Showing posts with label Cogumelos. Show all posts
Showing posts with label Cogumelos. Show all posts

Thursday, 27 August 2009

Propriedades terapêuticas de alguns alimentos


Abacate
Combate as diabetes
Baixa o colesterol
Previne as tromboses AVC
Controla pressão arterial
Suaviza a pele

Água
Ajuda a perder peso
Previne o cancro
Previne pedra nos rins
Suaviza a pele

Alcachofra

Ajuda na digestão
Baixa o colesterol
Protege o seu coração
Estabiliza o açúcar no sangue
Protege contra doenças do fígado

Alho
Baixa o colesterol
Controla a pressão arterial
Previne o cancro
Mata as ténias
Combate Fungos

Ameixas
Retarda o envelhecimento
Evita Constipação
Estimula a memória
Baixa o colesterol
Protege contra doença do coração

Ananás -Abacaxi
Fortalece os ossos
Alivia a febre
Ajuda a digestão
Bloqueia a diarreia

Arroz
Protege o seu coração
Combate a diabetes
Previne pedra nos rins
Previne o cancro
Previne as tromboses AVC

Aveia
Baixa o colesterol
Previne o cancro
Combate a diabetes
Evita constipação
Suaviza a pele

Azeite
Protege o seu coração
Ajuda a perder peso
Previne o cancro
Combate a diabetes
Suaviza a pele

Banana
Protege o seu coração
Atenua a tosse
Fortalece os ossos
Controla a pressão arterial
Bloqueia a diarreia

Baga de Mirtilo

Previne o cancro
Protege o seu coração
Estabiliza o açúcar no sangue
Estimula a memória
Evita a obstipação

Batata-doce
Poupa a sua visão
Levanta a disposição
Combate o cancro
Fortalece os ossos

Beterraba
Controla a pressão arterial
Previne o cancro
Fortalece os ossos
Protege o seu coração
Ajuda a perder peso

Brócolos
Fortalece os Ossos
Poupa a Visão
Previne o cancro
Protege o seu coração
Controla a pressão arterial

Castanha
Ajuda a perder peso
Protege o seu coração
Baixa o colesterol
Previne o cancro
Controla a pressão arterial
Pimentão picante
Ajuda na digestão
Suaviza as dores da garganta
Remove abcessos
Previne o cancro
Fortalece o sistema imunitário

Cebola
Reduz o risco de ataque cardíaco
Previne o cancro
Mata bactérias
Baixa o colesterol
Combate fungos

Cenoura
Poupa a Visão
Protege o seu coração
Evita a prisão de ventre
Previne o cancro
Ajuda a perder peso

Cereja

Protege o seu Coração
Previne o cancro
Acaba com as insónias
Retarda o envelhecimento
Protege contra a doença de Alzheimer

Chá Verde
Previne o cancro
Protege o seu coração
Previne as tromboses AVC
Ajuda a perder peso
Mata bactérias

Cogumelo

Controla a pressão arterial
Baixa o colesterol
Mata bactérias
Previne o cancro
Fortalece os ossos

Couve
Previne o cancro
Evita a prisão ventre
Ajuda a perder peso
Protege o seu coração
Atenua o hemorroidal

Couve-Flor
Previne o cancro da próstata
Previne o cancro da mama
Fortalece os ossos
Elimina escoriações
Previne doenças do coração

Damasco
Previne o cancro
Controla a pressão arterial
Poupa a sua visão
Protege contra a doença de Alzheimer
Retarda o envelhecimento

Farelo de trigo
Previne o cancro na próstata e do cólon
Evita a obstipação
Baixa o colesterol
Previne as tromboses AVC
Melhora a digestão

Feijão
Evita as obstipações
Atenua o hemorroidal
Baixa o colesterol
Previne o cancro
Estabiliza o açúcar no sangue

Figo
Ajuda a perder peso
Previne as tromboses AVC
Baixa o colesterol
Previne o cancro
Controla a pressão arterial

Germén do trigo
Previne o cancro na próstata e do cólon
Evita obstipação
Baixa o colesterol
Previne as tromboses AVC
Melhora a digestão

Iogurte
Previne úlceras
Fortalece os ossos
Baixa o colesterol
Fortalece o sistema imunitário
Melhora a digestão

Laranjas
Fortalece o sistema imunitário
Previne o cancro
Protege o seu coração
Favorece a respiração
Elimina o escorbuto

Lima

Previne o cancro
Protege o seu coração
Controla a pressão arterial
Suaviza a pele
Elimina o escorbuto

Limão
Previne o cancro
Protege o seu coração
Controla a pressão arterial
Suaviza a pele
Elimina o escorbuto

Linho (sementes de linhaça)
Ajuda a digestão
Combate as diabetes
Protege o seu coração
Fortalece o cérebro
Fortalece o sistema imunitário

Maçã

Protege o seu coração
Evita a obstipação
Bloqueia a diarreia
Melhora a capacidade dos pulmões
Amortece as articulações

Manga

Previne o cancro
Estimula a memória
Regula a tiróide
Ajuda na digestão
Protege contra a doença de Alzheimer

Mel
Cura feridas
Ajuda a digestão
Previne contra úlceras
Aumenta a energia
Combate alergias

Melancia
Previne o cancro na próstata
Promove a perca de peso
Baixa o colesterol
Previne as tromboses AVC
Controla a pressão arterial

Melão
Poupa a visão
Controla a pressão arterial
Baixa o colesterol
Previne o cancro
Fortalece o sistema imunitário

Morango
Previne o cancro
Protege o seu coração
Estimula a memória
Acalma o stress

Nozes
Baixa o colesterol
Previne o cancro
Estimula a memória
Melhora a disposição
Protege contra doenças do coração

Peixe
Protege o seu coração
Estimula a memória
Previne o cancro
Fortalece o sistema imunitário

Peras
Evita a obstipação
Previne o cancro
Previne as tromboses AVC
Ajuda a digestão

Tomate

Previne o cancro na próstata
Previne o cancro
Baixa o colesterol
Protege o seu coração

Toranja

Protege contra ataques cardíacos
Promove a perca de peso
Previne as tromboses AVC
Previne o cancro da próstata
Baixa o colesterol

Uva
Poupa a visão
Previne pedra nos rins
Previne o cancro
Aumenta o fluxo de sangue
Protege o seu coração

Friday, 10 July 2009

RECEITA ANTI-GRIPE A

(Cogumelo Shiitake)

O melhor que pode fazer é reforçar o seu sistema imunológico através de uma alimentação correcta e saudável, no sentido de manipular a sua imunidade, preparando as células brancas do sangue (neutrófilos) e os linfócitos (células T) as células B e células matadoras naturais. Essas células B produzem anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus, bactérias e células de tumores.
As células T controlam inúmeras actividades imunológicas e produzem duas substâncias químicas chamadas Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e de tumores.

Bem vamos ao que interessa, ou seja quais os alimentos que são importantes (estimulam a acção do sistema imunológico e potencializam o seu funcionamento).
Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter as suas vias aéreas húmidas desestimulam os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.

Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.
Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.

Coloque bastante cebola na sua alimentação.
Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.
Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e sementes de abóbora - pevides).

Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).
Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico.

O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.

Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.
Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetais poli-insaturados.

Nota: Sugeria só uma pequena alteração em relação ao Iogurte, porque pode causar mucosidades.
Fazer antes um lassi de preferência salgado.
Receita:1 parte de Iogurte, para 2 partes de agua 1pitada de sal marinho (preferência por sal de rocha) .Bate-se tudo bem batido e serve-se, melhor antes do almoço.

Importante: mantenha as suas mãos sempre bem limpas e use o fio dental para limpar os dentes, antes da escovagem.

