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Wednesday, 28 January 2009

Plantas para purificar o ambiente


Existe uma grande variedade de plantas que podem ajudar-nos a manter um ambiente saudável no interior das nossas casas.
Um simples ramo de alecrim, por exemplo, vai criando uma atmosfera deleitosa e amiga da natureza humana.
Está comprovado que o grau de poluição no interior das habitações está a aumentar desmesuradamente, sendo uma das causas de várias doenças, nomeadamente das vias respiratórias.O uso de produtos de síntese, o fumo do tabaco e das velas, é algumas das causas do estado de saturação do meio ambiente. Na quadra natalícia aumenta-se o uso de velas e algumas de cores muito tóxicas.
Fumigações preparadas com plantas de aromas balsâmicos apresentam-se como uma boa solução.
A sua preparação é fácil.
Num recipiente de inox, de preferência com fundo duplo para economizar a água e a energia, introduzem-se três mãos cheias de folhas verdes e viçosas de rosmaninho branco, ou de alecrim em cerca de três litros de água. Leva-se ao lume para que ferva. Ao levantar fervura reduz-se a chama ao mínimo, de modo a manter um estado de ebulição suave durante cinco minutos.
Entretanto o aroma como uma neblina, vai criando uma atmosfera amável, dissipando os maus cheiros. Exerce também uma acção repelente contra alguns insectos, nomeadamente mosquitos e moscas.Para as pessoas com tendência para asma, a artemísia e o tomilho são as planta mais apropriadas.
Alecrim, gerânio, salva e mentas são as plantas mais indicadas para as crianças até aos seis anos, pois necessitam de aromas suaves, para criar um meio ambiente saudável e ameno.

Zélia Sakai

Fonte:Plantas Medicinais na Saúde e na Beleza

Friday, 16 January 2009

Carqueja (Baccharis trimera (Less) DC; Asteraceae)


A carqueja (Baccharis trimera (Less) DC; Asteraceae) é uma planta ideal para canteiros de jardins, pois cresce formando tufos espessos.
Pelo seu gosto amargo, a medicina popular recomenda-a para combater problemas digestivos e hepáticos. Com efeito diurético, auxilia no emagrecimento e no controlo da diabetes.
Pelo mesmo motivo, deve ser usada com moderação.

Nome científico:
Baccharis trimera (Less.) DC.

Família:
Asteraceae.

Sinónimo botânico:
Baccharis genisteiloides var. trimera (Less.) Baker., Baccharis trimera Person, (=Molina trimera Less.).

Outros nomes populares:
Bacanta, bacárida, cacaia-amarga, cacália-amarga, cacália-amargosa, caclia-doce, cuchi-cuchi, carque, carqueja-amarga, carqueja-amargosa, carqueja-do-mato, carquejinha, condamina, iguape, quina-de-condomiana, quinsu-cucho, tiririca-de-babado, tiririca-de-balaio, tiririca-de-bêbado, três-espigas, vassoura; carqueja (castelhano); carquexia (espanhol); querciuolo (italiano); carqueija, tojo (Portugal).

Propriedades medicinais:
Amarga, antianémica, antiasmática, antibiótica, antidiarréica, antidiabétíca, antidispéptica, antigripal, anti-hidrópica, anti-inflamatória, anti-reumática, anti-Trypanosoma cruzi(causador da moléstia de Chagas), aperiente, aromática, colagoga, depurativa, digestivo, diurético, emoliente, eupéptica, estimulante hepática, estomáquica, febrífuga, hepática, hepato-protetor, hipocolesterolémica, hipoglicêmica, laxante, moluscocida (contra Biomplalaria glabrata, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose), sudorífica, tenífuga, tónico, vermífuga.

Indicações:
Afecções febris, afecções gástricas, intestinais, das vias urinárias, hepáticas e biliares (ictérícia, cálculos biliares, etc.); afta, amigdalite, anemia, angina, anorexia, asma, astenia, azia, bronquite asmática, chagas venéreas, coadjuvante em regimes de emagrecimento, colesterol (redução de 5 a 10%.), desintoxicação do fígado, diabete, diarréias, dispepsias; doenças venéreas; enfermidades da bexiga, do fígado, dos rins, do pâncreas e do baço; espasmo, esterilidade feminina, estomatite, faringite, feridas, fraqueza intestinal, garganta, gastrite, gastroenterites, gengivite, gota, hidropisia, impotência sexual masculina, inflamações de garganta, inflamação das vias urinárias, intestino solto, lepra, má-digestão, mal estar, má-circulação, obesidade, prisão de ventre, reumatismo, úlceras (uso externo), vermes.

Parte utilizada:
Hastes.

Constituintes químicos:
Segundo a EPAGRI: alfa e beta-pineno, álcoois sesquiterpênicos, ésteres terpênicos, flavonas, flavanonas, saponinas, flavonóides, fenólicos, lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos, alcalóides. Compostos específicos: apigenina, dilactonas A, B e C, diterpeno do tipo eupatorina, germacreno-D, hispidulina, luteolina, nepetina e quercetina. O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno, carquejol e acetato de carquejilo). Segundo a BIONATUS: flavonóides (apigenina, cirsiliol, cirsimantina, eriodictiol, eupatrina e genkawanina), sesquiterpenos, diterpenos, lignanos, alfa e beta pinenos, canfeno, carquejol, acetato de carquejila, ledol, alcóois sesquiterpênicos, sesquiterpenos bi e tricíclicos, calameno, elemol, eudesmol, palustrol, nerotidol, hispidulina, campferol, quercetina e esqualeno.

Contra-indicações/cuidados:
Gestantes e lactantes. Doses excessivas podem abaixar a pressão.

Modo de usar:
Infusão, decocção, extracto fluido, tinturas, elixir, vinho, xarope, gargarejos, compressas.

Infusão: 1 chávena (café) em 1/21itro de água. Tomar 1 a 2 chávenas após as refeições e ao deitar;

Infusão ou decocção a 2,5%:
50 a 200mL ao dia;

Infusão para uso externo:
60g em 1 litro de água. Aplicar nos locais afectados. Banhos parciais ou completos, ou compressas localizadas;

Infusão:
10g de talos em ½ litro de água fervente. Tomar 150ml, três vezes ao dia;

Decocção:
Ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó numa 1 chávena das de chá de água. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia;

Decocção:
10 g em 1/2 litro de água. Tomar 4 vezes ao dia;

Tintura:
1 colher das de sobremesa de 8 em 8 horas. (5 a 25mL ao dia). - extracto fluido: 1 a 5mL ao dia.

Vinho digestivo:
Macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. Tomar 1 cálice antes das refeições.


Fonte: http://www.carqueja.com.br/

Saturday, 13 December 2008

Plantas anti-idade


Ganhe anos de vida com a Fitoterapia.
Veja as plantas, os tubérculos e os frutos que o podem ajudar


Plantas anti-idade

Não se iluda: o elixir da eterna juventude continua ainda por descobrir. Enquanto tal não sucede, o mundo vegetal é a nossa maior fonte comprovada de substâncias que combatem o passar dos anos. Tome nota das plantas que a vão ajudar a protelar o envelhecimento.

Vários estudos epidemiológicos e clínicos indicam que as populações que ingerem com frequência algumas das plantas de que lhe falamos neste artigo têm uma esperança de vida superior à média. Por exemplo, na ilha japonesa de Okinawa, é normal ver centenários a jogarem às cartas e a praticarem actividade física, como o tai-chi, diariamente.

Tomando exemplos como este, a medicina anti-envelhecimento está, actualmente, na vanguarda da investigação, tendo proporcionado o desenvolvimento de boas soluções para atrasar o envelhecimento, num processo em que as plantas são as grandes protagonistas. Não é por acaso que muitos dos fármacos para aliviar os sintomas próprios da maturidade se baseiam nos princípios activos das plantas.
Por que razão envelhecemos?

