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Saturday, 13 December 2008

Plantas anti-idade


Ganhe anos de vida com a Fitoterapia.
Veja as plantas, os tubérculos e os frutos que o podem ajudar


Plantas anti-idade

Não se iluda: o elixir da eterna juventude continua ainda por descobrir. Enquanto tal não sucede, o mundo vegetal é a nossa maior fonte comprovada de substâncias que combatem o passar dos anos. Tome nota das plantas que a vão ajudar a protelar o envelhecimento.

Vários estudos epidemiológicos e clínicos indicam que as populações que ingerem com frequência algumas das plantas de que lhe falamos neste artigo têm uma esperança de vida superior à média. Por exemplo, na ilha japonesa de Okinawa, é normal ver centenários a jogarem às cartas e a praticarem actividade física, como o tai-chi, diariamente.

Tomando exemplos como este, a medicina anti-envelhecimento está, actualmente, na vanguarda da investigação, tendo proporcionado o desenvolvimento de boas soluções para atrasar o envelhecimento, num processo em que as plantas são as grandes protagonistas. Não é por acaso que muitos dos fármacos para aliviar os sintomas próprios da maturidade se baseiam nos princípios activos das plantas.
Por que razão envelhecemos?

O envelhecimento é um processo natural contra o qual lutamos constantemente. Apesar de existirem diferentes teorias que respondem a esta pergunta, os especialistas inclinam-se para a soma das quatro seguintes:
Formação de radicais livres

Está mais do que provado que estas moléculas instáveis danificam as células sãs, já que são tóxicas para o corpo.

Maus hábitos de vida
Abusar de gorduras e proteínas, o sedentarismo ou o tabaco são alguns deles.

Deterioração hormonal

O declínio da produção hormonal pelas glândulas endócrinas acelera o envelhecimento.

Herança genética
Por muito que nos custe, a longevidade também se herda.

A marca do tempo
Embora não exista forma de evitar que o nosso corpo se desgaste nem sofra certas alterações orgânicas, é possível abrandar e protelar esse processo. Saiba quais são as partes da nossa anatomia que mais denunciam a idade e as plantas mais eficazes para evitar a sua deterioração.

De seguida, dizemos-lhe quais são as plantas mais utilizadas para atrasar o envelhecimento, para rejuvenescer e como pode usá-las também em casa. Mas advertimo-la, desde já, que deve seguir sempre as indicações de um especialista para obter os melhores resultados.


A pele

O tecido epidérmico é um dos mais denunciadores no que diz respeito aos sinais da passagem do tempo. As peles mais afectadas pelo envelhecimento são as secas ou sensíveis. O grande culpado? O sol.


Borragem

Porque faz bem?
Graças à sua grande quantidade (e qualidade) de ácidos gordos essenciais (gama-linolénico), actua como hidratante, fortalecendo as células cutâneas. Também são percursores das prostaglandinas, que participam na regulação hormonal.
Obtenha os seus benefícios: Em cápsulas (tome 2 a 4 por dia) ou em compressas embebidas no seu óleo (para tratar eczema, por exemplo).


Calêndula

Porque faz bem?
Tem uma acção suavizante, calmante e descongestionante, que favorece peles com dermatite ou stressadas. Também favorece a cicatrização.
Obtenha os seus benefícios: Em sabão, unguento, óleo ou loção, todos para aplicar directamente na área da pele afectada. Também pode tomá-la em infusão: duas a quatro chávenas.


Rosmaninho

Porque faz bem?
É utilizado há muitos anos em loções e sabonetes como reconstituinte da pele, tonificando-a e
hidratando-a. Para além disso, estudos recentes descobriram que previne a oxidação das gorduras e a formação de placas do chamado mau colesterol (LDL).
Obtenha os seus benefícios: Com duas chávenas diárias de infusão, depois do pequeno-almoço e do almoço. Para a preparar, junte 5 g de rosmaninho seco a cada chávena de água.


Centelha asiática

Porque faz bem?
Muito utilizada na medicina chinesa e indiana, contém substâncias regenerativas e estimulantes do colagénio (uma das fibras de sustentação da pele), como o asiaticósido e o centelósido.
Obtenha os seus benefícios: em cremes dermatológicos ou cosméticos, cuja posologia depende da indicação de um especialista.


O coração

Quando envelhece, as suas funções enfraquecem e o bombeamento do sangue torna-se mais difícil. Fica rodeado de gordura, o que complica o seu trabalho: as artérias tornam-se menos elásticas, e formam-se placas de ateroma nas suas paredes e artérias coronárias que podem obstruir os vasos e produzir trombos, aterosclerose e elevar a tensão arterial.


Castanha-da-índia

Porque faz bem?
Só se utiliza a sua casca, que contém escina e taninos, antioxidantes que combatem a fragilidade capilar, a inflamação e os edemas. É usada, especialmente, em problemas de origem venosa, como pernas cansadas, claudicação intermitente, mãos e pés frios, frieiras, varizes e para evitar as tromboflebites.
Obtenha os seus benefícios: Em extracto (30 gotas, repartidas em três tomas diárias) ou através da decocção de 50 g de casca por litro, duas vezes ao dia.


Cavalinha

Porque faz bem?
A sua composição rica (saponósidos, taninos, flavonóides, alcalóides e sais minerais – sobretudo, silício e potássio – e vitamina C) tem uma acção anti-hemorrágica, cicatrizante e remineralizante. É também antifúngica, diurética e adstringente. O silício está associado a processos de crescimento e à saúde das unhas, cabelo, pele e tecido conjuntivo. Em combinação com o potássio, é um excelente diurético, indicado para problemas urinários causados ou não por hipertrofia benigna da próstata.
Obtenha os seus benefícios: em infusão ou decocção (ferva 2 g numa chávena de água durante cinco minutos e deixar repousar outros 20), ou através do sumo da planta fresca; também pode usá-la em creme ou loção, extracto e em pó. Se tomar cápsulas de cavalinha, a dose recomendada é de duas a três ao dia.


Alho

Porque faz bem?
O seu constituinte fitoquímico mais conhecido é a alicina, um eficaz desinfectante e bactericida. O alho reduz a tensão arterial e a aterosclerose, para além de eliminar determinados patogénios da flora intestinal, e estimular a circulação. Se tomado continuamente durante alguns meses, diminui o bloqueio das artérias (placas de ateroma) e aumenta os níveis de insulina.
Obtenha os seus benefícios: Fresco (mastigue dois dentes de alho pela manhã), em decocção (ferva uma cabeça de alho num litro de água durante cinco minutos; beba três chávenas diárias) ou em cápsulas (600 a 900 mg ao dia).



O cérebro

É um dos órgãos que mais sofre com o passar dos anos devido a vários factores: a idade, a sua decrescente irrigação sanguínea, a falta de actividade cerebral, alguns medicamentos (anti-depressivos, analgésicos e sedativos) e a intoxicação por metais pesados (como o chumbo, mercúrio ou alumínio).
Consequentemente, os neurónios são danificados e a sua degeneração impede que a transmissão de impulsos nervosos ao resto do organismo seja a adequada.


Ginkgo biloba

Porque faz bem?
É uma das plantas medicinais com mais estudos científicos. É muito rica em flavonóides, que têm uma importante acção antioxidante, através da neutralização dos radicais livres do cérebro (efeito neuroprotector).
É vasodilatador e aumenta a irrigação cerebral. Para além disso, regula a produção de neurotransmissores, como a dopamina e acetilcolina (substâncias relacionadas com a motricidade, emoções, aprendizagem e memória). Assim, favorece a memória, a concentração e o equilíbrio, os três sintomas característicos da deterioração cognitiva.
Obtenha os seus benefícios: Com uma cápsulas de 40 mg, 4 a 6 vezes ao dia.


