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Saturday, 29 May 2010

Conheça as alergias mais comuns e o tipo de tratamento


Por Barbara Bettencourt
fonte: http://activa.aeiou.pt/


Tipos de alergia:

As respiratórias
Os ácaros domésticos são a principal causa de alergias do aparelho respiratório, sobretudo no Outono e Inverno. Os pólenes das árvores são outro alérgeno comum na Primavera.



. Asma
Pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente na infância. Na maioria dos casos, aparece antes dos 5 anos. Estima-se que existam um milhão de portugueses asmáticos e a maioria (75% a 80%) sofre também de rinite.

Diagnóstico: É feito através da história clínica pessoal e familiar. Métodos complementares usados são os exames laboratoriais, testes cutâneos e provas funcionais respiratórias.

Sintomas: Crises recorrentes de falta de ar e tosse que aparecem de forma repentina, após constipações, exercício ou episódios de stresse, e com intensidade variável.

Tratamento: O objectivo é controlar a doença, o que implica que a medicação deve ser feita a nível preventivo. Usam-se broncodilatadores que melhoram o fluxo de ar nas vias respiratórias, e anti-inflamatórios, para reduzir a inflamação.

Prevenção: Evite o contacto com ácaros, mantendo a casa isenta de pó, e consulte os níveis de pólen no País em http://www.rpa.uevora.pt/.



. Rinite, sinusite e conjuntivite alérgica
A rinite é a alergia mais frequente. Afecta 2,5 milhões de portugueses, e mais de um terço tem também asma. É comum em crianças e pouco diagnosticada. 'Quando se negligenciam as queixas, deixa-se uma porta aberta para o pulmão, o que pode desencadear ou piorar a asma', alerta Morais de Almeida. Está associada à sinusite e à conjuntivite alérgica.

Sintomas: Na rinite, os mais comuns são: obstrução nasal, comichão, espirros e pingos no nariz, perturbações do sono e fadiga. Na sinusite, há uma inflamação da mucosa nasal, que condiciona a drenagem do muco. Na conjuntivite, os olhos ficam vermelhos, lacrimejantes, inchados e dão comichão. É desencadeada por ácaros, pêlos de animais e pólenes. Está associada à rinite sazonal, pelo que os sintomas se confundem.

Diagnóstico: Aplica-se à rinite e sinusite a análise dos sintomas, através do exame do interior do nariz, procurando alterações típicas, como uma mucosa pálida. Podem fazer-se testes cutâneos e análises ao sangue para verificar o nível de anticorpos específicos, e que também se realizam em caso de conjuntivite.

Tratamento: Quando a rinite e a sinusite são intermitentes, pode ser suficiente recorrer a um anti-histamínico, que alivia os sintomas. Formas persistentes tratam-se com corticóides nasais, anti--histamínicos orais ou nasais. As vacinas reduzem a reactividade dos brônquios. Nas rinites sazonais, vacine-se antes da estação do pólen. A conjuntivite trata-se com anti-histamínicos orais e colírios. Evite lentes de contacto.



Alergias alimentares
São cada vez mas comuns e podem levar à morte. A culpa é dos alimentos processados e dos aditivos a que o nosso corpo não teve tempo para se habituar.
Mais de um milhão de portugueses sofre de alergias alimentares: 8% são crianças e 3% adultos. Muitas vezes confunde-se com a intolerância alimentar, mas enquanto na primeira o corpo desenvolve anticorpos em reacção a determinados alimentos, na segunda, 'o que existe é uma deficiência do organismo que não tem determinadas enzimas essenciais para digerir substâncias, como lactose ou o glúten', explica Cristina Santa Marta.
Alguns dos alimentos mais susceptíveis de causar alergias são ovos, caju, amêndoas, amendoim, nozes, chocolate, castanha, quivi, sésamo e caril.

Sintomas: Os mais ligeiros podem limitar-se a erupções cutâneas, urticária (edema dos lábios e da garganta), falta de ar, náuseas e diarreia. Nos mais graves, pode haver uma reacção anafiláctica, em que a inflamação da garganta é tão grande que impede a respiração, o que pode causar desmaios e até levar à morte. Nem sempre é preciso ingerir os alimentos, nalguns casos a simples inalação é suficiente.