O envelhecimento é um processo natural contra o qual lutamos constantemente. Apesar de existirem diferentes teorias que respondem a esta pergunta, os especialistas inclinam-se para a soma das quatro seguintes:
Formação de radicais livres

Está mais do que provado que estas moléculas instáveis danificam as células sãs, já que são tóxicas para o corpo.

Maus hábitos de vida
Abusar de gorduras e proteínas, o sedentarismo ou o tabaco são alguns deles.

Deterioração hormonal

O declínio da produção hormonal pelas glândulas endócrinas acelera o envelhecimento.

Herança genética
Por muito que nos custe, a longevidade também se herda.

A marca do tempo
Embora não exista forma de evitar que o nosso corpo se desgaste nem sofra certas alterações orgânicas, é possível abrandar e protelar esse processo. Saiba quais são as partes da nossa anatomia que mais denunciam a idade e as plantas mais eficazes para evitar a sua deterioração.

De seguida, dizemos-lhe quais são as plantas mais utilizadas para atrasar o envelhecimento, para rejuvenescer e como pode usá-las também em casa. Mas advertimo-la, desde já, que deve seguir sempre as indicações de um especialista para obter os melhores resultados.


A pele

O tecido epidérmico é um dos mais denunciadores no que diz respeito aos sinais da passagem do tempo. As peles mais afectadas pelo envelhecimento são as secas ou sensíveis. O grande culpado? O sol.


Borragem

Porque faz bem?
Graças à sua grande quantidade (e qualidade) de ácidos gordos essenciais (gama-linolénico), actua como hidratante, fortalecendo as células cutâneas. Também são percursores das prostaglandinas, que participam na regulação hormonal.
Obtenha os seus benefícios: Em cápsulas (tome 2 a 4 por dia) ou em compressas embebidas no seu óleo (para tratar eczema, por exemplo).


Calêndula

Porque faz bem?
Tem uma acção suavizante, calmante e descongestionante, que favorece peles com dermatite ou stressadas. Também favorece a cicatrização.
Obtenha os seus benefícios: Em sabão, unguento, óleo ou loção, todos para aplicar directamente na área da pele afectada. Também pode tomá-la em infusão: duas a quatro chávenas.


Rosmaninho

Porque faz bem?
É utilizado há muitos anos em loções e sabonetes como reconstituinte da pele, tonificando-a e
hidratando-a. Para além disso, estudos recentes descobriram que previne a oxidação das gorduras e a formação de placas do chamado mau colesterol (LDL).
Obtenha os seus benefícios: Com duas chávenas diárias de infusão, depois do pequeno-almoço e do almoço. Para a preparar, junte 5 g de rosmaninho seco a cada chávena de água.


Centelha asiática

Porque faz bem?
Muito utilizada na medicina chinesa e indiana, contém substâncias regenerativas e estimulantes do colagénio (uma das fibras de sustentação da pele), como o asiaticósido e o centelósido.
Obtenha os seus benefícios: em cremes dermatológicos ou cosméticos, cuja posologia depende da indicação de um especialista.


O coração

Quando envelhece, as suas funções enfraquecem e o bombeamento do sangue torna-se mais difícil. Fica rodeado de gordura, o que complica o seu trabalho: as artérias tornam-se menos elásticas, e formam-se placas de ateroma nas suas paredes e artérias coronárias que podem obstruir os vasos e produzir trombos, aterosclerose e elevar a tensão arterial.


Castanha-da-índia

Porque faz bem?
Só se utiliza a sua casca, que contém escina e taninos, antioxidantes que combatem a fragilidade capilar, a inflamação e os edemas. É usada, especialmente, em problemas de origem venosa, como pernas cansadas, claudicação intermitente, mãos e pés frios, frieiras, varizes e para evitar as tromboflebites.
Obtenha os seus benefícios: Em extracto (30 gotas, repartidas em três tomas diárias) ou através da decocção de 50 g de casca por litro, duas vezes ao dia.


Cavalinha

Porque faz bem?
A sua composição rica (saponósidos, taninos, flavonóides, alcalóides e sais minerais – sobretudo, silício e potássio – e vitamina C) tem uma acção anti-hemorrágica, cicatrizante e remineralizante. É também antifúngica, diurética e adstringente. O silício está associado a processos de crescimento e à saúde das unhas, cabelo, pele e tecido conjuntivo. Em combinação com o potássio, é um excelente diurético, indicado para problemas urinários causados ou não por hipertrofia benigna da próstata.
Obtenha os seus benefícios: em infusão ou decocção (ferva 2 g numa chávena de água durante cinco minutos e deixar repousar outros 20), ou através do sumo da planta fresca; também pode usá-la em creme ou loção, extracto e em pó. Se tomar cápsulas de cavalinha, a dose recomendada é de duas a três ao dia.


Alho

Porque faz bem?
O seu constituinte fitoquímico mais conhecido é a alicina, um eficaz desinfectante e bactericida. O alho reduz a tensão arterial e a aterosclerose, para além de eliminar determinados patogénios da flora intestinal, e estimular a circulação. Se tomado continuamente durante alguns meses, diminui o bloqueio das artérias (placas de ateroma) e aumenta os níveis de insulina.
Obtenha os seus benefícios: Fresco (mastigue dois dentes de alho pela manhã), em decocção (ferva uma cabeça de alho num litro de água durante cinco minutos; beba três chávenas diárias) ou em cápsulas (600 a 900 mg ao dia).



O cérebro

É um dos órgãos que mais sofre com o passar dos anos devido a vários factores: a idade, a sua decrescente irrigação sanguínea, a falta de actividade cerebral, alguns medicamentos (anti-depressivos, analgésicos e sedativos) e a intoxicação por metais pesados (como o chumbo, mercúrio ou alumínio).
Consequentemente, os neurónios são danificados e a sua degeneração impede que a transmissão de impulsos nervosos ao resto do organismo seja a adequada.


Ginkgo biloba

Porque faz bem?
É uma das plantas medicinais com mais estudos científicos. É muito rica em flavonóides, que têm uma importante acção antioxidante, através da neutralização dos radicais livres do cérebro (efeito neuroprotector).
É vasodilatador e aumenta a irrigação cerebral. Para além disso, regula a produção de neurotransmissores, como a dopamina e acetilcolina (substâncias relacionadas com a motricidade, emoções, aprendizagem e memória). Assim, favorece a memória, a concentração e o equilíbrio, os três sintomas característicos da deterioração cognitiva.
Obtenha os seus benefícios: Com uma cápsulas de 40 mg, 4 a 6 vezes ao dia.


Ginseng

Porque faz bem?
A sua raiz possui umas substâncias conhecidas como ginsenósidos, que captam radicais livres. Tem uma acção tónica geral sobre o organismo, aumentando o desempenho físico e intelectual: diminui a sensação de fadiga e aumenta a capacidade de concentração e memorização.
Para além disso é um adaptogénico: regula a produção de adrenalina e cortisol pelas supra-renais. Isto faz com que aumente a energia e a força de vontade, ao mesmo tempo que diminui o stress e a ansiedade. Está provado que melhora a memória e a concentração em doentes de Alzheimer ou outras demências senis.
Obtenha os seus benefícios: Tome 1 a 4 g por dia.


Salva

Porque faz bem?
É um regulador do sistema hormonal: pode ser aplicada nas dores menstruais e durante a menopausa para reduzir os calores, afrontamentos e perda de massa óssea (osteoporose). Desta forma, vai minorar o envelhecimento provocado pelo declínio da produção de hormonas no pós-menopausa. É também um tónico geral: estimula a memória e o sistema imunitário.
Obtenha os seus benefícios: A forma galénica mais vulgar de utilização da salva é a infusão: 1 colher de sopa para uma chávena; tome duas ao dia.


As defesas

Com a idade, o número de células T (próprias do sistema imunológico do organismo) diminui, aumentando a vulnerabilidade às infecções e interferindo no mecanismo hormonal. O passar do tempo reduz os estrogénios, provocando, nas mulheres, a chegada da menopausa e dos seus desagradáveis sintomas físicos: afrontamentos, perda de massa óssea, etc.


