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Saturday, 29 May 2010

Conheça as alergias mais comuns e o tipo de tratamento


Por Barbara Bettencourt
fonte: http://activa.aeiou.pt/


Tipos de alergia:

As respiratórias
Os ácaros domésticos são a principal causa de alergias do aparelho respiratório, sobretudo no Outono e Inverno. Os pólenes das árvores são outro alérgeno comum na Primavera.



. Asma
Pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente na infância. Na maioria dos casos, aparece antes dos 5 anos. Estima-se que existam um milhão de portugueses asmáticos e a maioria (75% a 80%) sofre também de rinite.

Diagnóstico: É feito através da história clínica pessoal e familiar. Métodos complementares usados são os exames laboratoriais, testes cutâneos e provas funcionais respiratórias.

Sintomas: Crises recorrentes de falta de ar e tosse que aparecem de forma repentina, após constipações, exercício ou episódios de stresse, e com intensidade variável.

Tratamento: O objectivo é controlar a doença, o que implica que a medicação deve ser feita a nível preventivo. Usam-se broncodilatadores que melhoram o fluxo de ar nas vias respiratórias, e anti-inflamatórios, para reduzir a inflamação.

Prevenção: Evite o contacto com ácaros, mantendo a casa isenta de pó, e consulte os níveis de pólen no País em http://www.rpa.uevora.pt/.



. Rinite, sinusite e conjuntivite alérgica
A rinite é a alergia mais frequente. Afecta 2,5 milhões de portugueses, e mais de um terço tem também asma. É comum em crianças e pouco diagnosticada. 'Quando se negligenciam as queixas, deixa-se uma porta aberta para o pulmão, o que pode desencadear ou piorar a asma', alerta Morais de Almeida. Está associada à sinusite e à conjuntivite alérgica.

Sintomas: Na rinite, os mais comuns são: obstrução nasal, comichão, espirros e pingos no nariz, perturbações do sono e fadiga. Na sinusite, há uma inflamação da mucosa nasal, que condiciona a drenagem do muco. Na conjuntivite, os olhos ficam vermelhos, lacrimejantes, inchados e dão comichão. É desencadeada por ácaros, pêlos de animais e pólenes. Está associada à rinite sazonal, pelo que os sintomas se confundem.

Diagnóstico: Aplica-se à rinite e sinusite a análise dos sintomas, através do exame do interior do nariz, procurando alterações típicas, como uma mucosa pálida. Podem fazer-se testes cutâneos e análises ao sangue para verificar o nível de anticorpos específicos, e que também se realizam em caso de conjuntivite.

Tratamento: Quando a rinite e a sinusite são intermitentes, pode ser suficiente recorrer a um anti-histamínico, que alivia os sintomas. Formas persistentes tratam-se com corticóides nasais, anti--histamínicos orais ou nasais. As vacinas reduzem a reactividade dos brônquios. Nas rinites sazonais, vacine-se antes da estação do pólen. A conjuntivite trata-se com anti-histamínicos orais e colírios. Evite lentes de contacto.



Alergias alimentares
São cada vez mas comuns e podem levar à morte. A culpa é dos alimentos processados e dos aditivos a que o nosso corpo não teve tempo para se habituar.
Mais de um milhão de portugueses sofre de alergias alimentares: 8% são crianças e 3% adultos. Muitas vezes confunde-se com a intolerância alimentar, mas enquanto na primeira o corpo desenvolve anticorpos em reacção a determinados alimentos, na segunda, 'o que existe é uma deficiência do organismo que não tem determinadas enzimas essenciais para digerir substâncias, como lactose ou o glúten', explica Cristina Santa Marta.
Alguns dos alimentos mais susceptíveis de causar alergias são ovos, caju, amêndoas, amendoim, nozes, chocolate, castanha, quivi, sésamo e caril.

Sintomas: Os mais ligeiros podem limitar-se a erupções cutâneas, urticária (edema dos lábios e da garganta), falta de ar, náuseas e diarreia. Nos mais graves, pode haver uma reacção anafiláctica, em que a inflamação da garganta é tão grande que impede a respiração, o que pode causar desmaios e até levar à morte. Nem sempre é preciso ingerir os alimentos, nalguns casos a simples inalação é suficiente.

Diagnóstico: Os testes sanguíneos detectam a presença de anticorpos e, por vezes, os cutâneos também podem ser úteis. Se bem que um resultado positivo nem sempre signifique que existe alergia, um negativo torna improvável a sensibilidade ao mesmo. As dietas de eliminação são outra forma de tentar identificar alérgenos. Implicam que se elimine todos os possíveis causadores da alergia, sendo depois reintroduzidos um de cada vez, até se identificar o responsável.

Tratamento: Nas crises agudas, administram-se anti-histamínicos e corticóides. Existem ainda kits de adrenalina de emergência para combater choques anafilácticos. Além destes medicamentos, não há tratamentos específicos e a solução é evitar os alimentos causadores de possíveis alergias.



Alergias cutâneas
Quer surjam na infância ou na idade adulta, causam muito transtorno, sobretudo quando não se consegue identificar as causas.



. Eczema atópico

Atinge 10% de portugueses e, apesar de ser muito frequente na infância, 'é cada vez mais uma doença de adultos', diz Mário Morais de Almeida. Geralmente, é provocada ou agravada por alérgenos, sobretudo ácaros, mas também pólen ou leite de vaca, ovo e frutos secos.

Sintomas: Nas crianças, manifesta-se como prurido, vermelhidão na face e pele seca nas dobras do corpo (joelhos, cotovelos), e nos adultos aparece como manchas vermelhas, que podem desaparecer ao fim de dias (agudas) ou durar anos (crónicas).

Diagnóstico: As análises ao sangue detectam anticorpos específicos das alergias e os testes cutâneos e de contacto tentam identificá-los.

Prevenção: Evite a acumulação do pó, use capas protectoras em colchões e almofadas, mantenha a pele hidratada, use roupa de algodão e evite a de fibras.



. Eczema de contacto
Neste caso, o eczema aparece claramente no seguimento do contacto com alérgenos e nas zonas do contacto. A maior parte são aos metais, como o níquel ou o crómio, e aos químicos das fragrâncias ou tintas. É mais frequente nos adultos.

Sintomas: As reacções a estas substâncias não são muito diferentes do eczema atópico. A inflamação surge 48 a 72 horas depois, bem como o prurido, vermelhidão na zona em questão.

Diagnóstico: A localização é o principal meio de diagnóstico. Depois, os testes de contacto permitem a confirmação.

Tratamento: Em ambos os eczemas, o tratamento passa por evitar o contacto com aquilo que provoca a alergia. Se isso não lhe for possível, por exemplo, por causa da sua profissão, podem ser administrados anti-inflamatórios corticóides e, nalguns casos, antibióticos.



. Urticária
Cerca de 80% da população tem pelo menos um episódio de urticária na vida. As causas podem ser diversas: ácaros, pólen, alimentos, medicamentos, picadas de insectos, plantas ou até infecções e stresse. 'Também são cada vez mais comuns os casos de urticária física, que surgem depois de estímulos como o frio, o calor ou o exercício, e desaparecem a seguir', diz a alergologista Cristina Santa Marta. Pode ainda ser um sintoma que, como a febre, remete para a existência de outras doenças. 'As causas nem sempre se descobrem e, nesses casos, a cura é difícil.'

