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Saturday, 16 May 2009

KEFIR


Kefir é uma bebida ácida do Cáucaso, obtida pela fermentação do leite de vaca. Os habitantes do Cáucaso conhecem os efeitos do Kefir há muito tempo. Bebem Kefir em vez de água e comem Kefir desde a infância. Entre eles, pessoas com 110 a 150 anos de idade não são uma raridade. Não conhecem tuberculose nem câncer e não sofrem de problemas digestivos.

Kefir é uma bebida feita de leite fermentado em temperatura ambiente, entre 10°C e 25°C, por uma colónia de fermentos conhecida como "Grãos de Kefir". Originária do Cáucaso, só foi introduzida no resto do mundo no início do século XX . O metabolismo dos microorganismos do fermento consome a lactose e reduz a caseína , albumina e outras proteínas aos aminoácidos que as constituem, além de sintetizar ácido lácteo, a lactase e outras enzimas que ajudam a digerir a lactose restante depois da bebida ingerida. Ainda modificam os sais de cálcio para formas mais facilmente absorvidas pelo organismo humano.

Preparado hoje em dia com leite bovino mas anteriormente também com leite de cabra, ovelha, búfala, égua e até camela. Diferentemente do iogurte que é fermentado apenas pelo lactobacillus e exige altas temperaturas, o Kefir é fermentado por mais de quarenta tipos diferentes de microorganismos, incluindo os fermentos do pão, cerveja, vinagre, queijo, vinho, picles, chucrute , etc.

O Kefir é o produto cuja fermentação se realiza com cultivos acidolácticos elaborados com grãos de Kefir, Lactobacillus kefir, espécies dos gêneros Leuconostoc, Lactococcus e Acetobacter com produção de ácido láctico, etanol e dióxido de carbono. Os grãos de Kefir são constituídos por leveduras fermentadoras de lactose (Kluyveromyces marxianus) e leveduras não fermentadoras de lactose (Saccharomyces omnisporus, Saccharomyces cerevisae e Saccharomyces exiguus), Lactobacillus casei, Bifidobaterium sp e Streptococcus salivarius subsp thermophilus.

O Efeito Probiótico do Kefir:

Muito se tem dito sobre o Kefir sem fundamento científico. O que já se comprovou foi a limpeza da membrana intestinal, trazendo grande alívio para muitos sintomas que confundem os diagnósticos médicos. Apesar de pobre na maioria das vitaminas, a vitamina D é muito abundante. Os minerais também não se apresentam em quantidades expressivas, apenas o Cálcio em forma de sais mais bem absorvidos que no leite cru. O maior mérito do Kefir está na alta qualidade e quantidade de aminoácidos e

na eliminação de microorganismos patogénicos da flora intestinal e de todo o aparelho digestivo.

A principal virtude do Kefir é restabelecer a flora intestinal normal, tão importante para uma boa digestão e assimilação dos nutrientes ingeridos. Para compreender este efeito, é bom ampliar um pouco mais o tema.

Quando a criança nasce, o intestino é estéril, mas cedo são introduzidos microorganismos através do alimento. Em crianças que mamam há grande número de lactobacilos, gerando-se assim um pH inadequado para a proliferação dos germes da putrefacção. Em crianças alimentadas com biberão, dá-se uma flora mais mista, sendo menos proeminentes os lactobacilos.

Quando se alteram os hábitos alimentares para o padrão adulto, a flora muda, pois a dieta tem uma marcada influência sobre a composição relativa da flora intestinal e fecal. Uma alimentação rica em proteína animal produz putrefacções intestinais; altera-se a flora bacteriana normal, aparecendo uma quantidade excessiva de germes da putrefacção. No intestino superior do adulto predominam os lactobacilos, mas no íleo inferior e o ceco, a flora é fecal. As bactérias intestinais são fundamentais na síntese das vitaminas B e K, na conversão de pigmentos e ácidos biliares, na absorção de nutrientes e no controle dos microorganismos patogénicos (qualquer organismo vivo capaz de causar doença).

O Kefir transforma a flora intestinal putrefacta, substituindo-a pelos bacilos lácticos de propriedades anti-sépticas. Também produz a secreção de uma substância antipútrida que persiste ainda após o desaparecimento dos bacilos. É dizer que muda a putrefacção (prejudicial para o organismo humano) pela fermentação láctica.


Segundo investigações da Universidade da Prata, os microorganismos presentes no Kefir combatem particularmente a Escherichia coli, temida bactéria responsável de afecções como a síndrome urémico hemolítico, que pode ter consequências letais em crianças pequenas. Dado que a ingestão de Kefir aumenta a protecção contra estas infecções, começou-se a introduzi-lo na dieta infantil.