Com esses cuidados acima e essa alimentação... os vírus nem chegarão perto!
Abraços
6 de Maio de 2009
(uma pequena contribuição para enfrentar essa e qualquer gripe que porventura apareça no seu caminho).
Se achar útil por favor repasse aos seus amigos...
--
Prof. Dr. Odair Alfredo Gomes
Laboratório Morfofuncional
Faculdade de Medicina - Unaerp
Fone: 36036744 ou 36036795

Wednesday, 11 February 2009

Medicina do cérebro


Os Sete Princípios de André Vermeulen

1.. Estimule-se fisicamente. Mova-se.
Dance, faça exercício aeróbico, nade, jogue tênis, futebol.
Faça exercícios de lateralidade, por exemplo, com a mão esquerda toque sua orelha direita e com a mão direita toque seu nariz.
Agora vice-versa e repita várias vezes até dominá-los.


2.. Tome oito copos de água.
De acordo com os especialistas, isso não é opcional, é obrigatório se quisermos que nosso
cérebro funcione de uma maneira ótima.
E se estamos estressados, devemos aumentar para 16 copos de água ao dia. 90 por cento do volume de nosso cérebro está composto por água e é o principal veículo das transmissões eletroquímicas.


3.. Oxigenize-se.
Faça exercício, caminhe diariamente.
Antes de uma reunião importante ou de um trabalho
que necessite de concentração respire fundo.
Respire em 4 tempos,segure o ar em 16 e exale em 8.
O doutor Otto Warburg,Prêmio Nobel de Fisiología,fez uma experiência na qual conseguiu converter células sãs em malígnas,através do simples procedimento de reduzir-lhes o oxigênio.
Fique rodeado de plantas. Sabia que uma só planta pode remover partículas contaminadas do ar em um espaço de 9 metros quadrados?
As plantas aumentam a ionização negativa do ar e o carregam de oxigênio, aumentando nossa produtividade em 10%.
Algumas plantas como as dálias provaram ser as melhores para isso.


4.. Consuma alimentos para o cérebro.
É conveniente para o cérebro que comamos cinco porções de fruta e verduras ao dia, sementes, alho, grãos completos, cogumelos, azeite extra-virgem e proteínas.
O peixe literalmente proporciona a formação de novas células nervosas.


5.. Pense positivamente.
Os pensamentos negativos geram químicos que bloqueiam a conecção entre os neurotransmissores.
Como dizia Henry Ford: "Se pensas que podes o que não podes, sempre estarás com a razão".


6.. Escute música barroca.
A música é a porta para terrenos interiores; chega a lugares fora de nosso alcance.
Ajuda a criatividade, a expressão pessoal. Facilita o aprendizado.
Um fazendeiro comprovou que ao colocar música barroca para as suas vacas, houve um aumento na produção de leite e de glóbulos brancos.


7.. Libere o seu cérebro.
Se não o usarmos, o perderemos.
Jogue xadrez, resolva palavras-cruzadas, aprenda a tocar um instrumento, faça matemática, viaje a lugares novos, vá a exposições de arte, leia, estude algo.
Escreva e desenhe com as duas mãos.
Abra a sua mente a novas experiências e formas de pensar.
Tudo isso faz com que o cérebro funcione melhor.


Podemos concluir que neste chamado "Milénio da Mente", a única maneira de ser competitivo
e manter um equilíbrio nas nossas vidas, é alimentar o espirito e é não trabalhar demais,
e sim trabalhar melhor….!

Saturday, 18 October 2008

Alimentação Macrobiótica



A palavra macrobiótica deriva de macro (Grande) e bios (Vida), e significa Grande Vida, no sentido de que é uma concepção da vida orientada para o equilíbrio e longa duração dos indivíduos como atitude consciente que procura ajudar o organismo a integrar-se no sistema ecológico a que pertence, favorecendo as suas características, naturais de vitalidade.

O re­gime alimentar aparece na macrobiótica coma parte fundamental dos factores de promoção de vida longa com saúde, sem doenças nem desequilíbrios orgânicos e psíquicos, e corresponde a uma alimentação exclusiva, ou quase exclusiva, de produtos naturais, que são os vegetais silvestres ou cultivados sem adubos, pesticidas e adjuvantes artificiais, e de preferência na região em que as pes­soas vivem.
Utiliza como alimentos essenciais de base

* Todos as cereais integrais, sob a forma de grão - com prio­ridade para o arroz - ou de flocos, pastas, farinhas, sêmo­las, pão, na proporção de 50-90 % da alimentação diária;
* Sementes de frutos ricas em proteínas;
* Sal marinho natural (não refinado);
* Água natural.


Utiliza como alimentos complementares
* Produtos hortícolas seleccionados (folhas, cenoura, raba­netes), legumes (feijão, ervilha, lentilha), ervas silvestres, frutos, principalmente nativas, algas, na proporção de 10­-50% de alimentação diária;
* Temperos preparados segunda técnicas próprias;
* Bebidas, sob a forma de tisanas preparadas com plantas naturais.


Recomenda limitar a consumo de
* Leite, queijo e ovos fecundados;
* Frutos e alimentos silvestres não herbáceos.


Manda eliminar
* Carne e peixe (especialmente salgadas e em conserva) e gorduras animais;
* Açúcar e todos os produtos açucarados;
* Batata, tomate, beringela, frutos e verduras exóticas.


A macrobiótica
considera essencial equilibrar os efeitos opos­tos que terão os alimentos, de acumulação ou interiorização e de exteriorização ou agressividade, e de que dependeriam pratica­mente todas as doenças nos seres humanos.

Em consequência, encontram-se graves contradições entre a medicina científica e a macrobiótica, o mesmo se verificando com a ciência da nutrição.

A preparação dos vegetais, sopas e bebidas é considerada de importância fundamental em macrobiótica e obedece a regras que os praticantes são convidados a conhecer muito bem, para conseguirem a combinação de alimentos e de partes de alimentos recomendada.

Recapitulando a macrobiótica é baseada num princípio com mais de 5000 anos de existência original do Tibete e da China, inspirando-se numa filosofia primitiva, na ideia de que a Humanidade faz parte do meio ambiente e do cosmos e que a saúde e o raciocínio são um reflexo da nossa apreciação, ligação e intercâmbio com o mundo que nos rodeia.

Nos finais do séc. XIX um médico do exército japonês, Sagen Ishizuka, que se curou duma doença de rins intratável pela medicina moderna adoptando um regime alimentar baseado em cereais integrais e vegetais, fundou a primeira organização macrobiótica e foi extremamente famoso no Japão nos finais do século XIX e início do século XX.

Para Ishizuka todos os problemas de saúde e sociais tinham como origem uma má nutrição, particularmente um desequilíbrio entre sódio e potássio nos alimentos e, para ele, todos os problemas podiam ser corrigidos adoptando uma prática alimentar de acordo com a constituição biológica humana, em especial a utilização de cereais integrais e vegetais como alimentos predominantes.

O trabalho de Ishizuka foi continuado e desenvolvido por George Ohsawa, escritor americano de ascendência nipónica, que acreditou ter sido a alimentação macrobiótica a responsável pela cura da tuberculose de que sofria.

Nos anos 30 este escritor trouxe os seus ensinamentos para a Europa, em especial para a França e Bélgica. Ohsawa prescrevia segundo a condição individual, pois para ele praticar macrobiótica era comer de acordo com as necessidades em constante mutação de cada um. Nascia assim uma nova era da nutrição, em estreita relação com a filosofia Zen.
O que é a Macrobiótica?

A macrobiótica preocupa-se em adequar os alimentos energicamente segundo as necessidades individuais de cada um, tendo em conta a idade, o sexo, a actividade física e o estado de saúde.