Sintomas: Manchas avermelhadas e pápulas que causam comichão.

Tratamento: Os anti-histamínicos aliviam o prurido e reduzem a inflamação. Os corticosteróides devem ser reservados para casos mais graves, já que quando usados por mais de um mês têm efeitos secundários. Em metade dos casos costuma desaparecer naturalmente em dois anos.

Prevenção: O controlo do stresse pode ajudar a reduzir a frequência e gravidade das crises.



Soluções alternativas
As chamadas terapias não convencionais são especialmente eficazes em doenças crónicas e podem ser uma ajuda preciosa.


. Acupunctura
'Já é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e não se questiona a sua eficácia na dor e nas alergias', garante o acupunctor Pedro Choy. 'O seu índice de cura é de 30 a 40% em adultos e de mais de 60% nas crianças, seja qual for o tipo de alergia. Não interessa se é respiratória, cutânea ou alimentar, porque a Medicina Tradicional Chinesa trata a causa, não os sintomas. E na maioria das vezes estas devem-se a alterações no rim. A tendência é genética, mesmo que só se manifeste aos 40 anos, e a poluição e o stresse são factores agravantes, pois enfraquecem o sistema imunitário', explica. Conte com um tratamento a longo prazo (30 sessões ao longo de um ano e meio, geralmente em conjunto com a fitoterapia, que consiste na administração de plantas medicinais). Também se usam técnicas auxiliares, como a massagem tui na, que pressiona com as mãos os pontos energéticos da acupunctura.


. Homeopatia e Naturopatia


Também são úteis na melhoria de sintomas alérgicos.
'Podemos receitar drenantes respiratórios e oligoelementos que ajudam a expelir toxinas, fortalecendo o terreno biológico', explica o homeopata e naturopata Luís de Jesus Silva. Mas, além disto, é sempre essencial melhorar a forma de se alimentar. Os malefícios de uma má alimentação podem aparecer anos mais tarde, muitas vezes sob a forma de doenças ou alergias de etiologia desconhecida ou auto-imunes', alerta. O presidente do Instituto de Macrobiótica de Portugal, Francisco Varatojo, também põe o enfoque na alimentação e garante já ter tratado os mais diversos tipos de alergias, de sinusites a urticárias. 'Na maioria dos casos, uma mudança de alimentação é suficiente para acabar com a doença ou, pelo menos, reduzir drasticamente os sintomas. A redução dos lacticínios e, nalguns casos, o combate ao excesso de acidez das mucosas do organismo (causado por uma alimentação incorrecta) pode ser suficiente para a cura', explica.


. Ioga
O tai chi e o chi kung podem ser úteis para combater o stresse, um factor agravante em muitas alergias. Funcionam à semelhança da fisioterapia da medicina convencional. A massagem shiatsu pode ajudá-la a fortalecer os sistemas linfático e imunitário. E é benéfica no tratamento de problemas respiratórios.


. Osteopatia
Pode ser útil no alívio de sintomas de asma e sinusite e contribui para o equilíbrio geral.

ONDE FAZER

Instituto Macrobiótico, Lisboa.
Tel.: 21 324 22 90. Orientação alimentar: €100 a 1.ª consulta, €75 as seguintes.
Acupunctura: a partir de €35.
Shiatsu: €45/sessão.
Chi kung: €35/mês 2x por semana.
Tai chi: €50 2x por semana.

Centro de Osteopatia e Naturopatia Jorge Indiveri, Oeiras.
Tel.: 21 442 3563. Primeira consulta €60. Seguintes a partir de €50.


Acupunctura. Clínicas Pedro Choy, Lisboa.
Tel.: 21 848 77 97/Porto: 22 606 35 77/Coimbra: 239 837 370. Primeira consulta €60 e €30 as seguintes.

Centro de Acupunctura, Amadora.
Tel.: 21 495 06 99. 1.ª consulta €60, €30 as seguintes. Tratamentos de fitoterapia a partir de €10.

Associação Portuguesa de Homeopatia. Tel.: 21 417 68 29.
http://www.homeopatia-aph.pt/.

Lirius Centro de Terapias Naturais, Cascais. Tel.: 21 482 12 24.
Shiatsu: €40/sessão.

Thursday, 20 August 2009

Stevia (Stevia rebaudiana L.)


Família: Crysanthemum

Habitat e distribuição: Apesar de originária da América do Sul, hoje também pode ser encontrada em outros países como Japão, China, México e Estados Unidos, cresce naturalmente no Brasil e no Paraguai.

Partes utilizadas: Folhas secas

Produto Extraído: Adoçante Steviosideo.


História:
Popularmente chamados de adoçantes, os edulcorantes são substâncias naturais ou artificiais de
alto ou baixo poder de doçura. Um dos seus usos mais frequentes é na substituição do açúcar em produtos denominados diet ou light. A Stevia é um desses edulcorantes (adoçante) naturais.
Não é calórico, sendo extraído das folhas da Stevia rebaudiana, planta silvestre da família do Crisântemo.
Desde o período pré-descobrimento, esse edulcorante já era utilizado pelos índios guaranis, para adoçar bebidas e remédios. O cientista António Bertoni foi o primeiro a registrar esse costume pelos nativos, em 1887.
Em 1970, os japoneses começaram a extrair o pó adoçante das folhas de Stevia e produzi-lo comercialmente, além de utilizá-lo na alimentação. Os glicosídeos, na verdade esteviosídeos, encontrados nas folhas da Stevia têm poder adoçante 300 vezes superior ao do açúcar comum.
Não é cariogénico e apresenta sabor agradável, sem gosto residual. É indicado para dietas com restrição de açúcar, e pode ser usado por diabéticos, obesos, idosos e crianças.
O açúcar da cana, além do seu alto valor calórico, está associado a diversas doenças degenerativas da actualidade.
A Stevia tem várias utilidades na alimentação.
Durante os últimos vinte anos, esse produto tem sido consumido e testado em todo o mundo. Até o presente não foi considerado tóxico.
Uma pessoa com problemas de saúde como obesidade e diabetes, por exemplo, pode usá-lo.

Stevia: The 'Holy Grail' of Sweeteners?

By Dr. Mercola

The U.S. FDA may soon decide the future of what some in the food industry are calling the holy grail of sweeteners -- a low-calorie, natural substance derived from the South American Stevia plant.

Stevia has been used in Paraguay for centuries and in Japan for decades. It is currently available in the United States only as a nutritional supplement. The FDA must decide whether Stevia is safe enough to be used as an additive in processed foods, where consumers may not realize it is there. If approved, it would likely be used in massive quantities of processed foods and drinks.

There is some concern about Stevia. "Just because it's natural doesn't mean that it's safe," says Michael Jacobson, executive director of the Center for Science in the Public Interest. "That's why tests should be done." Stevia may be linked to genetic mutations in lab animals.
But Cargill, which makes a Stevia-based sweetener called Truvia, and Merisant, which makes another named Pure Via, both said their products are safe and are applying for FDA approval. International scientists associated with the World Health Organization agreed that these forms of Stevia sweeteners are safe.

Saturday, 27 June 2009

Caneleira (Cinnamomum zeylanicum Nees.)


Família: Lauráceas

Nomes vulgares: Caneleira, caneleira-da-índia, caneleira-de-ceilão, cinamomo e pau-canela Brasil: Cinamomo.

