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Monday, 19 September 2011

TSAMPA O alimento do Futuro



TSAMPA

... Alimento (uma bolinha) que substitui uma refeição.

No caso de que os alimentos em determinado momento escasseiem, em casos de conflitos ou de severas mudanças terrestres que poderão acontecer.

Seria importante que, as pessoas saibam como elaborar este alimento, pois uma só bolinha já elaborada do mesmo substitui uma refeição, claro junto com líquido suficiente.


Nota importante para que enfatizes

NÃO É PERMITIDO VENDÊ-LO...

É para que se formem grupos nas comunidades e o preparem em cada casa e o tenham guardado herméticamente, pois pode durar até sete anos, livre de fungos e bactérias.


Elaboração do TSAMPA


Os ingredientes necessários para a confecção do TSAMPA são 9:

1. Feijão vermelho
2. Grão de bico
3. Lentilha
4. Milho seco
5. Amendoim natural
6. Mel puro
7. Banana verde
8. Soja em grão
9. Trigo seco


A quantidade é determinada pelo número de pessoas que farão parte na preparação e posterior repartição do TSAMPA. Em nosso grupo, composto por 15 integrantes, se tomou como medida básica 5 quilos. Foram feitas perto de 1.700 (bolinhas) de SAMPA e em sua repartição ficou mais de cem bolinhas para cada um.

É importante que se respeite a proporção de “1 por 1” entre todos os grãos. Quer dizer que se se estabelecer como medida básica 1 quilo, deverá ser 1 quilo de feijão, 1 de grão de bico e assim sucessivamente para todos os componentes. Se se toma como medida básica 3 quilos, deverão ser 3 quilos de feijão, 3 quilos de grão de bico, 3 quilos de lentilhas e assim para todos os ingredientes.


Nota sobre a Banana verde: Para obter 1 quilo útil de banana têm que se descascar 5 quilos de banana verde, portanto, se por exemplo se se estabelece como medida básica 5 quilos, tem que descascar 5 x 5 = 25 quilos de banana verde para se conseguir a quantidade necessária; logo se corta em tiras para poder tostar antes de moê-la.

Nota sobre o Mel: Em geral o mel é utilizado na proporção de “1 por 3”, quer dizer, se se estabelece como medida básica 1 quilo, a quantidade de mel necessária para amassar o TSAMPA é de três quilos; se se estabelece uma medida básica de 5 quilos a quantidade necessária é de 15 (5 x 3 = 15) quilos de mel puro. Entretanto, no momento da preparação do TSAMPA o sentido comum sugerirá a quantidade exata do mel a utilizar, já que as bolinhas não devem ficar nem muito secas, que poderiam desmanchar-se em seguida, nem muito molhadas, já que demorariam muito tempo para secar ou poderiam deformar ou achatar no momento de serem armazenadas.


PREPARAÇÃO TOSTADO: Todos os ingredientes serão tostados em separado, já que cada um tem seu grau de tostagem específico. A banana uma vez cortada em tiras pode ser seca ao sol, se é que tem a possibilidade de fazê-lo. Se não, simplesmente se pode tostá-la num forno para logo moê-la.


MOAGEM: Se moem os ingredientes separadamente já que cada um tem seu grau de dureza específico (o milho é o mais duro de moer) utilizando um moinho manual tipo corona. (NÃO UTILIZAR MOINHO ELÉTRICO). Recomenda-se não utilizar moinhos elétricos de nenhum tipo já que ao utilizar estes artefatos se estaria privando aos ingredientes do corpo elétrico ou corpo energético, que também os vegetais possuem e que neles constitui em definitivo o elemento nutritivo principal para nós, os humanos.


MISTURA: Quando tiver todos os grãos e a banana moída, juntam-se todas as farinhas, dependendo da quantidade em um,dois ou mais recipientes não de metal e sim de plástico, tomando o cuidado de fazer uma mescla o mais uniforme possível.


MISTURA COM MEL: Quando as farinhas estiverem bem misturadas, coloca-se gradualmente o mel.Vai amassando manualmente toda a mistura até obter a consistência desejada, procurando não deixar pequenas bolinhas de farinha sem mel.

BOLINHAS: Quando estiver toda a massa pronta, bem misturada, nem muito seca e nem muito molhada, fazem-se manualmente pequenas bolinhas do tamanho aproximado de uma bola de golfe ou pingue- pongue.


SECAGEM: Quando terminar de fazer as bolinhas, deixar secar num local adequado e possivelmente à sombra, tomando cuidado de cobri-las com um pano ou tela que impeça que os insetos, sobretudo as moscas, possam colocar ali seus ovinhos, estragando assim um trabalho de muitos esforços. Uma boa secagem se obtém quando as bolinhas de SAMPA tenham uma consistência não muito dura e apresentem certo grau de maleabilidade sem serem demasiadas pegajosas.


CONSERVAÇÃO: Uma vez obtido uma boa secagem se passa para a conservação. Recomenda-se armazenar as bolinhas de TSAMPA em recipientes de vidro possivelmente de boca larga que, além de assegurar uma boa conservação natural, permitem um acesso fácil na hora de pegá-las, entretanto também pode utilizar-se um recipiente de plástico... Ambos os tipos de recipientes devem ficar fechados herméticamente para que não haja aceleração no processo de deteriorização das bolinhas ao serem expostas ao ar.



Um TSAMPA bem preparado, que teve uma boa secagem, longe de mosquitos e de insetos e que tenha sido bem armazenado, chega a conservar-se perfeitamente comestível por um tempo de não menos de quatro anos e isto já foi comprovado por vários de nossos amigos.


CONSUMO: O TSAMPA é um alimento altamente energético. O consumo de uma bolinha de TSAMPA é o equivalente a uma das três refeições que normalmente consumimos num dia, portanto com a ingestão diária de três bolinhas de TSAMPA não se necessita consumir nenhum outro alimento, já que só elas fornecem ao organismo a energia necessária e suficiente para seu desenvolvimento funcional durante o dia. Em tempos “difíceis”, o TSAMPA preparado e armazenado com antecipação pode ser a única tábua de salvação frente a escassez de alimento ou diante da impossibilidade de consumir o que se consiga ao redor devido a sua contaminação, seja química, biológica ou nuclear.



Observações: A experiência acumulada nas anteriores preparações do TSAMPA, nos impulsiona a formular as seguintes sugestões: Se o TSAMPA vai ser preparado por um determinado número de pessoas, se aconselha, para diminuir os tempos e facilitar a preparação, repartir entre os componentes do grupo a compra dos ingredientes e a tostagem dos mesmos que poderá ser efetuada, esta última, permanecendo cada um em sua respectiva casa. No dia estabelecido quando tiver todos os ingredientes já prontos, poderão reunir-se em um local escolhido aonde se termina primeiro a moagem dos ingredientes, logo a mistura das farinhas, depois a mescla com o mel e finalmente a confecção das bolinhas de TSAMPA.


Quando estiverem já prontas as bolinhas, é recomendável que da secagem,contagem e repartição se encarregue uma só pessoa que goze da plena confiança de todos os componentes do grupo. Recomenda-se em primeira instância, que todas as crianças (filhos, sobrinhos, netos ou simples amiguinhos dos componentes do grupo) sejam sempre bem-vindas em todas as fases da elaboração do TSAMPA, em especial no momento de moer os grãos, atividade que lhes fascina. Recomenda-se enfim que todas as pessoas que participam da repartição final das bolinhas estejam presentes e participem diretamente em todas e cada uma das fases da preparação das mesmas, em especial na fase da mistura do mel, já que durante este processo, se estará transmitindo a energia de todos e cada um dos componentes do grupo. Desta forma a energização do TSAMPA será muito maior e maiores serão os benefícios no momento de consumí-lo. Cada jardim tem seus mistérios, que só a mão paciente do jardineiro é capaz de decifrar. Por isto prefere concentrar-se no sol, na chuva, nas estações. Não nas opiniões e dizeres dos demais. Ter sempre presente que a parte mais importante de ti é teu ser interior, tua alma, tua mente, teu espírito, e tudo aquilo que está dentro de ti. Sem estas partes invisíveis, teu ser físico não poderia existir. Assim como cuida de teu corpo também cuida de tua alma..

Assim como alimentas teu corpo, também alimenta teu espírito...




por Miguel Angelo Roque Veiga

Papo Supren - Tsampa parte 2 de 2

Papo Supren - Tsampa parte 1 de 2

Monday, 21 September 2009

Porque somos vegetarianos


Assim como as células do nosso corpo não têm consciência de que fazem parte dele, tudo no Universo, em diferentes estados de consciência, faz parte de um mesmo corpo, porém, como células, não têm consciência disto. Quando atingirmos essa consciência, veremos que a família universal é mais que real e com que respeito nos dirigiremos a tudo e a todos, incluindo os quatro reinos.

A menor formiga tem que ser respeitada, como parte deste todo que reverenciamos com o nome de DEUS, pois, nunca será demais dizer que DEUS é tudo e em tudo está DEUS. Assim como tomamos a formiga por exemplo, poderíamos tomar a célula que compõe o nosso corpo, que, apesar de estar num estado de consciência muito aquém do da formiga, dia virá em que evoluirá e, também, buscará a luz como nós hoje o fazemos.

Não é por acaso que existem esses pequenos seres viventes. Nós, humanos, já estivemos num estado de consciência semelhante ao da formiga ( não em igual forma física), como também já tivemos um estado de consciência semelhante ao que se encontram hoje os animais superiores.

Por isso, São Francisco de Assis se referia a tudo e a todos como irmãos, dizendo: "Meu irmão mar, meu irmão pássaro, minha irmã terra..."

Para os que começam a despertar espiritualmente, este assunto é de grande importância e motivo de meditação, pois nada no Universo foi feito por acaso, tudo está em constante evolução, inclusive essa formiguinha que tomamos por exemplo. Sendo assim, devemos meditar muito quanto à nossa responsabilidade em tirar a vida desses animaizinhos que, a nossos olhos, são tão insignificantes, mas que têm um fim determinado aqui na Terra. (Não somos nós, também,
insignificantes em tamanho perante o infinito?) .