Milefólio

Porque faz bem?
Contém substâncias parecidas com a melatonina, pelo que tem efeitos semelhantes a esta hormona segregada pela glândula pineal e cuja função é imunoestimulante e antioxidante. Normalmente, os valores de melatonina começam a descer a partir dos 50 anos, de modo que a milefólio é uma boa opção para os aumentar, na idade adulta.
Obtenha os seus benefícios: Em tisana, a partir de duas colheres de flores por cada chávena de água, duas ou três vezes ao dia.


Chá verde

Porque faz bem?
Destaca-se pela actividade antioxidante, anti-inflamatória e imunomoduladora dos seus flavonóides e catequinas. Para além disso, mais de 600 estudos científicos confirmam as suas propriedades antitumorais ao nível do cancro do cólon, pâncreas, esófago, pulmões, mama e próstata, aumentando assim a esperança de vida de quem o consome.
Obtenha os seus benefícios: Os seus benefícios são dose dependentes, o que significa que quanto mais infusões ou comprimidos tomar por dia, maiores os benefícios (um estudo recente aponta os maiores benefícios em pessoas que tomaram mais de 20 chávenas por dia).


Soja

Porque faz bem?
Vários estudos indicam que, nos países onde a soja é o principal componente da dieta, as mulheres não têm praticamente sintomas da menopausa e osteoporose. O seu consumo também provoca reduções na percentagem de cancro da mama e do útero e de doenças cardiovasculares.
Tem um efeito modelador dos estrogénios e não um efeito estrogénico. Isto significa que, em mulheres na menopausa compensa a carência de hormonas, mas nas outras mulheres vai competir com os estrogénios (produzidos pela mulher ou ingeridos com a pílula contraceptiva), reduzindo o risco de cancro da mama e útero.
Obtenha os seus benefícios: Pode ser ingerida como comida (rebentos, tofu) ou bebida, sabendo que 25 g de proteína de soja é o equivalente a 60 mg de isoflavonas, cuja dose diária recomendada é de 40 a 160 mg.


Os olhos

A degeneração macular é uma das doenças mais relacionadas com o avanço da idade. Isto acontece porque a retina tem um metabolismo muito activo, o que significa que gera muito material residual. Com os anos, a capacidade de eliminar estes resíduos vai-se perdendo, até que estes se tornam tóxicos e, portanto, prejudiciais para o olho.


Mirtilho

Por que faz bem?
O fruto deste arbusto possui antocianósidos e taninos, substâncias fitoquímicas que melhoram a microcirculação, pelo que está indicado para problemas de visão (hemeralopia, redução da acuidade visual). É usado em casos de demência arteriosclerótica, melhorando a memória, os zumbidos nos ouvidos, as vertigens e os enjoos.
Obtenha os seus benefícios: Como o mirtilho é um fruto, deve dar-se preferência ao seu consumo como alimento. Existe à venda durante todo o ano congelado e em doces ou compotas (algumas das quais sem sacarose). Em cápsulas, deve-se ingerir 500 a 1000 mg por dia.


O corpo

A força muscular diminui por causa da atrofia e perda de massa muscular. Os ossos são menos densos, mais porosos e frágeis (osteoporose), sobretudo nas mulheres. Estes sintomas são acompanhados de perda de cálcio, factores genéticos e hormonais, e da degeneração das cartilagens, tendões e articulações.


Harpago

Porque faz bem?
Estudos recentes demonstraram a sua eficácia nos processos inflamatórios, especialmente reumáticos, como artrose, gota e lombalgia. É tão eficaz como os medicamentos anti-inflamatórios e, por ser uma planta medicinal, tem um perfil de efeitos adversos 10 vezes menor.
Obtenha os seus benefícios: Com um extracto líquido ou ampolas (1 a 4 g diárias, consoante a gravidade da dor).
O mar também rejuvenesce
Apesar de existirem inúmeras algas que combatem o envelhecimento, a que tem maior destaque é a espirulina. É um potente antioxidante graças à sua riqueza em vitamina E; evita as manchas cutâneas e previne os trombos. O betacaroteno e as gorduras poli-insaturadas que contém fazem dela uma protectora da visão, da pele e das mucosas.

Texto: Fernanda Soares
Revisão científica: João Beles (naturopata, coordenador do curso de Naturopatia do Instituto de Medicina Tradicional de Lisboa)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista Prevenir

Fonte: http://saude.sapo.pt/prevenir/

Tuesday, 4 November 2008

Amigdalite


Febre alta, inchaço dos gânglios no pescoço, dificuldade para engolir e mau hálito podem ser sinais de que está com amigdalite.

A inflamação e infecção das amígdalas ocorre com mais frequência nas crianças ou nos adultos jovens; já foi moda remover cirurgicamente as amígdalas, mas, a menos que a infecção se torne crónica e actue como foco de outras infecções, hoje em dia considera-se que é preferível conserva-las. Elas actuam como um primeiro sinal de aviso da falta de vitalidade, e, se se perder esta primeira barreira defensiva, mais tarde poderão ocorrer doenças mais profundas.

Provocada por vírus e bactérias, a inflamação das amígdalas é mais comum nesta época do ano, quando esfria, porque depende de ambientes fechados para se disseminar.Uma forma de prevenir o mal é manter a casa arejada.Para baixar a febre, os médicos receitam antitérmicos. Já os antibióticos só são indicados se a infecção foi causada comprovadamente por uma bactéria.

Tratamentos

Aromaterapia

Os óleos essenciais são sobretudo utilizados como tratamento adjuvante em inalações de vapor, sendo os mais indicados os de Benjoim, Eucalipto ou o Tomilho, para minimizar a inflamação e combater a infecção em geral.

Fitoterapia
Se possível utilizar a tintura das seguintes plantas para gargarejar, ou em substituição, infusões arrefecidas.
Agrimonia (Agrimonia eupatoria), Salva (Salvia officinalis) e Tomilho (Thymus vulgaris); todas são adstringentes e tonificam as membranas; as duas últimas são ainda anti-sépticas.
Para obter um efeito mais forte, utilize tintura de Mirra (Commiphora molmol) juntamente com algumas das outras.
Nas crises repetidas de amigdalite crónica, consuma alho todos os dias, em pílulas/cápsulas ou fresco. Outra planta essencial a utilizar na amigdalite crónica é a Equinácea (Echinacea angustifolia ou E. purpurea), que reforça o sistema imunitário e pode ser tomado em comprimidos ou em tintura, 20 gotas, 2 vezes/dia.

Homeopatia
Acónito - aparecimento súbito da inflamação, com amigdalas quentes, vermelhas e ardentes, e com sede de bebidas frias.
Hepar sulph - inchaço doloroso, como se houvesse alguma coisa entalada na garganta; amigdalas inchadas e com pus amarelo.
Lycopodium - inchaço crónico das amigdalar, que parecem pintalgadas de branco, por pequenas ulceras purulentas; as bebidas frias podem agravar a sensibilidade

Naturopatia

A função das amígdalas - captura e remoção das bactérias infecciosas que, de outro modo, causariam problemas - significa que elas próprias são mais susceptíveis de ficarem infectadas. Isso pode, por sua vez, originar uma infecção das adenóides, com congestão nasal.
Quando estes sintomas ocorrem, convém suprimir os lacticínios por algum tempo. Em qualquer caso, tome muitos líquidos, especialmente sumos de fruta. O sumo de limão, acabado de espremer e com um pouco de mel, é um bom anti-séptico local. Os ataques repetidos de amigdalite são, muitas vezes, sinal de falta de saúde em geral, podendo necessitar de tratamento profissional.

Alimentos recomendados
Pepino, repolho, tomate, abacate, abacaxi, limão, cebola, oregãos, sálvia, chá de casca de jequitibá.

Wednesday, 29 October 2008

Alecrim (Rosmarinus officinalis)



O alecrim (Rosmarinus officinalis) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo dos 0 a 1500 m de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.