Outros Idiomas: Cinnamomi (latim), Cinnamon (inglês), Canela (espanhol), Cannelle (francês), Cannella (italiano) e Zimt (alemão).

Habitat e distribuição: Originária do Ceilão, da Birmânia e da Índia, foi depois introduzida nas ilhas do oceano Índico e sudeste da Índia,o Sri Lanka é o maior exportador.

Partes utilizadas: Óleo essencial e casca desidratada.

Constituintes: Acetato de eugenol, ácido cinâmico, açúcares, aldeído benzênico, aldeído cinâmico, aldeído cumínico, benzonato de benzil, cimeno, cineol, elegeno, eugenol, felandreno, furol, goma, linalol, metilacetona, mucilagem, oxalato de cálcio, pineno, resina, sacarose, tanino e vanilina.

Propriedades: Aromática, estimulante da circulação, do coração e aumenta a pressão. Provoca a contracção de músculos e do útero, por isso é emenagoga (regula o fluxo menstrual).

Propriedades Medicinais: Adstringente, afrodisíaca, anti-séptica, aperitiva, aromática, carminativa, digestiva, estimulante, hipertensora, sedativa, tónica e vasodilatadora.
Usos Etnomédicos e Médicos: Como digestiva, carminativa, aperitivo, estimulante das secreções digestivas, antiespasmódica, colites, nas diarreias infantis; na dismenorreia; asma e gripe. Externamente nas estomatites e micoses cutâneas.
Principais indicações: Como aperitiva e eupéptica (bom digestivo). Coriza (rinite) e síndromes gripais acompanhadas de inflamação orofaringe e das vias respiratórias, como antibacteriana.

Contra indicações: Não administrar por via oral, nem topicamente, o óleo essencial a crianças menores de seis anos, nem a pessoas com alergias respiratórias ou com hipersensibilidade a este ou outros produtos aromáticos. Não empregar ao mesmo tempo a baunilha nem o bálsamo-do-perú. Não usar em caso de úlcera gástrica, ou intestinal, nem durante a gravidez. Pode irritar as mucosas por uso excessivo.
Precauções: Topicamente: O óleo essencial pode originar dermatites por contacto, irritações das mucosas ou reacções alérgicas. Internamente, em doses elevadas, pode produzir alterações nervosas.

Efeitos Secundários e Toxicidade: Dermatites nas mãos dos pasteleiros atribuídas ao aldeído cinâmico. Gomas aromatizadas com canela pode originar dermatites periorais.
Aromaterapia: O óleo essencial é usado em dores articulares, reumatismo, cãibras, etc. É anti-inflamatório e analgésico.



História: A canela é uma árvore originária do Ceilão, da Birmânia e da Índia e conhecida há mais de 2500 anos a.C. pelos chineses. Seu nome científico, "cinnamomum", segundo referências, é derivado da palavra indonésia "kayu manis", que significa "madeira doce". Mais tarde, recebeu o nome hebreu "quinnamon", que evoluiu para o grego "kinnamon".
A canela era a especiaria mais procurada na Europa e seu comércio era muito lucrativo. O monopólio do comércio da canela esteve nas mãos dos portugueses no século XVI, passou para os holandeses, com a Companhia das Índias Orientais, quando esses expulsaram em 1656 os portugueses do Ceilão, e depois, passou para as mãos dos ingleses, a partir de 1796, quando esses ocuparam essa ilha. As canelas são algumas das espécies mais antigas conhecidas pela humanidade.
A mais difundida é a Cinnamomum zeylanicum, originária do Ceilão, actual Sri Lanka. Outras, entretanto, como a Cássia (Cinnamomum cassia), chamada de falsa-canela e conhecida como canela-da-china, também têm importância económica. Esta espécie é uma Laurácea arbórea muito cultivada nas províncias do sudoeste da China.
As partes mais úteis das canelas são o córtex dissecado (casca) e o óleo. O óleo é obtido das folhas por destilação, por arraste a vapor.
O seu principal constituinte é o aldeído cinâmico, cujo teor pode ser superior a 80%.
Considerada símbolo da sabedoria, a canela foi usada na Antiguidade pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho e com fins religiosos na Índia e na China. Entre as muitas histórias da canela, conta-se que o imperador Nero depois de matar com um pontapé a sua esposa Popea, tomado de remorsos ordenou a construção de uma enorme pira para cremá-la. Nessa pira foi queimada uma quantidade de canela suficiente para o consumo, durante 1 ano, de toda a cidade de Roma!
Mesmo sem a importância que teve no passado e não sendo mais motivo de lutas entre os povos, a canela continua indispensável, como tempero na culinária moderna.

Lendas e Mitos: A canela é mencionada até em passagens bíblicas. No Livro dos Provérbios da Sagrada Escritura, por muitos atribuído a Salomão, no versículo "As Seduções da Adúltera", é feita a seguinte referência à canela:"Adornei a minha cama com cobertas, com colchas bordadas de linho do Egipto. Perfumei o meu leito com mirra, alóes e cinamomo ...Vem ! Embriaguemo-nos de amor até ao amanhecer. Porque o meu marido não está em casa; Que o teu coração não se deixe arrastar pelos caminhos dessa mulher,A sua casa é o caminho para a sepultura, Que conduz à mansão da morte".

Remédios caseiros
Anemia: Elixir - Em 1 litro de Marsala da melhor qualidade colocar em maceração por 5 dias, 10gr de Canela, 30gr de Quina e 50gr de Centáurea. Filtrar o líquido e consumi-lo em cálices pequenos antes de cada refeição.

Debilidade: Elixir – Em 1 litro de Vinho Marsala, macerar por 24 horas, 25gr de casca de Canela e 10gr de Hortelã fresca, filtrar o líquido e colocá-lo numa garrafa e consumi-lo em cálices cada vez que se sentir fraco ou cansado.
Estômago (Atonia gástrica) – Tintura – Macerar por 24 horas, 50gr de casca de Canela, esmiuçada em ¼ de litro de álcool a 60º. Filtre o líquido e coloque-o numa garrafa. Administrá-lo em colheres antes das refeições.

Vinho digestivo: Em 1 litro de vinho branco de boa qualidade, macerar por uma semana os seguintes ingredientes: 10gr de casca de Canela, 30gr de casca de Quina, 20gr de raiz de Genciana, 10gr de semente de Anis, 50gr de açúcar, 1 envelope pequeno de Baunilha, os ingredientes devem ser esmiuçados, antes de serem colocados no vinho. Filtrar o líquido vertê-lo numa garrafa e conservá-lo em local fresco. A dose é um cálice pequeno.

Gripe: - Infusão - Numa chávena de água fervente colocar, 5gr de casca de Canela, 5gr de Eucalipto, 10gr de Alcaçuz, deixar em infusão por 10 minutos, filtrar o líquido e bebe-lo bem açucarado.

Ponche de chá: - Colocar água quente num recipiente, adicionar à quantidade de chá necessária, um pedacinho de casca de Canela e um cálice pequeno de Aguardente de Cana. Deixar em infusão por 10 minutos.

Vinho Brule: Ferver por 3 minutos em 200gr de Vinho Tinto forte 5gr de Canela e 3 Cravos-da-índia, coar, adoçar e beber em seguida.
Reconstituinte: - Vinho Medicinal – Num litro de Vinho Marsala de boa qualidade, macerar por 12 horas, 40gr de casca de Canela, 30gr de casca de Quina. Filtrar e colocar em uma garrafa. Tomar um cálice pequeno antes das refeições.