Diagnóstico: Os testes sanguíneos detectam a presença de anticorpos e, por vezes, os cutâneos também podem ser úteis. Se bem que um resultado positivo nem sempre signifique que existe alergia, um negativo torna improvável a sensibilidade ao mesmo. As dietas de eliminação são outra forma de tentar identificar alérgenos. Implicam que se elimine todos os possíveis causadores da alergia, sendo depois reintroduzidos um de cada vez, até se identificar o responsável.

Tratamento: Nas crises agudas, administram-se anti-histamínicos e corticóides. Existem ainda kits de adrenalina de emergência para combater choques anafilácticos. Além destes medicamentos, não há tratamentos específicos e a solução é evitar os alimentos causadores de possíveis alergias.



Alergias cutâneas
Quer surjam na infância ou na idade adulta, causam muito transtorno, sobretudo quando não se consegue identificar as causas.



. Eczema atópico

Atinge 10% de portugueses e, apesar de ser muito frequente na infância, 'é cada vez mais uma doença de adultos', diz Mário Morais de Almeida. Geralmente, é provocada ou agravada por alérgenos, sobretudo ácaros, mas também pólen ou leite de vaca, ovo e frutos secos.

Sintomas: Nas crianças, manifesta-se como prurido, vermelhidão na face e pele seca nas dobras do corpo (joelhos, cotovelos), e nos adultos aparece como manchas vermelhas, que podem desaparecer ao fim de dias (agudas) ou durar anos (crónicas).

Diagnóstico: As análises ao sangue detectam anticorpos específicos das alergias e os testes cutâneos e de contacto tentam identificá-los.

Prevenção: Evite a acumulação do pó, use capas protectoras em colchões e almofadas, mantenha a pele hidratada, use roupa de algodão e evite a de fibras.



. Eczema de contacto
Neste caso, o eczema aparece claramente no seguimento do contacto com alérgenos e nas zonas do contacto. A maior parte são aos metais, como o níquel ou o crómio, e aos químicos das fragrâncias ou tintas. É mais frequente nos adultos.

Sintomas: As reacções a estas substâncias não são muito diferentes do eczema atópico. A inflamação surge 48 a 72 horas depois, bem como o prurido, vermelhidão na zona em questão.

Diagnóstico: A localização é o principal meio de diagnóstico. Depois, os testes de contacto permitem a confirmação.

Tratamento: Em ambos os eczemas, o tratamento passa por evitar o contacto com aquilo que provoca a alergia. Se isso não lhe for possível, por exemplo, por causa da sua profissão, podem ser administrados anti-inflamatórios corticóides e, nalguns casos, antibióticos.



. Urticária
Cerca de 80% da população tem pelo menos um episódio de urticária na vida. As causas podem ser diversas: ácaros, pólen, alimentos, medicamentos, picadas de insectos, plantas ou até infecções e stresse. 'Também são cada vez mais comuns os casos de urticária física, que surgem depois de estímulos como o frio, o calor ou o exercício, e desaparecem a seguir', diz a alergologista Cristina Santa Marta. Pode ainda ser um sintoma que, como a febre, remete para a existência de outras doenças. 'As causas nem sempre se descobrem e, nesses casos, a cura é difícil.'

Sintomas: Manchas avermelhadas e pápulas que causam comichão.

Tratamento: Os anti-histamínicos aliviam o prurido e reduzem a inflamação. Os corticosteróides devem ser reservados para casos mais graves, já que quando usados por mais de um mês têm efeitos secundários. Em metade dos casos costuma desaparecer naturalmente em dois anos.

Prevenção: O controlo do stresse pode ajudar a reduzir a frequência e gravidade das crises.



Soluções alternativas
As chamadas terapias não convencionais são especialmente eficazes em doenças crónicas e podem ser uma ajuda preciosa.


. Acupunctura
'Já é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e não se questiona a sua eficácia na dor e nas alergias', garante o acupunctor Pedro Choy. 'O seu índice de cura é de 30 a 40% em adultos e de mais de 60% nas crianças, seja qual for o tipo de alergia. Não interessa se é respiratória, cutânea ou alimentar, porque a Medicina Tradicional Chinesa trata a causa, não os sintomas. E na maioria das vezes estas devem-se a alterações no rim. A tendência é genética, mesmo que só se manifeste aos 40 anos, e a poluição e o stresse são factores agravantes, pois enfraquecem o sistema imunitário', explica. Conte com um tratamento a longo prazo (30 sessões ao longo de um ano e meio, geralmente em conjunto com a fitoterapia, que consiste na administração de plantas medicinais). Também se usam técnicas auxiliares, como a massagem tui na, que pressiona com as mãos os pontos energéticos da acupunctura.