Isto não quer dizer que não devamos nos defender deles, mas importa muito a intenção com que o façamos. Nunca devemos sacrificá-los para o nosso prazer, e muito triste resulta que exterminemos a vida de qualquer espécie para alimentar nosso apetite ou nossa vaidade. Esta é uma das razões porque muitas religiões se esforçam por ensinar a necessidade de um regime vegetariano.

Quando renunciamos à carne por repugnância, isto já indica um estado de evolução, mas se a ela renunciamos por respeito a nossos irmãos menores, tal atitude é digna de muito louvor. E como tudo está em constante evolução, dia virá em que a humanidade reconhecerá este fato. Desde já, entretanto, pouco custa que comecemos a considerar esses irmãos menores e, quando virmos que são sacrificados para qualquer tipo de satisfação mundana, lancemo-lhes um sentimento e meditemos sobre o caso, isto é, o de impedir a evolução deles para um prazer fugaz. Talvez quem assim medite estará dando um passo seguro para vir a ser um verdadeiro cristão.



FRASES SOBRE O VEGETARIANISMO:


"A educação de um povo mede-se pela maneira como ele trata os animais" (Vincent Van Gogh)

"Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram nem tomam em consideração as condições dos animais." (Abraham Lincoln)

"Eu temo pela minha espécie quando penso que Deus é justo." (...)
"E Deus disse, Contemplai, Eu vos dei todas as ervas com semente que existem à superfície da terra, e todas as árvores de fruto, nas quais o fruto contém a própria semente; isto será o vosso alimento." (Génesis 1:29)

"Eu sou a favor dos direitos dos animais tal como dos direitos humanos. Esse é o caminho de um ser humano completo." (Abraham Lincoln)

"Eu desprezo e abomino desculpas em nome da infame prática da vivissecção...Eu preferiria ser submetido à pior das mortes, aguentando a dor indefinidamente, a ter um único cão ou gato torturado , sob o pretexto de me dar alguns momentos de alívio."- (Robert Browning)

"Alguma vez lhe ocorreu por que motivo alguns de nós estão tão preocupados com os animais? Porque o governo não está. Por que não? Os animais não votam." (Paul Harvey)

"Enquanto matarmos e torturarmos animais, vamos continuar a torturar e a matar seres humanos - vamos ter guerra. Matar precisa de ser ensaiado e aprendido em pequena escala; enquanto prendermos animais em gaiolas, teremos prisões, porque prender precisa de ser aprendido em pequena escala; enquanto escravizarmos os animais, teremos escravos humanos, porque escravizar precisa de ser aprendido em
pequena escala." (Edgar Kupfer-Koberwitz)


"Não te envergonhes se, às vezes, os animais estejam mais próximos de ti do que as pessoas. Eles também são teus irmãos." (São Francisco de Assis)

"A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem". (Arthur Schopenhauer)

"Eu não tenho dúvidas de que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais". (Henry David Thoreau)

"Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis." (Mahatma Gandhi)

"Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos." (Mahatma Gandhi)

"Que horror é meter entranhas em entranhas, engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos." (Pitágoras)

"A não-violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objetivo de toda evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens." (Thomas Edison)

"Eu não como carne porque vi carneiros e porcos sendo mortos. Eu vi e senti a dor desses animais. Eles sentem a aproximação da morte. Eu não pude suportar a cena! Chorei como uma criança. Corri para o topo da colina e mal conseguia respirar...senti-me sufocado...senti a morte do carneiro." (Vaslav Nijinsky)

"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais." (Victor Hugo)

"A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos." (Victor Hugo)

"Somente depois da última árvore derrubada, depois do último animal extinto,e quando perceberem o último rio poluído,sem peixe, o Homem irá ver que dinheiro não se come." (Provérbio Indígena)

"Os vegetais constituem alimentação suficiente para o estômago e, no entanto, recheamo-lo de vidas valiosas." (Seneca)

"Aqueles que ainda comem carne quando poderiam fazer diferente não têm o direito de ser moralistas." (Stephen Clark)

"De todas as espécies, a humana é a mais detestável, pois o Homem é o único ser que inflige dor por desporto, sabendo que está a causar dor." (Mark Twain)

"Por trás da bela pele há uma história. Uma história sangrenta e bárbara." (Mary Tyler Moore)

"Já sabemos que, no estado actual da nossa jornada evolutiva, matar é um mal. Isto é tudo." (Max Heindel)

"O homem é um animal racional que sempre perde a calma quando o chamam a agir racionalmente." (Oscar Wilde)

"Se quisermos nos libertar do sofrimento, não devemos viver do sofrimento e do assassínio infligidos a outros animais." (Paul Carton)

"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada suscetível de mastigação ou digestão e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro não criam um desgosto e abominação intoleráveis." (Percy Bysshe Shelley)

"Entre a brutalidade para com o animal e a crueldade para com o homem, há uma só diferença: a vítima" (Lamartine)

"Se o homem aspira sinceramente a viver uma vida real, a sua primeira decisão deve ser abster-se de comer carne e não matar nenhum animal para comer." (Leon Tolstoi)

"O comer carne é a sobrevivência da maior brutalidade; a mudança para o vegetarianismo é a primeira conseqüência natural da iluminação." (Leon Tolstoi)

"Um homem pode viver uma vida saudável sem ter que matar animais para comer; portanto, se ele come carne, participa do ato de tirar a vida de uma criatura meramente para saciar seu apetite. E agir dessa maneira é imoral." (Leon Tolstoi)

"Um dia o mundo vai querer pesquisar os animais como hoje busca pesquisar o ser humano." (Leonardo da Vinci)

"A estrutura do homem, externa e interna, comparada com a de outros animais, mostra-nos que as frutas e os vegetais suculentos constituem a sua alimentação natural." (Carlos Lineu)

"Não creia que os animais sofrem menos do que os seres humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos." (Louis J. Camuti)

"A arma terrestre mais violenta é o garfo de mesa." (Mahatma Gandhi)

"Geralmente as pessoas usam como desculpa para continuar comendo carne, o facto de que humanos sempre comeram carne. De acordo com essa lógica, não deveríamos tentar impedir pessoas de assassinarem outras, já que esse comportamento também acontece desde as eras mais longínquas..." (Isaac Bashevis Singer)

"Não haverá Justiça enquanto o homem empunhar uma faca ou uma arma e destruir aqueles que são mais fracos que ele." (Isaac Bashevis Singer)

"Há muito de verdade no dito de que o homem se torna aquilo que come. Quanto mais grosseiro o alimento tanto mais grosseiro o corpo." (Mahatma Gandhi)

"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como os seus animais são tratados." (Mahatma Gandhi)

"Todos os seres vivos buscam a felicidade; direccione a sua compaixão para todos." (Mahavamsa)

"Se você pudesse ver ou sentir o sofrimento, certamente não pensaria duas vezes. Preserve a vida. Não coma carne." (Kim Basinger)

"Um homem só é nobre quando consegue sentir piedade por todas as criaturas." (Gautama Buda)

"Nós somos sepulturas vivas de bestas assassinadas, abatidas para satisfazer os nossos apetites. Como podemos esperar neste mundo, a paz por que tanto ansiamos?!" (George Bernard Shaw)

"Em meu pensamento, a vida de um cordeiro não é menos importante que a vida de um ser humano." (Mahatma Gandhi)

"Ou você abre o seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!" (Deepak Chopra)

"Toda essa idéia de pegar uma criatura inocente e matá-la e machucá-la é para mim uma abominação." (Isaac Bashevls Singer)

"Apesar de a maioria das pessoas achar que não devemos matar pessoas, eu sinto que os animais também são pessoas, eles também têm almas." (Isaac Bashevls Singer)

"Toda a minha vida achei que matar animais só para que possamos comê-los era uma maneira errada de pensar. Por que ficamos pedindo misericórdia de Deus se não temos direito de não termos misericórdia de nós mesmos para com as criaturas que são mais fracas que nós." (Isaac Bashevls Singer)

Freud escreveu que "uma criança atribui igualdade total com os animais. Ela provavelmente se sente mais próxima de um animal do que do misterioso adulto".

Na nossa sociedade, nós aumentamos muito essa tendência, dando ursinhos de pelúcia às crianças, cachorros, patos de brinquedo, todos os tipos de animais. Temos livros de história e desenhos animados cheios de animais falantes. Então por volta dos 5 ou 6 anos as crianças tomam consciência de que o que elas comem nada mais é do que ios seus queridos animais. A maioria das crianças se tornaria
vegetariana se tivessem essa opção. (Eric Weiner)


"Aquele que não se penaliza com os sofrimentos dos animais não pode ter sincera compaixão humana, porque a dor é universal e idêntica. (autor desconhecido)

"Os animais também são filhos de Deus. Sentem fome, frio, dor, amam-se e querem-se bem como nós. (autor desconhecido)

"Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa é a proposta de um ser humano integral. (Abraham Lincoln)

"A nossa tarefa deveria ser nos libertarmos ... aumentando o nosso circulo de compaixão para abarcar todas as criaturas viventes, toda a natureza e sua beleza." (Albert Einstein)

"Jovens: sabia que a geração de vocês não é a primeira a aspirar por uma vida plena de beleza e de liberdade? Sabia que todos aqueles que o precederam sentiam no coração aquilo que você sente hoje e que depois foram vítimas do ódio e da infelicidade? Sabia que todos aqueles desejos ardentes que você possui, somente vão se realizar se você for capaz de exercer amor e compreensão pelos homens, animais, plantas, e estrelas, de tal forma que cada alegria será também a sua alegria, e cada dor também sua? Jovem, abra os olhos, o coração, abra as mãos e fuja dquele veneno que os seus antecessores sugaram avidamente da História. Só então o mundo inteiro há de se tornar a pátria de todos vocês, e o seu trabalho, os seus esforços, se espalharão como benções sobre a Terra". (Albert Einstein)

"É destino de toda verdade ser objecto de ridículo quando exposta pela primeira vez. Era considerado idiotice se supor que homens negros eram realmente seres humanos e tinham que ser tratados com tal. O que uma vez foi considerado estupidez foi reconhecido como verdade. Hoje em dia é considerado exagero se proclamar constantemente o respeito por cada forma de vida, como sendo uma séria exigência de uma ética racional. Mas virá o dia em que as pessoas ficarão espantadas com o facto de que a raça humana existiu por tanto tempo antes de reconhecer que lesar uma vida irrefletidamente é incompatível com a verdadeira
ética. Ética é, sem ressalvas, responsabilidade por tudo o que tem vida." (Albert Schweitzer)