Valeriana (Valeriana officialis L.)


Família: Valerianáceas

Nomes vulgares: Erva-dos-gatos, valeriana-menor, valeriana-selvagem, valeriana-silvestre.

Nome Ayurvédico: São usadas duas espécies: tagara e jatamansi.

Habitat e distribuição: Planta vivaz, nativa da Europa (excepto zona mediterrânica e Ásia Setentrional) em lugares húmidos, principalmente nas florestas e margens dos rios. Muito cultivada na Europa central e Oriental.

Partes utilizadas: Rizomas e raízes.

Constituintes: Óleo volátil ou essencial (ácido isovaleriânico, borneol), valepotriatos, alcalóides iridóides, sesquiterpenos, flavonóides.

Características: Pungente, ligeiramente amarga, fresca, seca.

Propriedades: Antiespasmódica, tranquilizante, expectorante, diurética, reduz a tensão arterial, carminativa, anódino suave.

Usos Etnomédicos e Médicos: Sedativo, em casos de nervosismo, estados de ansiedade, insónia, cólicas, gastrintestinais e colites devido ao stress. Broncospasmos de origem nervosa.

Principais indicações: como sedativo, relaxante muscular e indutor do sono.

Contra indicações: Não usar a Valeriana com outros sedativos do sistema central, pois potencializa o seu efeito. Gravidez, aleitação e crianças menores de 3 anos.

Efeitos Secundários e Toxicidade: Quando é prescrita por longos períodos, podem aparecer dores de cabeça, alterações cardíacas e midríase.

Precauções: Evitar bebidas alcoólicas.

Medicina Ayurvédica e Valeriana: A medicina Ayurvédica reconhece duas plantas diferentes na família da Valeriana: tagara e jatamansi. A tagara é mais próxima da Valeriana officialis, que é a mais amplamente utilizada no Ocidente, nas formulações de ervas. O jatamansi às vezes é chamado pelo seu nome latino Valeriana jatamansi e em algumas ocasiões por Nardostachys jatamansi. Esta é considerad ligeiramente menos sedativa do que a tagara, Mas isso não foi cientificamente confirmado. Ambas são amargas, doces, picantes e adstringentes, embora a tagara seja aquecedora em potência, enquanto a jatamansi tem um valor especial na aquietação da mente excitada e ruminadora que o excesso de Pitta pode gerar.

História: O nome Valeriana deriva presumidamente do latim “valere” que significa “estar saudável”. Tranquilizante natural, a Valeriana acalma os nervos sem os efeitos secundários dos medicamentos clássicos. Tem um cheiro distintivo e até desagradável e era chamada phu pelo médico grego Galeno. Nos anos mais recentes, tem sido explorada, e desenvolveram-se químicos chamados valepotriatos nos extractos de Valeriana. Estes produtos parecem deprimir o sistema nervoso, enquanto a planta fresca é mais sedativa.

Saturday, 16 May 2009

Espirulina / Spirulina



Espirulina


Spirulina maxima Setch. ex Garner


Família: Cianofícea




Nomes vulgares: Alga-azul-e-verde




Habitat e distribuição: Alga azul-esverdeada de filamentos microscópicos móveis, multicelulares, espiralados não ramificados. Originária das lamas alcalinas do lago Texcoco (Máexico), é hoje obtida por cultura.




Partes utilizadas: Alga inteira.




Constituintes: Contém de 50% a 75% de proteína, é rica em vitamina A, ferro, cálcio, magnésio, fósforo e em micro minerais extremamente importante para a nutrição. A Espirulina é uma alga unicelular formada por células grandes que cresce em águas alcalinas ricas em minerais. Contém clorofila A, carotenóides e pigmentos azuis (ficocianinas) razão pela qual pertencem ao grupo das algas verde azuladas ou cianobactérias. Possui alto índice de digestibilidade com uma absorção de 85%.




Propriedades: Devido ao alto conteúdo de proteínas e mucilagens é usada para reduzir o apetite. As mucilagens protegem as mucosas e actuam como laxante mecânico. Os sais minerais, vitaminas, aminoácidos e ácidos gordos justificam o seu valor como complemento dietético.




Usos Etnomédicos e Médicos: Em estados de desnutrição ou grande actividade física, caso dos desportistas. Obstipação, gastrites, anemia, hipotiroidismo. Coadjuvante em tratamentos para emagrecer.




Principais indicações: Complemento alimentar em dietas desequilibradas ou de emagrecimento. Anemias; hipotiroidismo.




Contra indicações: Hiperuricémia. Hipertiroidismo.




História: Conforme relatos do Frei Toribo de Bonavente, em 1524 a Espirulina já era utilizada pelos Astecas que a preparavam como um caldo, adicionando a tudo o que comiam. Pesquisada por vários anos no Japão, França e EUA, é saudada como uma das maiores descobertas no campo da alimentação naturalista deste século.

Tuesday, 4 November 2008

Equinácea


Equinácea
Echinacea angustifolia, Echinacea purpurea, Echinacea pallida


Família: Asteráceas (compostas)

Habitat e distribuição: Planta herbácea vivaz. A Echinacea angustifolia é originária dos prados dos EUA, a Echinacea purpurea e a Echinacea pallida da parte central e Oriental dos EUA, sendo muito cultivada a Echinacea purpurea por ser de mais fácil propagação.

Partes utilizadas:
Raízes. Principalmente da Echinacea purpurea e da Echinacea pallida.

Constituintes: Ácidos gordos, óleo essencial, fitosteróis, rutósido, alcalóides, equinacósidos A e B, polissacáridos (equinacinas).

Farmacologia e Actividade Biológica: Imunoestimulante, activando o sistema imunológico celular não específico, impedindo as infecções. Activa a formação de leucócitos. Acção anti-inflamatória e antiviral. Protege o colagénio.

Usos Etnomédicos e Médicos: Na profilaxia do tratamento da gripe, inflamações orofaríngeas, rino-sinusites e bronquites, principalmente em doentes com imunidade diminuída ou fazendo quimioterapia. Externamente, sob a forma de pomadas ou em compressas nas queimaduras, feridas purulentas, acne e outras inflamações ou ulcerações cutâneas.

Principais indicações: Síndromes gripais com tosse, bronquite, febre, odinofagia. Como estimulante.

Contra indicações: Gravidez, aleitação, hepatites. É recomendado não utilizar em caso de tuberculose, colagenoses, esclerose múltipla, síndrome de imunodeficiência adquirida e outras doenças imunológicas, sem supervisão médica.

Medicina Ayurvédica e Equinácea: Apesar de não ser conhecida dos médicos Ayurvédicos na Índia, a Equinácea pode ser compreendida como uma poderosa substância desintoxicante, similar, de certo modo ao Nim. Possui os sabores amargo e picante e tem um efeito refrescante geral sobre a fisiologia. Reduz Pitta e Kapha, podendo ser agravante de Vata se usada por um longo período de tempo.