Em todos os alimentos aconselhados o único que é considerado equilibrado é o “Arroz Integral”, que tem energias opostas e equilibradas.

Ao aderir a esta dieta é suposto evoluir ao longo de sete níveis. Os primeiros níveis para um principiante consistem, basicamente, em eliminar os alimentos Yin e Yang e manter o consumo preferencial de alimentos neutros e intermédios.

Gradualmente vão-se eliminando também os alimentos intermédios até ser alcançado o nível sete, que consiste em comer apenas Arroz Integral.

O nível sete é o extremo da macrobiótica, o qual raramente é conseguido, pois apresenta deficiências nutricionais graves podendo causar a morte.

Pratica-se a macrobiótica a partir de uma disciplina inicial, com o objectivo de proporcionar a cada um através de uma reeducação do organismo, os meios para se libertar dos maus hábitos, vícios e condicionamentos alimentares impostos por uma sociedade consumista, de modo, a alcançar o bem estar físico e psíquico.

Para ser alcançado o equilíbrio não basta uma preocupação só com os alimentos, mas também com a quantidade de líquidos ingerida que deverá ser em função da sede que se sente, uma vez que um excesso de líquidos conduz a uma maior fadiga e uma sobrecarga nos rins.

Muito importante para fazer uma correcta alimentação macrobiótica é também a forma como se ingerem os alimentos sendo a mastigação um factor determinante.

Deve-se mastigar bem os alimentos, 50 vezes se for possível pois deste modo nunca se come em demasia, parando-se naturalmente sem ter ultrapassado as devidas proporções, obtendo-se um melhor sabor e maiores benefícios na digestão, alimentando também o espírito.

A Macrobiótica é representada por um símbolo que define um estado de equilíbrio onde fica bem claro que nada é 100% Yin ou 100% Yang.

Segundo a filosofia Macrobiótica é justamente este dinamismo Yin-Yang que nutre o nosso organismo, não as calorias.

Por ser muito importante para este tipo de dieta todo o equilíbrio, é sugerido o consumo preferencial dos alimentos produzidos de acordo com as estações do ano, para não desestabilizar o equilíbrio da Natureza.

Os alimentos são também agrupados de acordo com a sua Energia sendo aconselhado o seu consumo de acordo com as necessidades de cada um.


Alimentos neutros, ou seja, com um bom equilíbrio yin/yang:
* Cereais integrais (arroz, aveia, cevada, milho, centeio, trigo, trigo sarraceno, painço, etc.);
* Sementes (de gergelim ou sésamo, de girassol, de abóbora, linhaça, etc.);
* Legumes.

Alimentos Yin:
Milho, centeio, aveia, cevada, beringela, tomate, pimento, favas, pepino, espargos, espinafre, alcachofra, abóboras, cogumelos, ervilhas, beterraba, alho, couve-roxa, couve-flor, lentilhas, polvo, pescada, truta, porco, vaca, iogurte, natas, manteiga e margarinas, frutos frescos, mel, açúcares, café, vinho, cerveja, chá verde, tília, hortelã-pimenta, camomila.


Alimentos Yang:
Arroz, milho-miúdo, trigo, alface, repolho, alho-porro, grão-de-bico, rabanete, nabo, cebola, salsa, cenouras, agrião, linguado, atum, salmão, camarão, sardinhas, pato, peru, ovos, leite, queijos, amêndoa, azeitonas, óleos vegetais não refinados, alecrim, malte, chá mu, vinagre, mostarda, baunilha, açafrão, sal marinho não refinado.


Alimentos principais:
Cereais integrais (arroz, trigo, painço, aveia, centeio, cevada).


Alimentos secundários:
Chá, sal marinho, legumes , verduras, raízes, frutas, óleos extraídos a frio.


Alimentos opcionais:
Peixes, aves e ovos (quanto menos, melhor para a saúde), leite e derivados (preferir os de soja ou cabra).


Alimentação Macrobiótica Padrão

50 a 60% da alimentação diária devem consistir de cereais integrais.

Cereais integrais incluem arroz integral, cevada, millet, aveia, milho, trigo, centeio, trigo sarraceno, cuscuz, bulgur, flocos de aveia, flocos de cevada, carolo de milho, massas, pão, crepes, panquecas, etc.

Deve dar-se preferência a cereais integrais em grão, em particular se existirem problemas de saúde sérios, uma vez que os cereais sob a forma de farinha são mais difíceis de digerir e as farinhas ao oxidarem perdem muitas das propriedades originais do cereal em grão.

A Sopa deve ser consumida 1 a 2 vezes por dia.

As sopas são em geral de vegetais mas podem também incluir cereais, leguminosas, algas, peixe. Uma sopa particularmente aconselhada é a sopa de miso ou sopa de pasta de soja, devido aos efeitos benéficos que o miso tem na reconstrução da flora intestinal.

25 a 35% incluem os mais diversos vegetais (para além dos vegetais utilizados nas sopas).

Os vegetais devem ser cozinhados de diferentes formas mas é importante que alguns sejam bem cozinhados e outros levemente cozinhados ou consumidos sob a forma de salada crua.

Vegetais para uso diário incluem cebolas, cenouras, abóbora, brócolos, couve, agrião, nabos, couve de bruxelas, cogumelos, germinados, nabiças entre outros.

Vegetais como batatas, tomates, beringelas são geralmente desaconselhados ou devem ser utilizados muito ocasionalmente se se gozar de boa saúde.

10 a 15% da alimentação consistem de leguminosas, derivados das leguminosas e algas.

As leguminosas incluem grão de bico, lentilhas, feijão azuki, feijão frade, feijão catarino, feijão manteiga e todos os feijões disponíveis nos diversos climas; derivados das leguminosas como tofu, tempeh, natto, seitan (neste caso derivado do trigo mas sendo um alimento com alto teor proteico) podem e devem também ser usadas regularmente.

As algas foram durante muitos anos utilizadas em diferentes culturas e utilizam-se em pequena quantidade neste regime, cozinhadas em conjunto com os vegetais, leguminosas ou cereais. As algas para uso regular têm nomes como wakame, kombu, aramé, hiziki, nori entre outras.

Para além dos alimentos mencionados a Alimentação Macrobiótica Padrão inclui em quantidades variáveis os seguintes alimentos:

Sementes e oleaginosas
- Sementes de sésamo, de abóbora, de girassol; amendoins, amêndoas, pinhões e nozes.

Frutos da estação e da área geográfica em que vivemos
- Maçãs, pêras, morangos, castanhas, pêssegos, melão, melancia, uvas, etc.

Peixe, preferencialmente de carne branca
- Pescada, linguado, robalo, cherne, dourada, tamboril entre muitos outros.

Bebidas diversas, em especial chás tradicionais, cafés de cereais, sumos de vegetais ou de frutos
- Se se gozar de boa saúde ou em situações especiais, pequena quantidade de bebidas alcoólicas como cerveja, vinho ou whisky de malte.

Óleos e temperos
- Como óleo de sésamo, de girassol, de milho, azeite e temperos como vinagre de arroz, vinagre de ameixa, gengibre, algumas ervas aromáticas entre outros. Os óleos devem ser de primeira pressão a frio e não extraídos a altas temperaturas com solventes químicos à base de petróleo.

Condimentos para uso de mesa
- Estes devem ser utilizados em quantidades mínimas, são bastante importantes em especial se houver problemas de saúde; os condimentos principais são gomásio (sementes de sésamo com sal), umeboshi (pickleS de ameixa), tekka (condimento produzido a partir de diferentes raízes), sementes de sésamo, condimento de cebolinho e muitos outros.