Como qualquer outro nome vernáculo, o nome alecrim é por vezes usado para referir outras espécies, nomeadamente o rosmaninho, que possui exactamente o étimo rosmarinus No entanto estas espécies de plantas, alecrim e rosmaninho, pertencem a dois géneros distintos, Rosmarinus e Lavandula, respectivamente, e as suas morfologias denotam diferenças entre as duas espécies, em particular, a forma, coloração e inserção da flor.

Descrição
Arbusto muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas, opostas, lanceoladas. A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a superior é quase prateada. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. O fruto é um aquênio. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins.

Toda a planta exala um aroma forte e agradável. Utilizada com fins culinários, medicinais, religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colónia, pois contém tanino, óleo essencial, pinemo, cânfora e outros princípios activos que lhe conferem propriedades excitantes, tónicas e estimulantes.
A sua flor é muita apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel.

Utilização culinária
Fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça carne de porco, salsichas, linguiças e batatas assadas. Na Itália é utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela Em churrascos, recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas do carvão aceso, perfumando a carne e difundindo um agradável odor no ambiente. Pode ser utilizado ainda em sopas e molhos.

Aplicações medicinais
A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante para todas as pessoas atacadas de debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide.
Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, que também se recomendam a todas as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir.
Também apresenta propriedades carminativas, emenagogas, desinfectantes e aromáticas.
Uma infusão de alecrim faz-se com 4 gramas de folhas por uma chávena de água a ferver. Toma-se depois das refeições.

Utilização religiosa
Em templos e igrejas, o alecrim é queimado como incenso desde a antiguidade. Na Igreja Ortodoxa grega, o seu óleo é utilizado até aos nossos dias, para unção. Nos cultos de religiões afro, como umbanda e candomblé, é utilizado em banhos e como incenso.

Um cheirinho a Alecrim


Há dias em que se tem a impressão de se estar dentro dum espesso nevoeiro.
Tudo parece monótono e difícil e o coração fica triste.
É a noite escura da alma. Era justamente um destes dias estranhos, quando uma voz interior me disse: “Precisa tomar chá de alecrim!”

Fui ao jardim e lá estava nosso viçoso pé de alecrim.
Interessante é que quase todos que visitam os nossos jardins demonstram afeição e respeito pelo alecrim.
Confesso que nunca liguei muito para ele. Mas, naquele dia, com toda a reverência, colhi alguns ramos, preparei um chá e servi-o numa linda chávena.

O aroma era muito agradável e, a cada gole que bebia, senti a mente ir clareando.
Uma sensação de bem-estar e alegria foi se espalhando pelo corpo e senti uma enorme felicidade no coração.
Fiquei muito impressionada com a capacidade dessa planta transmitir alegria.

Aliás, o nome alecrim já lembra alegria. Resolvi pesquisar a respeito e - vejam só que maravilha!


O alecrim - Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea - foi muito apreciado na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive a “Água da Rainha da Hungria”, famosa solução rejuvenescedora.

Elizabeth da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado, recobrou a saúde, a beleza e a alegria.
O rei da Polónia chegou a pedi-la em casamento!

Madame de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza, para recuperar a alegria. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima de tudo, uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo o organismo. Além disso, equilibra a temperatura do sangue e, através dele, de todo o corpo.
Por isso é recomendado contra anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sanguínea.

Também actua no fígado.

E uma melhor irrigação dos órgãos estimula o metabolismo.

Um ex-viciado em drogas revelou que tivera uma visão de Jesus que o tornou capaz de livrar-se do vício. Jesus lhe sugeria que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco-íris.

O alecrim é digestivo e sudorífero. Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa actividade intelectual

É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para curar constipações e bronquites, para cansaço mental e stress; ainda para a perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado.


Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim:
Quando Maria fugiu para o Egipto, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas.

O lilás ergueu os seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu o seu cálice.

O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar ao menino. Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou as suas roupinhas.

Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las. “O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais.”

Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e sustentou-as ao Sol durante toda a manhã. “Obrigada, gentil alecrim!” - disse Maria. Daqui por diante, ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençoo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria”'


Bom chá de alecrim !!!

Algo mais sobre o Alecrim


O Alecrim tem aplicações muito vastas, que vão desde as afecções dos rins, cálculos biliares e renais, vómitos, indigestões, vertigens e tonturas, reumatismo, anemia, sistema imunitário, diarreia, epilepsia, etc.;

É anti-séptico; usa-se, em lavagens, para problemas de pele (juntamente com outras plantas) e usa-se também como tónico capilar e, juntamente com a salva, para combater a caspa;

Tal como o ginseng, é estimulante, favorece a actividade mental (memória), tónico cardíaco, mas também se usa para os nervos.Nos melhores tratamentos para os nervos e o stress usam-se estimulantes, de manhã e calmantes, ao fim da tarde…

O uso popular consagra o ALECRIM como remédio infalível para curar anemias, assim:

Receita:
colher um galho de Alecrim, juntar a um copo de água (cerca de 200 ml) e deixar ferver durante 5 a 10 minutos, em lume brando. Deixar descansar por 10 minuto, coar e beber meio cálice, todas as manhãs, em jejum, mantendo no frigorífico (geladeira).
"Dizem" que, repetindo este tratamento 5 vezes (cerca de 1 litro de chá) se consegue curar qualquer anemia, por mais rebelde que seja.

Tratamento (testado) para Tonturas e Sequelas de Derrames
Preparar um chá com:
· Uma colher de chá de erva-doce
· Uma colher de chá de alecrim
· Três cravos da Índia, sem cabeça
Tomar à noite antes de dormir.

Pode ser usado como tónico capilar e para a caspa: fazer um chá bem forte com Alecrim e Salva e juntar ao champô, na proporção de um quarto de chá para um frasco de champô. Ou então preparar uma tintura de Alecrim e juntar 10 ou 15 ml ao champô.

O Alecrim parece ter a particularidade de "sintonizar" o nosso sistema imunológico, adequando as resposta às "solicitações" do organismo, pelo que tem excelentes resultados nas doenças auto-imunes.

Nota: para tornar o chá de Alecrim menos desagradável pode-se juntar, sempre, um pouco de erva doce… O chá com estas duas plantas é óptimo também para combater o mau hálito, mas não aconselhável a hipertensos…

Sunday, 5 October 2008

A Sálvia tem um «enorme potencial» para controlar Alzheimer

Pilar Rauter destaca papel da salvia

Investigadores portugueses concluíram que extractos de uma espécie autóctone de salvia, muito presente nas serras d´Aire e Candeeiros, revelam um «enorme potencial» como terapia para melhorar capacidades cognitivas, funcionais e comportamentais em doentes com Alzheimer.
«Vários extractos da espécie de salvia que estudamos provocam inibições bastante potentes de enzimas envolvidas na patologia de Alzheimer», afirma Amélia Pilar Rauter, directora do Grupo de Química dos Glúcidos do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que lidera a investigação com Jorge Justino, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS).

Falta agora transformar esses extractos em princípios activos que possam ser usados pela indústria farmacêutica, adiantou. Para já, a investigação demonstrou a acção dos extractos desta espécie de salvia em duas enzimas que controlam a evolução da doença de Alzheimer, o que, segundo Jorge Justino, permitirá não curar mas controlar o desenvolvimento da patologia.
Para os investigadores, o grande potencial da descoberta reside no seu baixo custo, na actividade biológica relevante e na ausência de toxicidade, frisando que até o comum chá desta planta pode ser usado como terapia na doença de Alzheimer.

«Vários extractos, incluindo a infusão em água (chá), mostraram capacidade para inibir as enzimas acetyl e butirilcholinesterase, envolvidas nas neurotransmissões cerebrais e responsáveis pela progressão da doença de Alzheimer», com a vantagem de os extractos bioactivos revelarem ausência de toxicidade, frisam os investigadores.