Ginseng

Porque faz bem?
A sua raiz possui umas substâncias conhecidas como ginsenósidos, que captam radicais livres. Tem uma acção tónica geral sobre o organismo, aumentando o desempenho físico e intelectual: diminui a sensação de fadiga e aumenta a capacidade de concentração e memorização.
Para além disso é um adaptogénico: regula a produção de adrenalina e cortisol pelas supra-renais. Isto faz com que aumente a energia e a força de vontade, ao mesmo tempo que diminui o stress e a ansiedade. Está provado que melhora a memória e a concentração em doentes de Alzheimer ou outras demências senis.
Obtenha os seus benefícios: Tome 1 a 4 g por dia.


Salva

Porque faz bem?
É um regulador do sistema hormonal: pode ser aplicada nas dores menstruais e durante a menopausa para reduzir os calores, afrontamentos e perda de massa óssea (osteoporose). Desta forma, vai minorar o envelhecimento provocado pelo declínio da produção de hormonas no pós-menopausa. É também um tónico geral: estimula a memória e o sistema imunitário.
Obtenha os seus benefícios: A forma galénica mais vulgar de utilização da salva é a infusão: 1 colher de sopa para uma chávena; tome duas ao dia.


As defesas

Com a idade, o número de células T (próprias do sistema imunológico do organismo) diminui, aumentando a vulnerabilidade às infecções e interferindo no mecanismo hormonal. O passar do tempo reduz os estrogénios, provocando, nas mulheres, a chegada da menopausa e dos seus desagradáveis sintomas físicos: afrontamentos, perda de massa óssea, etc.


Milefólio

Porque faz bem?
Contém substâncias parecidas com a melatonina, pelo que tem efeitos semelhantes a esta hormona segregada pela glândula pineal e cuja função é imunoestimulante e antioxidante. Normalmente, os valores de melatonina começam a descer a partir dos 50 anos, de modo que a milefólio é uma boa opção para os aumentar, na idade adulta.
Obtenha os seus benefícios: Em tisana, a partir de duas colheres de flores por cada chávena de água, duas ou três vezes ao dia.


Chá verde

Porque faz bem?
Destaca-se pela actividade antioxidante, anti-inflamatória e imunomoduladora dos seus flavonóides e catequinas. Para além disso, mais de 600 estudos científicos confirmam as suas propriedades antitumorais ao nível do cancro do cólon, pâncreas, esófago, pulmões, mama e próstata, aumentando assim a esperança de vida de quem o consome.
Obtenha os seus benefícios: Os seus benefícios são dose dependentes, o que significa que quanto mais infusões ou comprimidos tomar por dia, maiores os benefícios (um estudo recente aponta os maiores benefícios em pessoas que tomaram mais de 20 chávenas por dia).


Soja

Porque faz bem?
Vários estudos indicam que, nos países onde a soja é o principal componente da dieta, as mulheres não têm praticamente sintomas da menopausa e osteoporose. O seu consumo também provoca reduções na percentagem de cancro da mama e do útero e de doenças cardiovasculares.
Tem um efeito modelador dos estrogénios e não um efeito estrogénico. Isto significa que, em mulheres na menopausa compensa a carência de hormonas, mas nas outras mulheres vai competir com os estrogénios (produzidos pela mulher ou ingeridos com a pílula contraceptiva), reduzindo o risco de cancro da mama e útero.
Obtenha os seus benefícios: Pode ser ingerida como comida (rebentos, tofu) ou bebida, sabendo que 25 g de proteína de soja é o equivalente a 60 mg de isoflavonas, cuja dose diária recomendada é de 40 a 160 mg.


Os olhos

A degeneração macular é uma das doenças mais relacionadas com o avanço da idade. Isto acontece porque a retina tem um metabolismo muito activo, o que significa que gera muito material residual. Com os anos, a capacidade de eliminar estes resíduos vai-se perdendo, até que estes se tornam tóxicos e, portanto, prejudiciais para o olho.


Mirtilho

Por que faz bem?
O fruto deste arbusto possui antocianósidos e taninos, substâncias fitoquímicas que melhoram a microcirculação, pelo que está indicado para problemas de visão (hemeralopia, redução da acuidade visual). É usado em casos de demência arteriosclerótica, melhorando a memória, os zumbidos nos ouvidos, as vertigens e os enjoos.
Obtenha os seus benefícios: Como o mirtilho é um fruto, deve dar-se preferência ao seu consumo como alimento. Existe à venda durante todo o ano congelado e em doces ou compotas (algumas das quais sem sacarose). Em cápsulas, deve-se ingerir 500 a 1000 mg por dia.


O corpo

A força muscular diminui por causa da atrofia e perda de massa muscular. Os ossos são menos densos, mais porosos e frágeis (osteoporose), sobretudo nas mulheres. Estes sintomas são acompanhados de perda de cálcio, factores genéticos e hormonais, e da degeneração das cartilagens, tendões e articulações.


Harpago

Porque faz bem?
Estudos recentes demonstraram a sua eficácia nos processos inflamatórios, especialmente reumáticos, como artrose, gota e lombalgia. É tão eficaz como os medicamentos anti-inflamatórios e, por ser uma planta medicinal, tem um perfil de efeitos adversos 10 vezes menor.
Obtenha os seus benefícios: Com um extracto líquido ou ampolas (1 a 4 g diárias, consoante a gravidade da dor).
O mar também rejuvenesce
Apesar de existirem inúmeras algas que combatem o envelhecimento, a que tem maior destaque é a espirulina. É um potente antioxidante graças à sua riqueza em vitamina E; evita as manchas cutâneas e previne os trombos. O betacaroteno e as gorduras poli-insaturadas que contém fazem dela uma protectora da visão, da pele e das mucosas.

Texto: Fernanda Soares
Revisão científica: João Beles (naturopata, coordenador do curso de Naturopatia do Instituto de Medicina Tradicional de Lisboa)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista Prevenir

Fonte: http://saude.sapo.pt/prevenir/

Saturday, 18 October 2008

Alimentação Macrobiótica



A palavra macrobiótica deriva de macro (Grande) e bios (Vida), e significa Grande Vida, no sentido de que é uma concepção da vida orientada para o equilíbrio e longa duração dos indivíduos como atitude consciente que procura ajudar o organismo a integrar-se no sistema ecológico a que pertence, favorecendo as suas características, naturais de vitalidade.

O re­gime alimentar aparece na macrobiótica coma parte fundamental dos factores de promoção de vida longa com saúde, sem doenças nem desequilíbrios orgânicos e psíquicos, e corresponde a uma alimentação exclusiva, ou quase exclusiva, de produtos naturais, que são os vegetais silvestres ou cultivados sem adubos, pesticidas e adjuvantes artificiais, e de preferência na região em que as pes­soas vivem.
Utiliza como alimentos essenciais de base

* Todos as cereais integrais, sob a forma de grão - com prio­ridade para o arroz - ou de flocos, pastas, farinhas, sêmo­las, pão, na proporção de 50-90 % da alimentação diária;
* Sementes de frutos ricas em proteínas;
* Sal marinho natural (não refinado);
* Água natural.


Utiliza como alimentos complementares
* Produtos hortícolas seleccionados (folhas, cenoura, raba­netes), legumes (feijão, ervilha, lentilha), ervas silvestres, frutos, principalmente nativas, algas, na proporção de 10­-50% de alimentação diária;
* Temperos preparados segunda técnicas próprias;
* Bebidas, sob a forma de tisanas preparadas com plantas naturais.


Recomenda limitar a consumo de
* Leite, queijo e ovos fecundados;
* Frutos e alimentos silvestres não herbáceos.


Manda eliminar
* Carne e peixe (especialmente salgadas e em conserva) e gorduras animais;
* Açúcar e todos os produtos açucarados;
* Batata, tomate, beringela, frutos e verduras exóticas.


A macrobiótica
considera essencial equilibrar os efeitos opos­tos que terão os alimentos, de acumulação ou interiorização e de exteriorização ou agressividade, e de que dependeriam pratica­mente todas as doenças nos seres humanos.

Em consequência, encontram-se graves contradições entre a medicina científica e a macrobiótica, o mesmo se verificando com a ciência da nutrição.

A preparação dos vegetais, sopas e bebidas é considerada de importância fundamental em macrobiótica e obedece a regras que os praticantes são convidados a conhecer muito bem, para conseguirem a combinação de alimentos e de partes de alimentos recomendada.

