Monday, 29 September 2008

O leite e o Cancro da Mama


Esta é uma história real!

É a história da professora Jane Plant, geoquímica e chefe científica do British Geological Survey — uma prestigiada instituição pública britânica que se dedica à investigação em matéria de Geologia — pode constituir um significativo exemplo para muitas mulheres, já que ela sobreviveu a 5 tumores mamários e às práticas médicas convencionais para tratar o cancro.

E fê-lo, segundo ela mesma afirma, de uma forma muito simples, eliminando todos os lácteos da sua dieta. A sua história é parecida à de muitas outras mulheres. Sentiu o mesmo pânico quando lhe diagnosticaram cancro da mama e confiada no bem saber e fazer dos oncologistas submeteu-se a uma mastectomía e à irradiação dos ovários porque lhe disseram que assim provocava-se a menopausa, suprimia-se a produção de estrogénios e se poderia curar o cancro. Mas tudo resultou falso. De facto o cancro reproduziu-se até 4 vezes.

Sofri a amputação de uma mama, submeteram-me a radioterapia e a uma quimioterapia muito dolorosa. Vieram os mais eminentes especialistas do meu país mas no meu íntimo estava certa que estava enfrentando a morte.E estive quase a ponto de “atirar a toalha", conta a professora Plant no seu livro “Your life in your hands” (A Tua Vida Nas Tuas Mãos) onde relata a sua própria experiência e explica como chegou à ideia que acabou por salvar a sua vida:

Teve origem numa viajem de meu marido à China — conta na sua obra — comecei a pensar que a minha enfermidade era virtualmente inexistente em tal país. De facto só uma em cada 10.000 mulheres morre de cancro de mama na China enquanto que só no Reino Unido os números oficiais falam de uma em cada 12.

Então o meu marido — que também é cientista — e eu mesma, começámos a investigar sobre a forma de vida e alimentação dos orientais até que chegámos à ideia que me salvou a vida: as mulheres chinesas não tinham cancro da mama nem os homens desenvolviam tumores prostáticos porque são incapazes de tolerar o leite e, portanto, não o tomam. E mais, sabemos que os chineses são incapazes de compreender a preocupação ocidental por tomar leite de vaca.

Eles nunca o utilizam e muito menos para amamentar os seus bebés! E se pára para pensar, não pode ser uma simples casualidade que, mais de 70% da população mundial tenha sido incapaz de digerir a lactose. Hoje creio que a natureza tenta avisar-nos a tempo, de que estamos comendo um alimento errado.

Quando Jane Plant escreveu tudo isto, estava a fazer quimioterapia ao seu quinto tumor mamário. E foi então quando decidiu suprimir por completo a ingestão de lácteos, incluindo todos os alimentos que contêm algo de leite: Sopas, biscoitos, pastéis, margarinas, etc. E que sucedeu? — Em só uns dias - refere em seu livro — o tumor começou a encolher. Duas semanas depois da minha 2ª sessão de quimioterapia e uma semana depois de haver suprimido o leite e os seus derivados, o tumor começou a picar-me. Logo abrandou e começou a minguar. Umas seis semanas depois havia desaparecido.

De facto o meu oncologista, do Charing Cross — Hospital de Londres, no pôde reprimir um exclamar maravilhado:

“Não o encontro!” quando examinou a zona onde havia estado o tumor.

Pelo visto, não esperava que alguém com um cancro tão avançado — pois já havia invadido o meu sistema linfático — pudesse sobreviver.

Felizmente, aquele oncologista conseguiu superar o seu cepticismo inicial e na actualidade, recomenda uma dieta sem lácteos aos seus pacientes.

Convencida de que deixar de tomar lácteos era o que lhe havia salvado a vida, Jane Plant decidiu partilhar os seus conhecimentos e a sua experiência no livro antes mencionado. E de imediato, mais de 60 mulheres afligidas de cancro de mama se puseram em contacto com ela para pedir-lhe conselho.

E os seus tumores também desapareceram.

Ainda que não tenha sido fácil aceitar que uma substancia tão “natural” como o leite pudesse ter tais repercussões para a saúde —explica Plant — agora não tenho dúvida de que a relação entre os produtos lácteos e o cancro de mama é similar à que existe entre o tabaco e o cancro do pulmão.

Mas não só isso porque, por exemplo, já em 1989 o Dr. Daniel Cramer da Universidade de Harvard, determinou que estes produtos estão implicados na aparição do cancro dos ovários. E os dados sobre o cancro da próstata conduzem a conclusões similares. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que o número de homens que padecem deste cancro na China, é de 0,5 por cada 10.000 enquanto que no Reino Unido o número é 70 vezes maior.

A chave está pois, sem dúvida, no consumo de lácteos.

Para a professora Plant o leite de vaca é um grande alimento... mas só para os bezerros! E afirma, convencida, que a natureza não o destinou para ser consumido por nenhuma outra espécie! De facto estou convencida —conclui — de que salvei a minha vida por deixar de consumir leite de vaca. Só desejo que a minha experiência possa servir a mais mulheres e homens que, sem o saberem, podem estar, ou virem a estar, enfermos por causa dos lácteos que consomem.

No seu livro, para além de detalhes da sua própria experiência e dados interessantes sobre as suas investigações acerca dos efeitos do leite de vaca sobre a nossa saúde, reconhecem-se uma série de recomendações nutricionais que se resumem em alimentar-se basicamente de leite de soja, chá de ervas, sementes de sésamo, tofú, nozes, muita fruta e verduras frescas.

Healing Hugs

Always, Jeannette

1 comment:

leprechaun said...

Muitíssimo bem!

Mas não é preciso recorrer sequer a exemplos no estrangeiro, mesmo por cá até os cépticos nessas tais "outras terapias" já conseguem reconhecer que, seja lá por que razão, há autênticos milagres na alimentação!

Mesmo em fóruns altamente críticos das medicinas não oficiais e que são totalmente contrários à sua legalização em Portugal, tenho lido testemunhos perfeitamente coincidentes com a história de Jane Plant.

Meaning... no milk and there goes the tumour! Back to milk and then it comes again!

Claro, correlação não é causalidade, mas como individualmente não somos meras percentagens em estatísticas, os tais casos pessoais ou evidência anedótica servem muito bem para alguém!

Por fim, a todos os interessados recomendo o importante livro do Dr. Colin Campbell "The China Study".

E é que nem é preciso acrescentar mais...

Rui leprechaun

(...fora os lacticínios, muita fruta e vegetais! :))