. Homeopatia e Naturopatia


Também são úteis na melhoria de sintomas alérgicos.
'Podemos receitar drenantes respiratórios e oligoelementos que ajudam a expelir toxinas, fortalecendo o terreno biológico', explica o homeopata e naturopata Luís de Jesus Silva. Mas, além disto, é sempre essencial melhorar a forma de se alimentar. Os malefícios de uma má alimentação podem aparecer anos mais tarde, muitas vezes sob a forma de doenças ou alergias de etiologia desconhecida ou auto-imunes', alerta. O presidente do Instituto de Macrobiótica de Portugal, Francisco Varatojo, também põe o enfoque na alimentação e garante já ter tratado os mais diversos tipos de alergias, de sinusites a urticárias. 'Na maioria dos casos, uma mudança de alimentação é suficiente para acabar com a doença ou, pelo menos, reduzir drasticamente os sintomas. A redução dos lacticínios e, nalguns casos, o combate ao excesso de acidez das mucosas do organismo (causado por uma alimentação incorrecta) pode ser suficiente para a cura', explica.


. Ioga
O tai chi e o chi kung podem ser úteis para combater o stresse, um factor agravante em muitas alergias. Funcionam à semelhança da fisioterapia da medicina convencional. A massagem shiatsu pode ajudá-la a fortalecer os sistemas linfático e imunitário. E é benéfica no tratamento de problemas respiratórios.


. Osteopatia
Pode ser útil no alívio de sintomas de asma e sinusite e contribui para o equilíbrio geral.

ONDE FAZER

Instituto Macrobiótico, Lisboa.
Tel.: 21 324 22 90. Orientação alimentar: €100 a 1.ª consulta, €75 as seguintes.
Acupunctura: a partir de €35.
Shiatsu: €45/sessão.
Chi kung: €35/mês 2x por semana.
Tai chi: €50 2x por semana.

Centro de Osteopatia e Naturopatia Jorge Indiveri, Oeiras.
Tel.: 21 442 3563. Primeira consulta €60. Seguintes a partir de €50.


Acupunctura. Clínicas Pedro Choy, Lisboa.
Tel.: 21 848 77 97/Porto: 22 606 35 77/Coimbra: 239 837 370. Primeira consulta €60 e €30 as seguintes.

Centro de Acupunctura, Amadora.
Tel.: 21 495 06 99. 1.ª consulta €60, €30 as seguintes. Tratamentos de fitoterapia a partir de €10.

Associação Portuguesa de Homeopatia. Tel.: 21 417 68 29.
http://www.homeopatia-aph.pt/.

Lirius Centro de Terapias Naturais, Cascais. Tel.: 21 482 12 24.
Shiatsu: €40/sessão.

Saturday, 20 June 2009

Artigos de Homeopatia

O Dr. Amândio Galvão - Homeopata especialista, enviou-nos algumas informações muito importantes:

1 - Artigo referente ao uso da homeopatia nas infecções ortopédicas, concretamente na osteomielite aguda e abcessos ortopédicos. A lista de medicamentos homeopáticos, foi publicado na "Revista Cubana de Ortopedia e Traumatologia" pela Dra. Digmara Barbán Lores e colaboradores.

link: http://www.medicinaintegrativa.com.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=76:infeccoes-ortopedicas-e-homeopatia&catid=42:investigacao&Itemid=69




2 - Mais uma informação sobre a planta Arnica: Investigação com Arnica 12 Ch na cirurgia plástica com importante beneficio no hematoma y tumefacção.

link: http://www.medicinaintegrativa.com.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=70:uma-investigacao-com-arnica-12ch-na-cirurgia-plastica&catid=42:investigacao&Itemid=69


3 - Resumo de uma investigação sobre a vitamina C e a sua acção nas doenças degenerativas, levada a cabo por um médico homeópata comprometido con as MNC, Miguel Ángel Ibañez. Investiga na Universidade de Barcelona conjuntamente com a Universidade de Stanford, assim como professor de homeopatia e naturopatia no Centro de Estudos Naturistas, In Terra Salud, etc.

O estudo acaba de ser publicado em Espanha pela revista Discovery DSalud, da qual o seu director José Antonio Campoy autorizou um resumo em portugues, não uma tradução completa, com link ao original.