Recapitulando a macrobiótica é baseada num princípio com mais de 5000 anos de existência original do Tibete e da China, inspirando-se numa filosofia primitiva, na ideia de que a Humanidade faz parte do meio ambiente e do cosmos e que a saúde e o raciocínio são um reflexo da nossa apreciação, ligação e intercâmbio com o mundo que nos rodeia.

Nos finais do séc. XIX um médico do exército japonês, Sagen Ishizuka, que se curou duma doença de rins intratável pela medicina moderna adoptando um regime alimentar baseado em cereais integrais e vegetais, fundou a primeira organização macrobiótica e foi extremamente famoso no Japão nos finais do século XIX e início do século XX.

Para Ishizuka todos os problemas de saúde e sociais tinham como origem uma má nutrição, particularmente um desequilíbrio entre sódio e potássio nos alimentos e, para ele, todos os problemas podiam ser corrigidos adoptando uma prática alimentar de acordo com a constituição biológica humana, em especial a utilização de cereais integrais e vegetais como alimentos predominantes.

O trabalho de Ishizuka foi continuado e desenvolvido por George Ohsawa, escritor americano de ascendência nipónica, que acreditou ter sido a alimentação macrobiótica a responsável pela cura da tuberculose de que sofria.

Nos anos 30 este escritor trouxe os seus ensinamentos para a Europa, em especial para a França e Bélgica. Ohsawa prescrevia segundo a condição individual, pois para ele praticar macrobiótica era comer de acordo com as necessidades em constante mutação de cada um. Nascia assim uma nova era da nutrição, em estreita relação com a filosofia Zen.
O que é a Macrobiótica?

A macrobiótica preocupa-se em adequar os alimentos energicamente segundo as necessidades individuais de cada um, tendo em conta a idade, o sexo, a actividade física e o estado de saúde.

Em todos os alimentos aconselhados o único que é considerado equilibrado é o “Arroz Integral”, que tem energias opostas e equilibradas.

Ao aderir a esta dieta é suposto evoluir ao longo de sete níveis. Os primeiros níveis para um principiante consistem, basicamente, em eliminar os alimentos Yin e Yang e manter o consumo preferencial de alimentos neutros e intermédios.

Gradualmente vão-se eliminando também os alimentos intermédios até ser alcançado o nível sete, que consiste em comer apenas Arroz Integral.

O nível sete é o extremo da macrobiótica, o qual raramente é conseguido, pois apresenta deficiências nutricionais graves podendo causar a morte.

Pratica-se a macrobiótica a partir de uma disciplina inicial, com o objectivo de proporcionar a cada um através de uma reeducação do organismo, os meios para se libertar dos maus hábitos, vícios e condicionamentos alimentares impostos por uma sociedade consumista, de modo, a alcançar o bem estar físico e psíquico.

Para ser alcançado o equilíbrio não basta uma preocupação só com os alimentos, mas também com a quantidade de líquidos ingerida que deverá ser em função da sede que se sente, uma vez que um excesso de líquidos conduz a uma maior fadiga e uma sobrecarga nos rins.

Muito importante para fazer uma correcta alimentação macrobiótica é também a forma como se ingerem os alimentos sendo a mastigação um factor determinante.

Deve-se mastigar bem os alimentos, 50 vezes se for possível pois deste modo nunca se come em demasia, parando-se naturalmente sem ter ultrapassado as devidas proporções, obtendo-se um melhor sabor e maiores benefícios na digestão, alimentando também o espírito.

A Macrobiótica é representada por um símbolo que define um estado de equilíbrio onde fica bem claro que nada é 100% Yin ou 100% Yang.

Segundo a filosofia Macrobiótica é justamente este dinamismo Yin-Yang que nutre o nosso organismo, não as calorias.

Por ser muito importante para este tipo de dieta todo o equilíbrio, é sugerido o consumo preferencial dos alimentos produzidos de acordo com as estações do ano, para não desestabilizar o equilíbrio da Natureza.

Os alimentos são também agrupados de acordo com a sua Energia sendo aconselhado o seu consumo de acordo com as necessidades de cada um.


Alimentos neutros, ou seja, com um bom equilíbrio yin/yang:
* Cereais integrais (arroz, aveia, cevada, milho, centeio, trigo, trigo sarraceno, painço, etc.);
* Sementes (de gergelim ou sésamo, de girassol, de abóbora, linhaça, etc.);
* Legumes.

Alimentos Yin:
Milho, centeio, aveia, cevada, beringela, tomate, pimento, favas, pepino, espargos, espinafre, alcachofra, abóboras, cogumelos, ervilhas, beterraba, alho, couve-roxa, couve-flor, lentilhas, polvo, pescada, truta, porco, vaca, iogurte, natas, manteiga e margarinas, frutos frescos, mel, açúcares, café, vinho, cerveja, chá verde, tília, hortelã-pimenta, camomila.


Alimentos Yang:
Arroz, milho-miúdo, trigo, alface, repolho, alho-porro, grão-de-bico, rabanete, nabo, cebola, salsa, cenouras, agrião, linguado, atum, salmão, camarão, sardinhas, pato, peru, ovos, leite, queijos, amêndoa, azeitonas, óleos vegetais não refinados, alecrim, malte, chá mu, vinagre, mostarda, baunilha, açafrão, sal marinho não refinado.


Alimentos principais:
Cereais integrais (arroz, trigo, painço, aveia, centeio, cevada).


Alimentos secundários:
Chá, sal marinho, legumes , verduras, raízes, frutas, óleos extraídos a frio.


Alimentos opcionais:
Peixes, aves e ovos (quanto menos, melhor para a saúde), leite e derivados (preferir os de soja ou cabra).


Alimentação Macrobiótica Padrão

50 a 60% da alimentação diária devem consistir de cereais integrais.

Cereais integrais incluem arroz integral, cevada, millet, aveia, milho, trigo, centeio, trigo sarraceno, cuscuz, bulgur, flocos de aveia, flocos de cevada, carolo de milho, massas, pão, crepes, panquecas, etc.

Deve dar-se preferência a cereais integrais em grão, em particular se existirem problemas de saúde sérios, uma vez que os cereais sob a forma de farinha são mais difíceis de digerir e as farinhas ao oxidarem perdem muitas das propriedades originais do cereal em grão.

A Sopa deve ser consumida 1 a 2 vezes por dia.

As sopas são em geral de vegetais mas podem também incluir cereais, leguminosas, algas, peixe. Uma sopa particularmente aconselhada é a sopa de miso ou sopa de pasta de soja, devido aos efeitos benéficos que o miso tem na reconstrução da flora intestinal.

25 a 35% incluem os mais diversos vegetais (para além dos vegetais utilizados nas sopas).

Os vegetais devem ser cozinhados de diferentes formas mas é importante que alguns sejam bem cozinhados e outros levemente cozinhados ou consumidos sob a forma de salada crua.

Vegetais para uso diário incluem cebolas, cenouras, abóbora, brócolos, couve, agrião, nabos, couve de bruxelas, cogumelos, germinados, nabiças entre outros.

Vegetais como batatas, tomates, beringelas são geralmente desaconselhados ou devem ser utilizados muito ocasionalmente se se gozar de boa saúde.

10 a 15% da alimentação consistem de leguminosas, derivados das leguminosas e algas.

As leguminosas incluem grão de bico, lentilhas, feijão azuki, feijão frade, feijão catarino, feijão manteiga e todos os feijões disponíveis nos diversos climas; derivados das leguminosas como tofu, tempeh, natto, seitan (neste caso derivado do trigo mas sendo um alimento com alto teor proteico) podem e devem também ser usadas regularmente.

As algas foram durante muitos anos utilizadas em diferentes culturas e utilizam-se em pequena quantidade neste regime, cozinhadas em conjunto com os vegetais, leguminosas ou cereais. As algas para uso regular têm nomes como wakame, kombu, aramé, hiziki, nori entre outras.