Jorge Justino afirmou que existem já no mercado alguns fármacos que inibem as duas enzimas envolvidas nas neurotransmissões cerebrais. Contudo, os investigadores sublinham a «necessidade urgente» da descoberta de novas substâncias «mais eficientes e menos caras que as usadas actualmente».

Saturday, 20 September 2008

Urucum (Bixa orellana L.)

Flores, plantas e óleos afrodisíacos

Urucum (Bixa orellana L.)

O urucum tornou-se muito conhecido graças ao pigmento extraído de suas sementes. Originária da América tropical, é planta espontânea na região que vai das Guianas até a Bahia.
A pintura do corpo com o pó de urucum faz parte das tradições indígenas, sendo usada há séculos, em cerimónias e rituais.Na medicina popular, o urucum é utilizado desde o século XVII. Os indígenas usam o pó das sementes como afrodisíaco e como um remédio contra a intoxicação pela ingestão da mandioca-brava.

Monday, 15 September 2008

Catuaba (Erythroxylum catuaba)


Catuaba

Nomes Comuns
Catuaba, cataguá, chuchuchuash, tatuaba, pau de reposta, caramuru, piratançara, angelim-rosa, catiguá.

Outras espécies
Teichilia catigua, Juniperus brasiliensis, Eriotheca candolleana, Anemopaegma

História

A catuaba (Erythroxylum catuaba) é uma árvore pequena a vigorosa, que produz flores amarelas e cor-de-laranja, e pequenos frutos ovais, amarelados e não comestíveis.
Cresce no norte do Brasil na floresta amazónica. A árvore da catuaba pertence à família Erythroxylaceae, cujo género principal, o Erythroxylum, contém várias espécies que são fontes de cocaína. A catuaba, no entanto, não contém qualquer um dos alcalóides activos da cocaína.

A catuaba tem uma longa história de uso medicinal natural como afrodisíaco. Os índios Tupi do Brasil foram os primeiros a descobrir as qualidades afrodisíacas da planta e nos últimos séculos inventaram muitas canções sobre as suas qualidades e capacidades.

Uma infusão da raiz é usada na medicina tradicional brasileira como afrodisíaco e estimulante do sistema nervoso central. Uma decocção da raiz é normalmente usada para a impotência, agitação, nervosismo, nevralgia e cansaço, problemas de memória e fraqueza sexual.

Efeitos
A catuaba é um afrodisíaco. Estimula o desejo sexual e aumenta a libido tanto no homem como na mulher. Estimula o fluxo sanguíneo aos órgãos genitais, pode fortificar e prolongar uma erecção, aumenta a excitação sexual e dá orgasmos mais fortes.

Pouco após a ingestão, a maioria das pessoas sentirá formigueiros ao longo da coluna e um aumento da sensualidade pelo corpo inteiro. A pele e os órgãos genitais tornam-se mais sensíveis. É uma erva que dá à sua vida amorosa um impulso especial.
No Brasil a catuaba também é usada para equilibrar e acalmar o sistema nervoso central.

Uso
Em geral, no Brasil aplicam-se uma infusão normal (chá da raiz) e uma tintura de álcool. O uso recomendado é 1-3 chávenas de infusão diariamente, ou 2-3 ml de uma tintura de álcool normal duas vezes ao dia.

Ferve 1-2 colheres de sopa em meio litro de água por 15 minutos para obteres 2 chávenas de chá. Os efeitos ocorrem após cerca de meia hora.

Para um efeito mais forte, junta 30 gramas de catuaba com meio litro de licor numa garrafa de vidro. Deixa repousar por 2 semanas, agitando diariamentes. Alguns pequenos golos devem chegar para um efeito mais forte.

Ingredientes
Na catuaba, crê-se que um grupo de três alcalóides chamados catuabina A, B e C aumentam a função sexual e estimulam o sistema nervoso.

Fonte: http://pt.azarius.net/smartshop/aphrodisiacs/catuaba/

Sunday, 14 September 2008

Marapuana (Ptychipetalum unicinatum Anselmino)


Marapuana


Nome cientifico:
Ptychipetalum unicinatum Anselmino

Familia:
Olacaceae

Sinónimos botânicos:

Ptychopetalum olacoides Benth

Constituintes químicos:

Ácidos: araquidico e behenico lignocerico; beta-sitosterol e campesterol; óleo essencial.

Propriedades medicinais:

Afrodisíaco, anti-desintérico, anti-reumático, anti-stress, tónico.

Indicações:
Astenias cardíacas e gastrointestinais, beribéri, depressão, fraqueza, parasitas, impotência sexual, paralisias parciais, queda de cabelo, reumatismo crónico.

Parte utilizada:

A parte mais utilizada é a raiz.

Contra indicações/cuidados:
Não é recomendado para crianças

Efeitos colaterais:
Sem efeitos colaterais conhecidos, nem durante a gestação ou amamentação

Modo de usar:

Pó - até 2g diárias com doses unitárias, no máximo, de 0,5g O tratamento dura, em média, quatro semanas ou a critério do médico. É importante que dure seis dias consecutivos. Não ingerir mais de 2g ao dia. Armazenar em recipiente hermético, ao abrigo do calor, humidade e luz solar directa, já que a Marapuana é uma planta das mais delicadas.

Fonte: http://energiabrasileira.blogspot.com/

Catuaba (Eriotheca candolleana)


Catuaba

Nome científico:
Eriotheca candolleana.

Família:
Bombacaceae.

Sinónimos Botânicos:

Anemonaegma mirandum (Cham.) Mart ex DC, bignonia miranda, anemopaegma sessilifolium.

Constituintes químicos:
Alcalóide (semente a atropina e a ioimbina), substâncias amargas (catuabina), matérias aromáticas, taninos, resinas, lípidos.

Propriedades medicinais:
Ansiolítico, afrodisíaco, anti-sifilico, digestivo, diurético muito activo, estimulante geral, estimulante e tonificante do sistema nervoso, expectorante peitoral, tónico, vasodilatador.

Parte utilizada:

Folha, raiz e casca.

Contra indicações/cuidados:
Portadores de glaucoma tem que conferir a pressão ocular e evitar o uso contínuo da catuaba, pois ela pode aumentar o glaucoma. Paciente com pré-excitação ventricular, como no caso da síndrome de wolf-parkinson-wite, podem desenvolver taquicardia, pessoas sensíveis podem ter cefaleia por causa do ioimbina. Contra indicado para grávidas, recém-nascidos e crianças.

Modo de usar:
20g no vinho branco (pode misturar marapuana) deixar 7 dias e tomar um cálice nas refeições - estimulante geral e afrodisíaco. Ou 0,5 gramas três vezes ao dia: afrodisíaco, tonificante do sistema nervoso, doenças nervosas e emocionais, período de convalescença de doenças graves, dificuldade de raciocínio e concentração, impotência sexual.

Fonte: http://energiabrasileira.blogspot.com/

Friday, 29 August 2008

Cuidado com a indigestão!

(Carqueja)

A má digestão é um incómodo que apresenta sintomas como enjoos, sensação de estômago cheio, arrotos, azia, dores abdominais e flatulência, infelizmente é um mal que grande parte da população sofre. Por causa da própria correria do dia-a-dia, as pessoas mal têm tempo de se alimentar e engolem a comida rapidamente, sem uma boa mastigação. Alimentam-se mal, em excesso e incluem na sua dieta muita gordura e fritos, castigam o estômago que tem que trabalhar mais e não consegue trabalhar tanto.

Existem diversos alimentos e chás, que tem a finalidade de estimular a produção de enzimas e regularizar o sistema digestivo (estômago, pâncreas, fígado e intestino) o que ajuda a diminuir os sintomas citados acima.

Dentre os chás, destacam-se:


Hortelã e alecrim:
Para pessoas que sentem os sintomas da má digestão, recomenda-se a ingestão de 50 ml de destes chás 15 minutos antes das grandes refeições, eles estimulam a produção das enzimas necessárias para a digestão.