4 - Medicamento Kali bichromicum em 30CH na Doença Pulmonar Obstructiva Crónica. site:
blog para discussão/opinião sobre o tema: http://www.medicinaintegrativa.com.pt/blog/?p=87 , por exemplo, que lugar ocupa a patogenesia do remédio no contexto da investigação?
Saudações milagreiras e homeopáticas,



Fonte: Associação Portuguesa de Homeopatia

Monday, 4 May 2009

Informação sobre a Gripe A



Prezados colegas,
Os nossos colegas homeopatas mexicanos através do nosso colega Dr. Gabriel Campuzano que exerce Homeopatia em Portugal, informaram que estão a usar para a gripe A os seguintes remédios:
- Bryonia alba
- Mercurius
- Belladonna
Fórmula plus: 30CH; 200CH; 1000CH.
Agora a aplicação de cada medicamento homeopático depende do quadro patogenésico com o paciente.

Fonte: Associação Portuguesa de Homeopatia

Tuesday, 4 November 2008

Amigdalite


Febre alta, inchaço dos gânglios no pescoço, dificuldade para engolir e mau hálito podem ser sinais de que está com amigdalite.

A inflamação e infecção das amígdalas ocorre com mais frequência nas crianças ou nos adultos jovens; já foi moda remover cirurgicamente as amígdalas, mas, a menos que a infecção se torne crónica e actue como foco de outras infecções, hoje em dia considera-se que é preferível conserva-las. Elas actuam como um primeiro sinal de aviso da falta de vitalidade, e, se se perder esta primeira barreira defensiva, mais tarde poderão ocorrer doenças mais profundas.

Provocada por vírus e bactérias, a inflamação das amígdalas é mais comum nesta época do ano, quando esfria, porque depende de ambientes fechados para se disseminar.Uma forma de prevenir o mal é manter a casa arejada.Para baixar a febre, os médicos receitam antitérmicos. Já os antibióticos só são indicados se a infecção foi causada comprovadamente por uma bactéria.

Tratamentos

Aromaterapia

Os óleos essenciais são sobretudo utilizados como tratamento adjuvante em inalações de vapor, sendo os mais indicados os de Benjoim, Eucalipto ou o Tomilho, para minimizar a inflamação e combater a infecção em geral.

Fitoterapia
Se possível utilizar a tintura das seguintes plantas para gargarejar, ou em substituição, infusões arrefecidas.
Agrimonia (Agrimonia eupatoria), Salva (Salvia officinalis) e Tomilho (Thymus vulgaris); todas são adstringentes e tonificam as membranas; as duas últimas são ainda anti-sépticas.
Para obter um efeito mais forte, utilize tintura de Mirra (Commiphora molmol) juntamente com algumas das outras.
Nas crises repetidas de amigdalite crónica, consuma alho todos os dias, em pílulas/cápsulas ou fresco. Outra planta essencial a utilizar na amigdalite crónica é a Equinácea (Echinacea angustifolia ou E. purpurea), que reforça o sistema imunitário e pode ser tomado em comprimidos ou em tintura, 20 gotas, 2 vezes/dia.

Homeopatia
Acónito - aparecimento súbito da inflamação, com amigdalas quentes, vermelhas e ardentes, e com sede de bebidas frias.
Hepar sulph - inchaço doloroso, como se houvesse alguma coisa entalada na garganta; amigdalas inchadas e com pus amarelo.
Lycopodium - inchaço crónico das amigdalar, que parecem pintalgadas de branco, por pequenas ulceras purulentas; as bebidas frias podem agravar a sensibilidade

Naturopatia

A função das amígdalas - captura e remoção das bactérias infecciosas que, de outro modo, causariam problemas - significa que elas próprias são mais susceptíveis de ficarem infectadas. Isso pode, por sua vez, originar uma infecção das adenóides, com congestão nasal.
Quando estes sintomas ocorrem, convém suprimir os lacticínios por algum tempo. Em qualquer caso, tome muitos líquidos, especialmente sumos de fruta. O sumo de limão, acabado de espremer e com um pouco de mel, é um bom anti-séptico local. Os ataques repetidos de amigdalite são, muitas vezes, sinal de falta de saúde em geral, podendo necessitar de tratamento profissional.

Alimentos recomendados
Pepino, repolho, tomate, abacate, abacaxi, limão, cebola, oregãos, sálvia, chá de casca de jequitibá.