Para além dos alimentos mencionados a Alimentação Macrobiótica Padrão inclui em quantidades variáveis os seguintes alimentos:

Sementes e oleaginosas
- Sementes de sésamo, de abóbora, de girassol; amendoins, amêndoas, pinhões e nozes.

Frutos da estação e da área geográfica em que vivemos
- Maçãs, pêras, morangos, castanhas, pêssegos, melão, melancia, uvas, etc.

Peixe, preferencialmente de carne branca
- Pescada, linguado, robalo, cherne, dourada, tamboril entre muitos outros.

Bebidas diversas, em especial chás tradicionais, cafés de cereais, sumos de vegetais ou de frutos
- Se se gozar de boa saúde ou em situações especiais, pequena quantidade de bebidas alcoólicas como cerveja, vinho ou whisky de malte.

Óleos e temperos
- Como óleo de sésamo, de girassol, de milho, azeite e temperos como vinagre de arroz, vinagre de ameixa, gengibre, algumas ervas aromáticas entre outros. Os óleos devem ser de primeira pressão a frio e não extraídos a altas temperaturas com solventes químicos à base de petróleo.

Condimentos para uso de mesa
- Estes devem ser utilizados em quantidades mínimas, são bastante importantes em especial se houver problemas de saúde; os condimentos principais são gomásio (sementes de sésamo com sal), umeboshi (pickleS de ameixa), tekka (condimento produzido a partir de diferentes raízes), sementes de sésamo, condimento de cebolinho e muitos outros.


OS PRINCIPAIS ALIMENTOS MACROBIÓTICOS

Com a difusão da macrobiótica por todo o mundo, muitos alimentos usados pelos povos antigos foram reintegrados na nossa cultura, sendo muitos deles provenientes da culinária tradicional japonesa o que leva a que seja difícil a sua aquisição em Portugal.


Abóbora-moranga

Menor que a abóbora comum, a moranga tem sua energia mais concentrada. Deve ser comida com casca, assim como a maioria dos legumes da alimentação orgânica.


Açúcar mascavado
É o açúcar natural, que não passa pelo processo industrial de refinamento. Castanho claro ou escuro.

Juntamente com o mel, é a melhor opção para substituir o açúcar branco, tratado quimicamente.


Algas marinhas
Por assimilar da água do mar grande quantidade de minerais (como iodo, cloreto de sódio, cobre, ferro e zinco), as algas marinhas possuem várias propriedades alimentícias e medicinais.

São indicadas principalmente para a obesidade provocada pela retenção de líquidos, no tratamento de anemia e na recuperação de pacientes portadores de leucemia. Podem ser ingeridas cruas, cozidas ou fritas, adicionadas a pães, bolos, tortas, cereais cozidos, em forma de pasta ou no chá tradicional.


Ameixa salgada (umeboshi)
Uma conserva muito usada no Japão, de onde é importada.

As ameixas são acondicionadas num barril de madeira, com sal marinho natural, por 3 anos ou mais.


Arroz integral
Base da alimentação macrobiótica, este cereal promove a renovação do organismo e fornece diversos tipos de proteínas e vitaminas, entre outros elementos. Existem vários tipos nas casas de produtos naturais, mas o que se aconselha é o de grão mais arredondado, com característica mais Yang que os outros, portanto dotado de maior quantidade de energia.


Aveia
A aveia usada na alimentação integral é semelhante à que se encontra nos supermercados, mas nela os adubos químicos e insecticidas não estão presentes.


Ban-chá
Usado como digestivo após as refeições, este chá suaviza as portas irritadas do aparelho digestivo e proporcional leveza para os organismos inflamados.

Deve ser tomado sem açúcar ou outro aditivo, como todos os chás macrobióticos.

A quantidade ideal no preparo é 1 colher de sopa de erva levemente torrada para 1 litro de água. Meio copo após as refeições é o suficiente.


Bardana
Esta raiz é muito utilizada pelos macrobióticos como alimento e como remédio. Não é preciso descascá-la para cozinhar.

O seu chá, feito com 300 gramas de folha para 1 litro de água, é bastante indicado no tratamento das cólicas hepáticas, enfermidades cardíacas, furúnculos, bronquite, cálculo renal, cálculo biliar e afecções da bexiga, além de funcionar como antídoto para o envenenamento por mercúrio metálico e combater os efeitos de agentes poluentes, como o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono.

O cataplasma da raiz é útil nas contusões, no reumatismo, artrite, impingem, herpes e queda dos cabelos.


Cevada
Com cevada natural preparam-se muitos pratos saborosos, que são ensinados em qualquer livro de receitas macrobióticas.

A cevada torrada, por sua vez, é um óptimo substituto para o café comum.


Chá de arroz integral
É preparado com arroz integral torrado e folhas torradas de ban-chá.

Útil para recuperar as forças perdidas nos exercícios físicos e mentais, é nutritivo e combate a estafa.

Para 1 litro de água, usa-se 3 colheres de sopa do chá.

Deve-se tomar meio copo após as refeições principais.


Dentie
Trata-se de um dentifrício natural feito à base de berinjela torrada e sal marinho.


Fécula de araruta
Extraída da araruta pura, serve para dar consistência a pudins, gelatinas, minguas e cremes. Misturada com shoyu (molho de soja), é um grande remédio contra gripe e infecções da garganta.


Feijão azuki
Estes grãos pequenos e vermelhos, têm um grau de fermentação bem inferior ao dos outros feijões.

É rico em energia, e devido às suas qualidades diuréticas é muito indicado para os diabéticos.

O modo de preparar é igual ao de qualquer feijão.

Com os grãos torrados, prepara-se um chá excelente, próprio para a maioria das doenças metabólicas, além do diabetes.

Esse chá é depurativo do sangue, elimina o excesso de ácido úrico e tonifica os rins. Também funciona como calmante.

Para fazer o chá bastam 2 colheres de sopa de grãos crus, que devem ser torrados numa panela.

Acrescentar 1 litro de água e ferver, até que a água adquira uma cor escura.

Tomar meio copo após as refeições principais.


Feijão de soja
Constitui um dos alimentos mais ricos em proteínas.

Meio quilo de grãos equivale a 1 quilo de carne, 30 ovos ou 6 litros de leite.

A sua proteína é a única que combina 10 aminoácidos essenciais, portanto é capaz de estimular o crescimento e a energia no mesmo nível que a proteína animal. A soja também é rica em cálcio, ferro e lecitina.

O óleo de soja é de fácil digestão, contendo vitaminas A, B, B2, C, D, E e R. No entanto, por ser um alimento extremamente Yin, a soja deve ser consumida com moderação. Essa restrição não cabe aos subprodutos, como o leite, o queijo, o óleo e o shoyu, pois nesses casos as toxinas são eliminadas durante o preparo.


Gengibre
O óleo extraído do rizoma constitui óptimo remédio para problemas respiratórios, como catarro, rouquidão, asma e bronquite, devendo ser esfregado no peito.

O gengibre pode ser usado também como chá.

Corta-se um tubérculo pequeno em fatias e coloca-se para ferver durante 10 minutos em meio litro de água. A quantidade a ser tomada varia de acordo com o gosto ou a necessidade individual.

Tem um valor excepcional na atonia estomacal, cólicas, infecções, inflamações, acne, furúnculos e vómitos.


Ginseng

Esta raiz medicinal nativa da Manchúria e da Coreia, que nasce uma vez a cada 7 anos, é um poderoso estimulante, aumentando a resistência física e a capacidade mental.

Constitui também uma óptima protecção atómica, sendo considerado um rejuvenescedor de todo o sistema orgânico, particularmente das glândulas.


Leite de cereais

Esse leite é uma mistura de sete cereais bem moídos, facilmente solúvel em água.

Pode ser usado por adultos e crianças, puro ou no preparo de outros alimentos.


Misso

Molho feito à base de soja amassada, que se mistura a cereais como o trigo, o arroz e cevada, fermentada junto com sal marinho.

Como todos os alimentos orgânicos, o misso também é antitóxico. Costuma-se utilizá-lo para temperar sopas, cereais e carnes, substituindo o vinagre e a massa de tomate.