"O princípio da moral humana começa pelo respeito a toda criatura vivente."(Albert Schweitzer)

"Não permitas que ninguém negligencie o peso da sua responsabilidade. Enquanto tantos animais continuam a ser maltratados, enquanto o lamento dos animais sedentos nos vagões de carga não sejam emudecidos, enquanto prevalecer tanta brutalidade em nosso matadouros... todos seremos culpados. Tudo o que tem vida tem valor como um ser vivo, como uma manifestação do mistério da vida." (Albert
Schweitzer)

"Um homem é verdadeiramente ético apenas quando obedece sua compulsão para ajudar toda a vida que ele é capaz de assistir, e evita ferir toda a coisa que vive." (Albert Schweitzer)

"O erro da ética até o momento tem sido a crença de que só se deva aplicá-la em relação aos homens." (Albert Schweitzer)

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar o seu semelhante." (Albert Schweitzer)

"Primeiramente, é a solidariedade com todas as criaturas que torna um homem verdadeiramente humano." (Albert Schweitzer)

"Muito pouco da grande crueldade mostrada pelos homens pode ser atribuída realmente a um instinto cruel. A maior parte dela é resultado da falta de reflexão ou de hábitos herdados." (Albert Schweitzer)

"O animal é o sub-proletário mais explorado da face da Terra. Ele é utilizado em todos os setores: companhia, consumo, medicina, pesquisa cientifica, tradição, lazer...Animal usado, maltratado, explorado, martirizado." (Alfred Kastler)

"As Sociedades Protetoras dos Animais são as sentinelas avançadas da Cultura e da Civilização." (Alexandre Dumas Filho)

"Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens." (Alice Walker)

"A minha doutrina é essa: se vermos crueldade ou algo errado que temos o poder de cessar, e não fizermos nada, nós nos tornamos cúmplices." (Anna Sewell)

"Que moral vergonhosa e digna de parias é essa que se nega a reconhecer a essência eterna que existe em toda a criatura vivente e brilha com significância inescrutável para que todos os olhos capazes de ver o sol !" (Arthur Schopenhauer)

"A compaixão pelos animais está íntimamente ligada a bondade de carácter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem." (Arthur Schopenhauer)

"O Homem tem feito na Terra um inferno para os animais." (Arthur Schopenhauer)

"O animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grades. É o que está na frente delas." (Axel Munthe)

"Sempre que alguém diz 'não devemos ser sentimentais', entenda-se que está prestes a fazer algo cruel. E se acrescentar: 'temos que ser realistas', significa que vai ganhar dinheiro com isso." (Brigid Brophy)

"Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, existe somente o horror ao sofrimento aplicado aos mais fracos, que não podem se defender". (Brigitte Bardot)

"Não me venha falar de paz, se a violência começa no seu prato". (Boji
Greenwitch)


"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá ferir? Que mal você poderá fazer?" (Gautama Buda)

"Feliz seria a Terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentassem de alimentos puros, sem derrame de sangue. Os dourados grãos que nascem para todos dariam para alimentar e dar fartura ao mundo." (Gautama Buda)

"O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã e depositaram a confiança nas mãos criminosas que os degolam." (Gautama Buda)

"Se podemos cortar bestas simplesmente porque elas não podem nos impedir e porque estamos dando as costas ao direito à vida, então é lógico cortar imbecís, criminosos, inimigos ou capitalistas, pelas mesmas razões." (C. S. Lewis)

Bertolt Brecht - dramaturgo "Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar."

"Pensamos demasiadamente e Sentimos muito pouco… Necessitamos mais de humildade Que de máquinas. Mais de bondade e ternura Que de inteligência. Sem isso, A vida se tornará violenta e Tudo se perderá." (Charles Chaplin)

"A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana." (Charles Darwin)

"Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais...os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento."
(Charles Darwin)

"Vale a pena morrer por isso. Se eu tivesse que voltar a comer carne, preferiria morrer". (Chrissie Hynde, líder dos Pretenders, em protesto realizado em Brasília com a SVB -Sociedade Vegetariana Brasileira, ao ser questionada se valia a pena ser presa pela causa.)

"Uma pessoa pode fazer toda a diferença no mundo ... Pela primeira vez na história humana, temos o destino do planeta inteiro em nossas mãos." (Chrissie Hynde)

"Os sacrifícios foram inventados pelo homem como pretexto para comer carne." (Clemente de Alexandria)

"Sou vegetariana... Parei de comer carne há, mais ou menos, seis anos, quando estava filmando "Selena". Durante as filmagens, tive que segurar uma galinha por cinco horas. Se você a segura e sente seu coraçãozinho bater por horas, você não pode mais pensar em comê-la". (Constance Marie)

"A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo." (Dalai Lama)

"Matar animais por desporto, prazer, aventura e pelas suas peles, é um fenómeno que é ao mesmo tempo cruel e repugnante . Não há justificativa na satisfação de uma brutalidade dessas." (Dalai Lama)

"O homem tem o dever de colocar a sua inteligência e os seus conhecimentos a serviço do animais." (Declaração dos Direitos dos Animais - UNESCO)

"Todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à
existência." (Primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais . UNESCO - Bruxelas 27/1/78)

"Enquanto estivermos matando e torturando animais, vamos continuar a torturar e a matar seres humanos - vamos ter guerra. Matar precisa ser ensaiado e aprendido em pequena escala." (Edgar Kupfer-Koberwitz)

"Enquanto prendermos animais em gaiolas, teremos prisões, porque o acto de prender precisa ser aprendido em pequena escala." (Edgar Kupfer-Koberwitz)

"Enquanto escravizarmos os animais, teremos escravos humanos, porque escravizar precisa ser aprendido em pequena escala." (Edgar Kupfer-Koberwitz)

"O que não concebo é degolar um cabrito, asfixiar uma pomba, cortar a nuca de uma galinha, ou dar punhaladas em um porco para que eu coma os seus restos. Não é por uma questão de química biológica o motivo de eu ter me passado para as fileiras do ovo-lacto-vegetarianismo, mas pelo imperativo moral de que minha vida não seja mantida às custas da vida de outros seres." (Eduardo Alfonso)

"Costumo perguntar às pessoas por que elas têm uma cabeça de veado na parede. Eles sempre dizem, que é porque é um belo animal. Bom, eu acho minha mãe muito bonita, mas apenas tenho fotografias dela." (Ellen DeGeneres)

"Por que é que o sofrimento dos animais me comove tanto? Porque fazem parte da mesma comunidade a que pertenço, da mesma forma que meus próprios semelhantes."
(Émile Zola)


"Em termos de evolução, bem maior é o débito da Humanidade para com os animais do que o crédito que lhes temos dispensado para seu bem-estar e progresso." (Eurípedes Kühl)

"Eu fiz lavagem cerebral em crianças, induzindo-as fazer o que é errado. Quero pedir desculpas por ter promovido uma empresa que factura milhões matando animais." (Ronald McDonald)

Geoffrey Guiliano (o actor principal do personagem Ronald McDonald, nos anos 80, quando pediu demissão e se desculpou publicamente.)

"Não há crueldade pior que pensar e acreditar que os animais existem para servir ao Homem." (Gabriela Toledo)

"Essa é a verdadeira alegria de viver; ser útil a um objectivo reconhecido por si próprio como importante, e ser uma força da natureza em vez de ser apenas mais uma pessoa obtusa, tensa e egocêntrica." (George Bernard Shaw)

"Quanto mais o homem simplifica a sua alimentação e se afasta do regime carnívoro, mais sábia é a sua mente." (George Bernard Shaw)

"Os animais são meus amigos...e eu não como meus amigos." (George Bernard Shaw)

"Nós somos sepulturas vivas de bestas assassinadas, abatidas para satisfazer nossos apetites. Como podemos esperar neste mundo, a paz de que tanto ansiamos?" (George Bernard Shaw)

"
Se liberdade existe, ela significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir." (George Orwell)

"Quando o assassinato de um animal, especialmente com requintes de perversidade, for na verdade punido como crime hediondo, aí o homem terá justificada sua condição de racional." (Geuza Leitão)

"Coloque uma maçã e um coelhinho no berço de uma criança pequena. Se a criança comer o coelhinho e brincar com a maçã eu lhe compro um automóvel novo" (Harvey Diamond)

"Eu nunca infernizo as pessoas. Eu só digo a elas a verdade e elas acham que as estou infernizando." (Harry S. Truman)

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas no que diz respeito ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta." (Albert Einstein)

"Duas coisas indicam fraqueza: Calar-se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar-se." (Confúcio (Kung Fu-tze))

"Não há factos eternos, como não há verdades absolutas." (Nietszche)

"A coragem é a primeira qualidade humana, pois garante todas as outras." (Aristóteles)

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto,hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." (Dalai Lama)

"Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis!" (Sêneca)

"Eu cresci numa fazenda de gado - por isso me tornei vegetariana. A carne não presta para os animais, nem para o meio ambiente e nem para a sua saúde." (K. D. Lang)

"Se você pudesse ver ou sentir o sofrimento, certamente não pensaria duas vezes. Preserve a vida. Não coma carne." (Kim Basinger)

"Respeite os mais velhos e celebre os jovens. Mesmo insectos, a grama e as árvores você deve nunca maltratar." (Ko Hung)

"A impiedade com que sacrificamos nosso senso de decência para maximizar os lucros na criação de animais define um mesmo padrão de crueldade contra os próprios humanos." (Jonathan Kozol)

"A vida animal, mistério sombrio. Toda a natureza protesta contra a barbaridade do homem, que não entende, que humilha, que tortura os seus irmãos inferiores." (Jules Michelet)

"Não viemos no mundo para interpretá-lo e sim para transformá-lo." (Carlos Marx)

"Maltratar animais é demonstrar covardia e ignorância." (Leo Tolstoi)

