no seu arsenal contra a osteoporose: remédios que prometem deter a perda óssea. Uma das drogas preferidas é o Fosamax, único remédio não hormonal aprovado pela FDA norte-americana para o tratamento da osteoporose. Estudos sobre esta droga foram espertamente interrompidos depois de quatro a seis anos. É justamente este o ponto em que a taxa de fracturas de mulheres que consomem drogas semelhantes começa a crescer. Assim, embora o Fosamax pareça à primeira vista aumentar a densidade óssea, na verdade ele reduz a resistência dos ossos. O Fosamax é um veneno metabólico que, na verdade, mata os osteoclastos necessários para manter o equilíbrio dinâmico dos ossos.
Além disso, ele pode causar danos severos e permanentes no esófago e no estomago. Também sobrecarrega os rins e pode provocar diarreia, flatulência, urticária, dores de cabeça e dores musculares. Ratos que receberam dosagens elevadas desenvolveram tumores da tireóide e das supra-renais. O Fosamax também causa deficiências de cálcio, magnésio e vitamina D, essenciais para o processo de construção óssea.
PARA CONSTRUIR OSSOS SAUDÁVEIS
Está claro que os tratamentos mais recomendados às mulheres pelos médicos - TRH, suplementos de cálcio, lacticínios e remédios - com certeza beneficiaram principalmente a sociedade médica e a indústria farmacêutica. O benefício real a longo prazo para as mulheres é mínimo, na melhor das hipóteses, e, na pior, uma ameaça à vida. Por sorte há outras opções capazes não só de prevenir o crescimento da deterioração da densidade óssea e a má cicatrização óssea como também aumentar a massa óssea de mulheres de todas as idades.
Segundo a dra.Susan Brown, as seis áreas de intervenção que formam o programa mais vigoroso e confiável para a construção e manutenção dos ossos incluem: maximizar a ingestão de nutrientes, aumentar o vigor digestivo, minimizar a ingestão de antinutrientes, exercitar-se (principalmente com pesos), desenvolver uma dieta alcalina e promover a vitalidade endócrina. Ela acredita que "não importa onde se está na evolução da saúde óssea, não importa qual foi o estilo de vida; nunca é tarde demais para começar a reconstruir ossos saudáveis."
A tendência vitalícia da mulher a fazer uma dieta para emagrecer tem sido uma causa não reconhecida de perda óssea. Pelo menos sete estudos bem controlados demonstraram que, quando uma mulher faz uma dieta e perde peso, também perde osso. Um estudo recente descobriu que, em menos de 22 meses, mulheres que se exercitavam três vezes por semana aumentaram a sua densidade óssea em 5,2%, enquanto mulheres sedentárias perderam 1,2%. O treinamento eficaz inclui exercícios como subir ladeiras, pedalar em marcha pesada, subir escadas e exercitar-se com pesos. A osteoporose não é uma doença do envelhecimento nem uma deficiência de estrogénio ou cálcio, mas uma doença degenerativa da cultura ocidental. Nós é que a causamos por meio dos maus hábitos alimentares, do estilo de vida e da exposição a drogas farmacêuticas. Foi a nossa ignorância que nos deixou vulneráveis aos interesses ocultos que distorceram intencionalmente os factos e sacrificaram de bom grado a saúde de milhões de mulheres no altar do lucro e da ganância. Só com a nossa disposição de assumir a responsabilidade pelos nossos corpos e de nos dedicarmos a voltar a uma forma de vida saudável e equilibrada é que seremos capazes de andar erectos e fortes pelo resto da vida.
Notas:
1. Royal Australasian College of Physicians, Grupo de Trabalho sobreOsteoporose, relatório, 1991.
2. USA Health Facts, www.MedicineNet.com, p. 1.
3. Agência de notícias Reuters, 5 de novembro de 1996.
4. Transcrição de entrevista coletiva à imprensa de Robert Cohen, 10de junho de 1998, website
5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex, Victoria,Austrália, 1993, p. 163.
6. op. cit., p. 164.7. Ziel, H. e W. Finkle (1975), "Increased risk of endometrialcarcinoma among users of conjugated estrogen", New England Journal ofMedicine 293:1167-70.8. Coney, op. cit., p. 165.9. Donaldson, Angela, "Oestrogen: the menopause miracle", Woman's Day,Nova Zelândia, 10 de fevereiro de 1991, pp. 28-29.10. Coney, op. cit., p. 169.11. Resnick, N. e S. Greenspan (1989), "Senile osteoporosisreconsidered", JAMA 261(7):1025-29.12. Hutchinson, T., S. Polansky e A. Feinstein (1979),"Post-menopausal estrogens protect against fractures of hip and distalradius: a case control study", Lancet 2:705-9.13. Coney, op. cit., p. 171.14. Salhanic, H. A. (1974), "Pros and cons of estrogen therapy forgynecologic conditions", in Controversy in Obstetrics and Gynecology(D. Reid e C. D. Christian, eds.), Saunders, Filadélfia, pp. 801-08.15. Bonn D., "HRT and the Media", palestra apresentada na Women'sHealth Concern Conference, Cardiff, 31 de maio de 1989.16. Stevenson, J., "Osteoporosis: the silent epidemic", Update, 1 deagosto de 1986, pp. 211-16.17. Frost, H. (1985), "The pathomechanics of osteoporosis", Clin.Orthop. 200:198-225.18. Love, Susan, MD, Dr Susan Love's Hormone Book, Random House, NovaYork, 1997, p. 77.19. ibid.20. Coney, op. cit., p. 107.21. Consensus Development Conference, "Prophylaxis and treatment ofosteoporosis", Conference Report, Am. J. Med. 1991:107-110.22. Love, op. cit., p. 79.23. Brown, Susan, PhD, Better Bones, Better Body, Keats Publishing,Connecticut, USA, 1996, p. 38.24. ibid.25. Love, op. cit., p. 83.26. op. cit., p. 85.27. ibid.28. Riggs, B. e L. Melton, "Involutional Osteoporosis" (1986), NewEngland Journal of Medicine 26:1676-86.29. Brown, op. cit., p. 66.30. Sellman, Sherrill, Hormone Heresy: What Women MUST Know AboutTheir Hormones, GetWell International, Havaí, 1998 (ed.norte-americana), p. 125.31. ibid.32. Colditz, G. A. (1998), "Relationships between estrogen levels, useof hormone replacement therapy and breast cancer", J. NCI90(11):814-823.33. Melton, L. e B. Riggs, "Epidemiology of Age-related Fractures", emThe Osteoporotic Syndrome: Detection, Prevention and Treatment (L.Avioli, ed.), Grune & Stratton, Nova York, 1983, pp. 43-72.34. Brown, op. cit., p. 62-63.35. Garn, S., "Nutrition and bone loss: introductory remarks", Fed.Proc., nov-dez 1976, p. 1716.36. Brown, op. cit., p. 126.37. Colgan, M., dr., The New Nutrition, Apple Publishing, Canadá,1995, p. 62.38. Website de Robert Cohen,
MAIS SITES PARA PESQUISAR INFORMAÇÃO:
http://www.centrovegetariano.org/Article-466-Excluir%2Bo%2Bleite%2Bde%2Bvaca%2Bvs%2BCar%25EAncia%2Bde%2Bc%25E1lcio.html
http://www.milksucks.com/index2.asp
www.MedicineNet.com
www.notmilk.com
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www.StrongBones.org
www.drmcdougall.com