Molho de soja (shoyu)
Feito à base de soja salgada e fermentada por 6 meses, muito usado como condimento alimentar. Contém vários tipos de aminoácidos e vitaminas.


Rábano (Daikon- Nabo branco comprido)
É um dos remédios mais usados para combater deficiências visuais como a miopia, o estigmatismo, etc.

A macrobiótica recomenda comer 100 gramas diárias do nabo ralado, cru.

Com as folhas dele pode-se preparar um banho de assento, muito indicado no combate às infecções genitais, principalmente femininas. É especialmente útil na recuperação pós-parto.


Óleo de gergelim
Trata-se de um excelente remédio no combate da gripe e do resfriado, bastando tomar 1 colher de sopa pela manhã, em jejum, e outra antes de dormir.

Esse óleo também é usado no preparo de um colírio para as inflamações e as irritações da vista.


Sal marinho
É o sal natural, que não passa pelos processos industriais.

Pode ser encontrado sob a forma de cristais grossos ou finos.


Tahine
Preparado com sementes de gergelim moídas e prensadas, é um óptimo substituto para a manteiga comum, excelente fonte de proteínas vegetais e um remédio eficaz para a anemia.


Trigo integral
Com ele são feitos pães, bolos, tortas, biscoitos e macarrão.

Possui grande qualidade terapêutica, pois fortifica a flora intestinal e auxilia no funcionamento dos intestinos.


Trigo mourisco (ou sarraceno)
É um grão pequeno, esbranquiçado, macio ao mastigar, com o qual podem ser preparados todos os pratos que usam outros tipos de trigo ou farinha de trigo.


Vantagens e desvantagens da alimentação macrobiótica

Vantagens
* Reduz o risco de obesidade;
* Reduz o risco de colesterol elevado;
* Reduz o risco de diabetes;
* Ajuda a controlar a tensão arterial;
* Regula o trânsito intestinal;
* Provavelmente previne alguns tipos de cancro.

Estas vantagens provém do facto de esta ser uma alimentação pobre em calorias, gorduras saturadas e rica em fibras.

Desvantagens
* Aumenta o risco de anemia;
* Aumenta o risco de osteoporose;
* Em crianças e adolescentes pode provocar atrasos de crescimento, raquitismo e subnutrição;
* Este tipo de dieta não tem em conta a biodisponibilidade dos nutrientes, o que leva à necessidade de complementá-la com diversos suplementos de minerais e de oligoelementos.

Jacqueline Dias Fernandes - Nutricionista

Saturday, 20 September 2008

Ginseng (Panax ginseng)

Flores, plantas e óleos afrodisíacos

Ginseng (Panax ginseng)

A raiz do ginseng, contorcida e ramificada, lembra uma figura humana. Chineses e indianos consideram a planta como um dos melhores afrodisíacos, pois ao agir contra o stress, o cansaço e a falta de energia, melhoraria o desempenho sexual, equilibrando o indivíduo como um todo.

Wednesday, 17 September 2008

O real poder dos alimentos afrodisíacos


Saiba quais os alimentos que realmente estimulam o desejo sexual, aumentando a produção da hormona testosterona, decisivo na libido

*Sheila Pasquarell

A palavra “afrodisíaco” tem origem no grego aphrodisiakos e faz referência à deusa do amor, Afrodite. Afrodisíacos são agentes químicos ou odores que estimulam o desejo sexual ou elevam a potência masculina. Um prato bem arranjado e apetitoso à percepção de seus odores e a sua degustação tende a gerar um estado de euforia, capaz de conduzir ou resultar em ampliação do desejo sexual. Uma comida gostosa e saudável, preparada com especiarias, pode sim estimular a paixão.

Estes alimentos estimulam o desejo sexual ou elevam a potência masculina e garantem excelentes resultados

Alguns deles podem reacender a chama de uma velha paixão e só fica de fora quem quer, pois eles podem estar na mais requintada ou simples comida preparada.

Algumas especiarias podem ser usadas para estimular o apetite sexual por produzirem odores estimulantes do apetite e criarem um clima no ambiente. São elas: açafrão, cravo, noz-moscada, pimentas de vários tipos, gengibre, tomilho, ginseng, canela, aipo, mostarda, coentro, jasmim e almíscar (espalhando-se o pó sobre a comida).

Para si esses alimentos podem ser apenas especiarias, mas para seu organismo é um “prato cheio”, capaz de conduzir ou resultar em ampliação do desejo sexual. Essas especiarias ainda trazem a vantagem de não conter calorias. Com elas, é possível fazer pratos light e saborosos.

Um cardápio apetitoso feito com um punhado de nozes como aperitivo, ostras no prato principal e uma torta de chocolate de sobremesa, seria algo romântico não é mesmo? Claro! Pode não perceber, mas por trás desse delicioso cardápio estão escondidas muita energia e disposição para a noite toda.

Há alimentos que aumentam a produção, tanto dos espermatozóides e da testosterona (hormona decisiva na libido) como da secreção lubrificante vaginal, estimulando ainda mais a vida sexual dos casais. É o caso das ostras frescas, um alimento energético, que têm fósforo, iodo, zinco e contêm pouca gordura. Isso aumenta a disposição para o sexo.

No caso do ovo de codorniz, um mito popular, é um alimento riquíssimo em proteínas, possui grande quantidade de vitamina B1 e B2, ferro, manganês, cobre, fósforo e cálcio, tem baixa taxa de colesterol, mas não possui nenhuma substância que potencialize o apetite sexual.

Já o amendoim, outro mito, é um alimento altamente energético, de alto valor calórico, por ser uma oleaginosa, e contém grande quantidade de vitamina B3, que colabora para a vasodilatação sanguínea, por isso é relacionado ao aumento da libido e do apetite sexual.

Para uma vida sexual activa é preciso conciliar a prática de actividades físicas a uma alimentação equilibrada que evite açúcar e gorduras saturadas e contenha hidratos de carbono, de preferência massas preparadas com farinhas integrais, sem deixar de lado proteínas como as carnes magras, peixes, frango sem pele, a clara do ovo bem cozida (sem a gema). Sem esquecer das frutas, vegetais folhosos e legumes.

Recomenda-se no mínimo cinco refeições, pois o jejum prolongado leva à hipotensão (pressão baixa), hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), fadiga e desânimo. O poder afrodisíaco dos alimentos também está na combinação de cores e aromas. Com um pouco de imaginação e criatividade, o resultado com certeza é garantido. A vida sexual agradece!!!

* Sheila Pasquarelli é nutricionista, coordenadora do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Santa Helena/ Unimed Paulistana

Saturday, 13 September 2008

Alimentos afrodisíacos - Substâncias


(Guaraná)

- Marapuana (Ptychipetalum unicinatum anselmino)

- Catuaba (Eriotheca candolleana)

- Guaraná (Paullinia cupana)

- Ginseng (Panax ginseng)

- Ginseng brasileiro (Pfaffia paniculata)

- Gengibre (Zingiber officinale)

- Alho (Allium sativum)

- Cebola (Allium cepa)

- Gergelim (Sementes de Sésamo)

- Tahine (Pasta feita de sementes de sésamo)

Sunday, 15 June 2008

Fitoterapia


A Fitoterapia é o recurso de prevenção e tratamento de doenças através das plantas medicinais, e a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra

Desde o surgimento dos animais na Terra, estes usam instintivamente determinadas plantas como alimento, cura ou mesmo para estimular o vómito e eliminação de substâncias nocivas.

Há mais de 6000 anos, o homem vem testando e escolhendo instintivamente as melhores plantas medicinais para curar as suas doenças. No último século, a medicina disseminou o emprego de antibióticos e remédios alopáticos, e a nossa medicina natural passada de geração em geração ficou esquecida.
Porém, a cada dia, as plantas ganham seu espaço como aliadas no reequilíbrio físico do ser humano: o predomínio da cor verde relaciona-se à saúde e equilíbrio, chaves para o homem saudável; as diversas nuances das flores complementam esta missão, trazendo alegria e optimismo (amarelo e vermelho), paz (branco), amor e fraternidade (rosa), espiritualidade (violeta) e harmonia (azul).