OS PRINCIPAIS ALIMENTOS MACROBIÓTICOS

Com a difusão da macrobiótica por todo o mundo, muitos alimentos usados pelos povos antigos foram reintegrados na nossa cultura, sendo muitos deles provenientes da culinária tradicional japonesa o que leva a que seja difícil a sua aquisição em Portugal.


Abóbora-moranga

Menor que a abóbora comum, a moranga tem sua energia mais concentrada. Deve ser comida com casca, assim como a maioria dos legumes da alimentação orgânica.


Açúcar mascavado
É o açúcar natural, que não passa pelo processo industrial de refinamento. Castanho claro ou escuro.

Juntamente com o mel, é a melhor opção para substituir o açúcar branco, tratado quimicamente.


Algas marinhas
Por assimilar da água do mar grande quantidade de minerais (como iodo, cloreto de sódio, cobre, ferro e zinco), as algas marinhas possuem várias propriedades alimentícias e medicinais.

São indicadas principalmente para a obesidade provocada pela retenção de líquidos, no tratamento de anemia e na recuperação de pacientes portadores de leucemia. Podem ser ingeridas cruas, cozidas ou fritas, adicionadas a pães, bolos, tortas, cereais cozidos, em forma de pasta ou no chá tradicional.


Ameixa salgada (umeboshi)
Uma conserva muito usada no Japão, de onde é importada.

As ameixas são acondicionadas num barril de madeira, com sal marinho natural, por 3 anos ou mais.


Arroz integral
Base da alimentação macrobiótica, este cereal promove a renovação do organismo e fornece diversos tipos de proteínas e vitaminas, entre outros elementos. Existem vários tipos nas casas de produtos naturais, mas o que se aconselha é o de grão mais arredondado, com característica mais Yang que os outros, portanto dotado de maior quantidade de energia.


Aveia
A aveia usada na alimentação integral é semelhante à que se encontra nos supermercados, mas nela os adubos químicos e insecticidas não estão presentes.


Ban-chá
Usado como digestivo após as refeições, este chá suaviza as portas irritadas do aparelho digestivo e proporcional leveza para os organismos inflamados.

Deve ser tomado sem açúcar ou outro aditivo, como todos os chás macrobióticos.

A quantidade ideal no preparo é 1 colher de sopa de erva levemente torrada para 1 litro de água. Meio copo após as refeições é o suficiente.


Bardana
Esta raiz é muito utilizada pelos macrobióticos como alimento e como remédio. Não é preciso descascá-la para cozinhar.

O seu chá, feito com 300 gramas de folha para 1 litro de água, é bastante indicado no tratamento das cólicas hepáticas, enfermidades cardíacas, furúnculos, bronquite, cálculo renal, cálculo biliar e afecções da bexiga, além de funcionar como antídoto para o envenenamento por mercúrio metálico e combater os efeitos de agentes poluentes, como o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono.

O cataplasma da raiz é útil nas contusões, no reumatismo, artrite, impingem, herpes e queda dos cabelos.


Cevada
Com cevada natural preparam-se muitos pratos saborosos, que são ensinados em qualquer livro de receitas macrobióticas.

A cevada torrada, por sua vez, é um óptimo substituto para o café comum.


Chá de arroz integral
É preparado com arroz integral torrado e folhas torradas de ban-chá.

Útil para recuperar as forças perdidas nos exercícios físicos e mentais, é nutritivo e combate a estafa.

Para 1 litro de água, usa-se 3 colheres de sopa do chá.

Deve-se tomar meio copo após as refeições principais.


Dentie
Trata-se de um dentifrício natural feito à base de berinjela torrada e sal marinho.


Fécula de araruta
Extraída da araruta pura, serve para dar consistência a pudins, gelatinas, minguas e cremes. Misturada com shoyu (molho de soja), é um grande remédio contra gripe e infecções da garganta.


Feijão azuki
Estes grãos pequenos e vermelhos, têm um grau de fermentação bem inferior ao dos outros feijões.

É rico em energia, e devido às suas qualidades diuréticas é muito indicado para os diabéticos.

O modo de preparar é igual ao de qualquer feijão.

Com os grãos torrados, prepara-se um chá excelente, próprio para a maioria das doenças metabólicas, além do diabetes.

Esse chá é depurativo do sangue, elimina o excesso de ácido úrico e tonifica os rins. Também funciona como calmante.

Para fazer o chá bastam 2 colheres de sopa de grãos crus, que devem ser torrados numa panela.

Acrescentar 1 litro de água e ferver, até que a água adquira uma cor escura.

Tomar meio copo após as refeições principais.


Feijão de soja
Constitui um dos alimentos mais ricos em proteínas.

Meio quilo de grãos equivale a 1 quilo de carne, 30 ovos ou 6 litros de leite.

A sua proteína é a única que combina 10 aminoácidos essenciais, portanto é capaz de estimular o crescimento e a energia no mesmo nível que a proteína animal. A soja também é rica em cálcio, ferro e lecitina.

O óleo de soja é de fácil digestão, contendo vitaminas A, B, B2, C, D, E e R. No entanto, por ser um alimento extremamente Yin, a soja deve ser consumida com moderação. Essa restrição não cabe aos subprodutos, como o leite, o queijo, o óleo e o shoyu, pois nesses casos as toxinas são eliminadas durante o preparo.


Gengibre
O óleo extraído do rizoma constitui óptimo remédio para problemas respiratórios, como catarro, rouquidão, asma e bronquite, devendo ser esfregado no peito.

O gengibre pode ser usado também como chá.

Corta-se um tubérculo pequeno em fatias e coloca-se para ferver durante 10 minutos em meio litro de água. A quantidade a ser tomada varia de acordo com o gosto ou a necessidade individual.

Tem um valor excepcional na atonia estomacal, cólicas, infecções, inflamações, acne, furúnculos e vómitos.


Ginseng

Esta raiz medicinal nativa da Manchúria e da Coreia, que nasce uma vez a cada 7 anos, é um poderoso estimulante, aumentando a resistência física e a capacidade mental.

Constitui também uma óptima protecção atómica, sendo considerado um rejuvenescedor de todo o sistema orgânico, particularmente das glândulas.


Leite de cereais

Esse leite é uma mistura de sete cereais bem moídos, facilmente solúvel em água.

Pode ser usado por adultos e crianças, puro ou no preparo de outros alimentos.


Misso

Molho feito à base de soja amassada, que se mistura a cereais como o trigo, o arroz e cevada, fermentada junto com sal marinho.

Como todos os alimentos orgânicos, o misso também é antitóxico. Costuma-se utilizá-lo para temperar sopas, cereais e carnes, substituindo o vinagre e a massa de tomate.


Molho de soja (shoyu)
Feito à base de soja salgada e fermentada por 6 meses, muito usado como condimento alimentar. Contém vários tipos de aminoácidos e vitaminas.


Rábano (Daikon- Nabo branco comprido)
É um dos remédios mais usados para combater deficiências visuais como a miopia, o estigmatismo, etc.

A macrobiótica recomenda comer 100 gramas diárias do nabo ralado, cru.

Com as folhas dele pode-se preparar um banho de assento, muito indicado no combate às infecções genitais, principalmente femininas. É especialmente útil na recuperação pós-parto.


Óleo de gergelim
Trata-se de um excelente remédio no combate da gripe e do resfriado, bastando tomar 1 colher de sopa pela manhã, em jejum, e outra antes de dormir.

Esse óleo também é usado no preparo de um colírio para as inflamações e as irritações da vista.


Sal marinho
É o sal natural, que não passa pelos processos industriais.

Pode ser encontrado sob a forma de cristais grossos ou finos.