"A carne contém aproximadamente 14 vezes mais pesticidas que os alimentos vegetais; os laticínios contêm 5 vezes e meia mais. Assim, ingerindo alimentos de origem animal, se ingere grandes quantias concentradas de químicos perigosos. A análise de vários alimentos pelo FDA demonstra que a carne de boi, frango, peixe, queijo e outros derivados de leite contêm esses pesticidas em níveis maiores e mais frequentes que outros alimentos." (Lewis Regenstein)

"Os fracos nunca podem perdoar." (Mahatma Gandhi)

"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova." (Mahatma Gandhi)

"A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável." (Mahatma Gandhi)

"Eu quero expressar fraternidade e identidade não apenas com os seres chamados humanos, mas com toda as formas de vida, até mesmo com aquelas que se arrastam pela terra." (Mahatma Gandhi)

"Olho por olho e o mundo acabará cego!" (Mahatma Ghandi)

"Esse direito - o de matar um veado ou uma vaca - nos parece natural porque nós estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas, para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida. O homem atrelado à carroça de um marciano - eventualmente grelhado no espeto por um visitante da Via-Láctea - talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar no seu prato. Pediria (tarde demais), desculpas à vaca." (Milan Kundera)

"A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa ao nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. é aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras." (Milan Kundera)

"Somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é, portanto, um feito e sim um hábito." (Aristóteles)

"No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. é claro, o Gênese foi escrito por um homem, e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. é mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo." (Milan Kundera)

"Entre 135 criminosos, incluindo ladrões e estupradores, 118 admitiram que quando eram crianças queimaram, enforcaram ou esfaquearam animais domésticos."
(Ogonyok)


"A vida é valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo." (Olympia Salete)

"Saber, e não fazer, ainda não é saber." (Lao Tsé)

"A verdade alivia mais do que machuca. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água." (Miguel de Cervantes)

"Tenho visto demasiado ódio para querer odiar." (Martin Luther King)

"Um grande politico pensa no povo, mas um grande Estadista pensa nas gerações futuras." (Lincoln)

"Acreditar em algo e não vivê-lo é desonesto." (Mahatma Gandhi)

"Seja você a mudança que quer ver no mundo." (Mahatma Gandhi)

"Amar é mudar a alma de casa." (Mario Quintana)

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer." (Albert Einstein)

"Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação." (Mário Quintana)

"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vidas dos insectos..." (Mário Quintana)

"Os utópicos sentem que matar nossos companheiros animais gradualmente destrói nosso senso de compaixão, que é o sentimento mais fino do qual a natureza humana é capaz." (Thomas More)

"O vegetarianismo serve como critério pelo qual sabemos que a busca por uma perfeição moral por parte da humanidade é genuína e sincera." (Leo Tolstoi)

"Um humano pode ser saudável sem matar animais para alimentação. Portanto se ele come carne, ele participa no assassinato de um animal só por causa do seu apetite." (Leo Tolstoi)

"Acho que tem algo estranho em comer outras coisas vivas." (Shania Twain)

"Eu sei, em minha alma, que comer uma criatura que foi criada para ser comida e nunca teve a chance de ser um ser vivo na realidade não é saudável. É como se... você estivesse comendo apenas miséria. Comendo uma vida amarga." (Alice Walker)

"Vida é vida, seja em um gato, um cão ou no homem. Não há diferença entre um gato ou um homem. A idéia de diferença é uma concepção humana, vantajosa apenas para o prório homem." (Sri Aurobindo)

"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco." (Edmund Burke)

"Não são as más ervas que sufocam o grão, é a negligência do cultivador."(Confúcio)

"O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas." (William George Ward)

"Abrem-se tempos de rebelião e mudança. Há aqueles que crêem que o destino descansa nos joelhos dos deuses, mas a verdade é que trabalha, como um desafio candente, sobre as consciências dos homens." (Eduardo Galeano)

"Se pudéssemos aprender de manhã o que é justo, poderíamos ficar satisfeitos em morrer de tarde." (Confúcio)

"Cada coisa tem a sua beleza, mas nem todos podem vê-la." (Confúcio)

"Sê o que quiseres, mas procura sê-lo totalmente." (Thomas More)

"Qualquer tolo inteligente pode tornar as coisas maiores, mais complexas e mais violentas. É preciso um toque de génio e muita coragem para ir na direcção oposta." (Albert Einstein)

"A vida do animal é o seu único bem. Há bem maior do que a própria vida? O sofrimento é abominável, mas perder a vida é tudo. Vida essa que não tem volta,nunca mais." (Ana M)

"Se eu pudesse fazer com que todos no mundo vissem um filme, eu os faria assistir EARTHLINGS." (Peter Singer)

"Não ter conhecido vida melhor não alivia o sofrimento do animal. Os seus desejos fundamentais permanecem e é a frustração desse desejo, que constitui grande parte de seu sofrimento. Há muitos exemplos: a vaca leiteira, que nunca tem permissão para amamentar o seu bezerro, as galinhas poedeiras, que nunca podem andar ou mesmo esticar as suas asas, a porca, que nunca pode fazer o seu próprio ninho ou encontrar a sua comida na natureza, etc. Por fim, nós frustramos o desejo mais fundamental de todos do animal - o de viver." (David Cowles-Hamar)

Declaração Universal dos Direitos dos Animais - UNESCO 1978
*1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
*2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
*3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
*4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
*5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser
abandonado.
*6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
*7 - Todo o acto que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
*8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra
os animais.
*9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.
*10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.


"A não-violência nos leva a mais alta ética, a qual é objetivo de toda evolução. Até pararmos de ferir outros seres vivos, seremos ainda selvagens." (Thomas Edisom)

"Parece não haver limite para as maneiras extravagantes, confusas e irresponsáveis como usamos os nossos formidáveis trunfos
para alterar a ordem das coisas na Terra, com a única meta de fazer
nossos direitos e satisfazer prontamente nossa ganância. Qualquer
coisa que agrade o nosso ego basta para cegar-nos a todas as outras
considerações e tornar-nos insensíveis às conseqüências de nossas ações.

Lutamos entre nós pela supremacia e engajamo-nos em
competições acirradas para obter lucros rápidos, não importa qual
seja o custo para os outros, nem a possibilidade de infringir
padrões éticos. E, ao fazer isso, estamos devastando o nosso meio
ambiente. Na verdade, o maior abuso e os piores efeitos de nosso
recente conhecimento e poder surgem porque eles nos tornaram tão
presunçosos e egocêntricos que renunciamos à comunhão com a
Natureza." (Aurélio Peccei)


"Quem faz o bem ao outro deve fazê-lo nos mínimos detalhes. O Bem geral é a justificativa do imoral, do hipócrita e do falso." (William Blake)

"Se as portas da percepção fossem limpas, tudo apareceria ao homem como realmente é: infinito." (William Blake)

"O amor não busca agradar a si mesmo / Nem destina qualquer cuidado a si próprio/ Mas se dá facilmente ao outro, / E constrói um Paraíso no desespero doInferno." (William Blake)

"Passamos a 1ª metade das nossas vidas desperdiçando a nossa saúde para ganhar riqueza. e a 2ª metade das nossas vidas desperdiçando a nossa riqueza para readquirir a saúde." (Dalai Lama)

"O homem mal reconhece os demónios de sua própria criação." (Albert Schweitzer)

"Desafie constantemente de tudo o que você pensa que 'sabe'." (Charlie Abel)

"As mentes mais profundas de todos os tempos sentiram compaixão pelos animais." (Nietzsche)

"O Diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano." (João Guimarães Rosa)

"O animal é o sub-proletário mais explorado da face da terra. Ele é utilizado em todos os sectores, companhia, consumo, medicina, pesquisa científica, tradição, lazer. Animal usado, maltratado, explorado, martirizado" (Alfredo Kastler)

"Vivemos com um terço do que comemos, do restante vivem os médicos." (Ditado Egípcio)

"Muchos se amparan en ciertos pasajes de La Biblia para ingerir carne, sin embargo una mirada esotérica nos llevara a entender que en ningun momento se recomienda la ingesta de ésta. Por ejemplo: (1) Jesucristo alimento a la multitud con panes y peces - se trata de una representacion simbolica de la era de Virgo (pan) y Piscis (peces) que siguio a la de Aries (cordero) y Libra (juicio y balanza). Un texto de La Biblia dice: "toda hierba verde les doy de alimento". El desarrollo de ciertas enfermedades nos muestran claramente que deberiamos atenernos a una dieta vegetariana. Por otro lado, se habla de un profeta que se alimento de "langosta y miel" en el desierto y he leido que se cree que esto representa un producto conocido como "pan de San Juan" y nada tiene que ver con lo que entendemos como langosta en la actualidad. El lienzo que Pedro vio y donde aparecian distintos animales no deberia tomarse como indicativo de ingesta de carne y mucho menos de matar, sino del deber de llevar el mensaje a todas las razas de hombres. Obvio también es que al decir "carne para los fuertes" y "leche para los ni~os" se refiere a que las ense~anzas profundas son para los mas evolucionados espiritualmente y las mas elementales para aquellos cuya comprension espiritual esta poco desarrollada." (Myriam)

Entre os dias 1 a 7 de Outubro vegetarianos de todo o mundo estarão promovendo os ideais do VEGETARIANISMO na semana vegetariana.

No dia 3 de Outubro/2009 as 16 horas teremos o lançamento do livro VEGETARIANISMO , de Delmar Domingos de Carvalho, na SOCIEDADE PORTUGUESA DE NATURALOGIA.

Thursday, 11 June 2009

A importância das verduras



Uma Alimentação saudável é um assunto que precisa estar presente no dia-a-dia de qualquer indivíduo. Uma mesa balanceada com legumes e verduras pode evitar doenças provocadas pela falta de nutrientes. Quem consome grande quantidade desses alimentos garante o bom funcionamento do aparelho digestivo, diminui a chance de desenvolver câncer, doenças do coração e outras doenças crônicas, assim como combate a obesidade.Os vegetais devem-se comer crus ou pouco cozidos.

Os vegetais são constituídos por glúcidos não digestíveis. São ricos em vitamina (provitamina A, riboflavina, ácido fólico e vitamina C) e sais minerais (ferro e cálcio). As suas vitaminas hidrossolúveis (ferro, magnésio e fósforo) perdem-se na água da cozedura se esta não for aproveitada. Por esta razão, os vegetais devem comer-se crus ou pouco cozidos, no caso de se optar pela cozedura, ela deve ser feita em recipiente tapado.