A fitoterapia é uma terapia com a propriedade de auxiliar na cura de males profunda e integralmente, de forma barata (os preços dos remédios estão "na lua" ) e não-agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo e reintegra o ser humano às suas raízes terrestres. Actualmente, diversos centros de pesquisa nacionais e estrangeiros dedicam-se ao estudo das substâncias presentes nas plantas medicinais.
A ciência começa então a render-se à força da natureza. Natureza presente junto a nós em todo o pedacinho de chão com terra, luz, ar e água.


Preparação
Você mesmo pode cultivar as suas plantas medicinais em casa, pequenos espaços também servem. O importante é a energia de cura que mentalizar. Seguem abaixo algumas dicas importantes na colecta e preparação das ervas medicinais: as plantas devem ser colhidas quando molhadas e de preferência, na lua cheia de madrugada molhadas pelo orvalho; secar as plantas à sombra; guardá-las então em lugar seco separadas por espécie; não usá-las caso apareça mofo ou humidade.

Após obtidas as ervas, mantenha-as armazenadas em recipientes de vidro ou cerâmica, longe do pó, humidade e calor. Caso as compre em algum lugar, esteja atento à qualidade e pureza das ervas, bem como se foram cultivadas longe de agrotóxicos.
Os mais conhecidos meios de se utilizar as plantas medicinais são:

Chá Tradicional:
a erva é colocada na água a ferver e deixada por cerca de 1/2 minuto a ferver em recipiente tampado. Deixá-lo tampado por alguns minutos.

Infusão: a água fervente é despejada sobre as plantas, e o recipiente tapado durante 10 a 15 minutos. Ideal para flores e folhas.

Decocção: a planta é fervida por algum tempo em recipiente tampado. Depois deixá-la tampada por alguns minutos. Esta forma é mais apropriada para raízes, cascas e sementes, porém estas devem ser cortadas em pequenos pedaços ou esmagadas antes de serem utilizadas.

Maceração: a planta fica de molho em água fria até 24 horas, de acordo com a sua qualidade. Neste caso, as vitaminas e sais minerais não são alterados pela fervura.

As doses de ervas a serem utilizadas variam muito, porém, pode-se utilizar, em média.
Para folhas secas: 4 colheres de sopa por litro de água.
Para folhas frescas: 8 colheres de sopa por litro de água.
Para raízes e cascas: depende muito da qualidade da erva

Os chás devem ser tomados puros ou adoçados com mel puro, longe das refeições, e várias vezes ao dia.

Tente trocar o café e o chocolate por um chazinho de erva-cidreira, erva-doce, camomila ou hortelã, você vai se sentir muito melhor!

Sumos
Podem ser obtidos espremendo-se as folhas das ervas através de um tecido fino de algodão, batendo-as no liquidificador ou amassando-as num pilão. São então coadas e diluídas em água e, caso necessário, adoçadas com mel. Para adultos, indica-se 5 gotas por colher de sopa de água.

Saladas
As ervas também podem ser comidas cruas em forma de saladas ou preparadas junto com os alimentos, como temperos. Porém muito cuidado deve ser tomado quanto à qualidade e limpeza das ervas. Lave-as bem com água corrente e depois deixe-as de molho por algum tempo em água, sal marinho e vinagre.

O dente-de-leão, língua-de-boi, língua-de-vaca, tanchagem, hortelã, salsa e mil-folhas estão dentre as inúmeras ervas boas para saladas.


Banhos
Algumas plantas podem ser acrescidas à água morna da banheira, e o banho deve durar uns 20 minutos.


Cataplasmas
As ervas frescas podem ser aplicadas soltas directamente sobre a pele ou sustentadas por uma gaze.
Podem também ser esmagadas até ficarem em forma de pasta, colocada entre dois panos finos ou gaze, e aplicada sobre o local afectado.
Podem ser usados para tratar nevralgias, dores de ouvido, asma, cãibras, etc.


Compressas
Embebe-se panos com uma decocção forte concentrada e aplica-se na região afectada. Os chás quentes têm efeito sedativo sobre inchaços, nevralgias, contusões, reumatismo, gota, etc.


Gargarejos e Inalações
Gargarejar algumas vezes ao dia chá preparado por decocção. Este tratamento actua sobre a cavidade bucal e garganta.
Para fazer inalações, prepare um chá forte de ervas, retire-o do lume, coloque um funil de papelão invertido sobre o recipiente, cubra a cabeça com um pano e respire o ar evaporado. As inalações são óptimas para tratamento de gripes, sinusites, constipações, pneumonia, etc.

Lavagens
Os chás podem também ser usados para lavagens intestinais, no caso de distúrbios digestivos, e vaginais, por exemplo no caso de corrimentos.


Tinturas
É a maceração das plantas a frio, em álcool de cereais a 60º ou a 70º.


Unguentos
Preparados misturando-se ervas com uma substância gordurosa como vaselina.


Cápsulas, pomadas, pastilhas e comprimidos
Preparadas por técnicas especiais incluindo esmagamento, prensagem, extracção e outras.


Observações:
Nunca use um chá por mais de 24 horas depois de preparado, pois este entra em fermentação; e não use o mesmo tipo de chá por mais de 30 dias seguidos, porque o seu organismo vai responder cada vez menos.

Evite preparar as ervas em utensílios de metal, pois podem causar alterações no efeito e sabor do chá devido a oxigenação. Prefira recipientes de barro, louça ou esmalte.


PLANTAS MEDICINAIS

Abacateiro – Persea gratissima
Polpa, folhas, sementes e casca
Polpa do fruto: anti-raquitismo e afrodisíaco
Infusão das folhas: diurético, digestivo, rins e bexiga, dores de cabeça, febre, bronquite e tuberculose
Sementes em cataplasma: abscessos; raladas em álcool: reumatismo.
Cascas: vermífugo


Abacaxi /Ananás - Ananas sativus
Polpa e casca
Suco, chá e casca: diurético, vermífugo, calmante da tosse e expectorante.
Polpa : digestivo; em aplicação externa: aftas


Abóbora - Cucurbita pepo
Polpa e sementes secas e tostadas com sal.
Decocção da polpa: diarreia e gases.
Sumo da polpa: prisão de ventre.
Cataplasma das folhas: queimaduras, inflamações e dores de ouvido.
Folhas cruas frescas, refogadas ou pó : anemia e avitaminose.
Sementes: vermífuga.
Flores: otite.


Agrião - Nasturtium officinale
Folhas e flores
Saladas cruas: excitante, combate o escorbuto, anemia, digestivo e diurético. Contra febre e dores de dentes.
Infusão: bronquite, depurativo, diurético, febre, icterícia.
Sumo: combate o fumo.


Aipo - Aipum graveolens
Caule, folhas e raiz
Decocção das folhas e raízes: diurético, depurativo e carminativo.
Artrite, reumatismo, cálculos biliares.
Infusão das sementes: gases, má digestão
Alcachofra - Cynara scolymus
Folhas e raiz.
Decocção e cápsulas: cálculos biliares e distúrbios hepáticos, diurético, combate a anemia, raquitismo, hemorróidas, varizes e reumatismo, auxiliar nos regimes de emagrecimento.


Alecrim de Jardim - Rosmarinus officinalis
Folhas e flores - aromática
Compressas: abcessos; compressa de alecrim + alfavaca: protege os seios durante a amamentação.
Fumaça de alecrim (vapor): tosse, bronquite, asma e gripe.
Óleo: queda de cabelo.
Vinho de alecrim: diurético, hidropisia, exaustão física e intelectual.
Decocção e tintura : digestivo, gases, febre, cansaço.
Banhos: reumatismo.
Pomada: sarnas, reumatismo.
Alface - Lactuca sativa
Folhas frescas
Cataplasma: contusões e inchaços.
Decocções : insónia, calmante e intestino.


Alfavaca - Ocimum basilicum - Manjericão
Folhas frescas ou secas
Infusão: mau-hálito, debilidade, cólicas e vômitos.
Folhas dentro do feijão: gases intestinais.
Decocção: boca e garganta.