Tahine
Preparado com sementes de gergelim moídas e prensadas, é um óptimo substituto para a manteiga comum, excelente fonte de proteínas vegetais e um remédio eficaz para a anemia.


Trigo integral
Com ele são feitos pães, bolos, tortas, biscoitos e macarrão.

Possui grande qualidade terapêutica, pois fortifica a flora intestinal e auxilia no funcionamento dos intestinos.


Trigo mourisco (ou sarraceno)
É um grão pequeno, esbranquiçado, macio ao mastigar, com o qual podem ser preparados todos os pratos que usam outros tipos de trigo ou farinha de trigo.


Vantagens e desvantagens da alimentação macrobiótica

Vantagens
* Reduz o risco de obesidade;
* Reduz o risco de colesterol elevado;
* Reduz o risco de diabetes;
* Ajuda a controlar a tensão arterial;
* Regula o trânsito intestinal;
* Provavelmente previne alguns tipos de cancro.

Estas vantagens provém do facto de esta ser uma alimentação pobre em calorias, gorduras saturadas e rica em fibras.

Desvantagens
* Aumenta o risco de anemia;
* Aumenta o risco de osteoporose;
* Em crianças e adolescentes pode provocar atrasos de crescimento, raquitismo e subnutrição;
* Este tipo de dieta não tem em conta a biodisponibilidade dos nutrientes, o que leva à necessidade de complementá-la com diversos suplementos de minerais e de oligoelementos.

Jacqueline Dias Fernandes - Nutricionista

Friday, 19 September 2008

Alimentos afrodisíacos - Receitas


Quer fazer uma surpresa para a pessoa amada e ainda estender o programa por toda a noite?
A seguir tem uma dicas de alguns pratos fáceis de fazer e com poucas calorias.

Uma entrada deliciosa...

Salada de Espargos e cogumelos (para 2 pessoas)

Ingredientes:
- 100 gramas de cogumelos fatiados
- 250 gramas de espargos frescos
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 3 colheres de sopa de iogurte
- Folhas de alface para decoração

Modo de preparação:
Aqueça a manteiga numa panela pequena e junte os cogumelos. Refogue-os por 5 minutos. Cozinhe os espargos, deixe-os escorrer e corte-os em pequenos pedaços. Junte os espargos aos cogumelos. Enfeite os pratos com folhas de alface e coloque a mistura de espargos e cogumelos por cima. Prepare um molho com iogurte e sal e derrame sobre a salada. Sirva gelada.

Outra receita a seguir...

A tentação do salmão
Siga as nossas instruções e confeccione uma refeição cujos efeitos poderão ser surpreendentes...

Ingredientes:
- Meia chávena de salmão fumado, desfiado e sem espinhas
- 80 gramas de queijo creme
- Uma colher de sopa de manteiga
- Uma colher de chá de whisky
- Uma colher de chá de sumo de limão.

Modo de preparação:
Junte estes ingredientes e bata tudo até obter uma papa suave. Deixe arrefecer pelo menos uma tarde, para impregnar os sabores. Depois, coloque numa tigela e decore com uma camada de caviar vermelho. Sirva com batatas fritas ou bolachinhas.



Pêras em Calda

Ingredientes:
- 8 pêras
- 4 chávenas de água
- 2 chávenas de açúcar
- 4 pauzinhos de canela
- 1 laranja para cortar em rodelas

Modo de preparação:
Numa panela coloque o açúcar, a água e a canela. Leve ao lume, misture e deixe levantar fervura. Cozinhe por 5 minutos. Acrescente as pêras descascadas, porém inteiras. Junte as rodelas de laranja e cozinhe lentamente, até que as pêras estejam macias, sem deixar que se desmanchem. Deixe esfriar e coloque numa compoteira.


Bom apetite.....!

Saturday, 16 August 2008

Zhu ling (Polyporus umbelatus ou Grifola umbellata)


Zhu ling -
Polyporus umbelatus ou Grifola umbellata

Família: Poyporaceae

Nomes vulgares:
Fungo de poros umbeliformes

Nome chinês:
Zhuling significa: Fungos de porcos (chamado assim porque é negro como estrume de porcos e cresce nas árvores como um fungo.

Habitat e distribuição: Cresce em agrupamentos em cotocos de árvore em algumas partes do centro-norte e nordeste dos EUA e na China.

Partes utilizadas:
Núcleo do fungo. As partes medicinais do cogumelo crescem abaixo do solo em massas duras e semelhantes a tubérculos, que não são comestíveis.

Energia:
Neutra

Classe.
Ervas para reduzir a humidade do corpo (M.T.C.)

Meridianos:
Rins e Vesícula Biliar

Acções:
Filtrar e beneficiar a humidade

Propriedades Terapêuticas:
Na medicina chinesa tradicional, Zhu ling é usado como um tónico, é um ingrediente em muitas fórmulas de ervas. Estudos recentes indicam que Zhu ling pode aumentar a imunidade e pesquisadores em Beijing descobriram que extractos de Zhu ling reduzem o crescimento de tumores no cancro do pulmão. É interessante que esses extractos não agiram contra células cancerosas em tubos de ensaio, o que sugere que Zhu ling estimulou uma resposta imunológica contra o tumor. Actualmente, os chineses estão a usar extractos de Zhu ling no tratamento de pelo menos 8 tipos de cancro.

Principais indicações:
Micção diminuída, edema, beribéri, pressões urinárias e corrimento vaginal.

Observações.
As experiências indicam que este cogumelo pode promover a micção.

Onde encontrá-lo:
As raízes secas de Zhu ling podem ser comprados em mercados chineses (sob o nome Polyporus) e algumas lojas de produtos naturais. As raízes podem ser cortadas e cozidas durante 20 a 30 minutos para fazer um chá de gosto agradável. Zhu ling também se encontra disponível em extractos de pó e tinturas.

_____________________________________________________________________
Fonte
:"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
____________________________________________________________________


Sunday, 20 July 2008

Shimeji e Hiratake (Pleurotus)



Shimeji e Hiratake
Pleurotus


Nomes vulgares:
Pleurotus

Várias espécies:
Os cogumelos Shimeji pertencem ao género Pleurotus, e também são conhecidos por suas variedades Pleurotus ostreatus ou "oyster" (cinza e branco), Pleurotus eryngii (Caetetuba ou Cardoncello), Pleurotus sajor-caju, Pleurotus ostreatus ou "oyster" (cinza e branco) e também Hiratake são muito populares no mundo todo por causa do seu sabor, o seu alto valor nutricional e a sua versatilidade na composição dos mais variados pratos, das mais diversas cozinhas.

Habitat e distribuição: Ásia, Europa Central, América do Sul

Partes utilizadas: Corpos frutíferos (carpóforos)

Constituintes:
Contém lovastatina que é um redutor do colesterol e Pleuromutilina

Propriedades Terapêuticas:
As propriedades medicinais de Pleurotus são conhecidas na Ásia, Europa Central, América do Sul. Estudos mostram que o género possui a capacidade de modular o sistema imunológico, possui actividade hipoglicémica e antitrombótica, diminui a pressão arterial e o colesterol sanguíneo, possui acção antitumoral, anti-inflamatória e anti-microbiana.

Actividade cardiovascular e redução do colesterol: O melhor e mais conhecido agente farmacológico redutor de colesterol é a lovastatina. Estudos apontam que espécies de Pleurotus são, entre os basidiomicetos, as de maior potencial produtor de lovastatina. Entre as espécies produtoras o Pleurotus ostreatus, é o maior produtor, sendo a lovastatina, encontrada nos seus corpos frutíferos nas diferentes fases do seu desenvolvimento. Muitos cientistas, verificaram a redução de colesterol a partir de uma dieta com corpos frutíferos de Pleurotus ostreatus em pó.