Conheça alguns vegetais:


Alface

Rica em cálcio. Cerca de 230 gramas destas folhas podem conter 10% deste mineral que, como se sabe, é extremamente benéfico para os ossos. Equivale mesmo a um copo de leite, mas com menos 100% de gordura saturada. Também tem algum magnésio, um mineral que previne a osteoporose.


Couve-flor

Contém muitas vitaminas C, E, A - indispensáveis à boa visão e à saúde da pele -, e do Complexo B, que, entre outras coisas, evitam problemas do aparelho digestivo e do sistema nervoso. Mas as coisas não se ficam por aqui, a couve-galega figura na lista de alimentos que ajudam a combater vários tipos de cancro.


Couve-de-bruxelas

Contém vitaminas C e A (retinol), proteínas, potássio e ferro. Entre as suas principais virtudes, deve destacar-se o facto de fortalecer os ossos e proteger a pele e as mucosas. É, por isso mesmo, um poderoso antioxidante e possui uma grande quantidade de bioflavonóides e indóis, substâncias vegetais que protegem contra diversos tipos de cancro. Um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute demonstrou que aqueles que comiam couve regularmente tinham metade das probabilidades de vir a padecer de cancro na bexiga.


Agrião

É um dos vegetais mais nutritivos, tendo também um baixo valor calórico. É uma boa fonte de vitamina A e vitamina C, importante para aumentar a resistência do organismo às infecções, e vitaminas do complexo B, responsáveis pela produção de energia. Tem também sais minerais como o ferro e o fósforo que evitam o cansaço mental e estão ligados à produção de glóbulos vermelhos no sangue.


Espinafre

Os espinafres são fonte de luteína e zeaxantina, duas substâncias nutrientes com propriedades antioxidante, protegendo a vista de prováveis problemas oculares próprios do envelhecimento. Uma investigação da Tufts University, em Boston (EUA), descobriu que quem come espinafres frequentemente reduz em 48% o risco de sofrer de uma degeneração ocular.
Fonte:

Friday, 15 May 2009

ÉRAMOS FRUGIVORISTAS E COMO DEIXÁMOS DE SÊ-LO


Factor número um

No início da nossa evolução em direcção ao que viria a denominar-se homo sapiens, nós éramos vegetarianos. Vivíamos nas árvores e alimentávamo-nos de frutas e folhas, como ainda o fazem actualmente muitos dos nossos parentes primatas. Para comer, não precisávamos de trabalhar. Aliás, morávamos dentro de uma salada! Além disso, a vida era só comer, brincar, reproduzir, dormir, acordar, estender o braço e alcançar a refeição. Noutras palavras, estávamos no paraíso.

Na verdade, a Bíblia refere-se de forma inequívoca a esse Éden (Génesis, versículos 16 e 17). Fomos postos num jardim pleno de árvores frutíferas e podíamos comer de todas elas, menos de uma, a da Noção do Bem e do Mal. Comendo desta, ficaríamos impedidos de comer os frutos da Árvore da Vida.


Factor número dois

Tudo estava bem até que um belo dia fomos expulsos do paraíso por um incidente climático no qual as árvores escassearam. Assim, tivemos que descer para o chão. Acontece que nós éramos animais arborícolas e não terrícolas. No chão, as nossas pernas não serviam para grande coisa. De facto, até hoje, milhões de anos depois, continuamos incompetentes quanto ao caminhar sobre o solo.

Levamos mais de doze meses para aprender a andar, quando qualquer herbívoro irracional nasce, põe-se de pé e corre com apenas algumas horas de vida. Duas décadas depois, continuamos a tropeçar e a cair por tudo e por nada. Temos músculos enormes nas pernas e coxas, que nos ocupam uma considerável quantidade de sangue e energia, mas qualquer animalzinho dez vezes menor corre mais do que nós.

Perdendo o nosso habitat nas árvores e sem ter capacidade para correr no solo, ficamos à mercê dos predadores. Passámos a refugiar-nos nas cavernas. Imagina o trauma dessa espécie que estava acostumada a uma vida lúdica e sem preocupações, sempre a saltar e a brincar por entre os ramos verdejantes, o céu azul e os raios do sol, ser obrigada, quase que repentinamente, a viver no escuro e com medo dos predadores. Não foi ao acaso que o ser humano associou essas duas coisas e, para ele, a escuridão passou a ser sinónimo de medo.

Com a escassez dos tantos vegetais sobre a Terra, os nossos ancestrais foram compelidos a mudar a sua dieta. Passaram a comer o que houvesse. Tornaram-se colectores, apanhando uma castanha aqui, uma raiz ali e uma lesma acolá. Com fome, come-se qualquer coisa. O desespero da fome e de faltar alimento para a prole arraigou-se no nosso psiquismo de forma tão atroz que desenvolveu uma síndrome que carregamos até hoje e à qual denomino “síndrome do supermercado”. Ela impele-nos a ir colectando nas prateleiras mesmo aquilo de que não necessitamos, a fim de levar para a nossa toca, afinal, “pode vir a ser necessário”.


Factor número três

Se as nossas pernas são incompetentes, em compensação as nossas mãos são únicas.

Desenvolvemos a habilidade de segurar, pois, ao nascer, o filhote precisava contar com o instinto de se agarrar nos ramos da árvore e nos pelos da mãe, caso contrário cairia lá de cima. Até hoje os nossos recém-nascidos conservam esse reflexo, agarrando fortemente os dedos dos pais ou uma vareta que lhe seja posta nas mãos. Podemos mesmo levantar o bebé pela vareta, pois ele não a soltará e não cairá (Não tentes fazer esse teste em casa. Pede ao teu pediatra que o demonstre, se ele achar seguro).

Na verdade, nós não evoluímos como espécie graças ao desenvolvimento do cérebro e sim graças à oposição do polegar. Este permitiu que agarrássemos os objectos por puro instinto. Com isso, mais tarde iríamos tornar-nos homo instrumentalis, pouco diferentes dos símios que também usam instrumentos. A partir de então, teria ocorrido uma demanda neurológica que exigiu do cérebro o seu aprimoramento. Mas, antes disso...


Juntando os três factores

Juntando os três factores acima, o que nós temos é o seguinte panorama: um pithecus faminto, acocorado; um galho seco caído no chão ao seu lado; e um almoço a passar a correr.

Quantas vezes esta cena deve ter-se repetido ao longo de, digamos, cem mil anos? Numa dessas incontáveis vezes, por mero instinto de agarrar, o pithecus segurou o galho seco e usou-o como instrumento. Descobriu, surpreso, que aquilo ampliara a sua força, multiplicara a sua velocidade e alcançara mais longe, aonde os braços não chegavam. Pronto. O almoço estava espatifado e tinha-se inaugurado uma nova era: a do carnivorismo.


CARNIVORISMO

Agora, usando pedaços de pau, o primata bípede a caminho da evolução passou a abater pequenas presas, com as quais alimentou a sua família. A partir de então, foi rápido deduzir que, se amarrasse uma pedra na extremidade do pau, ele poderia abater animais maiores. Necessitamos apenas de algo como 50.000 anos. Bem, nós somos assim até hoje. Para mudar um paradigma precisamos de esperar que morram todos e mais algumas gerações. Contudo, um dia lá estávamos nós com machados e lanças de pedra lascada. Começara a destruição em massa da fauna e da flora. Nada mais deteria essa praga chamada bicho homem na sua investida contra a natureza.

A prática da caça estimulou algumas tribos a migrar atrás das manadas e, assim, muitos humanos tornaram-se nómadas e exploradores. Com isso, essa bactéria planetária espalhou-se por todo o globo.

No entanto, nós não fomos projectados para comer carnes. Animais vegetarianos quando comem carnes adoecem mais e morrem mais cedo. Não dispomos de sucos gástricos nem intestinos para processar carne. A maior demonstração de que não nascemos para caçar é a nossa virtual falta de ferramentas naturais para abater outro animal. Não temos garras, nem presas, nem veneno, nada.


Experiência científica

Há uma experiência muito convincente que costumo fazer na sala de aula e podes reproduzi-la na tua casa.

Material necessário: um ser humano e uma vaca. Coloca o ser humano diante da vaca. Pede que o ser humano mate a vaca com os recursos que a natureza lhe dotou, ou seja, a sua força, as suas mãos, os seus dentes, etc. O ser humano vai tentar por todos os meios, vai querer estrangular a vaca, vai dar socos na vaca e não vai conseguir matá-la. Talvez consiga aborrecê-la e acabe por levar uma chifrada. Fim da experiência científica. Conclusão: o ser humano não foi projectado para caçar. Além do mais, na natureza ele nem conseguiria se aproximar o suficiente para agarrar o bicho, pois também fomos privados da velocidade que o predador necessita.

Contestação da validade da experiência acima

O ser humano contrapõe que ele é um animal inteligente. Como tal, teve condições de fabricar ferramentas e, com elas, caçar. Já não é lá muito verdadeira essa afirmação, pois estamos a tentar provar que por natureza não fomos dotados dessas ferramentas, mas vamos aceitar a contestação e refutá-la com outra demonstração.


Impugnação da contestação

Desta feita, entregamos uma ferramenta de abate – uma faca – e solicitamos que o sujeito mate a vaca na nossa frente para provar que, com instrumentos, a experiência anterior ficaria invalidada. Mas, então, o que é que verificamos estupefactos? Noventa e nove por cento dos humanos não têm coragem de enfiar a faca na jugular do bovino! Seria prova suficiente de que não somos predadores naturais? Pelo sim, pelo não, vamos além. Agarro na faca da mão daquele espécime covarde. “Se tu não tens coragem, mato eu a vaca.” Introduzo a lâmina na garganta da destinada. O sangue jorra. E o ser humano... Onde está ele? Ah! Lá está, no canto, a vomitar!

Se fosse carnívoro, o simples cheiro do sangue ou a sua visão, já daria água na boca. Mas, se ele não é capaz de matar e ainda lhe embrulha o estômago se outro mata. Isso demonstra claramente que os nossos instintos são bem diferentes. Aquele reflexo de “pôr para fora” é exactamente o oposto da reacção de comer. Talvez não sejamos carnívoros. Quem sabe, somoscarniceiros?