Monday, 14 July 2008

Pé-de-atleta



O pé-de-atleta é uma micose causada por fungos do género Epidermphyton. Este fungo é um microorganismo capaz de, em condições ideais para se proliferar, causar infecções.
Os fungos desenvolvem-se em todo o tipo de ambientes, porém mais ainda em lugares onde existe pouca ou nenhuma luz, bastante humidade e matéria orgânica morta.
O pé-de-atleta é uma infecção extremamente comum, que ataca mais homens do que mulheres, em geral adultos e é cientificamente chamado de Tinea pedis.
Ele pode incidir na pele e nas unhas, na região dos pés, sendo mais acentuado entre os dedos dos pés e de tratamento mais prolongado quando atinge as unhas.
Quando os fungos que causam o pé-de-atleta (os Epidermphyton) entram em contacto com a pele dos pés, particularmente nos vãos dos dedos, que é a região normalmente mais abafada e mais húmida, surge uma reacção no tecido de modo a combater os efeitos do agente nocivo. O pé-de-atleta, além do desconforto, causa problemas estéticos nos pés. Assim, os pés reclamam quando as unhas se tornam queratinosas e fracas, às vezes curvas, ou quando, por entre os dedos, surgem feridas que causam uma impressão de falta de cuidados ou de higiene.

As feridas podem surgir desde uma pele vermelha que se descama até pequenas bolhas e um formato esbranquiçado da pele, com leves tons cinza, típicos de fungo (de aparência semelhante à casca da laranja contaminada por fungos).
Os pés também reclamam quando começam a sofrer pruridos, ou quando, depois de avançada a micose, são obrigados a esconderem-se dentro dos sapatos quando a pessoa sai à rua.
Os pés não servem apenas para sustentação do nosso corpo, mas também para nossa locomoção e são umas das formas de apresentação no convívio social. Pés bem tratados exibem-se sem reclamar e, para isso, há que se ter os cuidados necessários.
Entre os mais comuns factores de risco estão o uso de sapatos fechados e de meias sintéticas, uma má higiene dos pés, o acto de andar descalço em balneários ou nas piscinas e o stress, que ao tornar mais vulnerável o nosso sistema imunitário, aumenta a facilidade da infecção.
Assim, e mais uma vez, a prevenção revela-se fundamental para evitar esta desagradável infecção. Entre os comportamentos preventivos a adoptar podem ser referidos:

- Lavar bem os pés e enxugar principalmente no espaço entre os dedos.

- Procurar um dermatologista caso se verifique algum sintoma de descamação, dor sob as unhas ou aparência de ‘bolor’ nos espaços entre os dedos do pé.

- Iniciar o tratamento o mais rápido possível após a constatação de pé-de-atleta, lembrando que uma infecção, se mal cuidada, pode desenvolver outras doenças.

- Limpar os sapatos por dentro, usando desinfectante diluído ou álcool, deixando-o secar bem antes de calçar.

- Não usar meias de fios sintéticos, preferindo as de algodão, que são permeáveis.

- Andar o maior tempo possível descalço, dentro de casa, e usar chinelos quando em espaços públicos como piscinas, praias e locais húmidos de grande afluência de pessoas.

O tratamento, geralmente, é feito com pós e cremes antifúngicos, de aplicação local. Se o problema estiver muito acentuado, o médico pode receitar um antimicótico via oral.

Tratamentos

Aromaterapia

Os óleos essenciais antifúngicos mais indicados são os de alfazema, mirra e melaleuca (tea trea); todos eles não só atacam directamente a infecção como também acalmam e cicatrizam. Inicialmente podem ser mais bem aplicados dissolvidos num pouco de álcool puro, a 2-3% de diluição, ou mesmo usados puros, espalhados sobre a pele húmida e infectada; quando a pele estiver mais seca, podem então ser incorporados num creme de base, a 3% de diluição.
Outra base que pode servir é o azeite, que, já por si, parece possuir alguma actividade antifúngica. O óleo de calêndula, ou malmequer tem propriedades terapêuticas e também pode servir de base. Na fase inicial, ajuda fazer um banho de pés com 10 gotas de um dos óleos essenciais mencionados, mas é importante que os pés sejam depois bem enxugados e mantidos ao ar livre o mais frequentemente possível.