Boldo:

O Boldo é uma planta original do Chile e muito cultivada na região mediterrânea da Europa. Já é usada há décadas contra a má digestão. O Boldo contém diversos tipos de constituintes primários, incluindo óleos voláteis e flavonóides. A substância activa que estimula a produção da bilis (necessária para a digestão da gordura) é a boldina.

Carqueja:

A carqueja é uma erva original da floresta amazónica, exerce uma acção benéfica principalmente no fígado, em virtude dos seus princípios activos.

Dentre os alimentos, destacam-se o mamão e o abacaxi:

Colocar 1 pedaço pequeno de mamão ou de abacaxi na salada também ajuda a digestão, pois neles encontra-se papaína (mamão) e bromelina (abacaxi) que ajudam a digerir as proteínas.

Suplementos que podem ajudar:


Enzimas Digestivas:
Recomendadas para os casos mais graves, quando o organismo já não produz ou diminuiu a sua produção, necessita de uma quantidade extra onde a inclusão externa destas enzimas é imprescindível para uma boa digestão. Dependendo da composição, pode-se adquirir enzimas para a digestão de hidratos de carbono e/ou proteínas e/ou gorduras e/ou lacticínios. (pois grande parte da população tem diminuição da enzima lactase para a digestão correcta dos laticínios).

Lactobacilos:
Suplementos de probióticos (bactérias amigas) que restabelecem o equilíbrio da flora intestinal, inibem o crescimento de bactérias prejudiciais, promovem uma boa digestão, melhoram o sistema imunológico e melhoram a resistência a infecções. Pessoas com floras intestinais ricas em bactérias benéficas estão mais preparadas para lutar contra o crescimento de bactérias prejudiciais. Lactobacilos são muito usados para ajudar a reduzir a flatulência (gases). Como eles restauram o equilíbrio de bactérias no trato digestivo, eles impedem a multiplicação de bactérias produtoras de gases, dessa forma reduzindo a flatulência e inchaço. Alguns relatos dizem nos primeiros dias usando os lactobacilos pode haver um aumento no número de gases, mas esse efeito logo passa quando o intestino se ajusta a mudança de bactérias.

Saturday, 23 August 2008

Oliveira (Olea europaea)


Oliveira
Olea europae
a L., var. europaea (MilIer) Lehr


Família:
Oleáceas

Nomes vulgares: Oliveira-brava para a Oleo europaea L. var. sylvestris (Miller) Lehr, também denominada zambujeiro.

Habitat e distribuição: É originada do sul do Cáucaso, das planícies altas do Irão e do litoral mediterrâneo da Síria e Palestina, expandindo posteriormente para o restante do mediterrâneo e em zonas americanas de clima semelhante. Cultivada em quase todo o país.

Partes utilizadas: Folhas e óleo obtido dos frutos (azeite).

Constituintes:
- Folhas:
iridóides (6%) (oleoeuropeósido); derivados da colina; flavonóides derivados do luteol e do olivol; constituinte amargo (olivamarina); derivados triterpénicos (ácido oleanólico); saponósidos; ácidos fenólicos; sais minerais (cálcio); manitol; taninos; ceras.
- Óleo: ésteres glicéridos dos ácidos oleico (78 a 86%), linoleico (até 7%), palmítico e esteárico (9 a 12%); fitosteróis; vitaminas A e E.

Propriedades Terapêuticas do Óleo de Oliva: Os benefícios à saúde produzidos pelo óleo de oliva devem-se, basicamente, às substâncias que contém. A sua alta quantidade de gordura monoinsaturada reduz o LDL (mau colesterol) e, ao contrário do que ocorre com a gordura saturada de origem animal, não é transformada em colesterol. Dessa forma, o consumo regular de óleo de oliva reduz a possibilidade da formação de placas de ateroma na parede dos vasos sanguíneos. Isto, por sua vez, leva a um menor risco de doença cardíaca como enfarte do miocárdio, e também de acidentes vasculares cerebrais (derrame). Além da gordura monoinsaturada, com todos os seus benefícios, o óleo de oliva é rico em polifenóis (substâncias químicas vegetais que são potentes anti-oxidantes). Ao prevenir as oxidações biológicas, os polifenóis reduzem a formação de radicais livres. Estes, através do dano celular que produzem, são os grandes vilões do envelhecimento e das doenças crônico-degenerativas, como o cancro.

Usos Etnomédicos e Médicos: - Folhas: na hipertensão moderada, prevenção da arteriosclerose e reumatismo. - Óleo: internamente na disquinesia hepatobiliar, obstipação, e hipercolesterolemia; como lubrificante e anti-inflamatório intestinal. Externamente em afecções cutâneas, queimaduras solares ou queimaduras de primeiro grau.

Principais indicações: Hipertensão arterial.

Contra indicações: Não utilizar o azeite, como colagogo quando exista obstrução das vias biliares.

Efeitos Secundários e Toxicidade: As folhas, pelos taninos. são ligeiramente irritantes para a mucosa gástrica pelo que as preparações devem ser tomadas durante as refeições.

Aromaterapia:
Tem acção regenerativa da epiderme e, devido à sua alta concentração de ácido oleico, é um excelente emoliente. Contém grande quantidade de esqualeno vegetal.

História: Na Grécia antiga já se falava das oliveiras. Contam eles que durante as disputas pelas terras onde hoje se encontra a cidade de Atenas, Possêidon, com um golpe de seu tridente, teria feito surgir um belo e forte cavalo. A Deusa Palas Atenas, teria então trazido uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite e suavizar a dor dos feridos, fornecendo alimento rico em sabor e energia. Do outro lado do mediterrâneo, os italianos contam que Rômulo e Remo, descendentes dos deuses fundadores de Roma viram a luz do dia pela primeira vez sob os galhos de uma oliveira.
O facto concreto é que vestígios fossilizados de oliveiras são encontrados na Itália, no Norte da África, em pinturas nas rochas das montanhas do Saara Central, com idade de seis mil a sete mil anos, entre o quinto e segundo milénio a.C. Múmias da XX Dinastia do Egipto foram encontradas vestidas com granalhas trançadas de oliveira e em Creta, registos foram encontrados em relevos e relíquias da época minóica (2.500 a.C.).

Curiosidades: "Cultivada no Antigo Egipto há mais de quatro mil anos, os egípcios da VII Dinastia designavam-na por Tat; os gregos já a agricultavam no tempo de Homero; na Síria, desde o III milénio (.) o rei Salomão enviava o azeite a Hirão I rei de Tiro, em troca de materiais e dos artesãos que destinava à construção do templo; Josué e Zorobabel já comercializavam azeite com as populações de Sidon e Tiro por troca de madeira dos cedros do Líbano; na Palestina, o rei David fá-la guardar por intendentes especiais e os oásis líbios povoam-se desta árvore de frutos nutritivos"
O ramo de oliveira é utilizado como símbolo cristão por a Bíblia referir que a pomba enviada por Noé trouxe um ramo de oliveira como anunciador da misericórdia divina. Estima-se que algumas das oliveiras presentes em Israel nos dias actuais devam ter mais de 2500 anos de idade, e possivelmente presenciaram a passagem de Jesus Cristo por aquelas terras.

Nota: A oliveira é uma das quatro árvores cardinais do Calendário Celta (com o carvalho, a bétula e o freixo).


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Fonte: "Algumas das Plantas usadas em Fitoterapia"

Autora: Maria da Luz Cardoso

(Trabalho apresentado à ESMOT - Escola Superior de Medicina Oriental e Terapias - como requisito para o Curso de Acupunctura e Fitoterapia)
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Friday, 22 August 2008

Andiroba (Carapa guianensis )


Há mais de um século as mulheres da Amazónia usam o óleo de andiroba como cicatrizante, principalmente em ferimentos causados por picadas de cobra, aranha, escorpião e insectos. Enquanto se dedicam à tarefa de depurar o óleo, elas fazem bolas do bagaço e queimam-nas para afugentar os mosquitos.
Em alguns estados da região Norte, principalmente no Pará, é comum extrair-se a andiroba, um óleo grosso e bem amargo, que também é usado como combustível de iluminação, na fabricação de sabão e como protecção para madeira.. Trata-se de um azeite precioso, que representa uma verdadeira riqueza em virtude de suas múltiplas aplicações.