Alfazema - Lavandula officinalis - Lavanda
Folhas secas:
Infusão: conjuntivite.
Flores secas:
Infusão: asma, bronquite, faringite, laringite, coqueluche, tosse, reumatismo, nervosismo, insónia, nevralgias, digestiva, queimaduras, enxaqueca.
Óleo para Massagem: cansaço, contusões, estômago, vertigens, hemicrania.


Alho - Allium sativum - Alho manso, alho comum e alho-hortense.
Bulbo e caule
Unguento: calos
Óleo e Infusão: insónia, hipertensão, tuberculose, resfriados, tosse, bronquite, feridas infecciosas, reduz o colesterol ruim.
Cataplasma: reumatismo
Decocção: vermes

Obs.: Em excesso, pode gerar dor de barriga e de cabeça.
Contra-indicado para mães amamentando e pessoas com tensão arterial baixa.


Ameixeira - Pronus domestica
Folhas frescas e frutos maduros
Licor de ameixa: digestivo
Polpa do fruto: laxante e digestivo
Infusão das folhas e frutos secos : resfriado, tosse, rouquidão
Cataplasma das folhas : vermífugo


Amoreira - Morus alba, Morus nigra
Frutos, folhas, casca e raiz
Gargarejo com infusão ou suco do fruto: aftas, amigdalite e dor-de-dentes
Decocção da casca e raízes: dor de dente, estômago, intestino, vermífugo
Infusão das folhas: diurético, hipertensão
Xarope: tosse, garganta
Cataplasma das folhas : eczemas, erupções cutâneas
Banho : revigorante.


Angelica - Angelica officinalis
Raiz, folhas, flores e sementes
Infusão: digestivo, diurético, depurativo, histeria
Decocção: diarreia
Cuidado: as folhas da angelica são muito semelhantes às da venenosíssima cicuta.


Arnica - Arnica montana - Tabacode Savóia
Raízes e flores
Pomada: acne, furúnculos
Infusão das flores: tónico estomacal
Tintura: contusões, quedas, distensões, hematomas, dores reumáticas musculares.
Atenção: A arnica é uma planta venenosa, assim a administração oral de medicamentos à base de arnica deve ser feita sob prescrição médica.


Aroeira - Schinus molle L - aroeira-salsa,
Casca e Folhas
Decocção: garganta, feridas, tumores, inflamações em geral.
Banho: sarnas e hemorróidas.


Arroz - Oryza sativa
Decocção para lavagens: hemorróidas
Decocção: colite, enterite, infecção intestinal


Arruda - Ruta graveolens - Ruta sativa - Arruda fedorenta, doméstica e de jardim.
Folhas frescas
Cataplasma das folhas: abscessos e otite
Infusão das folhas: gases, nevralgias, vermes (em azeite), enxaqueca, piolhos, sarnas, pulgas.
Decocção das folhas para lavagens: inflamação nos olhos
Obs.: Não usar na gravidez.


Artemísia - Artemisia vulgaris
Folhas, flores e raízes
Pó: convulsões infantis, epilepsia
Infusão das folhas e flores : menstruação dolorosa, dismenorreia, febre, gota, reumatismo, vermes
Folhas: "Moxa" utilizada no tratamento de acupunctura
Sumo: doenças femininas
Obs.: Não usar na gravidez e amamentação.


Assa-Peixe - Vernonia sp.
Folhas, flores e frutos
Infusão : gripe, bronquite, asma, tosse
Avenca - Adiantum capillus veneris - Cabelo-de-Vênus; Avenca Comum e
Avenca-do-Canadá
Folhas
Decocção e infusão: gripe, tosse, rouquidão, bronquite, regula a menstruação.
Uso externo : caspa e queda de cabelos
No álcool: verrugas.


Babosa - Aloe vera
Uso interno: estomáquico e laxante
Sumo - uso externo : anti-caspa, antifúngico, antibacteriano, cicatrizante, repelente, glaucoma
Supositório : hemorróidas


Beldroega - Portulaca oleracea
Folhas e sementes
Infusão das folhas: diurética, inflamação dos olhos
Saladas e sementes: vermífugo
Uso externo: feridas


Boldo-do-Chile - Peumus boldus
Folhas
Decocção : cálculos biliares, distúrbios estomacais e hepáticos
Chá : tranquilizante, insónia


Cabelo de Milho - Barba de Milho
Chá : diurético, cálculos renais, infecções urinárias, ácido úrico, albuminúria


Calêndula - Calendula officinalis - Mal-me-quer - Verrucária
Flores e folhas
Infusão: gripe, escorbuto, icterícia, inflamação dos olhos, artrite
Uso externo: inflamações cutâneas
Sabonetes: queimaduras
Folhas: calos e verrugas


Cambará - Lantana camará- camará
Flores e folhas
Chá: tosse, resfriados, gripes, bronquite, asma, coqueluche


Camomila comum - Matricaria chamomilla
Flores
Infusão : febre, insônia, nevralgias, cólicas, gases, indigestão, dispepsia, falta de apetite, infecções intestinais
Compressas e lavagens : conjuntivite, inflamações nos olhos e vista cansada


Camomila Romana - Anthemis nobilis
As mesmas propriedades da camomila comum, porém mais fortes.


Cana-do-Brejo - Costus sp.
Cistite, infecção renal, pressão alta, circulação e enemas.


Capim-Limão - Cymbopogon citratus Stapf
Folhas
Infusão: ansiedade, histeria, calmante, gases, má digestão.
Infusão com mel e inalação: bronquites.


Carqueja - Baccharis trimera
Folhas
Infusão e cápsulas: fraqueza orgânica, fígado, indigestão, diarreia, falta de apetite, diabetes, reumatismo, gota, dietas para emagrecimento.


Cáscara Sagrada - Rhammus purshiana
Casca
Decocção e cápsulas : fígado, estômago, intestino, laxante, hemorróidas.
Chapéu-de-Couro - Echinodorus grandiflorus Mitch
Folhas
Decocção: reumatismo, infecções urinárias, dores, artrite, aterosclerose, diurético, sífilis, depurativo, gota
Uso externo e chá : dermatites


Chá Preto - Thea sinensis- Chá da Índia - Chá da China - Chá Pekoe
Folhas
Infusão : estomatites, má digestão, resfriado, excitante, diurético,
analgésico, sudorífico, estimulante nervoso.


Cebola - Allium cepa
Bulbos
Infusão de vinho: calos, diurético
Tintura: diurético
Unguento: hemorróidas, frieiras
Decocção: infecções intestinais, prisão de ventre
Bulbo : hemorragia nasal, picada de abelhas
Infusão: constipações, tosse, vermes


Cenoura - Daucus carota
Raízes e sementes
Cataplasma : queimaduras
Decocção : rouquidão, tosse


Confrey - Symphytum officinalis
Folhas, raiz
Chá : infecções, hemorragia, úlceras, leucemia, corte e feridas
Cataplasma : fraturas ósseas, varizes, cicatrizante, úlceras, feridas,
queimaduras, antiinflamatório, fraturas


Copaíba
Resina - óleo
Óleo: sífilis, bronquite, tosse, dermatite, urticária, cicatrizante, úlcera, feridas, antiséptico, leucorreia, infecções urinárias


Cravo-da-Índia - Eugenia caryophyllata
Flores
Chá e pó : excitante, dores de dente, digestivo, afrodisíaco, depurativo
Infusão de vinho : bronquite, gripe, tosse, resfriado


Dente-de-Leão - Taraxacum officinale
Flores, folhas e raiz
Salada : depurativo do sangue, fígado
Decocção e infusão : depurativo, hidropisia, afecções do fígado,
acidose, icterícia, diabetes
Sumo das folhas : cálculos renais e fígado.
Uso externo: vitiligo.


Erva Baleeira - Cordia verbenacea - Catinga de Mulata
Folhas
Infusão, Tintura e Pomada: anti-inflamatória, dores de coluna, reumatismo, limpeza e cicatrização de feridas.