Fitoterapia
Aplicadas externamente as tinturas de calêndula (Calendula officinalis) ou mirra (Commiphora molmol) são fortemente anti-fúngicas; deixe a aplicação secar na pele. Se a pele estiver muito húmida, estas duas plantas podem ser aplicadas em pó, se houver, seco ou misturado com pó de talco sem perfume.
A infecção alastrada ou recorrente também pode exigir remédios internos para activar o sistema imunológico - consuma alho (Allium sativa) regularmente, tanto na comida como, eventualmente, em cápsulas; algumas doses de estróbilo (Echinacea angustifolia ou E. purpurea), sob a forma de infusão, tintura ou em comprimidos podem ajudar.

Homeopatia
Os homeopatas também devem recomendar a Calêndula como tratamento local, primeiro a tintura e depois, talvez, o óleo ou uma pomada. Os remédios internos vão depender da natureza da doença - por exemplo, se a zona estiver húmida e a supurar, poderá ter de se escolher Hepar sulfur, Merc sol, Silica ou Sulphur, entre outros, pelo que é mais aconselhável consultar um homeopata habilitado.

Naturopatia
A primeira medida a tomar é assegurar que a região afectada se mantenha seca e o mais bem ventilada possível, na medida em que os fungos responsáveis adoram ambientes quentes e húmidos. Use meias e roupa interior de algodão, mudando todos os dias. O ideal será evitar usar ténis e usar sapatos de pele. Lave os pés e outras zonas afectadas pelo menos uma vez por dia, secando depois muito bem, sem esfregar e aquecer a pele. Utilize pó de talco para ajudar a manter os pés secos. Lave a roupa interior com água bastante quente; os fungos são capazes de sobreviver aos programas de lavagem a baixas temperaturas. Não partilhe toalhas nem calças porque a infecção pode transmitir-se através de contacto físico. Aos banhos de pés podem juntar-se 10-20mL de vinagra de cidra, para um efeito antifúngico mais forte.

Monday, 7 July 2008

Nevralgias



A Nevralgia é uma dor aguda que tem origem no percurso de um ou mais nervos e pode ocorrer devido a uma série de causas como: carência de vitaminas B1 e B12, deficiências alimentares; pressão exercida sobre o nervo; gravidez e infecções diversas; tanto a Ciática como a Zona dão origem a formas de dor nevrálgica; a nevralgia facial, que afecta o nervo trigémeo de um dos lados da face, pode provocar uma dor intensa e estar relacionada com stress, enxaquecas ou problemas dentários.


Nevralgia facial:
Ocorre no nervo trigémeo e pode afectar suas três ramificações, a saber, oftálmico, maxilar superior e maxilar inferior.A dor pode manifestar-se na testa, no globo ocular, sobre o malar (ou pômulo), nos dentes superiores e nos inferiores. Geralmente atinge todo um lado do rosto, com dores extremamente fortes.



Nevralgia do nervo ciático: Costuma aparecer repentinamente na parte de trás de uma das pernas, da nádega até o calcanhar. A qualquer movimento do membro atingido aumenta a dor, que torna se mais forte à noite. Pode estar associada a gravidez e até à presença de tumor no útero.

Nevralgia intercostal: Ocorre no tórax, no trajecto do nervo entre duas costelas, normalmente em consequência de uma gripe forte ou de inflamações na pleura. A região atingida deve ser protegida contra choques, frio ou humidade com uma flanela aquecida.O paciente precisa de ser submetido a repouso físico e mental e suspender o uso de café, fumo, bebidas alcoólicas e outras substâncias excitantes.
A dieta deve ser rica em Vitaminas do complexo B, especialmente B1 e B12. É recomendável tomar banhos matinais de sol.

Tratamentos

Aromaterapia

O uso de compressas aquecidas, incluindo óleos analgésicos, sobre as áreas afectadas, pode proporcionar um grande alívio. Escolha os óleos de camomila, alfazema, manjerona ou alecrim - use alternadamente nas dores recorrentes, ou misture-os todos para um maior efeito.

Hortaliças

Azeite de oliva • Compressa local com azeite de oliva aquecido. Substituir a cada 20 minutos, até aliviar a dor.

Batata •
Compressas quentes de batata crua ralada na região dolorosa. Substituir a cada 20 minutos, até aliviar a dor.

Repolho •
Compressas quentes de folhas de repolho cruas e trituradas, na região dolorosa. Substituir a cada 20 minutos, até aliviar a dor.

Salsa •
Compressas quentes de folhas de salsa trituradas e misturadas com sal, na região dolorosa. Substituir a cada 20 minutos, até aliviar a dor.