A andiroba é a oferta que a Amazónia faz ao mundo do futuro, segredo que a cultura cabocla guardou, por milénios, para a cura e o embelezamento da humanidade. Esta árvore amazónica é típica das várzeas e ilhas. As suas flores produzem uma agradável fragrância, perfumando as alturas e atraindo os pássaros que passeiam pelo céu da Amazónia.

O óleo extraído dessa semente possui propriedades regeneradoras, amaciando e estimulando a pele e aliviando as dores causadas por inflamações. O óleo também é utilizado no relaxamento muscular, na fadiga, como anti-séptico, emoliente e hidratante.
Por causa dessas propriedades, o óleo de andiroba deixa a pele macia e acetinada. Os caboclos fazem sabonete medicinal usando o óleo de sua semente somado a cinzas de madeiras e resíduos da pele do coco e ainda garantem que a andiroba previne contra a temerosa celulite.

Da família Meliaceae, seu nome botânico é Carapa Guianensis e as partes que devem ser utilizadas são as folhas, a casca e as sementes.

A sua casca é constituída por carapina; o óleo extraído das sementes contém, em média: ácido mirístico - 18%; ácido palmítico - 9 a 12%; ácido oleico - 56 a 59%; ácido linoleico - 7,5 a 9,5; as sementes contém de 36 a 60% de óleo.

Como fitoterápico é indicado para a febre, vermes intestinais, afecções de pele (vermelhidão, feridas, inchaços), picadas de insectos. Para uso interno deve ser usado como decocção de cascas a 10% (febres e vermes intestinais; e as sementes como purgativos.

Como fitocosmético, em cremes e hidratantes; o óleo, em champôs, condicionadores, cremes, loções e géis, na dosagem de 2 a 5%. A casca, muito amarga, actua na eliminação de vermes intestinais e baixando a temperatura corporal.

Uso medicinal
Actua, na pele, regenerando e estimulando o tecido epitelial. Alivia e acalma a dor de tecidos inflamados. As folhas frescas contribuem para a cicatrização das feridas e contusões e actua, também, como vermífugo e febrífugo. As sementes desenvolvem uma actividade purgativa. O óleo amacia a pele, regenera o tecido e apresenta óptimo efeito, também, sobre os tecidos inflamados. Funciona como febrífugo, vermífugo, purgativo, cicatrizante, emoliente, anti-séptico, hidratante e suave.
A Andiroba (Carapa guianensis ) é uma árvore alta que cresce a uma altura de até 25 metros. As sementes de Andiroba fornecem um óleo amarelo com propriedades insectívoras e medicinais.

O método tradicional para produção do óleo de Andiroba é colher as sementes que, após ter caídas da árvore, flutuam no rio. Em seguida, as sementes são fervidas. Depois de duas semanas o óleo é extraído com uma simples prensa chamada "tipiti".

O óleo de Andiroba é usado pelos indígenas misturado com corante de urucum (Bixa orellana L.) para repelir insectos, e como medicamento contra parasitas do pé.


Velas repelentes
A fabricação de velas repelentes de insectos, especialmente os mosquitos do género Anopheles, transmissores da malária, surge como um grande potencial. Recentemente descobriu-se que as velas feitas com andiroba repelem o mosquito que transmite a dengue (Aedes aegytpi).


Medicina tradicional

A casca é utilizada para o preparo de um chá contra febre, o qual também serve como vermífugo. Transformada em pó, trata feridas e é cicatrizante para afecções da pele. Os caboclos fazem um sabão medicinal com o óleo bruto, cinza e resíduos da casca de cacau. Além de ser empregado na fabricação de sabão, também fornece um óptimo combustível utilizado para iluminação nas áreas rurais.
O óleo é muito usado na medicina doméstica para fricção sobre tecidos inflamados, tumores e distensão muscular. Além disso, sabe-se ainda que o óleo da andiroba é utilizado como protector solar e a casca e a folha servem contra reumatismo, tosse, gripe, pneumonia, depressão.

A andiroba forma parte do elenco de plantas medicinais sendo estudados pela "Central de Medicamentos" (CEME) do Brasil. Ela pode ser utilizada no combate as infecções do tracto respiratório superior, dermatites, lesões dermáticas secundárias, úlceras, escoriações, e tem propriedades cicatrizantes e antipiréticas.

O óleo de Andiroba é utilizado em vários produtos para tratamento de cabelo, deixando o cabelo sedoso e brilhante.

Na indústria farmacêutica homeopática, onde está a ser comercializado na forma de cápsulas, é utilizado para diabetes e reumatismo, e o bálsamo para uso tópico de luxações e na fabricação de sabonetes medicinais.

Fonte...... http://www.amazonlink.org/biopirataria/andiroba.htm

Thursday, 21 August 2008

Propriedades da linhaça (1)


Nos últimos anos tem-se publicado uma grande quantidade de informação sobre os efeitos curativos da semente de linhaça moída. Os investigadores do INSTITUTO CIENTÍFICO PARA ESTADO DA LINHAÇA DO CANADÁ e dos Estados Unidos, têm dado a sua atenção no rol desta semente na prevenção e cura de numerosas doenças degenerativas. As investigações e a experiência clínica têm demonstrado que o consumo em forma regular de semente de linhaça, previne ou cura as seguintes doenças:

  • CANCRO: de mama, de próstata, de cólon, de pulmão, etc., etc.

A semente de linhaça contém 27 componentes anti-cancerígenos, um deles é; a LIGNINA.

A semente de linhaça contém 100 vezes mais Lignina que os melhores grãos integrais. Nenhum outro vegetal conhecido até agora iguala essas propriedades. Protege e evita a formação de tumores. Só no cancro se recomenda combinar semente de linhaça moída com queijo cottage baixo em calorias.


• BAIXA DE PESO:
A linhaça moída é excelente para baixa de peso, pois elimina o colesterol em forma rápida. Ajuda a controlar a obesidade e a sensação desnecessária de apetite, por conter grandes quantidades de fibra dietética, tem cinco vezes mais fibra que a aveia. Se você deseja baixar de peso, tome uma colher a mais pelas tardes.

• SISTEMA DIGESTIVO:
Prevêem ou cura o câncer de cólon. Ideal para artrite, prisão de ventre, acidez estomacal. Lubrifica e regenera a flora intestinal. Expulsão de gases gástricos. É um laxante por excelência. Previne os divertículos nas paredes do intestino. Elimina toxinas e contaminadores. A linhaça contém em grandes quantidades dos dois tipos de fibras dietéticas solúvel e insolúvel. Contém mais fibra que a maioria dos grãos.

• SISTEMA NERVOSO:
É um tratamento para a pressão. As pessoas que consomem linhaça sentem uma grande diminuição da tensão nervosa e uma sensação de calma. Ideal para pessoas que trabalham sob pressão. Melhora as funções mentais dos anciãos, melhora os problemas de conduta (esquizofrenia). A linhaça é uma dose de energia para o seu cérebro, porque contém os nutrientes que reduzem mais urotransmisores (reanimações naturais).

• SISTEMA INMUNOLÓGICO:

A linhaça alivia alergias, é efectiva para o LUPUS. A semente de linhaça por conter os azeites essenciais Ómega 3, 6, 9 e um grande conteúdo de nutrientes que requeremos constantemente, faz com que nosso organismo fique menos doente, por oferecer uma grande resistência às doenças. Contém grandes quantidades de rejuvenescedor, pois retém o envelhecimento. A linhaça é útil para o tratamento da anemia.