CARNICEIRISMO

Há um sub-ramo denominado carniceirismo, ainda mais prejudicial que o carnivorismo. O carnívoro é o animal que mata a própria presa e a devora com o sangue ainda quente. O carniceiro é o animal que não tem capacidade ou coragem de matar a própria presa. Espera que outro a mate e devora-a mais tarde, com o sangue já frio.


Exemplos de carnívoros: leão, leopardo, onça, tigre, etc.

Exemplos de carniceiros: abutre, urubu, hiena, homem... É, parece que estamos em má companhia. Afinal, os seres humanos não matam a própria presa e devoram-na com o sangue já frio. Com uma diferença. Os abutres, os urubus e as hienas devoram as carnes em início de putrefacção, com algumas horas do animal morto. Os humanos comem as carnes com meses ou anos de armazenamento da carne nos frigoríficos. Quando ela é retirada para consumo está verde. Torna-se necessário, então, revitalizá-la com nitratos, nitritos e salitre, que devolvem a coloração avermelhada. Os dois primeiros são conhecidos cancerígenos. Já o salitre é célebre pelo seu uso em colégios internos, mosteiros e quartéis, pela sua capacidade de reduzir o estímulo sexual.

O grande problema com este tipo de alimentação, é que não fomos projectados para digerir carnes. Há diferenças estruturais intransponíveis entre o animal projectado para comer carne e o projectado para comer vegetais.

A doença da vaca louca, que espalhou o pânico na Europa no final do século XX, foi gerada pelos criadores de gado ao adoptar uma ração para bovinos feita com restos de carnes e ossos. Tais detritos impróprios para o consumo de herbívoros foram processados quimicamente para adquirir cheiro e gosto que os animais não rejeitassem.

O resultado foi uma doença degenerativa do sistema nervoso dos animais que, obviamente, contaminava os seres humanos.

Este é um grave inconveniente da ingestão de animais mortos. As doenças de animais são transmissíveis aos seres humanos. Isso também ocorreu com a pneumonia asiática, contraída pela ingestão de aves, a qual devastou aldeias inteiras na China e fez vítimas no mundo todo; depois, outra doença, a gripe do frango, espalhou-se pelo planeta matando por toda parte.

Quanto às mutações, há um documentário denominado Animals are beautiful people (traduzido como Os animais também são seres humanos) de Jamie Uys, África do Sul, que, apesar da sua linguagem despretensiosa, tem um relevante valor científico. Ele mostra uma espécie de cegonha que alterou a sua dieta, passando a ser carniceira, e sofreu uma horrenda mutação que a fez assemelhar-se a um abutre.

Por outro lado, um documentário da Discovery mostrou o caso oposto. Desta feita tratava-se de um certo tipo de abutre que trocou o sistema alimentar e deixou de comer carniças, passando a nutrir-se do fruto da palmeira. Também essa espécie sofreu uma mutação, só que para melhor. Deixou de ter a aparência de abutre e passou a contar com uma plumagem muito mais linda.

Todos estes precedentes fazem-nos questionar: nossa espécie deve ser muito feia. Desde que trocamos o frugivorismo pelo carniceirismo, certamente passamos por uma terrível mutação.

Por exemplo, somos um animal estranho, com uns poucos tufos de pêlo, aqui e ali, e o restante do corpo sem pêlos. Imagina se fosses adquirir um animal de estimação e te oferecessem um cão que não tivesse pêlos, a não ser um tufo entre as pernas, outros sob as axilas e um pouco na cabeça, sendo que esse não parasse mais de crescer? Devemos ser muito feios como espécie. Só não percebemos isso porque nascemos num meio ambiente em que todos os demais também eram horripilantes. Mas o nosso cãozinho deve perceber que há algo estranho com aquele dono que não tem uma linda pelagem no corpo. Se falasse, com certeza diria: “Como o meu dono é feio! Mas é tão bonzinho, dá-me comida, faz-me miminhos, fala comigo como um retardado mental...”

Temos um outro exemplo que nos sugere ter ocorrido alguma grave mutação na nossa espécie. Somos o único tipo de animal que mata qualquer coisa que se mova, pelo simples prazer de matar. A designação elegante que se dá a isso é caça. Caça à raposa, caça ao coelho, caça ao tigre, tiro ao pombo, ao pato, e por aí vai. Mas não matamos apenas na caça desportiva. Se um insecto se atrever a mover-se perto de nós, será impiedosamente esmagado. Crianças matam passarinhos instintivamente com as suas pedradas e fisgas. Nada pode ficar vivo nas proximidades de um homo “sapiens”.

O facto é que comer defuntos não é para pessoas sensíveis. Se pensarmos no que estamos a fazer, paramos imediatamente de devorar cadáveres de animais mortos. Urge que o nosso estômago deixa de ser um cemitério.


OMNIVORISMO

Omnivorismo é comer tudo (omni). A passagem do carnivorismo para o omnivorismo processou-se por observação de muitos clãs, de que os que inseriam vegetais na alimentação tinham mais vitalidade, viviam mais tempo possuíam pelos mais bonitos. Ninguém precisa ser cientista para perceber isso. Basta observar a sua descendência.

Passei por uma experiência interessante que me demonstrou como as pessoas da terra tem essa percepção. Em 1976 o prefeito da cidade de Santo António do Pinhal, no caminho para Campos do Jordão, doou-nos uma montanha. Ingénuos, aceitamos aquele elefante branco. Na época, não tínhamos verba nem para custear o combustível dos automóveis, quanto mais para construir o acesso e edificar nosso retiro!

Acabamos por perder a montanha. Mas ao chegar lá, cheios de ilusões, fomos conversar com um antigo morador, um senhor bem humilde. Ele teve a gentileza de recomendar que bebêssemos de uma determinada fonte e não de uma outra, pois a sua água não era boa.

Perguntei-lhe se havia mandado analisar a água. Ele disse-me que não precisava. Quando os seus filhos bebiam daquela, ficavam doentes.

Da mesma forma, e com aquela agilidade que nos caracteriza, em alguns milénios a maior parte da humanidade percebeu que a carne é um veneno para a nossa espécie e melhorou o sistema alimentar, acrescentando outros alimentos. Passou a comer de tudo.

Se, por um lado, isso constituía um aperfeiçoamento, já que os nossos antepassados passavam a ingerir menos carnes, esse sistema ainda não era ideal. A mistura de alimentos produz fermentação, a qual gera odor nauseabundo.

Experimenta colocar num saco plástico um pouco de tudo o que ingerires na próxima refeição. Acrescenta um cálice de ácido gástrico (se não tiveres, espreme um limão). Em seguida, coloque por meia hora num forno a 36 graus centígrados, a temperatura do teu corpo. Depois, abre e cheira.

Isso é o que está a acontecer lá dentro do teu tubo digestivo. Mas, para onde vai esse odor? Pensavas que ele se evaporava por obra e graça do Espírito Santo? Nada disso. Ele sai pelo hálito, pelos poros, pela transpiração, pelas axilas. Encara a realidade: n´so cheiramos mal! Os animais omnívoros cheiram mal. Compara: o cheiro do porco, o do bode. Ah! Esqueci-me: tu também comes porco.

Todos os animais identificam-se pelo cheiro. Dois animais encontram-se e cheiram-se, até para saber se são da mesma espécie. Se forem macho e fêmea conferem os cheiros a fim de ver se a química combina. No entanto, o ser humano não reconhece como da sua espécie o cheiro que exala.

Façamos um teste: Os Animais não tomam banho. Agarremos um sapiens e deixemo-lo sem banho por, digamos, um mês. Depois, ofereçamo-lo para trocar umas carícias com outro, de sexo oposto, da sua espécie. Como será que reagias se fosses escolhido para participar dessa experiência, fosse como o sem-banho, fosse como o que depois teria de olfactá-lo?

Isso explica porque o ser humano não apenas toma banho com muita frequência (em alguns países, todos os dias!) mas também esfrega, todas as vezes, soda cáustica no corpo. Sim, pois esse é um dos componentes dos sabonetes. Não satisfeito com o banho e a esfregadura com o bastão de soda cáustica, este pobre mamífero ainda tem o cuidado de passar sob os braços e nos pés uma substância que tem a função de inibir odores, um tal de desodorizante.

Mas isso não basta. É preciso mascarar algum cheiro que, apesar de todos esses cuidados, possa aparecer. Então, o desnaturado animal acrescenta no seu corpo perfumes de outras espécies de animais (boi almiscarado, âmbar do cachalote, civete do gato selvagem) ou de árvores (sândalo, cipreste) ou de erva (vetivert) ou de flores (rosa, jasmim, etc.). Qualquer coisa serve, desde que não seja denunciado o cheiro que ninguém identifica como sendo da nossa espécie.

Foi o cheiro do homem branco que salvou os índios da extinção e levou-os a sustentar uma guerra de 500 anos. Pensa bem. Como é que silvícolas nus, que não conheciam o aço nem a pólvora, puderam sobreviver e lutar durante séculos com os conquistadores que tinham à sua disposição equipamento militar e a arte da guerra? Vou te dizer como foi que os aborígines sobreviveram. Quando passas uns dias na quinta ou acampado no meio do mato e, depois, voltas para a cidade o teu olfacto fica bem mais sensível e costuma-se incomodar muito com os maus odores. Tu és um urbanóide e passas-te apenas alguns dias no campo ou na serra, mas já ficas-te mais sensível. Agora, imagina um indígena que nasceu e viveu na floresta toda a sua vida. Ele consegue sentir o cheiro de cada flor, árvore, insecto, animal ou réptil a uma boa distância. Pois bem. Como será que cheiravam os conquistadores portugueses e espanhóis dos séculos XVI e XVII, que comiam todas aquelas porcarias, bebiam vinho e suavam como uns suínos, a caminhar durante dias e meses no calor tropical, na floresta húmida, sob aquelas roupas, armaduras e botas de bandeirante? Uma curiosidade: quando iam defecar no mato, dispunham de papel higiénico? Acrescente-se que não se usava tomar banho. Era pecado. Acredita se quiseres, até o século XX, aqui mesmo no Novo Mundo, em escolas religiosas as alunas internas eram obrigadas a tomar banho de camisola, para atenuar a iniquidade.