Actividade anti-inflamatória e anti-viral:
Efeitos imunológicos de glucanos, produzidos pelos Pleurotus, foram observados, não apenas contra células cancerígenas, mas também contra infecções virais, por produzirem o agente antiviral pleuromutilina, activa contra o vírus da gripe. Os cogumelos Pleurotus eryngii e Pleutotus ostreatus, são recomendados pela Medicina Tradicional Chinesa para problemas nas articulações e para relaxamento muscular. O pó desses cogumelos é efectivo no tratamento de lumbago, problemas com tendões e má circulação sanguínea.

Actividade anti-microbiana:
Na década de 40, foram estudadas actividades antimicrobianas de várias espécies de fungos. As substâncias antimicrobianas sintetizadas pelos cogumelos do género Pleurotus podem ser divididas em: polissacáridos de baixo peso molecular, que em alguns casos também apresentam acção anticancerígena e antiviral, em resposta à estimulação do sistema imunológico; metabólicos secundários, derivados de compostos terpenóides e; em diferentes derivados de proteínas. Pesquisas científicas mostraram que extractos derivados de corpos frutíferos de várias espécies de Pleurotus produzem actividade antibiótica, especialmente contra Staphylococcus aureus.

Actividade anti-tumoral:
As maiorias das pesquisas sobre efeitos antitumorais de cogumelos foram conduzidas no Japão, onde foram estudados os potenciais anti-carcinogénicos de diversos basidiomicetos, incluindo espécies do género Pleurotus. De acordo com uma dessas pesquisas o extracto de Pleurotus ostreatus inibiu 75,3 % do tumor Sarcoma 180, transplantado em ratos, após 10 dias de tratamento. Após cinco semanas o tumor desapareceu completamente.

Sazonalidade:
Disponível o ano todo.

Armazenamento:
Armazenar em ambiente fresco e seco, por 2 anos, a partir da data da produção.

Rehidratação:
Para rehidráta-los, mergulhe-os em água quente por 2 a 5 minutos, em água fria, vinho ou caldos por 30 minutos e guarde o líquido para adiciona-lo como flavorizante aos pratos a serem preparados. Uma porção de 10g, rehidratados corresponde a 100g de cogumelos frescos.

_____________________________________________________________________________________

Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
_____________________________________________________________________________________

Saturday, 19 July 2008

Reishi (Ganoderma lucidum)



Reishi
Ganoderma lucidum



Família: Ganodermatáceas

Nomes vulgares: Reishi (em japonês), Ling zhi (em chinês).

Habitat e distribuição: Cogumelo anual originário das regiões tropicais do Oriente. Cresce preferentemente sobre madeira viva ou morta de árvores caducas, em florestas de carvalho (Quercus do sul e bosques de ácer do nordeste, hoje, também, obtido por cultura.

Partes utilizadas: Corpos frutíferos (carpóforos).

Constituintes: Poli-holósidos (45%) de elevado peso molecular (glucosanas, arabinogalactanas, ganoderanas), triterpenos derivados do ácido ganodérico e lanostanóico, esteróides, ácidos gordos insaturados, aminoácidos, proteínas, glicoproteínas (lectinas) e sais minerais.

Farmacologia e Actividade Biológica: Os poli-holósidos e as glicoproteínas apresentam uma actividade Imunoestimulante, anticancerígena (aumenta a produção de citocinas pelos macrófagos e linfócitos T e os níveis de interleucina) e antiviral. Os triterpenos são responsáveis pela acção anti-inflamatória, hipolipemiante e hepatoprotectora ao normalizarem a estrutura hepática alterada. Tem actividade antiagregante plaquetária, relaxante muscular e anti-hipertensora. Acção antialérgica e anti-radicalar.

Propriedades Terapêuticas: É um incrementador do sistema imunológico a é usado contra uma grande variedade de doenças. O Reishi é dos melhores “medicamentos” para o tratamento de asma, é excelente para aliviar alergias, problemas digestivos, insónia e pressão sanguínea alta. O Reishi apresenta outros benefícios cardiovasculares também; há alguma evidência de que reduz os níveis de colesterol e reduz a aderência plaquetária, um dos factores que contribuem para os ataques cardíacos).

Usos Etnomédicos e Médicos: Foi comprovado ser útil na cirrose hepática, hepatites agudas e crónicas. Como protector celular durante os tratamentos oncológicos. Em situação de imunodeficiência e processos alérgégico. Na hipertensão, diabetes e hiperlipidémias como antitrombótico e antiarteriosclerose. Artralgias e mialgias. Insónia e nervosismo.

Principais indicações: Doenças crónicas como imunoestimulante, hepatoprotector, anti-viral e anti-tumoral. Coadjuvante do tratamento na diabetes mellitus.

Contra indicações: Não são conhecidas.

Efeitos Secundários e Toxicidade: Inicialmente pode produzir-se uma descompensação nos níveis de glicose, que nos doentes com diabetes deverá a glicémia ser controlada.

Precauções: Nas gastralgias, associar uma planta emoliente, como a alteia e tomar após as refeições.

História: Na China, por mais de 2000 anos, foi chamado de "Erva de Deus". Também conhecido por seu nome chinês "Ling Zhi", a sua reputação tem crescido por ser efectivo no tratamento de uma extensa gama de doenças. Os Imperadores chineses, ao longo de várias dinastias ordenavam aos seus criados que procurassem cogumelos Reishi selvagens, encontrados nas montanhas, em regiões distantes, acreditando que o seu consumo lhes traria a eterna juventude e muita saúde. Os seus milagrosos poderes de cura apesar de terem sido empregados pelas culturas Orientais há muitos séculos, somente nos últimos 30 anos foram apresentadas ao mundo Ocidental. Os efeitos do Reishi são legendários por causa de sua eficácia médica, pela ausência de toxinas e efeitos colaterais desfavoráveis. Como é um cogumelo raro na natureza (não nasce espontaneamente), até o final do século XX, o Reishi era reservado principalmente para uso da realeza asiática ou indivíduos ricos. Actualmente, ele é cultivado no Japão e disponível para a população em geral.

Lendas e Mitos: Celebrado na arte e literatura chinesa como o "cogumelo da imortalidade", Reishi tem sido usado há muito tempo na Ásia como um tónico para promover a longevidade, incrementar a saúde em geral e acelerar a recuperação de doenças. Existe uma fórmula na China que pode ser traduzida como "proteger um académico de seu próprio cérebro" ou seja, a pessoa tem um cérebro que lhe escapa ao controle, como um cão correndo atrás do próprio rabo. Reishi é bom para esse tipo de situação, ele actua como um relaxante para fortalecer pessoas ansiosas e desgastadas.

Espécies: Existem 6 espécies de cogumelo Reishi, a mais comum e extensamente estudada e cultivada é a Red Reishi (Reishi vermelho). Os cogumelos Reishi (vermelhos) são primariamente compostos por complexos hidratos de carbono denominados de polissacarídeos, triterpenóides, proteínas e aminoácidos. Estudos indicam que estes polissacarídeos, os princípios activos do Reishi, são responsáveis por fortalecer o sistema imunológico. Médicos chineses e japoneses há muito tempo usam ervas como ginseng, brasenia e astrágalo (combinadas com o Reishi) para reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia em pacientes com patologias oncológicas. Além disso, o ácido ganoderico do Reishi tem se mostrado excelente auxilio no tratamento de alergias comuns, pela inibição dos mediadores químicos da inflamação.

Uso Culinário: Devido a seu gosto amargo, o Reishi é pouco usado como alimento.