• SISTEMA CARDIOVASCULAR:
É ideal para tratar a arteriosclerose, elimina o colesterol aderido nas artérias, esclerose múltipla, trombose coronária, alta pressão arterial, arritmia cardíaca, incrementa as plaquetas na prevenção da formação de coágulos sanguíneos. É excelente para regular o colesterol ruim. O uso regular de linhaça diminui o risco de padecer de doenças cardiovasculares. Uma das características UNICAS da linhaça é que contém uma substância chamada taglandina, a qual regula a pressão do sangue e a função arterial e exerce um importante papel no metabolismo de cálcio e energia. O Dr. J H. Vane, ganhou o prémio Nobel de medicina em 1962 por descobrir o metabolismo dos azeites essenciais Ómega 3 e 6 na prevenção de problemas cardíacos.

• DOENÇAS INFLAMATÓRIAS:

O consumo de linhaça diminui as condições inflamatórias de todo tipo. Refere-se a todas aquelas doenças terminadas em "ITE", tais como: gastrite, hepatite, artrite, colite, amigdalite, meningite, etc.

• RETENÇÃO DE LÍQUIDOS:

O consumo regular de linhaça, ajuda aos rins a excretar água e sódio. A retenção de água (Edema) acompanha sempre à inflamação de tornozelos, alguma forma de obesidade, síndrome pré-menstrual, todas as etapas do câncer e as doenças cardiovasculares.

• CONDIÇÕES DA PELE E CABELO:

Com o consumo regular de sementes de linhaça você notará como sua pele volta-se mais suave. É útil para a pele seca e pele sensível aos raios do sol. É ideal para problemas na pele, tais como: psoriase e eczema. Recomenda-se também como máscara facial para uma limpeza profunda da cútis. Ajuda na eliminação do pano branco, manchas, acne, espinhas, etc. É excelente para a calvície. Essa é uma boa notícia para quem sofre de calvície. Também é útil no tratamento da caspa. Use-a como geleia para fixar e NUTRIR o seu cabelo. Não use vaselinas que danificam o seu coro cabeludo e o cabelo.

• DIABETES:
O consumo regular de linhaça favorece o controle dos níveis de açúcar no sangre. Esta é uma excelente notícia para os insulina-dependentes.

• VITALIDADE FÍSICA:
Um dos mais notáveis indicativos de melhora devido ao consumo de linhaça é o incremento progressivo na vitalidade e na energia. A linhaça aumenta o coeficiente metabólico e a eficácia na produção de energia celular. Os músculos se recuperam da fadiga do exercício.

• MODO DE USAR:
Duas colheres de sopa por dia, batidas no liquidificador, misturam-se num copo de sumo de fruta, ou sobre a fruta, ou com a aveia, ou iogurte no café da manhã ou no almoço. Podem tomar pessoas de todas as idades (crianças, adolescentes e anciãos). Inclusive mulheres grávidas.

Wednesday, 20 August 2008

Gerânio (Pelargonium graveolens)


O gerânio pelargonium graveolens é uma planta muito aromática originária da África. O seu óleo essencial é obtido por extracção a vapor das suas flores e folhas.
Existem muitas variedades de gerânios (outras cores e nomes botânicos), mas o tipo pelargonium graveolens, conhecido no Brasil como malva cheirosa, é o que gera o óleo essencial cujas propriedades terapêuticas estão descritas a seguir. Esta malva cheirosa apresenta pequenas e delicadas flores cor-de-rosa e as suas folhas são um pouco aveludadas e rendadas na extremidade.

Acção do Gerânio no emocional

O gerânio tem um aroma semelhante ao de rosas, o que sinaliza um potencial de expandir o coração, a decisão de amar e amar-se. Antigamente, as pessoas plantavam gerânios ao redor da casa, com a intenção de afastar os maus espíritos e trazer sorte aos bebés, atribuindo ao gerânio poder de protecção.

O facto é que o gerânio proporciona, via Aromaterapia, ou seja, o seu óleo essencial, uma rápida activação na energia vital, eleva o astral e alivia o cansaço. A sua folha pode ser usada no preparo de sucos desintoxicantes e chás, aromáticos e saborosos.

Emocionalmente, porque o seu aroma sedoso é semelhante ao de rosas, o gerânio trabalha muito bem o feminino quando ajuda o fígado (e vesícula) na sua desintoxicação. Portanto, ajuda a dissipar raivas reprimidas, equilibrar o emocional, mobilizar angústias e tratar a depressão.

O gerânio “acorda”, “desperta”, coloca os sentimentos no “aqui e agora”, na REALIDADE.

Ele trabalha também as vibrações Yang (acção), o masculino, quando ajuda na desintoxicação dos rins para desmaterializar os medos. É quando a ilusão dos medos se transforma em coragem, possibilitando as decisões adiadas (harmoniza o raciocínio lógico e a intuição) e o resgate da responsabilidade pelas acções iludidas. Quando se está vivendo momentos onde o sonho é uma necessidade, as pessoas irão se sentir pouco à vontade com o aroma do gerânio, uma vez que a mensagem do gerânio é oposta à ilusão.

O gerânio aumenta a criatividade e estimula-nos para a entrega, a fé de “corpo e alma”. O coração deseja e realiza: enfrenta e “dá conta do recado”.

Disso tudo é que, possivelmente, vem do seu uso histórico como “protector”. Afinal, quando no mundo real (meditação) e longe das ilusões, o nosso campo de protecção não permite que energias densas, falsas expectativas e frustrações se manifestem.

Acção do Gerânio no físico

Fisicamente, o gerânio tem a função reguladora sobre o sistema hormonal e supra-renais. O seu óleo essencial trabalha fortemente o feminino, quando interfere positivamente na prevenção e tratamento da TPM, menopausa e celulite. Tonifica as mamas, evita e trata estrias quando normaliza qualquer tipo de pele e as suas afecções. O gerânio aumenta o fluxo sanguíneo o que faz revigorar todas as células, inclusive unhas e cabelos.

Importante: deve ser evitado o seu uso durante a gravidez.

Homens podem e devem usá-lo, pois todos precisamos trabalhar o feminino internamente. Também porque o gerânio tem forte influência sobre os rins e supra-renais, órgão de choque do metabolismo masculino.

Com a sua acção diurética tem importante acção tónica sobre os rins: cálculos renais, bexiga e diabetes. Pela grande influência que o gerânio exerce sobre as glândulas supra-renais, podemos compreender muitos dos seus benefícios tanto físicos quanto emocionais.

Tem acção também sobre o fígado (hepatite, cirrose) e sistema linfático, contribuindo na eliminação de toxinas como excessos de glicose, colesterol, triglicéridos e mucosidade.

Como usar o óleo essencial de Gerânio?

O gerânio é um óleo que pode ser usado puro, como um perfume. Trata-se de um aroma forte e penetrante, portanto, é suficiente e prudente usar somente uma gota. Lembre-se que em caso de pele sensível deverá ser diluído em óleo vegetal. Uma gota na nuca, por exemplo, estimula, diminui o cansaço e revigora!

Para usar à noite, importante combinar com óleos relaxantes como a lavanda ou camomila.

Para favorecer sentimentos de confiança e coragem é excelente praticar meditações com o óleo essencial de gerânio. Ideal pela manhã ou tarde. Este óleo pode ser aplicado na nuca, num aromatizador pessoal, num lenço de papel, pulverizado no ambiente, na esponja no banho matinal, enfim...

Nas diluições em óleo vegetal, usa-se a 1%: para 50 ml de óleo vegetal adicione 11 gotas do óleo essencial de gerânio.

Nos óleos corporais, o óleo vegetal irá viabilizar a massagem. Dependendo das composições com outros Óleos Essenciais poderão ser indicados para: alívio de dores, relaxamento, estimulação, hidratação e outros cuidados específicos. Além de tratar internamente via olfacto, ajuda a "respirar" a pele, integrando seus efeitos terapêuticos.

Para uso nos chacras, o gerânio é mais indicado no coronário, trabalhando o medo e depressões, além de fortalecer a capacidade para a tomada das decisões. No chacra básico, é indicado para materializar objectivos. No chacra frontal, para resgatar a visão interna, o auto-conhecimento.

Fonte: Somos Todos Um; Conceição Trucom – química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida

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