Concluindo esta longa exposição: quando o colonizador ainda estava a quilómetros de distância os índios, com o seu olfacto hiper-sensível, percebiam a sua aproximação.

O ameríndio sentia um cheirinho putribundo no ar e perguntava para ao outro:

– Curumim, foste tu?

E o curumim respondia:

– Eu, não.

Então, era homem branco que estava a algumas léguas, vindo na direcção do vento.

Mandavam as mulheres fugir com as crianças e armavam ciladas, muito bem escondidos numa floresta que conheciam como a palma das suas mãos. Era guerra de guerrilha. Emboscavam e fugiam. Foi assim que, graças ao fedor do homem branco, os selvagens salvaram-se e conseguiram sustentar uma guerra de cinco séculos, usando arco e flecha contra aço e pólvora. Pode-se dizer que venceram, pois sobreviveram.

Conclusão: o Omnivorismo não é ideal.


CEREALISMO

Migrando por melhores campos de caça, o ser humano acabou por se espalhar por todo o globo, inclusive colonizando territórios agrestes e insalubres como a Europa, em que a variação de temperatura só deixou vivos os mais fortes. Em várias cidades europeias, no verão a temperatura pode ultrapassar os 30o C e no inverno neva. Sob a neve, era difícil conseguir alimentos. A melhor solução era armazenar para o inverno, e o alimento ideal para ser armazenado é o cereal. Em determinadas regiões implantou-se um novo sistema alimentar, o cerealismo.

O cerealismo por si só, como sistema nutricional definitivo, não é muito atraente. Mas ainda iria piorar muito com um modismo que assolou o mundo a partir de 1960.

No Século XX um japonês, a viver em Paris, codificou um novo sistema surrealista, digo, cerealista, radical, nipocêntrico. Era a macrobiótica. Alguns dos seus princípios eram:

• Não beber água, jamais. Chá, só quente, sem açúcar, e apenas umas ou duas xícaras por dia.

• Frutas estavam proibidas. Eram “muito yin”.

• Batata era considerada um veneno. Quem comesse morreria.

• Em compensação deveríamos adoptar shoyu, missô, tofú, algas marinhas e arroz na tigelinha. Ou seja, o mundo deveria converter-se aos gostos culinários japoneses.

• Praticamente tudo o que fosse ingerido deveria ser cozido, com excepção de um tempero verde, usado com parcimónia.

• Qualquer coisa doce, mesmo o mel, era interditada, mas abusava-se do sal. Tudo era salgado: o gersal (tempero à base de gergelim moído com sal), shoyu (molho de soja salgado), missô (pasta de soja salgada). Até no chá recomendava-se dissolver uma ameixa umeboshi salgada. Isso associado à restrição quase total de água, comprometia seriamente os rins.

• O prato era constituído por arroz integral cozido com pouquíssima água, o que o tornava duro (quanto mais duro, melhor, ficava “mais yang”). Sobre o arroz, colocava-se um pouco de gersal e de tempero verde. Acompanhava um outro prato denominado secundário, constituído por legumes cozidos com shoyu, o que os deixava castanhos. Mesmo assim, eram uma delícia se comparados com o arroz. Mas não permitiam que se comesse demais o secundário, pois havia uma proporção rígida que devia ser obedecida à risca. Se pusesses um pouco mais de gersal ou se usasse shoyu no arroz eras repreendido publicamente pelo dono do restaurante. Conversar durante as refeições estava proibido. Isso não acontecia num ou outro, mas em todos os estabelecimentos. Nos restaurantes de algumas associações macrobióticas, enquanto as pessoas comiam, o presidente da entidade ficava a dar instruções de mastigação e de combinação de alimentos pelo alto-falante, bem como a descrever algumas doenças (imagina, comeres a ouvir falar de doenças!).

• A macrobiótica compreende sete graus de radicalização: os regimes 1, 2, 3, etc., até ao 7. Mais tarde, como muita gente não conseguia cumprir nem o regime 1, foram acrescentados os regimes menos um, menos dois e menos três, caso contrário os restaurantes, as lojas e as indústrias que viviam desse comércio não sobreviveriam. O regime menos três é, praticamente, a alimentação comum. No entanto, segundo Oshawa, macrobiótica é o regime 7. Os demais são apenas estágios de adaptação para atingir a macrobiótica. O regime sete é 100% cereais. Esses cereais podem ser arroz, trigo, cevada, centeio, etc.

Felizmente, isso foi no passado... Hoje, o que as pessoas conhecem é algo totalmente diferente daquilo que Sakurazawa Nyoiti denominou tyori-dô, ou macrobiótica. Creio que as mudanças deveram-se ao facto de que a macrobiótica não gerou nenhum macróbio e todos morreram relativamente cedo ou abandonaram o regime, que era uma tortura.

Bem, estamos a falar da macrobiótica verdadeira, aquela que era praticada quando o seu codificador estava vivo e nos primeiros anos após a sua morte. Tornou-se moda e transformou-se numa praga na década de 70. Mais ou menos a partir da década de 80 do século XX observou-se um desnaturamento daqueles princípios que foram considerados, por uns, muito difíceis de se seguir; por outros, incorrectos. O facto é que hoje o que se conhece como macrobiótica é algo bem mais palatável que se aproxima um pouco do vegetarianismo.


VEGETARIANISMO

Boa parte da humanidade descobriu que comer carnes não era saudável e eliminou-as da sua mesa. Hoje contam-se em cerca de DOIS BILHÕES DE VEGETARIANOS NO MUNDO. Mais de um bilhão é constituído pelos hindus. Além deles, contabilizamos os adventistas, os praticantes sinceros de Yôga do mundo todo, e os simplesmente vegetarianos das diversas vertentes.

Quando falamos em vegetarianismo poderemos estar a englobar os vegetarianos (lacto-ovo-vegetarianos), os vegetalianos (lacto-vegetarianos) e os vegetaristas (vegetarianos puros ou vegans). Esta é uma das nomenclaturas usadas. Contudo, não há consenso. Na Índia, por exemplo, vegetarianos são os lacto-vegetarianos.

Afinal, essas três vertentes são primas entre si. O princípio básico é não ingerir carnes de nenhuma natureza e de nenhuma cor. Isso de intitular-se vegetariano só por não comer carne vermelha, mas ingerir carne branca, é hipocrisia.

Quando alguém declarar que é vegetariano, mas come carne de peixe, diga-lhe que não é vegetariano. Isso tem outro nome. Como é mesmo? Começa com um radical grego. Macrós... Não. Hipós... Isso! Hipo, hipo... hipócrita!

As diferenças entre as três correntes acima são as seguintes:

• Vegetarianismo aceita ovos e lacticínios, além de 15.000 variedades de legumes, cereais, raízes, hortaliças, frutas, castanhas, massas, etc.

• Vegetalianismo não aceita os ovos. No restante, não há diferença.

• Vegetarismo não aceita os ovos nem os lacticínios. Só vegetais.

Será que pode haver algo ainda mais radical do que o vegetarismo? Sim, o Naturismo.


NATURISMO

O naturismo ou crudivorismo propõe comer os alimentos assim como a natureza os produz, ou seja, não desnaturar a comida antes de ingeri-la. A pior forma de desnaturamento é pelo cozimento. Ao cozinhar, destruímos as vitaminas, os sais minerais são decantados e o prana se evola. O alimento fica sem vitalidade.

A quantidade de nutrientes que se encontram numa folha de alface crua, só seria obtida com mil folhas de alface cozidas. O resultado de uma tal alimentação seria um gasto superlativo de energia para mastigar, insalivar, digerir, assimilar, eliminar e, em troca, obter uma quantidade mínima de nutrição. Uma enorme quantidade de alimento teria que ser processada pelo organismo. Conclusão: obesidade.

Mas, seria possível comer legumes ou cereais crus? Sem dúvida. Já não degustas-te de um couvert de cenouras cruas no teu restaurante predilecto? Já não te delicias-te com o tabule, salada de trigo cru, no teu restaurante árabe? No entanto, ao comer coisas cruas, lembra-te de lavá-las muito bem e deixá-las de molho numa salmoura com limão. Depois retira o sal e tempera a gosto.

Os naturistas estão com a razão: os alimentos crus são mais nutritivos e contêm mais vitalidade. Porém, depois de tantos milénios a cozinhar os nossos alimentos, sentimos falta do cozimento e esse regime pode nos deixar deficientes, não no aspecto estritamente nutricional, mas no emocional. Um dia vais sentir a falta da comida quente. É que a comidinha quente tem para nós o simbolismo do carinho e aconchego da mamã trazendo-nos a refeição. Quando sentires essa carência, faz um prato cru, mas quente.


FRUGIVORISMO

No frugivorismo, além de se comer tudo cru, sem desnaturar os alimentos, excluem-se todos os legumes, cereais, hortaliças, raízes, castanhas, tudo enfim que não seja fruta. Também não se acrescenta sal nem açúcar!

Com isso, fechamos o círculo e voltamos às origens. Frutas são o alimento natural do ser humano. A melhor demonstração disso é a seguinte experiência: coloca na mesa uma variedade de carnes, peixes, aves, moluscos, legumes, raízes, verduras, ovos – tudo cru. Pede aos presentes que escolham apenas um desses produtos e o coma cru, sem acrescentar nenhum tempero. Provavelmente, a totalidade das pessoas postas à prova rejeitarão com nojo todos esses ingredientes.

Em seguida, à mesma mesa, juntamente com as carnes, peixes, aves, moluscos, legumes, raízes, verduras e ovos, acrescenta uma selecção de frutas e repete a solicitação. Todos, sem excepção, escolherão alguma fruta. Isso prova o quê? Prova que o único alimento que em estado natural ingerimos com satisfação são as frutas. Logo, essa é a alimentação para a qual fomos projectados.

Instintivamente, quando alguém está doente, levamo-lhe algumas frutas. Sabemos, inconscientemente, que as frutas têm poder curativo por não estar a agredir a nossa natureza.