Onde encontrá-lo: O Reishi pode ser encontrado em lojas de produtos naturais e mercados orientais em várias formas: inteiro e seco e numa variedade de pós, pílulas, extractos, xaropes ou chás, isolado ou combinado com outras ervas. Ferver o cogumelo fibroso para fazer um chá calmante.

_____________________________________________________________________________________

Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
_____________________________________________________________________________________

Friday, 18 July 2008

Shiitake (Lentinus edodes)


Shiitake - Xitaque
Lentinus edodes (Berck) Sing. Basidiomicete


Nomes vulgares: Cogumelo-japonês, lentinus, mykofarina, shii-ta-ké e shitake.

Habitat e distribuição: Cogumelo originário da China, Japão e Coreia, que vegeta sobre árvores em decomposição, principalmente, do género Quercus e Carpinus. Hoje muito cultivado no Japão na Colômbia e nos Estados Unidos em toros de madeira.

Partes utilizadas: Micélios secos.

Constituintes: Aminoácidos livres (25 a 35%) e combinados sob a forma de proteínas, polissacáridos, dos quais o mais importante é um glucano (lentinan), vitaminas do complexo B, sais minerais, ácidos gordos livres e combinados, esteróides (ergosterol, sitosterol). O lentinan é um potente incrementador do sistema imunológico, é usado no Japão contra os efeitos adversos da quimioterapia do cancro e pesquisadores da Hungria descobriram que ele pode desencorajar a expansão das células de cancro do pulmão. Eritadenine, outro composto encontrado no Shiitaké, reduz o colesterol do sangue.

Propriedades Terapêuticas:
As propriedades medicinais do Shiitake são conhecidas há muito tempo. Pela milenar medicina oriental é conhecido como "elixir da vida" pelas suas qualidades no combate a inúmeras doenças, e um importante factor de longevidade. É considerado também um importante afrodisíaco. É um alimento rico em proteínas, possuindo de 10% a 29% do seu peso seco; aminoácidos essenciais; contém as vitaminas E, B, C e D; e os sais minerais cálcio, fósforo, ferro, potássio. Além de conter fibras dietéticas que auxiliam na digestão, contém baixo níveis de açúcar e gorduras

Farmacologia e Actividade Biológica: Reduz os lípidos no organismo nomeadamente o colesterol. Atribui-se aos polissacáridos propriedades imunoestimulantes, com aumento da actividade linfocitária e dos macrófagos, e da produção de interferão, pelo que tem actividade antiviral, antifúngica e antitumoral. Acção adaptogénica. Inibe a agregação plaquetária e tem acção protectora vascular.

Usos Etnomédicos e Médicos: Como hepatoprotector e adaptogénico. Protector da mucosa gástrica no caso de lesões ulcerosas. Na medicina oriental tradicional, o Shiitaké tem sido usado para aumentar a vitalidade, melhorar a circulação e tratar a constipações.

Principais indicações: Como revigorante, antiasténico imunoestimulante e regulador do colesterol sérico.

Contra indicações: Não são conhecidas.

Efeitos Secundários e Toxicidade:
Não são conhecidos.

Observações: Existem duas variedades, a “koshin” “Donko”, caracterizando-se esta última por ter mais polpa e maior concentração em constituintes activos.

História:
Traços de cogumelos foram encontrados em materiais da idade da pedra. Para os egípcios, os cogumelos representavam a imortalidade. Os gregos atribuíam poderes mágicos aos cogumelos e os romanos viam-nos com "o alimento dos deuses". Hoje, são conhecidos mais de 10.000 espécies de cogumelos, mas o primeiro a ser cultivado foi provavelmente o Shiitake. Ele já era cultivado no Japão há mais de 2000 anos. Além de ser utilizado como alimento, o Shiitake já era usado na Ásia para melhorar o sistema circulatório e tratar constipações. Desde o século 14 o Shiitake tem sido utilizado para activar o Qi, energia da vida.

Pesquisas Médicas: O seu uso tem aumentado, é usado tanto no oriente quanto no ocidente para tratar inflamações provenientes de bronquites, dores de estômago, dores de cabeça, constipações, desmaios, e envenenamento por cogumelos. Na China, terapeutas prescrevem o Shiitake para o tratamento de diabetes, pressão alta e alergias. Mais de 30 anos de pesquisas sugerem que o Shiitake tem uma actividade antiviral e fungicida, e também pode ajudar o corpo a lutar contra problemas cardíacos. Estudos que ainda estão em andamento investigam os efeitos do Shiitake no tratamento de úlceras, hepatites, reumatismo e colesterol. Resultados apresentados desses estudos, sugerem um grande potencial no combate ao vírus HIV e tumores cancerígenos.

Shiitake e o Cancro:
Em 1969, um componente foi isolado pela primeira vez por Keneth Cochran, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A ele foi dado o nome de lentinan, e estudos demonstraram que o lentinan estimula as células de defesa a se livrarem das células tumorais, e também aumenta os efeitos da quimioterapia. No Japão, o lentinan é usado para prolongar a vida de pacientes com cancro no estômago. Para aqueles que não sofrem de doenças sérias e não necessitam de uma visita ao médico, os terapeutas indicam 5 gramas de Shiitake por dia como medida de prevenção.

Shiitake e a SIDA: Em estudos japoneses, o extracto do Shiitake, LEM (lentinus edodes mycelium) foi mais letal às células infectadas pelo HIV que o próprio AZT. O extracto bloqueou o HIV, assim como o herpes 1 e 2, de se reproduzirem e de destruírem células que são importantes para nosso sistema imunológico. Além do mais, ligninis, um tipo de composto químico encontrado em muitos extractos de plantas, incluindo o Shiitaké, mostraram-se muito úteis para a melhoria do sistema imunológico pelo aumento do número de células formadas pela medula óssea.

Shitake e a Nutrição:
Nutricionalmente falando, o Shiitake é uma excelente fonte de vitamina B, e também contém proteínas, enzimas e hidratos de carbono complexos. Embora 90% do peso do Shiitake é correspondente à água, o Shiitake é nutricionalmente superior à cenoura, milho, batatas e tomates devido à quantidade e qualidade de proteínas contidas nele.

Uso culinário: É um cogumelo comestível que apresenta as propriedades terapêuticas dum cogumelo medicinal. Destacado dos outros cogumelos devido ao seu alto teor em vitaminas e substâncias, que fortalecem o sistema imunológico. Com sabor característico e muito usado na culinária chinesa e japonesa, o Shiitake pode ser consumido de diversas formas. Risotos, saladas, pizzas, diversos tipos de molhos, sautés, sopas grelhados, strogonof são algumas das possibilidades de preparo com o cogumelo. Ele pode ser preparado inteiro ou somente com a parte de cima, por ser mais difícil de cozinhar, os talos podem ser usados em patês. A iguaria apresenta-se in natura (fresco) ou desidratado. O desidratado de sabor mais acentuado é usado em molhos, o fresco rende mais.

Onde encontrá-lo:
O Shiitake, que pode ser encontrado em lojas de produtos naturais, mercados orientais e alguns supermercados, pode ser cozido fresco ou reconstituído de cogumelos secos. O Shiitake também pode ser encontrado em extracto, cápsulas e pós.

_____________________________________________________________________________________

Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
_____________________________________________________________________________________

Wednesday, 16 July 2008

Maitake (Grifola frondosa)


Maitake
Grifola frondosa


Família: Lamiáceas (Labiadas)

Nomes vulgares: hen-of-the-woods (Estados Unidos)

Habitat e distribuição: É conhecido pelos caçadores de cogumelos americanos como "hen-of-the-woods" porque nasce nos cotocos de madeira, em agrupamentos em forma de leque, que podem chegar a pesar até 50 quilos. Apesar de ser comum nas florestas do leste da América do Norte, no Japão o Maitake natural é raro. Agora cultivado com sucesso, esse delicioso cogumelo é vendido por todo o Japão.