O Kefir não só dificulta a povoação de micróbios patogénicos no intestino, como também aporta abundante ácido láctico. A sua acção se estende até o estômago, ao qual estimula. Seus efeitos se derivam da acção enzimática e antitóxica que apresenta. O restabelecimento da flora normal traz consigo uma regulação da função intestinal. Neste aspecto é importante o tempo de cultivo: o de menos de 24 horas é laxante (deve tomar pela noite, durante algumas semanas), o de 72 horas é adstringente e o intermédio (48 horas) resulta neutro.


O Kefir apresenta propriedades antivirais, antifúngicas e antibióticas, estimulando o sistema imunológico. Também possui efeitos aperitivos e afrodisíacos. Foi utilizado com sucesso em doenças tais como cálculos renais, hipertrofia prostática, diabetes, artritismo reumático, enfarte de miocárdio, esclerose múltipla, anemia, asma, bronquite, etc.

Está especialmente indicado em doenças do aparelho digestivo, tais como úlceras, colites ulcerosa, intolerância gástrica, etc. É muito útil em uso externo para patologias dérmicas (acne, eczemas, psoríase, alergias, etc.), dado que é um poderoso anti-séptico que ajuda a curar feridas. Mostra-se muito efectivo na prevenção e cura de doenças produzidas pelo vírus do herpes. Sabe-se que o herpes tipo II participa na génese de distintas doenças, tais como câncer, artrites reumáticas, patologias renais, tromboembolias, alergias cutâneas e asmáticas, esquizofrenia, Parkinson e diabetes. Além de estimular o sistema imunológico, o Kefir estimula outras funções orgânicas, melhorando o estado da pele e cabelo.


Pelo exposto, o Kefir é altamente recomendável em doenças do tipo nervoso, úlceras internas, catarros branquiais, escleroses, enfarte cardíaco, problemas de vesícula, fígado e rins, icterícia, doenças do estômago e intestinos, diarreias, ressecamento, inflamações, leucemia, anemia, dermatites, psoríase, acne, eczemas, etc. O seu uso continuado produz muito bons efeitos em convalescença após graves doenças. Também dá bons resultados em alergias de pele e nas doenças femininas do baixo-ventre.

O Kefir previne putrefacções intestinais, contribui à depuração do organismo, normaliza a pressão arterial e ajuda no combate a obesidade.

A vantagem do Kefir de água, quando comparado ao de leite, é que pode tomar-se em grande quantidade. Deve-se beber diariamente, pois não altera a digestão e passa muito rapidamente ao sangue Quando se tem afecções crónicas, deve-se tomar grande quantidade pela manhã, ao meio-dia e pela noite (1/2 litro cada vez). De todo modo não se pode considerar o Kefir como um remédio universal e nem de efeito imediato; é um grande auxílio para o organismo pelo seu efeito desintoxicante, regenerador da flora intestinal benéfica e estimulador das defesas naturais. Mas quando existe doença, deve-se sempre ir ao médico.


Preparação:

Colocamos o fungo do Kefir num vidro com leite e deixamos descansar a uma temperatura de 18ºC a 20ºC durante, no máximo, 12 a 40 horas. Conforme o tempo de fermentação, o leite engrossa mais ou menos e produz um efeito diferente.

Para ¼ de litro de leite, precisamos de um volume de fungos correspondente ao tamanho de uma noz. Sobre os fungos despejamos leite morno (mais ou menos 20ºC), sem nata. Fechamos o vidro hermeticamente. Conforme a necessidade, os vidros ficam de 12 até, no máximo, 40 horas descansando no armário. O vidro com Kefir não pode ser guardado na geladeira, nem ficar exposto à luz. Precisa ser guardado no armário. Entretanto, o líquido coado, sem o fungo, pode ser guardado na geladeira.

Antes de usar o Kefir pronto, agitamos o conteúdo do vidro e coamos (a peneira não deve ser de metal). O fungo que ficou na peneira é devolvido ao vidro e novamente regado com leite. O fungo precisa ser lavado, pelo menos uma vez por semana, com água morna. Também o vidro.

O Kefir precisa dos mesmos cuidados que a carne crua, pois deteriora com a mesma facilidade. O leite precisa ser fresco, nunca azedo. O fungo não pode ser guardado sem leite, senão morre. Seco, isto é, sem leite, o Kefir conserva-se somente durante 48 horas. Após este período, ele se decompõe. Forma-se um líquido em que bóia uma massa que não pode mais ser usada.