Seria possível viver só com frutas? Mesmo a trabalhar muito e praticar desporto? Claro que sim. Afinal os macacos não fazem exercícios? Por outro lado, devo advertir para o facto de que a transição de uma alimentação comum para o frugivorismo deve ser extremamente gradual e a maior parte das pessoas precisará de muita disciplina na gradação meticulosa. Calculo que do vegetarianismo para o frugivorismo, um tempo prudente de transição gradativa seria de 5 anos.

Do Omnivorismo com carnes para o frugivorismo, nunca menos de 10 anos de progressão. Ainda assim, se notares que estás a perder massa muscular ou que estás a ficar fraco, feio, mirrado, deprimido, interrompe a experiência. Qualquer tentativa de seguir regimes mais radicais deve ser acompanhada por hemogramas e lipidogramas completos periódicos, e avaliação de um médico inteligente.


E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. Gênesis, cap. I, vers. 29

Autor: Mestre DeRose
"Chamamos veneno ao que nos mata rapidamente; e alimento, ao que nos mata a longo prazo." Mestre DeRose

Sunday, 19 October 2008

Alimentação vegetariana e macrobiótica



As dietas vegetarianas são consideradas pelos seus adeptos mais saudáveis do que as dietas mistas com carne e peixe, e, também, protectoras (e não favorecedoras) contra as doenças cardiovasculares.
Os estudos recentes de nutrição e os estudos colaterais de ordem antropológica, arqueológica e de nutrição comparada levam a concluir, porém, que não há base científica nem prática que justifique este critério.

O homem foi desde sempre um animal omnívoro, nota-se devido a constituição do seu aparelho digestivo, e das cerca de 200 espécies de primatas existentes nenhuma tem alimentação exclusivamente vegetariana ou de produtos animais.
Mesmo no período da idade da pedra e dos grandes arrefecimentos glaciares, em que a alimentação passou a ser temporariamente de grande predomínio de produtos animais, como é hoje entre os esquimós, o homem continuou a ser omnívoro, procurando alimentos vegetais complementares.

Os grandes riscos da alimentação moderna nas suas relações com as doenças degenerativas, embora em parte relacionados com produtos animais (consumo excessivo de carne e gorduras saturadas), dependem muito mais da utilização de produtos vegetais refinados, como açúcar e farinhas brancas, e do baixo consumo de produtos vegetais ricos em amido e fibra. A alimentação exclusivamente vegetariana (dietas constituídas por 100 % de vegetais) pode ser perigosa sobretudo para a criança durante o desmame e, depois ao longo de todo o período de crescimento, porque nesta fase da vida há necessidade absoluta de um mínimo de proteínas e gorduras animais, para se poder atingir o nível óptimo de ácidos aminados e ácidos gordos adequados para o metabolismo durante o crescimento.

A falta de vitamina B12 nos produtos vegetais é um risco fundamental para a criança, o mesmo acontecendo para a grávida, a lactante e os idosos.

Os regimes alimentares vegetarianos utilizam alimentos vegetais, como o nome indica, e são fundamentalmente de três tipos:

- Baseados apenas no consumo de produtos de origem vegetal (vegetarianos totais ou veganistas);

- Baseados no consumo de produtos vegetais e de leite ou de derivados proteicos de leite (lacto-vegetarianos);

- Baseados no consumo de produtos vegetais, produtos leiteiros e ovos (lacto-ovo-vegetarianos).

O seu valor alimentar depende da natureza e quantidade dos produtos utilizados e torna-se cada vez menos restritivo, como fonte dos nutrientes indispensáveis, à medida que aumenta o número e a variedade dos produtos consumidos, e diminui nos indivíduos adultos, em relação à criança, a necessidade de alguns nutrientes de que estes produtos são pobres.

Quando são utilizados, com os vegetais, leite (alimentos do Grupo I) e ovos, o risco de carência ou de falta intermitente de nutrientes essenciais reduz-se grandemente ou desaparece, na proporção em que estes produtos de origem animal forem suficientes para complementarem as deficiências existentes.

Nas crianças e adolescentes que têm necessidades mais altas e instantes de vários nutrientes essenciais e particularmente de alguns ácidos aminados essenciais, pouca abundantes ou existindo em quantidade desequilibrada nos produtos alimentares de origem vegetal, de vitaminas A, B2 e B12, de cálcio e ferro, as regimes vegetarianos estritos oferecem riscas.
O mesmo quanto à mulher grávida e à lactante.

São especialmente de recear, quando usadas demoradamente, as dietas restritivas exageradas, da tipo dos regimes descontínuos, que utilizam um só produto vegetal (frutos ou outros) de cada vez, durante dias, ou de variantes da dieta macrobiótica, coma a de Zen, em que há consumo de poucos produtos seleccionados e de tisanas (diminuindo da dieta 1 à dieta 10), se não se tomam em conta as limitações nutritivas próprias da sua composição.

A não se corrigirem convenientemente, há perigo para a saúde dos utilizadores.
O principal motivo de preocupação a ter com os regimes vegetarianos é a quantidade das proteínas e a quantidade de vitamina B2 e B12 levadas pelos alimentos.
Sabe-se que as proteínas vegetais são de qualidade inferior às dos produtos animais, salvo raríssimas excepções (certos derivados da soja, folhas verdes de couve galega e agrião), e que no caso dos cereais a diferença é acentuada, baixando a seu valor biológico, ou graduação, de 100, para o leite e ovo, e de 90-95, para a carne e peixe, para menos de 80, no trigo, até 50, no milho, o que depende da quantidade e proporção dos 8 ácidos aminados essenciais, no conjunto dos 20 ácidos aminados que constituem as proteínas alimentares.

As proteínas dos cereais são particularmente pobres em lisina, enquanto as leguminosas secas, por exemplo, são ricas em lisina, sobretudo a soja, e pobres em metionina, que os cereais contêm em maior quantidade.

A mistura cereais-leguminosas, feita judiciosamente, leva a combinações alimentares. de valor semelhante à dos alimentos animais, no que se refere a proteínas de alta valor biológico, embora a quantidade de proteínas precise de ser maior, pelo que os regimes vegetarianas previamente calculados podem vir a satisfazer todas as necessidades de ácidos aminados essenciais do homem, sobretudo do adulto.

Mas conseguir tais equilíbrios não é nada fácil, na prática corrente, sobretudo no período de crescimento dos indivíduos, em que há ainda que atender ao baixo grau de digestibilidade e de absorção intestinal das proteínas dos alimentos vegetais correntes, em particular das leguminosas secas.
Outros nutrientes que existem em quantidade baixa em quase todos os alimentos provenientes das plantas são a vitamina B2, cálcio e ferro, ou que não existem, como a vitamina B12, têm que ser procurados noutras fontes alimentares ou por via medicamentosa, além da vitamina D, que tem grande importância nas crianças não expostas regularmente à luz do sol e também não se encontra nos vegetais.

Por isso, o leite e os ovos - fornecedores de todos estes nutrientes, bem como de proteínas de alto valor biológico - devem ser considerados indispensáveis nas dietas vegetarianas das crianças, desde o desmame e ao longo de todo o período de crescimento.

Estudos muito objectivos têm mostrado que o estado nutricional de algumas populações do Mundo que têm apenas alimentação vegetariana é excelente no que se refere à saúde geral dos adultos (nas crianças o problema é diferente, havendo muitas doenças e mortalidade infantil alta), o que parece mostrar que depois do crescimento e atingida a idade adulta o consumo de alimentos vegetais, apropriadamente seleccionados, pode manter um estado nutricional adequado.

Outros estudos conduzidos directamente em indivíduos utilizando qualquer dos três tipos de regimes vegetarianos indicados mostraram que o exame físico e os dados laboratoriais não traduzem deficiências, desde que os regimes assegurem a ingestão de todos os nutrientes necessários, e destes sabe-se que a vitamina B12 é inexistente ou muito baixa em todos os regimes vegetarianos «totais», o que explica a frequência de anemia macrocítica nos indivíduos exclusivamente vegetarianos.

Pode-se acrescentar que a observação do que se passa no Mundo mostra de fornia evidente, embora nada fácil de avaliar concretamente em termos científicos de explicação, que as populações com alimentação vegetariana, total são menos enérgicas e menos avançadas em termos de cultura técnico-científica, capacidade de civilização e espírito de iniciativa, do que as populações que adoptaram regimes mistos, com peixe e carne.

Mas a sua saúde é muito melhor, pelo menos no que diz respeito às novas doenças de tipo degenerativo e por falta de celulose, em particular as doenças do coração e vasos, do aparelho digestivo e tumores, estando praticamente livres delas.

A combinação dos alimentos vegetais adequados a uma alimentação vegetariana total, ou pobre em leite e ovos, precisa de tomar em conta o valor das proteínas dos cereais e leguminosas secas, que são boas fontes de hidratos de carbono, tiamina e alguns oligoelementos, das nozes e amêndoas, fontes de gorduras ricas em ácidos poli-insaturados, e vegetais escuros, fornecedores de caroteno, vitamina C, diversos minerais, incluindo cálcio, além de celulose tenra.

A forma correcta de como consumir cada um dos alimentos mais indicados para entrar nesta combinação fornecedora da quantidade desejável, com uma fonte de vitamina B12, que será constituída por alimentos de origem animal ou a própria vitamina comercial, aparece como altamente recomendável, em face dos conhecimentos que há a respeito da sua importância.

Os regimes vegetarianos, relativamente pobres em gordura natural e sempre pobres em gorduras saturadas, quando contiverem produtos ricos em amido, açúcar, gorduras refinadas, ou álcool, em quantidade excessiva, comportam-se como os regimes mistos correntes, levando à obesidade e a desequilíbrios metabólicos semelhantes aos da sobre alimentação.

Para as folhas verdes, excepto saladas, e para os legumes escuros, que são as principais fontes de caroteno, vitamina B2 e C e de cálcio, a cozedura, sob pressão, pelo vapor ou em pouca água, é a forma mais aconselhável de preparação culinária, por facilitar a abertura das bainhas celulósicas na digestão e a consequente absorção dos nutrientes, ao mesmo tempo que diminui a perda destes por dissolução e oxidação.

A água de cozedura em que estes possam dissolver-se deve ser sempre aproveitada.
Dentre os regimes vegetarianos com rótulos mais ou menos publicitários, a macrobiótica tem sido muito vulgarizada ultimamente entre nós.

Jacqueline Dias Fernandes - Nutricionista