Erva-Cidreira - Lippia sp.
Flores e folhas
Infusão e tintura: úlceras, digestiva, calmante, anti-inflamatório, vias respiratórias, gases, icterícia, tónico cardíaco.
Compressas: feridas
Banho: calmante


Erva-Doce - Pimpinella anisum -Funcho - Anis
Sementes
Infusão : intestino, gases, cólicas, obesidade, cãibra, reumatismo, diabetes, olhos, memória, depurativa, estimula a secreção láctea.
Azeite - uso externo: piolhos


Erva-de-Macaé - Leonurus sibiricus L.
Folhas
Infusão: Azia, infecção intestinal, poderoso antibiótico, verminoses, diabetes


Erva-Mate - Ilex paraguayensis / brasiliensis
Folhas
Infusão : excitante, tonificante, ativa a circulação, diurético,
digestivo, laxante, dispepsia, distúrbios estomacais e hepáticos


Erva de Passarinho - Struthanthus concinnus Mart.
Folhas e Flores
Infusão: diabete, hemorragias, lavagem de feridas, úlceras, doenças do útero, pneumonia, asmas, pressão alta.


Erva-de-Santa-Maria - Chenopodium ambrosioides- Vomiqueira – Erva formigueira
Folhas e sementes
Infusão e tintura : bronquite, tosse, diurético, calmante, tuberculose
Sumo : vermífuga
Obs.: Não utilizar na gravidez. Em grandes quantidades é venenosa.


Erva-de-São-João - Ageratum conysoides L. - Catinga de Bode
Folhas
Infusão : diarreia, desinteria, cólicas e gases, reumatismo e depressão.
Obs.: Após usar a infusão, nãos se expor ao sol (usar boné e óculos), pois pode causar cataratas.


Espinheira Santa - Maytenus hicifolia- Salva-vidas - Espinho de Deus
Folhas
Infusão e cápsulas : analgésica, desinfetante, cicatrizante, dores, gastrite, úlcera, laxante, diurética
Sumo : feridas, acne, eczemas
Obs.: Não utilizar durante a amamentação


Eucalipto - Eucalyptus globulus
Folhas
Inalação - óleo : asma, bronquite, cicatrizante, desinfectante
Infusão das Folhas: bronquite, febre, estomatite, faringite, gripe, constipações, tosse, sedativo, desinfectante, sudorífero, papeira,tuberculose.
Óleo para Massagem diluído em óleo de amêndoas ou semente de uva: dores reumáticas.


Gengibre - Zingiber officinalis
Raiz e casca
Infusão, raiz mascada e cristais : excitante, dispepsia, gases, diarreia, gripe, tosse, bronquite, resfriado, asma, cólera, gota, infecções, mau-hálito, tártaros, inflamações gengivais, reduz o colesterol, estimula a imunidade, afrodisíaco.
Compressa: bursite.


Ginseng - Panax quinquefolium
Raiz
Infusão e raiz mascada : tonificante, resfriado, tosse, estomatite, prisão de ventre, inflamações urinárias e pulmonares, distúrbios nervosos, fadiga, úlceras gástricas


Girassol - Helianthus annus
Folhas e sementes tostadas
Tintura das folhas : febre, malária, resfriado, estomatite, hematúria
Infusão das sementes : excitação nervosa
Uso externo tintura : chagas, contusões, feridas


Goiabeira - Psidium guajava
Folhas
Cataplasma: varizes.
Suco: estomatite.
Banho de Assento: corrimento vaginal.
Brotos
Infusão: diarreia e desinteria.


Guaco - Mikania glomerata Spreng - Cipó Catinga
Folhas
Infusão e Tintura: reumatismo, artrite, sífilis, gota
Decocção: doenças respiratórias e da garganta.
Xarope: tosse, gripe.
Cataplasma: mordedura de cobra e insectos venenosos.

Ginseng (Panax ginseng)


GINSENG - REN SHEN
“Planta do Homem” (chamada assim porque as raízes desta planta lembram a forma dum homem.)


Família:
Araliáceas

Nome cientifico
– Panax ginseng, C. A. Mey

Nome farmacêutico
– Radix ginseng

Nome chinês
– Ren shen

Nomes vulgares:
O Ginseng (também denominado Panax ginseng, ginseng asiático, ginseng chinês, ginseng vermelho coreano ou ginseng oriental) é utilizado na medicina chinesa há milhares de anos para incrementar a longevidade e a qualidade de vida.
O Panax ginseng é a espécie mais estudada e disponível comercialmente dessa planta.
Outra espécie, Panax quinquefolius (ginseng americano), é cultivada no meio-oeste dos EUA e exportada para a China.


Habitat e distribuição:
Arbusto vivaz, originário do Nordeste da China, Leste da Rússia e Coreia do Norte, hoje, praticamente é obtido por cultura por a planta espontânea se ter esgotado.


Partes utilizadas e principais constituintes:
A parte medicinal da planta é a sua raiz de crescimento lento, colhida após quatro a seis anos, quando o seu teor global de ginsenósídos – o ingrediente activo principal do ginseng – atinge o seu máximo.
Existem catorze ginsenósídos ao todo.
O Panax ginseng também contém panaxanos, substâncias que podem reduzir os níveis de açúcar no sangue (glicose) e polissacáridos (moléculas complexas de açúcar que fortalecem o sistema imunológico).
O “ginseng branco” consiste simplesmente na raiz desidratada, enquanto o “ginseng vermelho” consiste na raiz aquecida no vapor e desidratada.
O melhor Ginseng é o selvagem (muito difícil de encontrar).


Principais indicações e Acções:
Como adaptogénico, imunoestimulante, revitalizador, revigorante físico e psíquico em períodos de convalescença, de exercícios fortes e na prática desportiva.
Actua sobre o Baço, Pulmão e Coração. Estimula a síntese de ADN (ácido desoxirribonucleico) e ARN (ácido ribonucleico), proteínas e lipidos.Tónico, estimulante, reduz os níveis de açúcar e colesterol no sangue, estimula o sistema imunitário.


Algo mais sobre o Ginseng:
O Ginseng é, sem dúvida, uma das plantas mais conhecidas pelo seu efeito regenerador, os orientais utilizam-no há milhares de anos como afrodisíaco, revitalizante e panaceia para uma quantidade de males.
Fortificante e estimulante, constitui um tónico, sem no entanto perturbar o sono (a não ser em doses muito elevadas).
Evidentemente, ele é sobretudo reconhecido pelo seu efeito afrodisíaco, mas também permite ajudar a combater o reumatismo, a esterilidade, os problemas de cólicas e doenças febris. Estimula a digestão, activa a circulação, aumenta actividade metabólica e a das glândulas endócrinas. Contém vitaminas B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), B5 (ácido pantoténico) B8 (biotina), fósforo, ferro, alumínio, cobre, manganésio, cobalto, enxofre e sílica.
Considerado como um “Elixir da longa vida e de rejuvenescimento, tanto procurado pelo facto de a longa existência que ele proporciona não isenta de prazeres sexuais”, permite prevenir a fadiga, aumentar a eficácia mental e física e melhorar a precisão no trabalho.
Facilita a concentração e aumenta a resistência do corpo ao stress e às invasões bacterianas. Além disso, normaliza a pressão sanguínea e reduz a taxa de açúcar no sangue, em caso de diabetes.
Se fizer uma utilização prolongada de ginseng, deverá ter o cuidado de absorver proteínas em quantidade suficiente, sem o que os tecidos musculares correm o risco de se tornarem flácidos, tal como acontece quando se toma cortisona.


Curiosidades:
Na China, Há mais de cinco mil anos que esta raiz fornece à medicina um medicamento de primeira importância.
Não são aliás de desprezar as suas propriedades regeneradoras e afrodisíacas. Marco Pólo, de regresso da sua longa viagem à China, foi provavelmente o primeiro a trazer para a Europa a noticia das extraordinárias propriedades desta “Raiz da vida”.


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Autora: Maria da Luz Cardoso

(Artigo publicado na Revista “Saúde Actual” Set. /Out. – 2007)

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