Partes utilizadas: Pode ser utilizado todo o cogumelo.

Constituintes: A ciência actual conseguiu isolar um dos constituintes activos para reforçar a actividade imunitária, resultante da ligação das proteínas beta – glucan (extracto de Maitake D-fraction).

Propriedades Terapêuticas: Tem sido premiado na tradicional fitoterapia japonesa como um adaptogénico, o que significa equilibrar os sistemas do organismo para valores normais. Pesquisadores chegaram à conclusão, que todo o Maitake tem propriedades fantásticas para regular a tensão arterial, a glucose, insulina e ambos os lípidos hepáticos, como o colesterol e triglicéridos e fosfolípidos, podendo eventualmente ser bom para a regulação do peso. Para obter aqueles benefícios adaptogénicos, o melhor seria recomendar todo o Maitake.

Usos Etnomédicos e Médicos:
Além das funções adaptogénicas, o Maitake é possuidor de efeitos estimuladores no sistema imunitário. É recomendado o uso de suplementos de Maitake para pessoas com cancro, SIDA e outras doenças do sistema imunológico, além dos que sofrem da síndrome da fadiga crónica, hepatite crónica e doenças do meio-ambiente que podem representar sobrecarrega tóxica.

Pesquisas actualizadas: O Maitake D-fraction tem sido utilizado por inúmeros profissionais de saúde por todo o mundo e foi alvo de vários estudos clínicos e não-clínicos.

Maitake e o cancro.
Tem sido bastante estudado no Japão, os investigadores afirmam: “Extracto de Maitake contém agentes que combatem o cancro e são incrementadores do sistema imunológico mais poderoso do que qualquer outro cogumelos medicinal testado até agora. Junto com a quimioterapia, aumentam a eficácia de doses mais baixas de drogas ocidentais, ao mesmo tempo que protegem o sistema imunológico contra danos tóxicos”.

Maitake e a SIDA: pode também ter aplicação no tratamento de SIDA: o pesquisador japonês Hiroaki Nanba testou um extracto de Maitake contra HIV in vitro e relatou que ele preveniu a destruição dos linfócitos auxiliares de T (que estimulam outros leucócitos a produzirem anticorpos) em até 97%.

Uso culinário:
Devido às suas propriedades tónicas (se conseguir encontrá-lo fresco), poderá ser acrescentado regularmente à dieta.

Onde encontrá-lo: Maitake seco, que pode ser reconstituído e usado na culinária, é encontrado em algumas lojas de produtos naturais. Chás de Maitake, extractos em pós e tinturas podem ser encontrados mais facilmente.

_____________________________________________________________________________________

Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
_____________________________________________________________________________________

Enokitake (Flammulina velutipes)


Enokitake
Flammulina Velutipes


Nomes vulgares: Cogumelo-japonês, lentinus, mykofarina.

Habitat e distribuição: Japão e China

Partes utilizadas:
Corpos frutíferos (carpóforos). São cogumelos tenros, delicados, com estipe (talos) brancos e longos e píleo (chapéu) pequeno e arredondado.

Constituintes: Possui vários tipos de aminoácidos, contém um polissacárido chamado flamulin que, segundo pesquisas, possui propriedades anti-tumoral em estudos animais.

Propriedades Terapêuticas: Segundo as pesquisas, quando consumido regularmente, os cogumelos Enokitake podem prevenir e auxiliar no processo de cura de doenças do fígado e úlceras gastroentéricas. Possui vários tipos de aminoácidos que podem inibir o crescimento de tumores de Ehrlich e sarcoma. Recomenda-se que pessoas com cancro ou um alto risco de cancro comam Enokitake regularmente.

Sazonalidade: Disponível durante todo o ano.

Armazenamento:
Armazene em ambiente fresco e seco, por 2 anos, a partir da data da produção.

Uso Culinário: Podem ser usados frescos em saladas japonesas. Quando estão secos para re-hidratá-los, mergulhe-os em água quente por 2 a 5 minutos, em água fria, vinho ou caldos por 30 minutos e guarde o líquido para adicioná-lo como flavorizante aos pratos a serem preparados. Uma porção de 10g, re-hidratados corresponde a 100g de cogumelos frescos.

_____________________________________________________________________________________

Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Tuesday, 15 July 2008

Cogumelos Orientais usados como remédio - Introdução


Os cogumelos comestíveis começaram a ser cultivados de forma primitiva pelos chineses há cerca de dois mil anos. Entre as aproximadamente 45 mil espécies descritas desses fungos, cerca de dois mil são conhecidas como comestíveis, 25 são cultivadas e aceites como alimentos, mas somente 10 são populares entre os países consumidores de cogumelos.

Esses fungos são importantes para a alimentação e a saúde humana, já que além de nutritivos, possuem mais proteína do que alimentos como o trigo e o arroz, e contêm os aminoácidos essenciais à dieta humana, vitaminas, hidratos de carbono, fibras nutricionais importantes, além de ácidos gordos insaturados – os cogumelos possuem propriedades medicinais e podem ser importantes aliados no tratamento complementar de doenças como cancro, lúpus, herpes, HPV (vírus do papiloma humano) e SIDA.

Por mais dum milénio, os cogumelos desempenharam um papel importante na Medicina Oriental, cuja farmacopeia recorre a 200 variedades de fungos. Entre os mais usados estão os “cogumelos tónicos”. Estes aumentam a resistência natural do organismo, além de aumentar a longevidade. Agem como imunomoduladores, incrementando a função e a actividade do sistema imunológico. São benéficos em problemas sérios do sistema imunológico, tais como Cancro e SIDA, também podem ser usados com segurança para afastar as mazelas quotidianas.

Os componentes dos cogumelos tónicos que incrementam o sistema imunológico são certos polissacáridos, que são cadeias complexas de açúcares simples. Eles parecem-se com moléculas encontradas nas bactérias, estimulando, dessa forma, as respostas imunes. Outro incrementador do sistema imunológico que contém certos polissacáridos inclui as ervas Astragalus e a Echinacea.

Os 4 seguintes cogumelos tónicos – Maitaké, Shiitaké, Reishi e Zhu ling – podem ser encontrados em várias formas nas lojas de comida natural e mercados orientais. É até possível criar os próprios cogumelos. Shiitaké e Maitaké são deliciosos e podem ser usados em qualquer prato onde figurem cogumelos. Zhu ling e Reishi, por outro lado, são melhores quando usados na forma de chá ou suplementos.

Esses cogumelos apenas tocam a superfície em termos de cogumelos medicinais. Enoki, o cogumelo branco, parecido com um broto, encontrado nas saladas japonesas, contém um polisacarido chamado flamulin que, segundo pesquisas, possui propriedades anti-tumoral em estudos animais. Recomenda-se que pessoas com cancro ou um alto risco de cancro comam Enoki regularmente. Wood ear, também conhecido como Mo-er ou Tree ear, contém compostos que ajudam a "afinar" o sangue.

Existe o caso dos corredores chineses, que de um passado sem brilho quebraram nove recordes mundiais após usarem uma fórmula tónica cujo principal ingrediente era Cordyceps, um cogumelo que cresce nos corpos de certas larvas de mariposa. Pessoas que são geralmente fracas ou carecem de vitalidade deviam experimentar estes cogumelos. Se quiser derrotar o próximo germe que aparecer, pense em consumi-los de vez em quando.

_____________________________________________________________________________________

Fonte:
"Cogumelos Orientais usados como remédio"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESTAL - Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa - como requisito para o Curso de Pós-Graduação em Terapêuticas Não Convencionais)
_____________________________________________________________________________________