Monday, 3 November 2008

Centella asiatica (Hydrocotyle asiatica) - (1)


Cairuçu asiático
Centella asiatica (L.) Urban
Syn.:Hydrocotyle asiatica L.
Familia: Umbelliferae (Apiaceae)

Características: O género Centella inclui aproximadamente 20 espécies de pequenas ervas perenes que medram na África meridional e na maioria das partes das regiões tropicais. A espécie mais conhecida é a Centella asiatica que é uma erva medicinal importante, semelhante à uma sua parente Européia, a Hydrocotyle vulgaris. A planta foi denominada inicialmente Hydrocotyle asiatica por Linnaeus e posteriormente passou para o género Centella. É uma espécie variável, de distribuição tropical que prospera em lugares sombreados e húmidos como plantações de arroz, mas também cresce em áreas rochosas e em paredes sendo também uma planta infestante da relva. É uma erva rasteira, perene, as raízes propagam-se em nódulos, com agrupamentos de folhas de até 5cm, em formato de rim e bordas denteadas.
As Flores rosas minúsculas aparecem sob a folhagem na época do verão.

A Centella asiatica é uma das mais importantes ervas na medicina Ayurvédica.
Conhecida como Brahmi, "que traz conhecimento de brahman [Realidade Suprema]", foi por muito tempo usada na Índia para fins medicinais e para ajudar a meditação. Tradicionalmente usada na Índia e na África para tratar lepra, entrou na farmacopeia francesa através de Madagáscar.
Uma recente pesquisa mostrou que a Centella asiatica reduz o tempo de cicatrização, melhora problemas circulatórios nos membros inferiores e acelera a cura.

Usos medicinais: Usam-se as folhas e também a planta inteira que são colhidas a qualquer hora do dia e são usadas frescas ou secas em infusões, decocção no leite, pulverizadas, ou como óleo medicinal. É uma erva rejuvenescedora, diurética, que limpa toxinas, reduz inflamação e a febre, melhora a cura e a imunidade, e tem um efeito equilibrador no sistema nervoso.

Externamente é usada em feridas, hemorróidas e articulações reumáticas.
Os Extractos também são utilizados em máscaras de cosméticos e cremes para aumentar o colagénio e firmar a pele.

Uso culinário:
As folhas são consumidas em saladas e como tempero no sudeste da Ásia. Medicinalmente a erva é usada interiormente para combater feridas e condições crónicas da pele (inclusive lepra), doenças venéreas, malária, veias varicosas e úlceras, desordens nervosas e senilidade.

Contra indicações: O excesso provoca enxaquecas e inconsciência passageira.

CUIDADO: Esta erva é irritante de pele e está sujeita a restrições legais em alguns países

Sunday, 2 November 2008

Centella asiatica (Hydrocotyle asiatica) - (2)


Centella asiatica
Hydrocotyle asiatica


Família:
Apiáceas (Compostas)

Nomes vulgares: Hidrocotilo, Hortelã-brava-indiana, Gotu-kola, Cairuçu asiático, Acariçoba.

Nome sânscrito:
Brahmi

Outros nomes populares: Codagem, Pata-de-burro, Pata-de-cavalo e Pata-de-mula; Centella (inglês), Yerba de claro (espanhol) e Asiatischer wassernabel (alemão).


Habitat e distribuição: Nativa da Índia e do Sul dos EUA, mas distribuída no oceano Índico, de Madagáscar à Indonésia, na Austrália e África do Sul. Prefere regiões tropicais e subtropicais pantanosas e margens dos rios.

Partes utilizadas: Partes aéreas.

Constituintes: Saponósidos triterpénicos, óleo essencial, alcalóides, glicosídeos, esteróides, taninos, heterósidos de flavonóides e poliinas.

Farmacologia e Actividade Biológica: As saponinas triterpénicas mostram uma acção reepitelizante. A planta, por via interna, tem efeitos psicotrópicos e reduz a formação de úlceras. Acção sobre a insuficiência venosa.

Usos Etnomédicos e Médicos: Externamente, em dermatoses diversas, para acelerar a cicatrização de feridas superficiais, em queimaduras ligeiras e úlceras das pernas de origem venosa. Internamente como antidepressivo e como venotónico e na celulite. O extracto de Centella asiatica tem uma acção directa sobre os fibroblastos, estimulando sua multiplicação e consequentemente a regeneração dérmica. Como os fibroblastos são produtores de colagénio e elastina, o extracto de Centella contribui para restauração do tecido conjuntivo de boa qualidade. Também possui actividade anti inflamatória por conter asiaticosídeos em sua composição.

Principais indicações:
Insuficiência venosa. Como cicatrizante.

Efeitos secundários e toxicidade: Pode originar dermatites de contacto.


Medicina Ayurvédica e a Centella asiatica:
A Centella asiatica (o brahmi) é uma das plantas mais importantes da Medicina Ayurvédica. Descrito nos livros originais da Medicina Ayurvédica, há muitos milhares de anos, a Centella asiatica também era conhecida pelos médicos chineses pela sua capacidade de promover a longevidade. Há muito que tem a reputação de curar ferimentos e estimular o cérebro. Além do seu papel sobre a memória, é normalmente receitada para baixar a febre, tratar eczemas e aliviar a congestão respiratória.
Possui um leve efeito laxativo e diurético e desempenha um papel tradicional como depurador do sangue.
Aproveitando a sua propriedade de curar ferimentos, as mulheres são aconselhadas a tomar longos banhos terapêuticos de Centella asiatica após dar à luz, para acalmar os tecidos irritados. Possui os sabores amargo, picante e doce, sendo refrescante para o corpo.
Pode ser útil para equilibrar as três doshas, mas é especialmente eficaz para o sistema nervoso irritado de Pitta..

Saturday, 20 September 2008

Ginseng (Panax ginseng)

Flores, plantas e óleos afrodisíacos

Ginseng (Panax ginseng)

A raiz do ginseng, contorcida e ramificada, lembra uma figura humana. Chineses e indianos consideram a planta como um dos melhores afrodisíacos, pois ao agir contra o stress, o cansaço e a falta de energia, melhoraria o desempenho sexual, equilibrando o indivíduo como um todo.

Monday, 15 September 2008

Tribulus terrestris



A Tribulus terrestris é normalmente conhecida por a videira da punctura (picada ou ferimento feito com punção). É uma erva que, na Europa, foi utilizada como estimulante sexual— para aumentar o impulso e o desempenho — e para tratamento da impotência durante vários séculos.

Parte utilizada:
As partes da planta utilizadas como medicamento são as folhas e as raízes.

História:
Na Grécia Antiga, era comum o uso dos frutos secos da Tribulus terrestris como um laxante suave e um tónico geral. Na China, era muito utilizada para tratar problemas do fígado e como remédio cardiovascular, além de eliminar dores de cabeça e exaustão nervosa. Na Índia é uma planta de uso tradicional na medicina Ayurvédica devido ás suas propriedades afrodisíacas e cardiotónicas.

Mas, na verdade, o uso mais disseminado da Tribulus terrestris é no tratamento de problemas sexuais. O uso popular relata sucesso no tratamento de infertilidade nas mulheres, impotência ou disfunção eréctil nos homens e aumento da libido em ambos os sexos.

Utilizações:
É uma planta utilizada na medicina tradicional oriental, sobretudo na medicina Ayurvédica e na medicina tradicional chinesa, para tratamento de doenças cutâneas, edema, inflamação, incluindo inflamação das vias aéreas, entre outras aplicações. Esta planta é utilizada pelas suas propriedades vitalizantes e é semelhante nas suas acções a outros produtos também naturais muito utilizados, como o ginseng.