O Kefir pode ser tomado diariamente, de preferência ao jantar, ou como refeição. Em caso de doença grave, deve-se tomar um litro por dia. O Kefir não é somente um remédio mas também um alimento muito nutritivo. Pode ser para tempero de saladas e molhos.

O fungo se multiplica dobrando de volume em 3 a 4 semanas. Então, dividimos e passamos adiante. Não destrua o fungo, pois é muito valioso! Dê aos seus amigos e conhecidos.

DOENÇAS

Problemas nervosos

1 litro, diariamente, às refeições. Em casos graves, durante a vida inteira.

O sono aparece sem necessidade de medicamentos. O apetite volta. Depressões desaparecem.

Úlceras do aparelho digestivo

1 litro, diariamente, enquanto necessário.

Comprovou-se o desaparecimento de úlceras do estômago após dois meses.

Bronquite

1 litro por dia, enquanto necessário.

Asma

1 litro por dia.

O doente não deve tomar medicamentos.

Anemia

1 litro por dia.

No adulto, o sangue se torna normal em 3 meses.

Erupções, eczemas

½ litro por dia. Também passar Kefir nas feridas e deixar secar. Não remover durante a noite.

Pela manhã, limpar o rosto e as mãos. Mesmo eczemas graves desaparecem após 15 dias.

Arteriosclerose

1 litro por dia.

A esclerose melhora aos poucos e não volta.

Bexiga e rins

1 litro por dia, enquanto necessário.

Pressão alta

1 litro por dia.

Após dois meses, a pressão volta ao normal.

Rins

1 litro por dia.

Vesícula biliar

1 litro por dia.

O Kefir cura, enquanto o leite e o creme de leite são prejudiciais e provocam cólicas.

Infecções

1 litro por dia (e controlar alimentação).

Hepatite

1 litro por dia.

Usamos somente Kefir de 12 horas, de preferência antes de dormir, durante 3 a 4 semanas.

Prisão de ventre

1 litro por dia, usando apenas Kefir de 12 horas.

Quando a evacuação normalizar, continuar com o Kefir de 24 horas.

Observe:

Kefir de 12 horas provoca boa digestão

Kefir de 36 horas provoca prisão de ventre

Acima de 20ºC o fungo age mais depressa

Fontes:

http://www.iogurte.com/index.php?action=noticiatipo&subaction=1&id_noticia=89

http://pt.wikipedia.org/wiki/Kefir

http://paginas.terra.com.br/saude/kefir

http://korgsgraveyard.blogspot.com/2006/10/kefir-kefir-uma-bebida-feita-de-leite.html

Nota: a Profª Débora Valladão tem Kefir de leite para doar, os contactos são:

96 391 84 16 ou 21 240 26 00 (trabalho - das 10.00 às 20.00h), em Massamá.

Monday, 14 July 2008

Pé-de-atleta



O pé-de-atleta é uma micose causada por fungos do género Epidermphyton. Este fungo é um microorganismo capaz de, em condições ideais para se proliferar, causar infecções.
Os fungos desenvolvem-se em todo o tipo de ambientes, porém mais ainda em lugares onde existe pouca ou nenhuma luz, bastante humidade e matéria orgânica morta.
O pé-de-atleta é uma infecção extremamente comum, que ataca mais homens do que mulheres, em geral adultos e é cientificamente chamado de Tinea pedis.
Ele pode incidir na pele e nas unhas, na região dos pés, sendo mais acentuado entre os dedos dos pés e de tratamento mais prolongado quando atinge as unhas.
Quando os fungos que causam o pé-de-atleta (os Epidermphyton) entram em contacto com a pele dos pés, particularmente nos vãos dos dedos, que é a região normalmente mais abafada e mais húmida, surge uma reacção no tecido de modo a combater os efeitos do agente nocivo. O pé-de-atleta, além do desconforto, causa problemas estéticos nos pés. Assim, os pés reclamam quando as unhas se tornam queratinosas e fracas, às vezes curvas, ou quando, por entre os dedos, surgem feridas que causam uma impressão de falta de cuidados ou de higiene.