Frutas
Abacate • Compressas quentes com o chá das folhas do abacateiro na região dolorosa. Substituir a cada 20 minutos, até aliviar a dor.

Banana • Compressas quentes com a parte interna da casca da banana (qualquer espécie) na região dolorosa. Substituir a cada 3 horas.

Limão •
Fricções locais com suco de limão aquecido.

Plantas
Camomila • Compressas quentes de chá (40 g para 1 litro de água) na região dolorosa. Substituir a cada 20 minutos, até aliviar a dor.

Linhaça • Compressas locais com óleo de linhaça aquecido. Substituir a cada 20 minutos, até aliviar a dor.

Sabugueiro
• Compressas quentes de chá (40 g para 1 litro de água) na região dolorosa. Substituir a cada 20 minutos, até aliviar a dor.


Fitoterapia
Uma infusão de flores de Alfazema (Lavandula vera), Tília (Tilia europaea) e folhas de Alecrim (Rosmarinus officinalis) pode ajudar muito, não só a aliviar dores, como também a aliviar a tensão e a tonificar o sistema nervoso. Esta mistura também pode ser utilizada em compressas quentes, aplicadas directamente sobre a área. Outras duas infusões de ervas que ajudam são:
Erva de São-João (Hypericum perforatum): anti-inflamatório e reconstituinte nervoso.
Verbena (Verbena officinais): tónico nervoso e relaxante, muito útil quando a nevralgia está associada ao facto de se estar geralmente esgotado e exausto.

Homeopatia
A curto prazo, experimente os que se seguem:
Actaea rac: para nevralgia facial com dores no osso malar e como se comprimisse o globo ocular. As dores melhoram à noite.
Belladonna: para o rosto quente, escaldante e vermelho, com dores nevrálgicas localizadas sobretudo do lado direito e contracções dos músculos.
Gelsemium: para as dores que irradiam do pescoço para o rosto, possivelmente com alguma náusea; nevralgia associada a enxaqueca.

Naturopatia

A simples utilização de compressas quentes e frias alternadas, 3-4 minutos quentes e no máximo 1 minuto fria, repetida várias vezes, pode aliviar as dores.
Nos doentes crónicos, um suplemento de vitaminas do complexo B pode ajudar a nutrir o sistema nervoso. Além disso, procure maneiras de reduzir o stress, como aulas de relaxamento ou ioga.

Outros Tratamentos
Hidroterapia •
Escalda-pés à noite, antes de deitar.


Dados bibliográficos: "Medicina Alternativa de A a Z", Carlos Nascimento Spethmann.

Wednesday, 18 June 2008

Mau hálito....


Mau hálito (halitose): um enfoque homeopático

Se sofre com problemas de mau hálito, não se angustie. O mal tem cura e é mais comum do que se imagina
Aproximadamente 40% da população brasileira sofre de halitose.
As pessoas que têm mau hálito constante, por fadiga olfactória, não percebem o seu próprio hálito.
As células nasais acostumam-se com o cheiro constante de tal forma que fica impossível para a própria pessoa sentir o seu hálito.
É muito comum quem está próximo se constranger e evitar informar o problema ao portador de mau hálito. Desta forma, a maioria das pessoas que tem mau hálito não sabe disto.

As últimas pesquisas realizadas no Centro de Halitose da Universidade da Califórnia (2003) mostram que 60% da população americana é portadora de halitose crónica e quase 100% é portadora de halitose esporádica, como no caso da halitose da manhã.
Esses dados surpreendentes mostram um aumento significativo do número de portadores de halitose e chegou-se á conclusão de que as duas maiores causas desse crescimento são:
Stress e mudanças nos hábitos alimentares.

O termo halitose vem do latim: halitu = ar expirado e osi: alteração = mau hálito.
Dentro da abordagem homeopática é um sintoma.
Os factores decorrentes são de origem bucal (90%): saburra lingual a língua suja, sendo este o principal factor, a gengivite (inflamação na gengiva) e a periodontite (doença que compromete as estruturas de suporte dos dentes).
E os factores de origem não bucal: doenças respiratórias (secreção nasal, catarros etc.) (8%), origem intestinal (1%) e outros factores (1%).