Constituintes químicos:
O extracto seco de Tribulus Terrestris é obtido das frutas dessa planta, que têm como principal princípio activo a saponina. É rico também em esteróides, flavonóides, alcalóides, ácidos de óleos insaturados, cálcio, fósforo, ferro e proteína. A fruta contém resina, taninos, açúcares redutores, nitratos, peroxidase (estável abaixo de 50º), diastase e traços de um glucosídeo. A planta contém saponinas e sapogeninas: disogenina, gitogenina, clorogenina, ruscogenina, entre outros. Grandes quantidades de potássio e nitrato estão também presentes nas frutas.

A possibilidade de extractos de Tribulus terrestris contribuírem para o aumento da concentração de testosterona no organismo pode ser explicada pela conversão directa das saponinas esteróides em androgénios ou por uma acção indirecta, através da estimulação das glândulas que produzem estas hormonas. Através destes efeitos, o uso de extractos de Tribulus terrestris poderia fazer aumentar a massa muscular.


Propriedades terapêuticas e medicinais
As propriedades terapêuticas desta planta devem-se à presença de saponinas esteróides derivadas dos triterpenos, uma classes de moléculas com actividade biológica significativa. Estas moléculas possuem uma estrutura semelhante às hormonas esteróides produzidas no nosso organismo com acção androgénica e anabolizante, casos da testosterona, da dehidroepiandrosterona e epiandrostenediona.

A Tribulus terrestris é uma hormona não esteroidal, que aumenta a testosterona e aumenta os níveis da hormona luteinizante (LH). Estudos comprovam que quando administrado em homens saudáveis de 28 a 45 anos, em 3 doses de 250 mg ao dia ocorre um aumento de 41 % dos níveis de testosterona no decorrer de 5 dias. Além da elevação da testosterona, há um aumento da libido, frequência e força das erecções e recuperação da actividade sexual. Reduz os níveis de colesterol e melhoria do humor. Em mulheres diminui os sintomas da frigidez sexual, aumenta a libido e reduz os sintomas da menopausa.

Possui uma significante actividade diurética e inibe a formação de pedras nos rins, bem como actua em casos de espermatorréia, fosfatúria, doenças genito-urinárias como disúria, gonorreia, cistite crónica, desordens urinárias, incontinência urinária, gota, e também em desordens uterinas após o parto. Útil em diabetes, infecções respiratórias do trato inferior e superior e problemas cardíacos. Também mostrou reduzir a pressão alta, como também sódio e mostrou um efeito analgésico.

Efeitos:
Efeitos positivos sobre a função eréctil e no aumento da libido em homens e mulheres
Aumenta os níveis corporais de testosterona e LH.
Redução dos níveis de colesterol.
Estimula a ovulação, benefícios na síndrome pós-menopausa.Impotência.
Aumento da massa muscular em atletas.
Estimulação do sistema imunológico.
Estimula crescimento de melanócitos.

Pesquisas:
O Instituto Químico-Farmacêutico em Sofia, na Bulgária, conduziu estudos clínicos com a Tribulus Terrestris, e concluíram um aumento nas funções reprodutoras, incluindo na produção de esperma e testosterona em homens.
Nas mulheres houve um aumento da concentração de hormonas, incluindo o estradiol, com alteração ligeira da testosterona e melhoria da função reprodutora, libido e ovulação.
Os resultados dispararam com a realização de vários estudos científicos por todo o mundo, com resultados bem promissores.
Os pesquisadores já descobriram que a Tribulus terrestris pode elevar significativamente os níveis das hormonas LH e da testosterona, cujos efeitos foram confirmados com o aumento na frequência e força na erecção, além de aumento do vigor na actividade sexual. Outros efeitos positivos foram relacionados, como a diminuição nas taxas de colesterol, a melhoria no humor e na auto-estima.

No Brasil, um dos estudos com a Tribulus terrestris foi realizado pelo ginecologista Décio Luiz Alves, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O pesquisador resolveu testar a planta após avaliar um estudo sobre a eficácia da planta que envolveu 45 homens - saudáveis e diabéticos, realizado na Indonésia, em 1998. O uso da medicação proporcionou uma melhora significativa (de até 65%) no desempenho sexual dos participantes.

Nota:
Os resultados do uso do Tribulus Terrestris são excelentes, não como um "viagra", pois não produz erecções imediatas, mas o seu uso continuado - com intervalos sem uso - proporciona uma significativa melhora na resposta eréctil , mesmo em pacientes diabéticos ou idosos.

Fonte: CENTERIN

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Informação complementar

História do Tribulus Terristris

O Tribulus Terristris erva natural, comumente conhecida como a videira da punctura (picada ou ferimento feito com punção) que tem sido usada durante séculos na Europa para tratamento da impotência e como um estimulante para ajudar a aumentar o impulso e o desempenho sexual. Como apoio atlético, esta potente erva tem sido observada e estudada para realçar a produção do LH (hormônio luteinizante) e impulsionar os níveis de testosterona. Este poderoso extrato, como DHEA e Androstenediona, pode ajudar a elevar os níveis de testosterona sem perigo e seus efeitos têm sido cobiçados pelos atletas búlgaros durante décadas.

O Instituto Químico-Farmacêutico em Sofia, na Bulgária, conduziu estudos clínicos com Tribulus Terrestris, que mostraram uma melhoria nas funções reprodutoras, incluindo aumento na produção de esperma e testosterona em homens.

Nas mulheres verificou-se um aumento da concentração de hormônios, incluindo o estradiol, com alteração ligeira da testosterona e melhoria da função reprodutora, libido e ovulação.

Um estudo envolvendo indivíduos saudáveis que tomaram 750mg/dia de Tribulus Terrestris, avaliaram as respostas hormonais que revelaram aumentos de LH de 14,38 ml/U/ml para 24,75mI/U/ml. A testosterona livre nos homens também aumentou de 60ng/dl para 84,5ng/dI3.

Outro estudo realizado em mais de 200 homens que sofriam de impotência, revelou que muitos dos homens experimentaram aumento dos níveis de LH e testosterona, da produção de esperma e da sua motilidade.


Mecanismo de ação do Tribulus Terrestris

O Tribulus terrestris provoca vasodilatação na região genital, o que pode explicar os seus efeitos sobre a ereção. Pode aumentar ainda a contagem de espermatozóides, bem como a sua motilidade, podendo, por isso, ser um auxiliar precioso para tratar a infertilidade. Em mulheres, diminui os sintomas da frigidez sexual, aumenta a libido e reduz os sintomas da menopausa.

Ao aumentar as concentrações plasmáticas de testosterona, aumenta também produção de músculo como efeito anabólico. A testosterona é vital porque desempenha vários papéis essenciais no nosso organismo, em especial, a síntese de massa muscular, com os conseqüentes ganhos de força.


Indicações de uso do Tribulus Terristris

" Eficaz no aumento da produção de TESTOSTERONA;
" Estimulante para aumentar o IMPULSO SEXUAL; (ambos os sexos)
" Aumento da FORÇA e MASSA MUSCULAR em atletas; (efeito anabólico)
" Diminui a FRIGIDEZ SEXUAL em mulheres;
" Aumenta a quantidade e a motilidade de espermatozóides; (fertilidade)
" Possui efeito hepatoprotetor;


Quais as vantagens em usar Tribulus Terristris

Como DHEA e Androstenediona, Tribullus terrestris pode naturalmente favorecer a produção da testosterona. Testosterona é vital porque ela desempenha vários papéis essenciais em nosso corpo, incluindo a construção do músculo e força. Atletas estão usando Tribulus terrestris para ajudar a garantir que seus níveis deste hormônio natural estejam nos níveis normais em qualquer tempo. Isto pode, portanto, garantir que os níveis de testosterona sejam mantidos completos na plataforma natural e sem o uso de drogas perigosas como os esteróides. Vale ressaltar que esta planta não é proibida pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).