As feridas podem surgir desde uma pele vermelha que se descama até pequenas bolhas e um formato esbranquiçado da pele, com leves tons cinza, típicos de fungo (de aparência semelhante à casca da laranja contaminada por fungos).
Os pés também reclamam quando começam a sofrer pruridos, ou quando, depois de avançada a micose, são obrigados a esconderem-se dentro dos sapatos quando a pessoa sai à rua.
Os pés não servem apenas para sustentação do nosso corpo, mas também para nossa locomoção e são umas das formas de apresentação no convívio social. Pés bem tratados exibem-se sem reclamar e, para isso, há que se ter os cuidados necessários.
Entre os mais comuns factores de risco estão o uso de sapatos fechados e de meias sintéticas, uma má higiene dos pés, o acto de andar descalço em balneários ou nas piscinas e o stress, que ao tornar mais vulnerável o nosso sistema imunitário, aumenta a facilidade da infecção.
Assim, e mais uma vez, a prevenção revela-se fundamental para evitar esta desagradável infecção. Entre os comportamentos preventivos a adoptar podem ser referidos:

- Lavar bem os pés e enxugar principalmente no espaço entre os dedos.

- Procurar um dermatologista caso se verifique algum sintoma de descamação, dor sob as unhas ou aparência de ‘bolor’ nos espaços entre os dedos do pé.

- Iniciar o tratamento o mais rápido possível após a constatação de pé-de-atleta, lembrando que uma infecção, se mal cuidada, pode desenvolver outras doenças.

- Limpar os sapatos por dentro, usando desinfectante diluído ou álcool, deixando-o secar bem antes de calçar.

- Não usar meias de fios sintéticos, preferindo as de algodão, que são permeáveis.

- Andar o maior tempo possível descalço, dentro de casa, e usar chinelos quando em espaços públicos como piscinas, praias e locais húmidos de grande afluência de pessoas.

O tratamento, geralmente, é feito com pós e cremes antifúngicos, de aplicação local. Se o problema estiver muito acentuado, o médico pode receitar um antimicótico via oral.

Tratamentos

Aromaterapia

Os óleos essenciais antifúngicos mais indicados são os de alfazema, mirra e melaleuca (tea trea); todos eles não só atacam directamente a infecção como também acalmam e cicatrizam. Inicialmente podem ser mais bem aplicados dissolvidos num pouco de álcool puro, a 2-3% de diluição, ou mesmo usados puros, espalhados sobre a pele húmida e infectada; quando a pele estiver mais seca, podem então ser incorporados num creme de base, a 3% de diluição.
Outra base que pode servir é o azeite, que, já por si, parece possuir alguma actividade antifúngica. O óleo de calêndula, ou malmequer tem propriedades terapêuticas e também pode servir de base. Na fase inicial, ajuda fazer um banho de pés com 10 gotas de um dos óleos essenciais mencionados, mas é importante que os pés sejam depois bem enxugados e mantidos ao ar livre o mais frequentemente possível.

Fitoterapia
Aplicadas externamente as tinturas de calêndula (Calendula officinalis) ou mirra (Commiphora molmol) são fortemente anti-fúngicas; deixe a aplicação secar na pele. Se a pele estiver muito húmida, estas duas plantas podem ser aplicadas em pó, se houver, seco ou misturado com pó de talco sem perfume.
A infecção alastrada ou recorrente também pode exigir remédios internos para activar o sistema imunológico - consuma alho (Allium sativa) regularmente, tanto na comida como, eventualmente, em cápsulas; algumas doses de estróbilo (Echinacea angustifolia ou E. purpurea), sob a forma de infusão, tintura ou em comprimidos podem ajudar.

Homeopatia
Os homeopatas também devem recomendar a Calêndula como tratamento local, primeiro a tintura e depois, talvez, o óleo ou uma pomada. Os remédios internos vão depender da natureza da doença - por exemplo, se a zona estiver húmida e a supurar, poderá ter de se escolher Hepar sulfur, Merc sol, Silica ou Sulphur, entre outros, pelo que é mais aconselhável consultar um homeopata habilitado.

Naturopatia
A primeira medida a tomar é assegurar que a região afectada se mantenha seca e o mais bem ventilada possível, na medida em que os fungos responsáveis adoram ambientes quentes e húmidos. Use meias e roupa interior de algodão, mudando todos os dias. O ideal será evitar usar ténis e usar sapatos de pele. Lave os pés e outras zonas afectadas pelo menos uma vez por dia, secando depois muito bem, sem esfregar e aquecer a pele. Utilize pó de talco para ajudar a manter os pés secos. Lave a roupa interior com água bastante quente; os fungos são capazes de sobreviver aos programas de lavagem a baixas temperaturas. Não partilhe toalhas nem calças porque a infecção pode transmitir-se através de contacto físico. Aos banhos de pés podem juntar-se 10-20mL de vinagra de cidra, para um efeito antifúngico mais forte.