É comum as pessoas apresentarem halitose ao acordarem, ou provocada por medicamentos em uso, tabagismo (fumo), ingestão de certos alimentos como cebola, alho etc., higiene bucal deficiente (falta de escovar os dentes), língua saburrosa (língua suja), cárie dental e doenças nas gengivas.
Uma das principais causas da mau hálito é o stress, pois o indivíduo pode apresentar pouca ou nenhuma produção de saliva e isso aumenta a saburra ou placa bacteriana em cima da língua, o que provoca um odor desagradável (cheiro de enxofre ou de ovo podre).

O mau hálito cria consequências de ordem social (restrição social), pois provoca alterações de comportamento, insegurança ao se aproximar das pessoas, tristeza profunda, dificuldade em estabelecer relações amorosas, esfriamento do relacionamento entre o casal, timidez, dificuldade para sorrir, ansiedade, baixo desempenho profissional quando requer contacto com outras pessoas, entre outros.
Portanto, existe a necessidade de tratamento, pois isso representa um papel desagradável nas relações sociais.

A terapia da halitose deve ser determinada de acordo com as necessidades individuais e somente a avaliação do cirurgião dentista, especialmente habilitado em Homeopatia, agrega à assistência odontológica a um novo recurso terapêutico, com a possibilidade de valorizar e compreender a importância do aspecto emocional no que diz respeito às suas manifestações e interferências no sistema bucal do paciente que apresenta hálitos.

Friday, 13 June 2008

Florais de Bach X Homeopatia


Num contexto em que o stress, violência e a competitividade fazem parte da rotina das pessoas, as terapias alternativas tornam-se uma válvula de escape e são cada vez mais requisitadas.

É o caso dos Florais de Bach, terapia criada a partir da essência de 38 flores que busca equilibrar as emoções e trazer o bem-estar físico.


Os florais são preparados líquidos naturais feitos a partir de flores de arbustos e árvores silvestres.

Não contém químicos e podem ser usados por todo o tipo de pessoa, inclusive bebes.

Animais e plantas também são beneficiados pelo uso das essências.


As essências são recomendadas para sintomas emocionais, como ansiedade e dor de cabeça. Essas indisposições podem reflectir na saúde física, causando as chamadas doenças psicossomáticas.

Os florais são coadjuvantes num tratamento médico.

Se uma pessoa sofre de gastrite, ela precisa procurar um especialista.

Nós vamos tratar os factores emocionais que a levaram a aumentar a acidez no estômago, geralmente a ansiedade e o nervosismo.


Os florais são também preventivos.

Não precisa chegar ao desequilíbrio para tomá-los. Segundo os terapeutas, não há contra indicações para os Florais de Bach e eles não causam dependência química.


A terapia foi criada em 1928 pelo médico inglês Edward Bach, que descobriu que flores e plantas têm características semelhantes aos humanos, no entanto, elas mesmas produzem antídotos para os seus problemas:

Se uma pessoa é impaciente, vai tomar uma essência para relaxar que foi produzida pelo próprio vegetal para fazer efeito nele mesmo.

Para o problema específico de cada pessoa, é indicado um tipo ou uma combinação de florais.

Ao todo, podem ser combinadas, no máximo, seis essências.


Auto-conhecimento e transformação mais do que auto-ajuda, a terapia dos florais é auto-conhecimento.


O paciente tem que saber ou descobrir o que o faz sofrer.

A terapia dos florais tem um poder de transformação:

A pessoa busca tornar positivo tudo o que tem de negativo. Isso já vale a terapia.



Homeopatia X Florais de Bach

Os Florais de Bach - preparados líquidos e naturais, feitos a partir de flores de arbustos e árvores silvestres - não são iguais aos remédios homeopáticos. Veja as diferenças:


• Na Homeopatia, forma terapêutico-médica de tratamento que estuda o corpo como um todo e não trata as doenças ou sintomas isoladamente, há vários níveis de diluições de remédios. Nas essências florais, há somente um nível de diluição;


• A Homeopatia trabalha com os três reinos: mineral, vegetal e animal. As essências florais trabalham apenas com o reino vegetal;


• A Homeopatia pode agir no físico, no mental e no emocional. As essências florais actuam especificamente no emocional (reflectindo em outros corpos ou níveis).


• Os remédios homeopáticos são prescritos pelo princípio da semelhança. Por exemplo: o veneno de abelha (apitoxina) causa inchaço e irritação na pele e é usado homeopaticamente para tratar sintomas parecidos, como alergia.


Já a prescrição dos Florais de Bach é mais intuitiva.

O terapeuta tem que detectar o problema emocional do paciente, para receitar os florais.