Qual a dosagem recomendada de Tribulus Terristris

Por enquanto não existe um guia definitivo sobre a quantidade de Tribulus terrestris que deverá ser tomada. Há diferentes diretrizes sugeridas por especialistas no campo médico. A mais sugerida é 250-750 mg por dia, tomada uniformemente durante todo o dia.

Igualmente como qualquer suplemento, cautela deverá ser exercida quando pensar em tomar Tribulus terrestris. Nos estudos das pesquisas feitas nenhum efeito adverso foi notado proveniente do uso de Tribulus terrestris. Além disso, em pesquisa adicional, nenhum efeito adverso foi demonstrado sobre o sistema nervoso ou cardiovascular. Até este momento nenhuma toxicidade ou efeito negativo ocorreu quando Tribulus terrestris é usado como suplemento nutricional.

Não há nenhum indício que mostre conclusivamente qual deveria ser a dosagem ótima e a duração de Tribulus terrestris. Muitos estudos das pesquisas feitas usaram 750 mg de Tribulus terrestris por curto período de tempo. Ao contrário de DHEA e Androstenediona, Tribulus terrestris não é produzido pelo corpo, contudo, o uso prolongado poderia "minimizar" seus efeitos e fazê-lo menos potente. O uso a longo prazo e seus efeitos ainda não foram estudados, portanto, "ciclar" Tribulus terrestris pode ser vantajoso.

Existem diferentes maneiras de "ciclar" que têm sido usadas como rotina. Estas incluem um ciclo de 3 semanas usando, seguido de outro ciclo de l a 3 semanas sem uso, ou uma dosagem padrão com ciclo decrescente, tal como 4 a 6 semanas "on" (usando) seguido por 3 a 6 semanas "off" (sem usar). Como é o caso com toda suplementação, a melhor decisão é a chave do sucesso. Conhecer seu corpo e seus limites é tão decisivo para a própria suplementação como é para o próprio treinamento. 


Thursday, 4 September 2008

Ginkgo - (Ginkgo biloba)


Família: Ginkgoáceas

Habitat e distribuição: Árvore sagrada do Oriente, originária da China, Japão e Coreia, é cultivada em diversos países (China, França, e Sudoeste dos Estados Unidos da América.

Partes utilizadas: Folhas, frutos, sementes.

Constituintes:
Ginkgólidos, glicosídeos, heterósidos, flavonóides e bioflavonóides, proantocianidinas, glúcidos, ácidos gordos, fitosteróis, sesquiterpenos, saponinas, sitosterol, lactonas, luteolina, antocianina, minerais, quercetina, canferol, catequinas, taninos, alcalóides e esteróides.

Farmacologia e Actividade Biológica:
Aumenta a resistência dos capilares e a oxigenação dos tecidos, previne a peroxidação lipídica causada pelos radicais livres, evitando a perda de memória e a decadência das funções cognitivas. Aumenta a resistência e diminui a permeabilidade vascular. Acção vasodilatadora periférica, inibidora da agregação plaquetária.

Usos Etnomédicos e Médicos: Em casos de diminuição do rendimento intelectual. Perda de memória, zumbidos, dores de cabeça e ansiedade devido a insuficiência vascular cerebral dos idosos. Claudicação intermitente. Demência senil tipo Alzheimer. Prevenção da arteriosclerose e da formação de trombos. Útil em cardiopatias isquémicas e na diabetes mellitus nomeadamente nas complicações vasculares. Tem acção anti-inflamatória, anti-fúngica, antibacteriana, antidepressiva, anti-diabética, e é auxiliar no tratamento da sida impotência sexual, doenças vasculares, é vasodilatadora e adstringente.

Principais indicações: Nos sintomas ligados à insuficiência vascular cerebral ou periférica. Vertigens, acufenos, perturbações de memória, dificuldades de concentração e claudicação intermitente. Previne o envelhecimento, estimula a circulação sanguínea auxiliando no tratamento de impotência sexual e doenças vasculares. Tem acção de relaxar vasos sanguíneos e combater radicais livres. As suas sementes são empregadas como excelente remédio para tosse e bronquite. Tem acção comparada no transtorno da memória, sonolência e na activação da memória em idosos e capacidade de concentração em jovens. Contém substâncias estimulantes que melhoram o desempenho físico e intelectual que fica mais lento com a idade. Conduz oxigénio a mais para os pulmões, neurónios e as células do sistema nervoso. Seus princípios activos, diminuem os efeitos das doenças vasculares como arteriosclerose.


Contra indicações: Hipersensibilidade individual aos componentes do Ginkgo biloba. Interacção com terapêutica antiagregante plaquetária. Gravidez e aleitação.

Medicina Ayurvédica e Ginkgo biloba: Apesar da sua antiga herança asiática, o Ginkgo não foi descrito nos antigos textos Ayurvédicos. As suas propriedades são semelhantes às da Centella Asiática, uma erva Ayurvédica. O sabor predominantemente de extracto do Ginkgo é amargo, com um leve componente azedo. Pode equilibrar os três Doshas e possui um efeito refrescante sobre a fisiologia.

Curiosidades:
Ginkgo biloba
talvez seja a árvore mais antiga da Terra, tendo surgido há mais de duzentos milhões de anos. Encontrado anteriormente na América do Norte e Europa, sobreviveu apenas na China, após a pré-histórica idade do gelo. Apreciado pelas suas propriedades medicinais durante quase quinhentos anos, é agora uma das ervas mais populares na Europa e nos Estados Unidos. É uma planta citada na terapêutica chinesa há cerca de 2.800 anos A.C. É considerada sagrada pelos budistas. Pronunciada resistência a bactérias, vírus e radiações, sendo a primeira manifestação de vida ocorrida após a explosão da bomba atómica de Hiroshima. O nome Ginkgo originou-se das palavras japonesas “gin”, que significa “prata” e “kyo”, que significa “damasco”, é uma referência aos frutos comestíveis que surgem no Verão.

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Fonte: "Algumas das Plantas usadas em Fitoterapia"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESMOT - Escola Superior de Medicina Oriental e Terapias - como requisito para o Curso de Acupunctura e Fitoterapia)
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Friday, 22 August 2008

Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra)


Alcaçuz - Glycyrrhiza glabra

Família:
Fabáceas (Leguminosas)

Nomes vulgare: Alcaçuz-doce, Pau-cachucho, Pau-doce, Raiz-doce, Regaliz.

Brasil:Alcaçuz-da-Europa, Alcaçuz-glabro, Madeira-doce.

Nome sânscrito: Yasthimadh

Habitat e distribuição: Planta herbácea perene, espontânea no Sudoeste europeu e no Sudoeste e Centro Asiático, muito cultivada em terrenos férteis, siliciosos e frescos, sem serem húmidos. Na Europa encontra-se a variedade typica, na Rússia a glandulifera e no Iraque a violácea.

Partes utilizadas: Raízes e rizomas do 3º ou 4º ano, colhidos no Outono, não mondados.

Constituintes: Saponósidos triterpénicos, ácido glicirrízico, glicirrizina, glicerretina, fitoestrogénos, flavonas, flavonóides e isoflavonóides, triterpenos, esteróides, hidroxicumarinas. Amido, (glucose) e holósidos (sacarose).

Farmacologia e Actividade Biológica: Acção antiulcerosa devido ao efeito anti-inflamatório e espasmolítico. Acção expectorante e mucolítica, antitússica, efeitos antivirais e antifúngicos. Todas essas acções são atribuídas à glicirrizina e à glicerretina que também são responsáveis pelos efeitos mineralocorticóides típicos de fármaco. O ácido glicirrízico transforma-se em ácido glicirrético. Essa substância química inibe a enzima que metaboliza o esteróide natural, o cortisol. Isso resulta na circulação desse esteróide em níveis mais elevados, com seus renomados efeitos anti-inflamatórios.

Usos Etnomédicos e Médicos: Bronquites, antitússico. Coadjuvante no tratamento de perturbações de tipo espasmódicas associadas a inflamações da mucosa gástrica (gastrites crónicas e úlceras duodenais). Inflamações virais do fígado. Tratamento de dermatites e estomatites, externamente.

Principais indicações: Gastrite, como preventivo da úlcera péptica, suavizante da tosse e da bronquite.

Contra indicações: Hipertensão arterial, doenças acompanhadas de hiperestrogenismo ou tumores estrogénio dependentes. Diabetes (pelo conteúdo de glúcidos.

Efeitos secundários e toxicidade: Pela sua actividade estrogénica e mineralocorticóide não deve ser administrada durante longo períodos, não mais de 6 semanas, nem em associação com medicamentos hipertensores ou corticóides. Pode elevar a tensão arterial, porque faz o organismo conter o sódio em demasia.

Medicina Ayurvédica e o Alcaçuz: Além da capacidade de adoçar, cinquenta vezes maior do que a do açúcar, o alcaçuz contém algumas substâncias medicinais terapêuticas. Possui vários usos potenciais em doenças dos sistemas respiratório e digestivo. O sabor extremamente doce faz do alcaçuz um aditivo ideal para disfarçar outros remédios e ervas de sabor menos agradável. O seu nome em sânscrito, yasthimadhu, significa (bastãozuinho doce”. O Alcaçuz é predominantemente doce e amargo e tem um efeito refrescante. Embora, pelo seu sabor adocicado e propriedade refrescante, talvez não se perceba o seu valor em situações Kapha, como na congestão do trato respiratório superior, a sua propriedade de libertar e eliminar muco supera o seu potencial de aumentar efeitos Kapha. A sua forte propriedade tende para Vata, enquanto a sua influência refrescante torna o alcaçuz especialmente útil para equilibrar um Pitta agravado.

Curiosidades: Das suas raízes extrai-se um suco que é vendido comercialmente com vários tamanhos e formas diversas. No Brasil costuma-se dar às crianças uma raiz de alcaçuz em forma de “chupeta” para amaciar as gengivas inflamadas.



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Fonte:
"Algumas das Plantas usadas em Fitoterapia"

Autora:
Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESMOT - Escola Superior de Medicina Oriental e Terapias - como requisito para o Curso de Acupunctura e Fitoterapia)
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Saturday, 21 June 2008

O poder do gengibre!

O gengibre é muito conhecido como parte integrante da Fitoterapia Ocidental e Oriental.

Culinária:
Em muitos países é também utilizado na preparação de diversos pratos como é o caso do frango xadrez, prato típico chinês, ou ainda como condimento da comida tradicional da Índia.
O gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado.
O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois os seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.

Chá de Gengibre:
  • Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, constipações e até nas ressacas.
  • Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal e cólicas menstruais.
  • É utilizado na fabricação de xaropes para combater as dores de garganta.
  • A sua acção anti-séptica pode ser a responsável pela fama, tanto que muitos locutores e cantores revelam que entre os seus segredos para cuidar bem da voz está o hábito de mastigar lentamente um pedacinho de gengibre.
    No entanto, esse hábito (mascar gengibre e em seguida cantar ou falar, enfim, fazer uso da voz) é contra-indicado visto que o gengibre possui também propriedades anestésicas e esta "anestesia tópica" diminui o controle da emissão vocal, favorecendo o aparecimento de abusos vocais.
Medicina Oriental:
  • No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações, também é utilizado para massajar o abdomén, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais, pois acredita-se que possua poder afrodisíaco.
  • Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de "Gan Jiang" a sua acção mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio.
    É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarreia, vómitos e dor abdominal.
  • Aquece os pulmões e transforma as secreções.

Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjôos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

Pesquisas realizadas na Universidade de Minesota (EUA) comprovaram também os seus efeitos na prevenção do cancro intestinal.

Princípios activos:
  • Os seus princípios activos são o gingerol e a gengiberina, que têm acção funcional na prevenção de doenças crônico-degenerativas.

O seu período de safra vai de Janeiro a Outubro.


Benefícios do gengibre
O seguinte estudo feito com pacientes norte-americanos comprova os benefícios do gengibre.
Os pacientes ingeriram 500 a 600mg (aproximadamente um terço de uma colher de chá) de gengibre em pó misturado com água pura. Após um tempo entre 30 e 40 minutos percebeu-se o efeito no alívio da dor de cabeça.
Nos três ou quatro dias seguintes os pacientes continuaram a ingerir o preparado (5x ao dia) trazendo resultados no combate da enxaqueca.
Uma óptima dica é o chá de gengibre, basta ralar 25 gramas de gengibre fresco, misture a 500ml de água e ferva por 15 minutos.
Após ferver, coe o gengibre, deixe esfriar (ou mesmo morno) e beba.
De preferência não adicione açúcar ou adoçante.
O chá de gengibre pode ser consumido diariamente.




Gengibre Auxilia no Emagrecimento !!!
CHÁ DE GENGIBRE
1/2 Litro de Água + 2 Colheres de Sopa de Gengibre Ralado
Colocar a água para aquecer a 37º ( se deixar + perde todos os benefícios )
Adicionar o Gengibre ralado e deixar abafado por 1 hora
Tomar 5x ao dia sempre após as refeições.
OBS: É necessário tomar todos os dias para fazer efeito.
Benefícios do gengibre:
- Estimula a digestão, alivia a constipação e é um tónico cardíaco.
- Na medicina ayurvédica trata a obesidade, possui acção na doença asmática, resfriados, slipada (elefantíase) e rinite crónica.
- Poderoso anticoagulante.
- Trata problemas digestivos, circulatórios e dores articulares.
- Excelente remédio para enjôo ou náuseas.
- Fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, constipações, tosse, resfriados e até ressaca.
- Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal e cólicas menstruais.
- Na fabricação de xaropes para combater a dor de garganta.
- Combate os gases intestinais (carminativo), vômitos, rouquidão; tônico e expectorante.
Dicas:
· Uma colher de gengibre fresco com uma pitada de sal funciona como aperitivo.
· Tomar lassi com uma pitada de gengibre ou cominho em pó ajuda na digestão.
· Um copo de leite com gengibre tomado antes de dormir é nutritivo e acalma a mente.
· Em caso de febre, é recomendável fazer um jejum com infusão de gengibre (chá).